Blog do Leão Pelado



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Colaboradores:

A. João Soares, Aruangua, J. Rodrigues, Sapiens, Mentiroso



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Crimes Abafados

O caso da Casa Pia já vem de longe. Dele, muitos se têm servido para apoiar as suas ideias, sobretudo políticas, deformando um assunto que na realidade se trata de comportamento e de moralidade, um tema da justiça a que os militantes de nenhum partido escapam, seja a descoberto ou de forma não aparente. São crimes de comportamento, absolutamente independentes seja do que for. Isto é tão lógico e tão patente que só um impostor falsário e comediante pode afirmar o contrário

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Bandalheira Geral
num País de Trogloditas

No chamado caso da Face Oculta, os manipuladores número um daquilo a que em Portugal persistem em chamar justiça (que há outros, a justiça cá é manipulada) têm demonstrado o que têm dentro, o que valem. Não é que não tenha sido sempre assim desde há alguns anos, mas agora alguns casos obrigam-nos a salientar os seus valores.

Valores de rascas, evidentemente. Existe há já cerca de dois anos um artigo no Site da Mentira! explicando o porquê. Nessa altura já o sujeito era velhíssimo. Há ainda posts sobre o assunto, assim como sobre a polícia, tanto neste blog como no blog da Mentira! Também não é novidade. Aliás, pelas suas obras e ouvindo-os, como poderíamos deixar de notar essas suas qualidades e valores, mesmo que algumas fracas vozes se levantem em sua defesa? As intervenções do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça sobre o caso são mais do que uma revelação sobre essa promíscua figura. Diz-se e desdiz-se, foge e esquiva-se, aldraba. Verdade ou mera coincidência, o seu comportamento assemelha-se bem ao que as versões dum velhíssimo ditado nos contam; a verdade está no povo:

Homem pequeno, velhaco ou dançarino,
Homem pequenino, velhaco ou dançarino,
Homem pequenino, velhaco ou bailarino,
Homem pequeno pode ter muito veneno,
Homem pequeno, poço de veneno.


Certo ou errado? Pelo menos dá que pensar sobre a sabedoria popular.

Continuam a esconder o que devem desfraldar. Aproveitam-se duma lei parida por abortos velhacos e ladrões, mais que evidentemente concebida para encobrir o que a justiça nacional faz dos actos de corrupção: a lei do segredo de justiça. Qual segredo? Justiça merecedora desse nome não se pode esconder, é pública. Se se esconde será por má intenção. Afinal, os tribunais não servem para mais do que julgamentos do Estado (o Povo) contra o criminoso. A investigação dificilmente se poderia fazer sem sigilo, mas o julgamento deve ser público e nada que o concerne deve ser mantido sob segredo. O segredo, tal como usado nesta pseudo-democracia, tem apenas duas utilidades: por um lado encobrir actos criminosos de políticos para os absolver, por outro esconder a bandalheira dos tribunais. A justiça em Portugal, tal como quase tudo no país, não é democrática. Os tribunais são o palco da arrogância dos fantoches que por lá se pavoneiam arrogantemente.

Bandalheira, sim, multiplamente constatada e ainda no fim de semana de 21/22-11-2009 comprovada na notícia do acto de deitar para a rua documentos, que esses sim, deveriam ser guardados, arquivados longe dos olhos dos transeuntes, em que de passagem qualquer um pode deitar a mão.

Bandalheira, sim, pelo comportamento de certos juízes, como testemunhado em 1999 em julgamentos na 4ª Vara Criminal do Tribunal da Boa Hora, caso concreto. A juíza Presidente fumava no seu gabinete e ao terminar abria a porta para o corredor interior para deitar a beata que pisava no chão. Durante os julgamentos cochichava todo o tempo com a colega, não prestando atenção às declarações respondendo às suas próprias perguntas, enquanto o outro colega, que tinha entrado na sala de audiências aviltadamente em calças de ganga azul e “bata” aberta, fazia agora contas de cabeça com os olhos fechados. Se não querem que os classifiquem assim, que se comportem condignamente. Se querem que ser respeitados, que mostrem merecê-lo. Ser juiz não é pertencer a uma raça superior. O juiz é um comum mortal que deve cumprir o seu trabalho com zelo e esmero, qualidades humanas e conhecimentos gerais e da vida. O que em Portugal não têm em geral. Quanto aos conhecimentos da vida, que se pode esperar de pobres juízes rapazolas e catraias pedantes? A profissão foi desonrada de vários modos, que eles não o esqueçam no seu pedantismo.

O caso da Casa Pia, os julgamentos que demoram anos e anos e outros que nunca chegam ao fim. Tudo isto revela a bandalheira da cambada de arrogantes irresponsáveis e mandriões que são os juízes e os funcionários judiciais. Sim, porque segundo o Eurostat os juízes portugueses apenas resolvem cerca de metade dos casos que a média dos seus colegas europeus resolve dentro do mesmo espaço de tempo. Como assim? Não se podem excluir os magistrados, por tão fortemente ligados aos mesmos processos.

A rasquice, mentalidade atrasada, espírito de vigarista e outras qualidades asquerosas afins não são apanágio exclusivo do povo. Jamais esquecer que um qualquer povo se compõe de todos os seus elementos. Qualquer que seja a «casta» a que eles pretendam pertencer, fazem dele parte integrante, como ele pensam, reagem e se comportam. São feitos da mesma massa e cresceram juntos; as excepções são na mesma percentagem para todos. Pretender contrariar esta realidade universalmente reconhecida e mesmo tomada como padrão, só pode ser afirmado por gente mal intencionada tentando desresponsabilizar-se com a mais baixa perversidade do género dos políticos, dos juízes e dos magistrados portugueses. Como podem eles pretender colocar-se acima da população, meramente devido às suas funções profissionais e não aos seus méritos profissionais, pessoais e humanos? Só se não fossem portugueses. A sua própria reacção ao descrédito e às críticas de que agora são alvo demonstra que elas são justificadas.

É verdadeiramente triste que pessoas colocadas em funções de respeito não o mereçam devido à sua baixa formação, princípios e comportamento a todos os níveis morais e profissionais. São bandos de rascas desprezíveis roídos pela arrogância, apanágio justificativo da gente do seu género.

Muto mais isto se verifica em Portugal, onde a população em geral tolera e aprova as mais baixas qualidades, delas fazendo parte a desonestidade, a mandriice, a irresponsabilidade, a incompetência, a corrupção, a aparência, a profunda falta de civismo e de princípios ordinários escondidos sob uma falsidade reles e baixa quase a toda a prova.

Alguns casos são demonstrações flagrantes do estado de atraso mental generalizado da população nacional. Entre o seu número infindável, alguns saltam aos olhos. O relativo êxito alcançado pela Manela Leiteira e pelo Portas com os seus discursos anti-sociais e transbordando de falsidade que eles sabem ser aceites devido à mentalidade geral. Mais um é os jornaleiros chamarem ao CDS o partido dos centristas e ninguém corrigir. Outro, mundialmente flagrante, é a constatação de que Portugal é o único país ocidental onde o número de infectados pela SIDA não diminui, mas pelo contrário, cresce. O estado da justiça é gritante. Um povo que tem escoiceados de bolas como ídolos e noticiários que dão futebol a meio das notícias e por um tempo exagerado, ambos inéditos na Europa. Os casos demonstrativos são tantos que nem vale a pena acrescentar, basta abrir os olhos e querer ver. Em lugar de acreditar nos energúmenos fabricantes das notícias de desinformação anti-social, abramos os olhos para o que se passa no resto do mundo e que esses indivíduos animalescos se esforçam por nos esconder por cá. Usemos as nossas cabeças em lugar de emprenharmos pelos ouvidos como os papalvos por que eles justamente assim nos tomam.

A incapacidade do povo mais desabonado em tomar nas suas mãos as rédeas dos maiores ladrões e as esticar fazendo-os morder o freio é que os pobres diabos julgam que também eles poderão tirar proveito da situação que causa sua própria miséria e a desgraça geral. Outra prova do seu atraso mental. Fazem a sua cama a seu jeito, o que justifica plenamente outro ditado popular: cada povo tem o governo que merece. Porquê, pois, queixarem-se?

Há muito a fazer, mas deve começar-se pelo princípio.
O povo deve, literalmente, tomar as rédeas nas mãos e domesticar os políticos. Estes devem governar para o país e não para o seu partido, roubando e arruinando o país, como até agora têm feito. A miséria actual não pode jamais dever-se apenas a alguns anos de má governação – como esse monstro impostor e de falsidade que é a Manela Leiteira proclama – mas à contínua manipulação interesseira de todos os governos de gananciosos, corruptos e ladrões Os tribunais devem ser independentes dos políticos, mas nunca do povo que representam; que deveriam representar, mas não o fazem. Tal como os políticos, devem prestar contas ao seu soberano, ao seu patrão, ao seu dono, àquele a quem servem. O povo soberano tem o direito de saber e os juízes, tal como os políticos, a obrigação de prestar contas, informando.

Aliás, o problema do estado da justiça em Portugal não se distingue do estado geral do país, um verdadeiro lamaçal dominado por máfias, incompetentes e irresponsáveis a todos os níveis. Aquilo em que jornaleiros indignos e políticos ladrões, vigaristas e corruptos transformaram o país ao mesmo tempo que mentiam às pessoas, convencendo-as de que era assim uma democracia como viviam. Era necessário manter toda a população contente e ignorante da realidade (só possível com a ajuda incondicional dos sabujos jornaleiros) para continuar a votar neles, permitindo a continuidade do roubo e da impunidade dos criminosos de direito comum que nos têm governado.

Através dos anos, políticos corruptos e jornaleirada asquerosa com falsidades artificiais conseguiram convencer a população de que vivia em democracia. Porém, aqueles que tiveram suficiente experiência de viva anterior à Abrilada sabem que a liberdade anunciada se limita exclusivamente a políticos e jornaleiros. Esses sim, não a tinham e passaram a tê-la, utilizando-a contra o povo. Os demais sabem bem que no geral têm agora muito menos liberdade que anteriormente. Hoje, até o direito universal a um advogado experiente ou o de sua escolha é vedado ao cidadão comum que não o pague. É aquilo a que os impostores chamam liberdade e democracia. Democracia coxa? Não, sem braços nem pernas para andar.

Tudo o que está mal dura tanto. Por si só não mudará, que os interessados tudo farão para o manter.

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Implicações do Caso Freeport

Tome-se de que lado se tomar, vire-se donde se virar, este caso é a prova real do banditismo político nacional, seja qual for a oligarquia no poder ou na oposição. A escumalha é a mesma.

Se se vier a apurar a culpa do Sócrates, não ficamos a saber mais do que aquilo que já conhecemos, que os políticos se servem do estado para corromperem e beneficiarem da corrupção, circunstância já amplamente demonstrada para quem tenha memória e se recorde do que os governos do Cavaco, entre os mais corruptos que jamais houve, fizeram dos largos fundos de coesão da União Europeia, esbanjando, distribuindo-o por amigos e correligionários partidários, roubando-o e tudo o mais do pior de que nos recordamos, mas que muitos pretendem ter esquecido por partidarismo ou pelo palrar enganador dos culpados. Esta simples circunstância faz do Cavaco o verdadeiro coveiro nacional, o cabeça do governo que preparou o futuro do país causando o estado actual, agora agravado pela conjuntura mundial, aquele que também construiu as estradas assassinas.

Portanto, a eventual conclusão da culpabilidade do Sócrates não poderá ser uma novidade inesperada, inserindo-se apenas no ram-ram quotidiano do comportamento dos políticos portugueses. (Obs.: o nome de “coveiro” já foi atribuído ao Cavaco aquando da sua eleição; a Leiteira limitou-se a copiá-lo como o papagaio que é, nem ideias frescas tem.)

Se pelo contrário se vier a confirmar que o Sócrates não esteve implicado no caso não demonstra que Portugal se encontre em melhor situação de seriedade. Bem pelo contrário. Por alguma razão a fama da corrupção nacional se alastrou pela Europa fora e esta ocorrência só poderá aprofundar a ideia que se formou do país. Afinal, ambas as hipóteses são perfeitamente plausíveis.

Por um lado Sócrates é um político que, corrupto ou não como os de todas essas oligarquias gananciosas e mafiosas, tal como os outros com grande dificuldade resistiria ao contágio; por outro lado o PSD está bem colocado para ter sido o autor da carta anónima de delação. Não admira que uma calúnia pudesse chegar por esse caminho (se de calúnia se tratar); a corrupção política geral acima mencionada é de todos conhecida. Como tem sido bem visível, o PSD é um partido que quase se desmancha quando não está no poder e encontra-se actualmente num autêntico estado de frenesim e desespero. Vendo-se sem argumentação contra um governo que afinal seguiu o caminho que ele tinha delineado quando era governo, não tem ponta por onde pegar e as circunstâncias não lhe deixam outro curso que o de mentir ainda mais do que o usual dos políticos. Alguns, extremamente nojentos, como a Manela Leiteira e o Aquilino ave de rapina, conceberam em conjunto um plano no estilo do que o presente governo seguiu, todavia pior por incluir a destruição do já miserável sistema de saúde, um dos piores da Europa, assim como abandonar o sistema solidário da segurança social, ou seja perpetrar crimes contra os Direitos Humanos, porque as necessidades sociais são Direitos Humanos.

Estes bandidos assaltantes da saúde pública e das pensões de reforma, encontrando-se sem argumentação com pés e cabeça, um cala-se e a outra limita-se a vomitar as maiores atrocidades jamais concebidas, pois sabe que aquilo que aprovou antes do governo o ter concretizado era ainda muito pior. Até o malfadado comboio a alta velocidade é filho desse governo. Donde as suas vociferações mais não podem ser do que a banha da cobra para ludibriar os carneiros eleitores. Contudo, ao que se constata, quanto mais baboseiras bárbaras a Leiteira clama mais desce a sua cotação, segundo tem publicado a TVI.

Noutros países europeus os partidos da família do PSD são democráticos do centro ou mais para a esquerda. Recordemos que foram os partidos do PSD da Suécia, da Noruega e da Dinamarca que em grande parte financiaram o Partido Socialista no seu princípio. Em Portugal, o PSD de PSD só tem o nome, não é nem social nem democrata, mas apenas burocrata, ou não fizesse parte da podridão política nacional. O PS também se voltou para o neo-liberalismo feroz. Que o Diabo leve a ambos e nos livre doutros piores que querem diminuir os impostos para terminar de vez com os serviços sociais, já que não haveria fundos para os manter mesmo assim reduzidos, e pôr mais agentes da polícia na rua para evitar o crime com origem na pobreza e na miséria moral.

Não tenhamos ilusões, políticos santos será a mais rara das excepções e quer este caso penda para uma conclusão ou para outra, os perdedores serão sempre os mesmos: nós, que pagamos e sofremos as consequências e ainda ficamos com fama de atrasados nos outros países por permitirmos que assim seja. A justiça podre, incompetente e arrogante que leva anos a avançar também para isso contribui.

Surge ainda uma outra questão. Então o Sampaio promulgou conhecendo que se tratava dum projecto numa zona protegida?

A corrupção generalizou-se no país, tornou-se parte integrante da nossa história recente e aprovamos governos corruptos pensando que se estivéssemos lá procederíamos de modo idêntico. As únicas coisas que movem estes políticos são a competição pelo poder e a acumulação de bens materiais. O povo que se lixe, só serve para sustentar a ganância, para ser ludibriado e se lhe arrancar o voto que permite a continuidade.

Num qualquer governo o poder é exercido por delegação. O governo exerce-o em nome dos que o elegeram e entre eles podem delegar o poder, como um ministro pode delegar poderes nos seus secretários. O ministro que delega o poder pode sempre tomar ele mesmo as decisões, ultrapassando a delegação. Do mesmo modo, num sistema verdadeiramente democrático – e não apenas de nome – os eleitores também têm o direito de tomar as decisões dos seus eleitos ou de as corrigir em seu lugar. Negá-lo é treta. Enquanto em Portugal não existir um sistema sério de controlo e de avaliação dos políticos, a corrupção continuará de vento em poupa. Se não se lhes põem rédeas bem curtas nenhuma melhoria há a esperar.

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Fora Com a Cambada das Oligarquias Parasitas!

Comentário do post «A Actual Ditadura Portuguesa»
no blog Do Mirante, da autoria do Mentiroso, que não resistimos a publicar como novo post. Francamente, não se compreende por que as pessoas aguardam que as continuem a matar, a sacrificar, a roubar para ir dar aos sanguessugas parasitas que não acabam com a corrupção, nem com a desigualdade, nem com a impunidade, nem prestam contas.

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Justiça!  Qual Justiça?!

O cidadão comum que por qualquer motivo se veja obrigado a apresentar uma queixa crime espera cerca de um ano ou talvez mais – segundo a sua sorte, pois tudo com a justiça portuguesa se reduz a uma mera questão de sorte e de azar – até que se comece qualquer investigação. Balança conspurcadaA investigação é geralmente incompleta e altamente incompetente, o que parece não ter outra origem além do desleixe, da incompetência e da mândria nacional generalizada, como delineado no parágrafo seguinte. Se o queixoso tiver sorte, após essa espera tem um novo tempo indeterminável de espera que poderá ser de um, dois ou mais anos – nas mesmas circunstâncias da espera anterior – até que o processo venha a julgamento. Segundo observação e com base em factos reais e actuais, se o seu caso chegar a julgamento também não será mais do que um acaso de sorte, pois que o ministério público tantas vezes não vê os factos evidentes ou baralha os factos apresentados, mostrando assim uma inteligência sem par. Ou um desmazelo e desinteresse no trabalho. Quando o caso chega a julgamento, se sorte tiver o queixoso – grande incerteza – poderá ainda ter sorte ou azar no julgamento, dependendo unicamente do(s) juiz(es) que lhe calhar(em). Tudo sobre a justiça é um incógnita em Portugal, uma sorte ou um azar. À parte outros casos que por ora passamos em branco, este não anda sobre rodas, é um jogo de roleta.

A competência é desastrosa, resultando em atrasos e os resultados traduzem-se em diversas formas. A lentidão e o tempo decorrido, os acórdãos ou sentenças desajustadas e inadequadas. Estes casos redundam infalivelmente em novos julgamentos. São conhecidos muitos casos que a duraram ou duraram mais de dez anos! Um destes, actualmente em curso, já vai em nove anos e quatro processos, não se vislumbrando ainda o seu termo, podendo levar ainda mais uns dois ou quatro anos. É evidente que esta indecente ineficiência origina uma multiplicação de processos que são um acréscimo em tempo. Tempo perdido. Se reclamam alegando não terem condições para efectuar o trabalho, então porquê em lugar de reduzir as perdas desnecessárias, agravam a situação duma maneira que só pode ser de propósito?

Todavia os intervenientes responsáveis pelos acontecimentos – juízes e magistrados – julgam que este é o método de trabalho normal. Inacreditável, inaceitável e intolerável. E os responsáveis, a todos os níveis, desresponsabilizam-se como irresponsáveis que são. Tal como os políticos, a este propósito, também não consideram que a utilidade e a obrigação da
sua função é unicamente a de servir o povo, seu soberano.

Uma parágrafo com uma pequena interrupção ao assunto para uma explicação necessária. Caso alguém se admire de que magistrados e juízes possam ser relaxados, mandriões e incompetentes, recorda-se que a culpa não lhes pode ser atribuída. Com efeito, cresceram com a restante população e naturalmente passaram as mesmas vicissitudes, tendo adquirido as mesmas qualidades gerais dos portugueses seus contemporâneos. Que de mais normal? A causa e o facto mais importante e que é imprescindível de lembrar é que Em Portugal, até hoje, não começou a seguir-se o caminho que os países avançados tomaram a fim de evitarem que as gerações futuras fossem educadas por pais atrasados, incivilizados ou simplesmente rascas incompetentes; esse caminho que conduziu alguns deles a exemplos de civismo e de democracia. Por demais, sendo o civismo a base da democracia, esta não pode existir sem ele. Por o caminho dos civilizados e democráticos não ter sido seguido, nem civismo nem democracia podem existir em Portugal. Donde, a culpa desta situação não cabe àqueles a quem assim lhes foi formado o carácter, mas exclusivamente aos políticos que nunca tomaram a medida número um para que tivéssemos um povo honesto, civilizado e democrático. Note-se que os políticos não se podem desculpar invocando ignorância, visto o método de educação já existir em todos os países avançados europeus desde o fim da guerra e eles terem obrigação de o conhecer e de tomarem as decisões apropriadas. A culpa cabe também à cambada de jornaleiros indignos que sempre desinformaram a população sobre este e muitos outros assuntos de interesse primário. A explicação aqui contida não pode ser nem é uma ideia qualquer, é um facto conhecido e seguido nos países avançados e é por isso que eles o são e Portugal não o é nem o será até que o reconheça; o resto são embustes ordinários de políticos corruptos para entorpecerem os eleitores.

Prosseguindo, os referidos atrasos na justiça, tão vergonhosa e amplamente conhecidos, têm aumentado exageradamente desde que o Governo começou a querer pôr uma certa ordem num situação que, tendo em conta as suas afirmações, é uma bandalheira. Que o seja ou não, o certo é que a justiça não é apenas lenta, o que por si só bastaria para que jamais pudesse ser considerada como uma verdadeira justiça e útil, não o é. Além disso, nem as investigações do Ministério Público, nem as decisões dos juízes satisfazem a população. Ora se o objecto da justiça é o de satisfazer a população, esta justiça não serve. Está-se a pagar gente incompetente e abusadora com dinheiro retirado dos bolsos dos contribuintes, o que é um abuso assimilável a um roubo de assalto legalizado por políticos corruptos por um lado, procuradoria e juízes incompetentes e incapazes pelo outro, vivendo todos eles à custa dum trabalho mal feito, pois que não satisfaz os seus patrões, o povo soberano. De certo modo e até certo ponto comparável ao trabalho dos políticos. Note-se que, como em tudo, as excepções dignas de menção existem, o que aliás, também prova a existência da regra.

Um grande aumento nos atrasos e na deficiência da justiça começou a verificar-se desde os desentendimentos entre esta e o governo. Muito mais tempo de espera e enorme acréscimo ao já exagerado número de processos arquivados, sobretudo por deficiência de investigação, desinteresse e relaxe. As estatísticas estão lá para contar a história. Como quem sofre as consequências é a população, conclui-se que se trata duma vingança no povo. Quem assim procede não pode escapar a qualquer consideração que se faça acerca deste comportamento. Todos os adjectivos que classificam tal procedimento de malvadez, mesmo os mais feios, têm aqui o seu lugar, pois que os seus autores mais do que os justificam. Quem não quer ser urso não lhe veste a pele.

Há dois dias foi publicado um livro com revelações sobre factos relacionados com alguns acusados nos casos do alcunhado Apito Dourado. Como é sabido, trata-se de ignóbeis corruptos que devem ser punidos, mas que, segundo o que se tem passado, uns têm conseguido esconder-se, outros têm sempre sido absolvidos, mesmo em casos tão claros que se é obrigado a ficar com a certeza de que a justiça, além de cega é também suficientemente corrupta para o ter feito e ainda arrogantemente estúpida em tratar deste modo a população, arrogando-se o direito de impor
assim a corrupção. Embora o povo deseje que justiça seja feita, como é de seu divino direito, a coincidência da publicação deste livro parece ter acontecido numa ocasião demasiado oportuna e em circunstâncias tão especiais que não pode deixar de nos vir à ideia de que se deva a uma intenção de vingança.

Neste caso do livro em relação ao Apito Dourado, tão recente e real, dois dias após a publicação do dito livro, lê-se nos jornais e ouve-se nos noticiários que a procuradoria já o está “a ler e a analisar” e até anunciou que “vão ser tomadas as medidas adequadas e necessárias, que oportunamente serão divulgadas". Mas que rapidez!!! Ou não estamos já habituados a que assim se passe com casos mediáticos? Acontecimentos deste género têm sido unicamente um marketing publicitário repugnante, diferente mas que se enquadra no estilo daquele que os políticos usam para nos impingirem deias falsas de que se preocupam com a população e com as suas necessidades, quando sabemos que é mentira. Neste caso e acostumados que estamos a tais procedimentos, não nos podemos inibir de pensar que, como de costume, se trata de um aproveitamento publicitário da procuradoria, pois que se não se tratasse dum caso mediático, ninguém da procuradoria a isso ligaria ou talvez ligasse dentro de um ano ou dois. Ressalva-se que com um novo procurador existe a possibilidade de que outros rumos mais honestos estejam a ser seguidos, o futuro o dirá.

Veja mais sobre o estado da justiça em Portugal.


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Honestidade Política
Eficiência da Polícia e da Justiça

Caso exemplar de como canalhas, vigaristas, parasitas, ladrões e seus congéneres enriquecem, progridem e ocupam lugares de destaque e de responsabilidade na política e na vida nacional. O tudo com a camaradagem e o apoio dos governantes, da polícia e da justiça. Se os partidos fossem honestos, expulsavam párias deste género, como as Forças Armadas o fazem. Será mentira que toda esta gentalha se proteja reciprocamente por serem todos da mesma laia, talhados do mesmo estrume?

RecorteAgradeçamos aos políticos que nos desgovernam e promovem o banditismo com o qual tão bem se sentem; a polícia que se confessa incapaz de encontrar provas em casos semelhantes e que só apanha pilha-galinhas miseráveis de que se gaba orgulhosamente; os magistrados e a justiça que atiram com tantos ladrõezecos de trazer por casa para a choldra, mas permite livre circulação e continuidade operacional aos de alto calibre.

Não há dúvida, vivemos numa verdadeira democracia, no mais perfeito estado de direito.

Este recorte de jornal (do domínio público) foi lúcida e perspicazmente publicado no Blog das Aves Gripadas.

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