Blog do Leão Pelado



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Colaboradores:

A. João Soares, Aruangua, J. Rodrigues, Sapiens, Mentiroso



A Actual Ditadura Portuguesa

Os cinco pilares da democracia (Instrução, Saúde, Justiça, Segurança Social e Comunicações) deveriam gerar uma maior igualdade e homogeneidade na população. Mas como não são seguidos originam o contrário duma democracia, a desigualdade, castas e classes, tanto como ricos são favorecidos pelas leis, como estas e a constituição são contornadas viciosamente e com maliciosa corrupção.

Estes procedimentos de acordo com as melhores regras anti-democráticas, originaram o país europeu não só com o maior número de pobres, mas também com maior desigualdade entre ricos e pobres. Além de que os políticos escolheram que o Estado, contrariamente à regras democráticas, deveria cobrar menos impostos aos ricos e mais aos pobres, chegando quase a dispensar os bancos de pagamento de impostos, tanto estes lhes têm sido reduzidos. Assim, os bancos com a sua quase isenção de impostos e as grandes firmas latifundiárias a cobrarem preços acima dos europeus e a pagarem ordenados de morrer de fome, roubam a sociedade. O que não pode acontecer sem o acordo táctico de políticos corruptos até ao tutano. Fá-lo-ão sem nada ganharem?

Os bancos e as grandes sociedades não param de aumentar os seus lucros dum modo escandaloso – todavia, não menos escandaloso do que o modo como são tratados por governos corruptos – frequentemente a um nível bem superior à média europeia, enquanto que os pobres rebentam à fome ou roubam para não rebentarem, para o que os políticos velhacos encontram a melhor solução pondo mais polícias na rua! Com o andar dos tempos, estes métodos de desamparo da sociedade vão gerando uma criminalidade muito mais pesada do que a dos pequenos roubos para a qual o aumento de polícias na rua deixará de ser uma mezinha. Quererão os burlões fazer-nos esquecer a regra verificada em todo o mundo, em que o aumento de miséria conduz impreterivelmente a aumento de criminalidade? Tomam os tolos por aquilo que são, senão os espertalhões parasitas há muito teriam sido corridos e expatriados.

Por outro lado, seguindo precisamente a mesma ideia de base anti-social e anti-democrática, atribuem-se salários desproporcionada e ultrajantemente altos, absolutamente injustificáveis, verdadeira blasfémia e afronta à população, como é o caso do salário do Governador do Banco de Portugal, provavelmente o maior do mundo para as suas funções, pelo menos o maior de qualquer país europeu ou da América do Norte. Para não falar nas múltiplas pensões de reforma individuais que sendo comutadas dariam para tirar todos os mais pobres da miséria. Outra afronta infame à população é o «direito» dos deputados a uma reforma real com meia dúzia de anos de «trabalho», por comparação aos que após quarenta recebem uma miséria. Estas enormes diferenças entre os mais ricos e os mais pobres formam uma verdadeira situação estúpida, obscena e imoral promovida e criada por políticos que só podem ser corruptos. Atribuíram ordenados escandalosos aos postos que açambarcaram com o falso pretexto de serem de confiança governamental para lá se colocarem eles e os seus correligionários.

Sendo assim, quem e com que base se hão-de convencer os funcionários públicos e outros a não reclamarem aumentos que os coloquem fora da proporcionalidade? O grande problema é que este caso não é uma excepção, mas apenas um simples exemplo da horrenda generalidade e da podre corrupção em que os corruptos nos fazem viver.

Por quanto tempo vai o rebanho de carneiros aguentar esta situação sem tugir nem mugir? Em países com populações menos carneiras e cobardes, tal situação nunca se passaria, porque quando isso estivesse para acontecer já se teriam revoltado. Jamais permitiriam que os fizessem chegar ao ponto que os carneiros cobardes portugueses têm deixado. Na Europa, só em Portugal, país de mentalidade do quarto mundo. Note-se que o problema não reside exclusivamente no partido actualmente no governo, todos operam da mesma forma porque a população a todos permite o mesmo. O problema está nos cobardes que autorizam os corruptos canalhas a sacrificar o povo soberano.

6 mentiras:

A. João Soares said...

Boa análise da situação actual.
O meu comentário mais explícito traduz-se na referência bem visível que inseri nos blogs:
http://comnexo.blogspot.com/
http://joaobarbeita.blogspot.com/
http://www.domirante.blogspot.com/

Um abraço
A. João Soares

MRelvas said...

Enfim, dei convosco!

Bom blog a merecer uma visita mais calma e para conhecer mais profundamente o pensar dos seus autores.També quero ler melhor o blog da mentira.

Aproveito para dizer que o amigo João Soares escreve em muitos blogs...é obra ou é algum homónimo?eh..eh!

Saudações a todos

Mário Relvas

Antonio Balbino Caldeira said...

O Estado moral fale e com ele o Estado real...

Savonarola said...

Um retrato bem real do estado de corrupção a que chegou a classe política actual. Sem mecanismos de controlo, os políticos agem impunemente, deixando a sociedade num estado de miséria nunca visto antes. Verdade seja dita que o povo tem estado calado e amorfo face a esta situação.

A. João Soares said...

O Amigo Savonarola fez bem em expressar a referência ao povo calado e amorfo. Com um tal povo não será fácil dar o passo em frente para o desenvolvimento. O sonambulismo ficou bem patente nas eleições autárquicas quando o povo deu a vitória a indivíduos desinseridos dos partidos e com graves processos em tribunal. O povo gosta de ser enganado e fica de boca aberta de admiração perante um vendedor de banha de cobra. Já não se respeitam os valores éticos cívicos e morais. Os aldrabões são adorados como indivíduos dotados de grande habilidades e esperteza, e é-lhes dada oportunidade de continuarem a explorar os pacóvíos.
Estão certos os «sábios» que dizem que tudo tem de arrancar com a educação, o ensino e a consequente mudança de comportamentos cívicos.
Temos de continuar a utilizar os blogues para alertar o povo, acordá-lo da sua modorra.
Abraços
A. João Soares

CORCUNDA said...

Exacto! Infelizmente os quatro pilares da Democracia (o único que se pode ir aguentando em pé ainda é o das Comunicações) que referes, mais não são do que 4 barrotes de madeira podres prestes a desabar.
Abraço.