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Colaboradores:

A. João Soares, Aruangua, Savonarola, Paulo, Sapiens, Mentiroso



Resistência Contra Ocupação e Opressão

Ainda hoje, os mais celebrados heróis franceses modernos são aqueles que lutaram contra a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial. Em Espanha, aos heróis da resistência basca chamam terroristas.

Os heróis da resistência francesa têm sido frequentemente objecto das maiores homenagens ao mais alto nível nacional.

Difícil de acreditar em tão monstruosa maldade e falsidade quanto o governo central espanhol, terrorista e opressor, afirma que quer a paz, ou não fosse o próprio povo castelhano o herdeiro das maiores selvajarias, torturas e genocídios mundiais. Se essa descomunal mentira fosse verdade, seria bem fácil de obter a paz, pois que para tanto bastaria conceder a independência ao país que colonizam impunemente. Não seria qualquer favor, mas apenas no cumprimento da Carta das Nações Unidas (Cap. I, Art°. 1, nº 2, assim como noutros lugares) e das normas de todas organizações defensoras dos Direitos Humanos.

Diz o falso do primeiro-ministro castelhano que vai acabar com a ETA. Esta afirmação acrescenta o epitáfio de louco à sua personalidade. Já provou a sua esperteza canalha noutras alturas e agora demonstra a sua baixa capacidade de compreensão, a sua falta de inteligência. Ao longo da história não faltam exemplos do contrário, sendo os mais recentes os constatados em Timor, na Palestina ou no Kosovo, onde povos dominados de modo idêntico ao que os bascos sofrem, lutaram pela liberdade ou morte. Sem excepção, observamos que a um aumento de opressão corresponde um aumento de resistência agressiva. É absolutamente lógico que os filhos, vendo como os pais são tratados pelos opressores se tornarão mais revoltados e agressivos do que os próprios pais. Está na natureza humana e está provado. Daí, a afirmação pelo aldrabão rasca e borra-botas do castelhano só poderá originar risota por tanta estupidez revelada, ainda que promovida por intrínseca iniquidade. Só passará despercebido a interessados ou estultos.

Todos os povos têm direito à autodeterminação. Se esgotadas todas as tentativas pacíficas, esta lhe continuar a ser negada, têm ainda o direito em a exigir seja por que modo for.

Em tudo isto, o povo castelhano não está isento de responsabilidade. O único modo possível de obter a paz e a tranquilidade é conceder a liberdade de direito ao povo colonizado. Não há outro caminho nem alternativa para a paz. Todos os acordos quebrados pelos governos castelhanos o têm provado.

Quando se conhece a populaça estúpida castelhana, que em lugar de se manifestar exigindo do governo essa única solução, se manifesta contra os próprios oprimidos, não podemos deixar de nos recordar dos crimes sanguinários cometidos pelos antepassados directos desse mesmo povo maldito. Aquele que mais selvaticamente se comportou ao cimo da terra, duma malvadez incrível, tal como descrita por um dos seus missionários, o Dominicano sevilhano Frei Bartolomé de las Casas, mais tarde bispo de Chiapas, no México, testemunha ocular das inimagináveis torturas e carnificinas por eles perpetradas.

Os incrédulos, os enganados, os desinformados e todos aqueles que desejem tomar conhecimento sólido da verdade deveriam ler as suas crónicas traduzidas em várias línguas e publicadas num grande número de países menos em Espanha. A mais conhecida é decerto aquela que ele intitulou Brevísima Relación de la Destrucción de las Indias. Os crimes relatados e cometidos pela população normal e pessoal dos colonos atingem as raias do inconcebível de tão hediondos. Só lendo-a e conhecendo o renome da honorabilidade do autor nos podemos convencer.

As demonstrações populares a que assistimos presentemente contra os bascos, por parte dos castelhanos são efectuadas pelos descendentes directos dessa raça de malvados.

Morte aos malvados! Pelo comportamento dos governos castelhanos, adivinha-se que será infelizmente necessário matar muitos mais até que a iniquidade compreenda e ceda à razão. Em lugar de se celebrarem e honrarem os resistentes como a França fez (e faz) aos seus. A violência dos bascos que se verificou em Barcelona é condenável por os catalães terem também sido conquistados e subjugados pelos mesmos castelhanos. Todavia, sempre que dirigida ao opressor ou aos seus tentáculos é um acto lícito, visto todos os outros terem sido frustrados pela malignidade castelhana. «As causas conduzem à violência, por os poderosos não as quererem resolver e não estarem interessados em fazer cedências.»

Querendo, pode consultar-se uma página com alguns extractos, factos históricos, nomes do principais heróis da perversidade e crueldade e, sobretudo, links para a crónica acima citada, textos, testemunhos, biografia do missionário, etc., clicando aqui.

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Confraternização de Canalhas

Assistimos recentemente à confraternização entre o canalha primeiro-ministro espanhol, que despreza os Direitos Humanos, e o seu homólogo português, não menos espezinhador dos mesmos direitos.

Este caso foi muito bem criticado pelo Porco em Pé do PSD, aquele que guincha desalmadamente no parlamento como um ordinário, ajudando a que este seja reconhecido como a Lavandaria Nacional, embora as suas alusões não terem sido todas adequadas. É o oportunista de aproveitamento político que tudo come em qualquer grau de podridão. Como um porco.

Continuando, nada de admirar que um pulha aprove um seu igual e que com ele confraternize. A continuidade destes factos está na origem de grande parte do evidente atraso de Portugal em quase tudo desde o tempo em que o Mário Soares chamou irmãos àquela escória de selvagens indignos que formam a quase totalidade da população dos nossos amaldiçoados vizinhos. Note-se que os malditos são os castelhanos e que o termo Espanha engloba povos como Catalães, Galegos e Bascos, por eles colonizados e que não têm os mesmos sentimentos nem os mesmos princípios, nem cometeram os mesmos crimes hediondos.

A jornaleirada repelente e os sórdidos políticos corruptos nacionais não deixam de nos atirar à cara com os maus exemplos da escumalha castelhana. Porquê? A resposta parece evidente, é intuitiva, sugestiva e bem provada: mostram-nos os maus resultados como se de bons se tratasse para não reclamarmos pela miséria nacional em relação aos países mais avançados de União Europeia. Se não são canalhas, então o que são?

Na verdade, os nossos vizinhos são tudo o que existe de pior na Europa e em certos pontos até em toda a humanidade. Não se trata apenas de corroborar com os factos de que a Amnistia Internacional os acusa anualmente em todos os seus incumprimentos dos Direitos Humanos, das más políticas sempre aqui citadas e agora comprovadas pelo estado da economia nesse país. Era um progresso balofo e sem bases sustentáveis. Não são casos a copiar, são tudo casos a evitar.

Com efeito, as agressões contínuas aos Direitos Humanos, incluindo o assassínio e a tortura são moeda corrente em Espanha e que não melhoram de ano para ano. O estado arroga-se o direito de manter prisioneiros sem julgamento num regime «incomunicado», impedidos de comunicar com quer que seja e vedada a assistência dum advogado, tal como nas mais extremas ditaduras. A sua página na AI sobre os crimes de Espanha é muito mais longa que aquela que reflecte as misérias de Portugal. Este facto não deve, porém, dar azo a qualquer tipo de orgulho nacional desapropriado, mas fazer reflectir como exemplo a não seguir.

A Espanha maldita é hoje o único país europeu que persiste no colonialismo, desrespeitando a Carta das Nações Unidas e todas as organizações internacionais relacionadas com os Direitos Humanos e dos povos. Juntamente com os EUA e Israel é acusada pela Amnistia Internacional de abastardar a definição de terrorismo em alguns artigos do Código Penal espanhol pudesse incluir actos que não seriam apropriadamente compreendidos por essa categoria (sic). A intenção é de ludibriar, permitindo ao estado esconder a perpetração de crimes inqualificáveis contra a humanidade.

Quanto ao passado, não se compreende que tanto espalhafato publicitário se faça sobre a morte dos meros seis milhões de judeus durante a II Guerra Mundial, relativamente aos mais de oitenta milhões assassinados pelos castelhanos nas suas colónias. Os malditos chegaram a exterminar povos inteiros. Então, esses seres humanos não têm mais direito ao reconhecimento que os judeus por serem num número mais de 12 vezes superior? Será a raça maldita se crê dispensada de pedir perdão aos descendentes dos sobreviventes do seu massacre? Porque se continuam a esconder os crimes dum povo bárbaro? Para lhe permitir a continuação dos seus crimes contra humanidade? Para lhes permitir de exterminar os Bascos? Para lhes permitir de matar os imigrantes ilegais?

A questão da real malvadez não se limita exclusivamente aos políticos. O povo animalesco revela os mesmos sentimentos nas demonstrações contra aquilo que querem fazer passa por terrorismo basco. Querem paz, como dizem? Pura mentira, simples falsidade, pois que se fosse verdade tomariam facilmente as mais que evidentes e simples medidas para que assim fosse. Serão tão estúpidos que não possam compreender que se lhes derem a independência a que têm direito se acabam as sequências da revolta dum povo massacrado? Ou querem fazer o mundo compreender que se tomassem essa decisão os ataques de defesa dos Bascos continuariam? Que risota! Como se pode ser tão estúpido a ponto de pensar que ninguém compreende a apresentação dum caso às avessas. No entanto têm-se servido dessa desculpa e há mesmo estúpidos que acreditam e interessados que fingem acreditar. As demonstrações do povo espanhol revelam estupidez crassa.

De espantar, ainda, é que parecem estar convencidos de que se conseguirem dominar a revolta da resistência basca, que terminarão com o problema! Acreditarão verdadeiramente que vão assim resolver o problema? Esperarão que os filhos dos bascos que assassinaram não seguirão as pégadas dos pais? A história, tanto antiga como moderna, revela-nos uma outra verdade.

Veja-se um resumo dos crimes maiores dos castelhanos, aqui.
Veja-se aqui o relato do Frei Bartolomé de las Casas, missionário sevilhano e bispo de Chiapas, no México, sobre as inimagináveis e inconcebíveis torturas do mais selvagem povo sobre a terra, aquele que de longe ultrapassou os temidos Mongóis.

Um outro post relacionado sobre uma faceta do terrorismo no mundo. Um outro sobre a traição do Sócrates.

Odiar um tal povo não é ser racista, mas colocar acima de tudo os Direitos Humanos, a verdade, a justiça e a honestidade, valores hoje bem murchos em Portugal, substituídos por valores-lixo de rascas, se virmos onde nos levaram, onde o número de traidores iberistas cresce a olhos vistos. Talvez não seja de admirar se nos lembrarmos do alto grau da desinformação nacional e das palavras de Victor Hugo: a ignorância é a mãe da estupidez. A internet está literalmente infestada de lixo espanhol que todos os imbecis teimam em reexpedir para tudo quanto é e-mail. Não nos bastará já o nosso próprio lixo? Não, pois que queremos importar todo o mais que encontramos para podermos justificar o que se diz de Portugal: a estrumeira da Europa.



Adenda29-5-09 16h0

Para quem preferir rescrever a história (costume que se tem vindo a enraizar) e desmentir a queixa/pedido do missionário ao rei espanhol, segue-se um pequeno extracto. São apenas algumas das suas frases numa descrição pormenorizada que em 46 páginas num ficheiro PDF.

Todas estas universas e infinitas gentes a todo género crió Dios los más simples, sin maldades ni dobleces, obedientísimas y fidelísimas a sus señores naturales e a los cristianos a quien sirven; más humildes, más pacientes, más pacíficas e quietas, sin rencillas ni bullicios, no rijosos, no querulosos, sin rencores, sin odios, sin desear venganzas, que hay en el mundo.
...
En estas ovejas mansas, y de las calidades susodichas por su Hacedor y Criador así dotadas, entraron los españoles, desde luego que las conocieron, como lobos e tigres y leones cruelísimos de muchos días hambrientos. Y otra cosa no han hecho de cuarenta años a esta parte, hasta hoy, e hoy en este día lo hacen, sino despedazarlas, matarlas, angustiarlas, afligirlas, atormentarlas y destruirlas por las extrañas y nuevas e varias e nunca otras tales vistas ni leídas ni oídas maneras de crueldad...
...
Daremos por cuenta muy cierta y verdadera que son muertas en los dichos cuarenta años por las dichas tiranías e infernales obras de los cristianos, ºinjusta y tiránicamente, más de doce cuentos de ánimas, hombres y mujeres y niños; y en verdad que creo, sin pensar engañarme, que son más de quince cuentos.
...
La causa por que han muerto y destruído tantas y tales e tan infinito número de ánimas los cristianos ha sido solamente por tener por su fin último el oro y henchirse de riquezas en muy breves días e subir a estados muy altos e sin proporción de sus personas (conviene a saber): por la insaciable codicia e ambición que han tenido, que ha sido mayor que en el mundo ser pudo...
...
Entraban en los pueblos, ni dejaban niños y viejos, ni mujeres preñadas ni paridas que no desbarrigaban e hacían pedazos, como si dieran en unos corderos metidos en sus apriscos. Hacían apuestas sobre quién de una cuchillada abría el hombre por medio, o le cortaba la cabeza de un piquete o le descubría las entrañas. Tomaban las criaturas de las tetas de las madres, por las piernas, y daban de cabeza con ellas en las peñas. Otros, daban con ellas en ríos por las espaldas, riendo e burlando, e cayendo en el agua decían: bullís, cuerpo de tal; otras criaturas metían a espada con las madres juntamente, e todos cuantos delante de sí hallaban. Hacían unas horcas largas, que juntasen casi los pies a la tierra, e de trece en trece, a honor y reverencia de Nuestro Redemptor e de los doce apóstoles, poniéndoles leña e fuego, los quemaban vivos. Otros, ataban o liaban todo el cuerpo de paja seca pegándoles fuego, así los quemaban. Otros, y todos los que querían tomar a vida, cortábanles ambas manos y dellas llevaban colgando, y decíanles: "Andad con cartas." Conviene a saber, lleva las nuevas a las gentes que estaban huídas por los montes. Comúnmente mataban a los señores y nobles desta manera: que hacían unas parrillas de varas sobre horquetas y atábanlos en ellas y poníanles por debajo fuego manso, para que poco a poco, dando alaridos en aquellos tormentos, desesperados, se les salían las ánimas.
...
Una vez vide que, teniendo en las parrillas quemándose cuatro o cinco principales y señores (y aun pienso que había dos o tres pares de parrillas donde quemaban otros), y porque daban muy grandes gritos y daban pena al capitán o le impedían el sueño, mandó que los ahogasen, y el alguacil, que era peor que el verdugo que los quemaba (y sé cómo se llamaba y aun sus parientes conocí en Sevilla), no quiso ahogarlos, antes les metió con sus manos palos en las bocas para que no sonasen y atizoles el fuego hasta que se asaron de despacio como él quería. Yo vide todas las cosas arriba dichas y muchas otras infinitas. Y porque toda la gente que huir podía se encerraba en los montes y subía a las sierras huyendo de hombres tan inhumanos, tan sin piedad y tan feroces bestias, extirpadores y capitales enemigos del linaje humano, enseñaron y amaestraron lebreles, perros bravísimos que en viendo un indio lo hacían pedazos en un credo, y mejor arremetían a él y lo comían que si fuera un puerco. Estos perros hicieron grandes estragos y carnecerías. Y porque algunas veces, raras y pocas, mataban los indios algunos cristianos con justa razón y santa justicia, hicieron ley entre sí, que por un cristiano que los indios matasen, habían los cristianos de matar cien indios.


Um site Porto Riquenho publica o mesmo texto e testemunha do silêncio que se tem querido impor a esta malvadez.

Nesta página há imensos links para outros testemunhos nos mais diversos sites. Só corroborando com a dita malvadez se pode querer ignorá-los.

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Obrigado, 25 de Abril

Transcreve-se aqui uma carta de um aluno ao seu professor de história, que não é nova e já apareceu em vários blogs no decorrer de 2008. Como com tantas outras matérias do conhecimento geral cujo interesse se mantém através dos anos, o assunto em questão também se perpetua, pelo que a sua actualidade permanece constante. Estes assuntos de actualidade durável são em tão grande número que fez com que o Blog do Leão Pelado desde o seu início decidisse publicar os posts sem data. Transcreve-se, pois, a carta na sua íntegra com pequenas correcções gramaticais, como a do primeiro período em que os seus elementos foram de tal modo deslocados e intercalados que o autor, a fim de evitar a confusão que assim gerou, semeou nele um punhado de vírgulas! Diga-se de passagem que é um costume que tem feito o seu caminho na escrita geral portuguesa, sobretudo na jornaleira; a inaptidão de construir uma frase inteligível, resultado da incapacidade mental de «arrumar» logicamente os elementos das frases de acordo com a importância e funções desses elementos na composição das frases para uma transcrição lógica das ideias. Consequentemente, trata-se claramente dum problema de mentalidade, duma deficiência mental que se generalizou paralelamente com os outros problemas da sociedade actual e com idênticas origens. É este, porém, outro assunto que não será agora debatido.

Após este alongado exórdio, segue-se a carta que, ainda que extensa, merece todos os minutos consumidos na sua leitura.


Exmo. Senhor Professor,

Sou obrigado a escrever-lhe nesta data, depois de ter escutado com toda a atenção a aula de História que nos deu sobre a Revolução de Abril de 1974.

Li todos os apontamentos que tirei na aula e os textos de apoio que me entregou para me preparar para o teste que o Senhor Professor irá apresentar-nos na próxima semana sobre a Revolução dos Cravos.

Disse o Senhor Professor que a Revolução derrubou a ditadura salazarista e veio a permitir o final da Guerra Colonial, com a conquista da Liberdade do Povo Português e dos Povos dos territórios que nós dominávamos e que constituíam o nosso Império. Afirmou ainda que passámos a viver em Democracia e que iniciámos uma nova política de Desenvolvimento baseada na economia de mercado. Informou-nos também que a Censura sobre os órgãos de Comunicação Social terminara e que a PIDE/DGS, a Polícia Política do Estado Fascista, acabara, dando a possibilidade aos Portugueses de terem liberdade de expressão, opinião e pensamento. Hoje, todos eles podem exprimir as suas opiniões nos jornais, rádio, televisão, cinema e teatro, sem receio de serem presos.

Disse igualmente que Portugal era um país isolado no contexto internacional e que agora fazemos parte da União Europeia e temos grande prestígio no mundo. Que somos dos poucos países da União a cumprir, na íntegra, os cinco critérios de convergência nominal do Tratado de Maastricht para fazermos parte do pelotão da frente com vista ao Euro.

Li os textos de apoio do Professor Fernando Rosas, onde me informam que os Capitães de Abril são considerados heróis nacionais, como nunca houvera antes na nossa história, e que eles são os responsáveis por toda a modernidade do nosso país, pois se não tivesse acontecido a memorável Revolução, estaríamos na cauda da Europa e viveríamos em grande atraso, em relação aos outros países, e num total obscurantismo.

Tinha já tudo bem compreendido e decorado, quando pedi ao meu pai que lesse os apontamentos e os textos para me fazer perguntas sobre a tal Revolução, com vista à minha preparação para o teste, pois eu não assisti ao acontecimento histórico por não ter ainda nascido, uma vez que, como sabe, tenho apenas dezasseis anos de idade.

Com o pedido que fiz ao meu pai, começaram os meus problemas pois ele ficou horrorizado com o que o Senhor Professor me ensinou e chamou-lhe até mentiroso porque conseguira falsificar a História de Portugal. Ele disse-me que assistira à Revolução dos Cravos dos Capitães de Abril e que vira com os olhos que a terra há-de comer o que acontecera e as suas consequências.

Disse-me que os Capitães foram os maiores traidores que a nossa História conhecera, porque entregaram aos comunistas todo o nosso império, enganando os Portugueses e os naturais dos territórios, que nos pertenciam por direito histórico. Que a Guerra no Ultramar envolvera toda a sua geração e que nela sobressaíra a valentia dum povo em armas, a defender a herança dos nossos maiores. Que já não existia ditadura salazarista, porque Salazar já tinha morrido na altura e que vigorava a Primavera Marcelista que, paulatinamente, estava a colocar Portugal na vanguarda da Europa. Que hoje o nosso país, conjuntamente com a Grécia, são os países mais atrasados da Comunidade Europeia. Que Portugal já desfrutava de muitas liberdades ao tempo do Professor Marcelo Caetano, que caminhávamos para a Democracia sem sobressaltos, que os jovens, como eu, tinham empregos assegurados quando terminavam os estudos, que não se drogavam, que não frequentavam antros de deboche a que chamam discotecas, nem viviam na promiscuidade sexual, que hoje lhes embotam os sentidos.

Disse-me também que ele sabia o que era Deus, a Pátria e a Família e que eu sou um ignorante nessas matérias. Aliás, eu nem sabia que a minha Pátria era Portugal, pois o Senhor Professor ensinou-me que a minha Pátria era a Europa. O meu pai disse-me que os governantes de outrora não eram corruptos e que após o 25 de Abril nunca se viu tanta corrupção como actualmente. Também me disse que a criminalidade aumentara assustadoramente em Portugal e que já há verdadeiras máfias a operar, vivendo à custa da miséria dos jovens drogados e da prostituição, resultado do abandono dos filhos de pais divorciados e dum lamentável atraso cultural, em virtude de um Sistema Educativo que é a nossa maior vergonha, desde há mais vinte anos.

Eu fiquei de boca aberta, quando o meu pai me disse que a Censura continuava na ordem do dia, porque ele manda artigos para alguns jornais e não são publicados, visto que ele diz as verdades, que são escamoteadas ao Povo Português, e isso não interessa a certos órgãos de Comunicação Social ao serviço de interesses obscuros.

O meu pai diz que o nosso país é hoje uma colónia de Bruxelas, que nos dá esmolas para nós conseguirmos sobreviver, pois os tais Capitães de Abril reduziram Portugal a uma “pobreza franciscana” e que o nosso país já não nos pertence e que perdemos a nossa independência. Perguntei-lhe se ele já ouvira falar de Mário Soares, Almeida Santos, Rosa Coutinho, Melo Antunes, Álvaro Cunhal, Vítor Alves, Vítor Crespo, Lemos Pires, Vasco Lourenço, Vasco Gonçalves, Costa Gomes, Pezarat Correia… Não pude acrescentar mais nomes, que fixara com enorme sacrifício e trabalho de memória, porque o meu pai começou a vomitar só de me ouvir pronunciar estes nomes. Quando se sentiu melhor, disse-me que nunca mais lhe falasse em tais “sacanas de gajos”, mas que decorasse antes os nomes de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Diogo Cão, D. João II, D. Manuel I, Bartolomeu Dias, Afonso de Albuquerque, D. João de Castro, Camões, porque os outros não eram dignos de ser Portugueses, mas estes eram as grandes e respeitáveis figuras da nossa História. Naturalmente que fiquei admirado, porque o Senhor Professor nunca me falara nestas personagens tão importantes e apenas me citara os nomes que constam nos textos do Professor Fernando Rosas.

Senhor Professor, dada a circunstância do meu pai ter visto, ouvido, sentido e lido a Revolução de Abril, estou completamente baralhado com o que o Senhor me ensinou e com a leitura dos textos de apoio. Eu julgo que o meu pai é que tem razão e, por isso, no próximo teste vou seguir os conselhos dele.

Não foi o Senhor Professor que disse que a Revolução nos deu a liberdade de opinião? Certamente terei uma nota negativa, mas o meu pai nunca me mentiu e eu continuo a acreditar nele. Como ele, também eu vou pôr uma gravata preta no dia 25 de Abril, em sinal de luto pelos milhares de mortos havidos no nosso Império, provocados pela Revolução dos Espinhos, perdão, dos Cravos. O Senhor disse-me que esta Revolução não vertera uma gota de sangue e agora vim a saber que militares negros que serviram no exército português, durante a guerra que o Senhor chamou colonial, foram abandonados e depois fuzilados pelos comunistas a quem foram entregues as nossas terras.

Desculpe-me, Senhor Professor, mas o meu pai disse-me que o Senhor era cego de um olho, que só sabia ler a História de Portugal com o olho esquerdo. Se o Senhor tivesse os dois olhos não me ensinaria tantas asneiras, mas que o desculpava porque o Senhor era um jovem e certamente só lera o que o Professor Fernando Rosas escrevera.

A minha carta já vai longa, mas eu usei de toda a honestidade e espero que o Senhor Professor consiga igualmente ser honesto para comigo, no próximo teste, quando o avaliar.

Com os meus respeitosos cumprimentos,

O seu aluno



É um relato bem contado e algumas partes merecem-nos uma atenção especial.

De recordar que a descolonização, da maneira como foi operada por Mário Soares, fez dele o autor da desgraça de todos os povos que dela usufruíram, provocou hecatombes e carnificinas em cascata fazendo dele um literal assassino, não obstante ele mais tarde se ter desculpado injustificadamente, alegando que fora a descolonização possível na altura. «Desculpem-me se os matei», diria ele às vítimas da sua política. Nenhum país que descolonizou, todos anteriormente a Portugal, provocou tal desgraça quanto a de que o criminoso Mário Soares é o primeiro responsável. Portugal foi o único país colonial que provocou a desgraça das suas colónias e que desde então tem durado.

De focar a parte em que se menciona o fim da ditadura com a morte do ditador e que nos conta a verdade sobre o início da passagem do regime a democracia, que se estava a efectuar «em doçura» com o lógico intuito de «não fazer ondas» do género que a Abrilada alteou na sua sequência. O que se conta em contrário só pode servir para encobrir interesses ocultos, anestesiar aqueles que se recordam por terem vivido essa curta época ou para enganar e domesticar as mentes daqueles que não a tendo vivido a ignoram por falta de experiência própria. O golpe, que no passado teria sido verdadeiramente útil, necessário e benfazejo, foi, afinal, uma néscia loucura fora de tempo e que lançou o País no caminho resumido no texto da carta. Será que os Portugueses acordarão um dia a horas ou será o seu destino o de eternos atrasados?

De notar que as funestas consequências da Abrilada já tinham sido previstas por gente eminente da época que usava a própria cabeça para discorrer em lugar de pensar com a dos traidores do povo, como Miguel Torga entre outros. Veja-se aqui.

Outro ponto a realçar é o suposto e patético heroísmo de militares que se passearam em autêntica parada ou fizeram de polícias sinaleiros, recebendo flores, comida e vinho nos dias da Abrilada, por comparação ao autêntico patriotismo e heroísmo demonstrado por aqueles que, no Ultramar e por cerca de uma década, se sacrificaram ou foram sacrificados com tão escassos meios à sua disposição. Confusão de heroísmo ou pantomina, embuste e injustiça?

Veja-se ainda aqui e ainda aqui e aqui.

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Implicações do Caso Freeport

Tome-se de que lado se tomar, vire-se donde se virar, este caso é a prova real do banditismo político nacional, seja qual for a oligarquia no poder ou na oposição. A escumalha é a mesma.

Se se vier a apurar a culpa do Sócrates, não ficamos a saber mais do que aquilo que já conhecemos, que os políticos se servem do estado para corromperem e beneficiarem da corrupção, circunstância já amplamente demonstrada para quem tenha memória e se recorde do que os governos do Cavaco, entre os mais corruptos que jamais houve, fizeram dos largos fundos de coesão da União Europeia, esbanjando, distribuindo-o por amigos e correligionários partidários, roubando-o e tudo o mais do pior de que nos recordamos, mas que muitos pretendem ter esquecido por partidarismo ou pelo palrar enganador dos culpados. Esta simples circunstância faz do Cavaco o verdadeiro coveiro nacional, o cabeça do governo que preparou o futuro do país causando o estado actual, agora agravado pela conjuntura mundial, aquele que também construiu as estradas assassinas.

Portanto, a eventual conclusão da culpabilidade do Sócrates não poderá ser uma novidade inesperada, inserindo-se apenas no ram-ram quotidiano do comportamento dos políticos portugueses. (Obs.: o nome de “coveiro” já foi atribuído ao Cavaco aquando da sua eleição; a Leiteira limitou-se a copiá-lo como o papagaio que é, nem ideias frescas tem.)

Se pelo contrário se vier a confirmar que o Sócrates não esteve implicado no caso não demonstra que Portugal se encontre em melhor situação de seriedade. Bem pelo contrário. Por alguma razão a fama da corrupção nacional se alastrou pela Europa fora e esta ocorrência só poderá aprofundar a ideia que se formou do país. Afinal, ambas as hipóteses são perfeitamente plausíveis.

Por um lado Sócrates é um político que, corrupto ou não como os de todas essas oligarquias gananciosas e mafiosas, tal como os outros com grande dificuldade resistiria ao contágio; por outro lado o PSD está bem colocado para ter sido o autor da carta anónima de delação. Não admira que uma calúnia pudesse chegar por esse caminho (se de calúnia se tratar); a corrupção política geral acima mencionada é de todos conhecida. Como tem sido bem visível, o PSD é um partido que quase se desmancha quando não está no poder e encontra-se actualmente num autêntico estado de frenesim e desespero. Vendo-se sem argumentação contra um governo que afinal seguiu o caminho que ele tinha delineado quando era governo, não tem ponta por onde pegar e as circunstâncias não lhe deixam outro curso que o de mentir ainda mais do que o usual dos políticos. Alguns, extremamente nojentos, como a Manela Leiteira e o Aquilino ave de rapina, conceberam em conjunto um plano no estilo do que o presente governo seguiu, todavia pior por incluir a destruição do já miserável sistema de saúde, um dos piores da Europa, assim como abandonar o sistema solidário da segurança social, ou seja perpetrar crimes contra os Direitos Humanos, porque as necessidades sociais são Direitos Humanos.

Estes bandidos assaltantes da saúde pública e das pensões de reforma, encontrando-se sem argumentação com pés e cabeça, um cala-se e a outra limita-se a vomitar as maiores atrocidades jamais concebidas, pois sabe que aquilo que aprovou antes do governo o ter concretizado era ainda muito pior. Até o malfadado comboio a alta velocidade é filho desse governo. Donde as suas vociferações mais não podem ser do que a banha da cobra para ludibriar os carneiros eleitores. Contudo, ao que se constata, quanto mais baboseiras bárbaras a Leiteira clama mais desce a sua cotação, segundo tem publicado a TVI.

Noutros países europeus os partidos da família do PSD são democráticos do centro ou mais para a esquerda. Recordemos que foram os partidos do PSD da Suécia, da Noruega e da Dinamarca que em grande parte financiaram o Partido Socialista no seu princípio. Em Portugal, o PSD de PSD só tem o nome, não é nem social nem democrata, mas apenas burocrata, ou não fizesse parte da podridão política nacional. O PS também se voltou para o neo-liberalismo feroz. Que o Diabo leve a ambos e nos livre doutros piores que querem diminuir os impostos para terminar de vez com os serviços sociais, já que não haveria fundos para os manter mesmo assim reduzidos, e pôr mais agentes da polícia na rua para evitar o crime com origem na pobreza e na miséria moral.

Não tenhamos ilusões, políticos santos será a mais rara das excepções e quer este caso penda para uma conclusão ou para outra, os perdedores serão sempre os mesmos: nós, que pagamos e sofremos as consequências e ainda ficamos com fama de atrasados nos outros países por permitirmos que assim seja. A justiça podre, incompetente e arrogante que leva anos a avançar também para isso contribui.

Surge ainda uma outra questão. Então o Sampaio promulgou conhecendo que se tratava dum projecto numa zona protegida?

A corrupção generalizou-se no país, tornou-se parte integrante da nossa história recente e aprovamos governos corruptos pensando que se estivéssemos lá procederíamos de modo idêntico. As únicas coisas que movem estes políticos são a competição pelo poder e a acumulação de bens materiais. O povo que se lixe, só serve para sustentar a ganância, para ser ludibriado e se lhe arrancar o voto que permite a continuidade.

Num qualquer governo o poder é exercido por delegação. O governo exerce-o em nome dos que o elegeram e entre eles podem delegar o poder, como um ministro pode delegar poderes nos seus secretários. O ministro que delega o poder pode sempre tomar ele mesmo as decisões, ultrapassando a delegação. Do mesmo modo, num sistema verdadeiramente democrático – e não apenas de nome – os eleitores também têm o direito de tomar as decisões dos seus eleitos ou de as corrigir em seu lugar. Negá-lo é treta. Enquanto em Portugal não existir um sistema sério de controlo e de avaliação dos políticos, a corrupção continuará de vento em poupa. Se não se lhes põem rédeas bem curtas nenhuma melhoria há a esperar.

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Corrupção Dscarada dos Políticos Provoca a Corrupção Geral Nacional

O Parlamento, o Governo e a vida política de Portugal estão corroídos e minados pela alta corrupção e pelo roubo do Estado pelos políticos literalmente organizados em oligarquias mafiosas. Fazem-no descaradamente e com o maior avontade e naturalidade, mas se assim é, é apenas por saberem que ninguém no país, nem a mesmo a nossa justiça, com “j” minúsculo como ela – que neste ponto atesta a sua podridão de modo premente –, os molesta.

O acordo da população é explícito: «quem cala consente». Assim, pela aceitação geral, não subsiste motivo para reclamação e à máfia é mesmo dado o direito de fazer calar quem excepcionalmente proteste contra a sua desonestidade.

Não é costume neste duplicarem-se aqui cópias de artigos publicados noutros blogs. Todavia a que se segue merece maior divulgação. Não é recente, mas tal como as publicações deste blog, é de permanente actualidade, pois que neste país nada do que está mal muda por conveniência daqueles a quem a mudança não convém. O mal está instalado e devido às condições que o perpetuam não será fácil expugná-lo metendo esse bando de bastardos na ordem, domesticando-os como as bestas selvagens, daninhas e agressivas que são. Enquanto assim for todos os artigos a esse sujeito serão actuais e poucos para despertarem quem opta por amachucar em lugar de lutar pelos seus legítimos direitos. Compenetremo-nos de que somos um país de carneiros e ovelhas.

Seguindo o exemplo da máfia das oligarquias políticas, o roubo tornou-se generalizado e legal. Um autêntico polvo de maleficência que envolveu o País com os seus tentáculos venenosos. Como curtos exemplos citam-se os serviços telefónicos de apoio pós venda sob garantia obrigatória, os serviços telefónicos bancários ou informativos da maioria das empresas em geral, os telefonemas para os programas de televisão, etc.; nestes casos constata-se que os números de serviço começados por 8 (800 ou 808) foram substituídos por outros iniciados por 7 (de alto custo embolsado pelo chamado). Isto é o contrário do que se passa noutros países, os quais continuam tal como era em Portugal há ainda poucos anos. Porquê? É bem simples, os ladrões estão cientes de que o portuguesinho é um mamão aparvalhado que lambe a mão do carrasco e de quem o trate mal ou o roube. Podem exigir o que quiserem que o português parvo tudo aceita. Num país civilizado as pessoas reclamariam e não utilizariam esses números, mas em Portugal aceita-se paga-se e cala-se cobardemente. É idêntico com tudo, inclusivamente com a corrupção política, assim tolerada, aceite e legalizada por um povo que mais carneiro e cobarde seria impossível.

Um outro exemplo entre os milhares de Tachos & Reformas Douradas é o do borrabotas que dirige o Banco de Portugal, arrecadando uma participação nos roubos – participação que querem fazer passar por ordenado – mais que o dobro do que ganha o seu homólogo no país mais rico do mundo! Com que direito esta autêntica máfia de políticos energúmenos e LADRÕES nos roubam para encherem os familiares, militantes activistas e amigos, ou que roubam as suas empresas para contribuírem com fundos para os partidos? Apenas porque nós lhes consentimos, por não reclamarmos nem domesticarmos esses animais selvagens.

O artigo que se segue tem um visão lúcida da situação nacional actual, mas há uma discordância. Peca pelo uso de palavras que aparentam indulgência em relação aos procedimentos condenados e que os biltres nele mencionados estão bem longe de merecer. Merecem, sim, o desprezo e o asco devido aos repugnantes nojentos e hipócritas que são, no sentido mais lato destes termos ainda elogiosos para tal cambada de ladrões e vigaristas, natos e declarados.

Reforma do regime é necessária e urgente

Independentemente de ideologias, temos que concordar que Portugal tem vindo a ser mal governado e, para evitar um colapso dramático, é imperioso implementar mudanças estruturais no regime.

Isto já não se resolve com mudanças de pessoas, ou de partidos, mas sim com um pacto de regime com um código de conduta assinado por todos os partidos em que fiquem bem claros princípios de comportamento dos governantes e das oposições.

Por exemplo, há que reduzir ao mínimo, em casos bem definidos, as nomeações por critérios de «confiança política», sem concurso público, destinadas apenas a favorecer os amigos do clã. Tais nomeações, não tendo em conta as competências, têm delapidado os dinheiros públicos e arrastado o País para uma crise crónica de difícil cura. O concurso público, com condições bem definidas, privilegia as competências e permite admitir os melhores cérebros do País, independentemente da família ou da terra de nascimento. O facto de poderem ser de partido diferente é superado por «contrato por tarefas», em que o admitido se compromete, por escrito, a realizar as tarefas fixadas segundo método pré-definido, com isenção e rigor, e em caso de infringir este compromisso, passa a poder ser demitido com justa causa. Em caso de a evolução do serviço tornar convenientes outras tarefas, o compromisso receberá um aditamento.

Há também que restabelecer a confiança do povo nos seus representantes, com base nas acções honestas destes, em benefício dos interesses nacionais, com preocupações de poupança de recursos e de aumento de eficácia.

Impõe-se uma drástica redução da quantidade de assessores bem como dos contratos para «estudos» feitos com amigos partidários que só têm a finalidade de enriquecer os «compadres». Gastam-se milhões de euros em «estudos» encomendados para justificar uma decisão tomada por palpite. E, para dar mais aspecto de razão encomendam-se outros pareceres com igual finalidade a outros compadres. Vantagem só há para a bolsa desses «especialistas» amigalhaços. E o contribuinte pagou os impostos e vê que nada melhora porque o dinheiro é desbaratado nestas «brincadeiras».

Nesse código deve também constar a preocupação de reduzir os custos de funcionamento da máquina administrativa, em instalações, equipamentos de escritório e de transporte, mordomias, etc.

Com um tal código de conduta, o regime tornar-se-á mais honesto e eficaz na busca dos mais altos objectivos nacionais e, logicamente, o País poderá começar a desenvolver-se de forma séria e sustentável.

Além desse pacto assinado por todos os partidos com assento na AR, os grandes investimentos que produzam efeitos para além da legislatura actual, devem merecer a aprovação da oposição, a fim de que, se houver mudança de partido no Governo, os projectos continuem a ser realizados.

Com este esquema devidamente aprofundado e honrado por todos, os políticos passarão a merecer a confiança dos eleitores e os esforços serão orientados para bem de Portugal e não teremos recursos esbanjados em benefício de políticos corruptos, à procura de «tachos dourados», de «reformas múltiplas e milionárias» e de «enriquecimento ilegítimo».



Embora o artigo atrás seja esclarecedor, por vezes desperta o interesse de dar algumas respostas.

Não se compreende porque é que as nomeações por critérios de confiança política se deveriam reduzir ao mínimo. Então não se deveriam eleminar completamente, como nas democracias europeias?

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Abrilada
Previsão da Desgraça por Miguel Torga

Estranha revolução esta, que desilude e humilha quem sempre ardentemente a desejou.

Estamos a viver em pleno absurdo, a escrever no livro da História gatafunhos que nenhuma inteligência poderá decifrar no futuro. Todas as conjecturas têm a mesma probabilidade de acerto ou desacerto. Jogamos numa roleta de loucos, que tanto anda como desanda.

O espectáculo que damos neste momento é o de um manicómio territorial onde enfermeiros improvisados e atrevidos submetem nove milhões de concidadãos a um electrochoque aberrante e desumano.

Miguel Torga
20 de Junho de 1975


Não era difícil de prever o que se preparava. Há uma infinidade de velhos ditados que se adaptam perfeitamente à situação. Um de entre eles é Pelo andar da carruagem se vê quem lá vai dentro.

Na altura dos governos do Cavaco e Silva só um cego, um atrasado mental ou um adormecido ou intoxicado pela malvadez da corrupção política não seria capaz de ver a miséria e pobreza que se estavam a preparar com dedicação e afinco, com a grande capacidade e eficiência. Muitos eram os intoxicados, pois poucos o viram. Os esforços foram coroados de êxito e os resultados esperados perfeitamente almejados. Cómico é que ainda existam pobres diabos que esperem que tudo se possa agora arranjar em pouco tempo, quando levou tantos anos a descer ao fosso actual. Com um povo tão estúpido ainda há quem creia que os políticos não vão continuar a aproveitar-se. Fazem eles bem, iriam agora os cães largar um osso ainda com tanta carne.

A intenção da Abrilada não era certamente a de obter o resultado a que se chegou pelos meios descritos por Miguel Torga. Por demais, durante tanto tempo de ditadura, ninguém teve a coragem de deitar a mão ao País e a altura escolhida foi absolutamente de desmiolados e oportunistas. Afinal, em 1974 a ditadura estava já nos seus estretores finais, apenas aguentada por meia dúzia de esbirros. Marcelo Caetano tinha iniciado as conversações sobre a adesão de Portugal à União Europeia, então Comunidade Económica Europeia (CEE). Não passa pela cabeça de ninguém que esta admitisse uma ditadura no seu seio, o que obrigaria a casta ditatorial a ir largando o osso lentamente. Marcelo Caetano não poderia ser tolo a ponto de não estar disso absolutamente consciente, fê-lo intencionalmente. Os interesses ilícitos dos corruptos têm encoberto estes factos que lhes tirariam todo o brilho dos seus louros podres. A bandalheira jornaleira, manifestando-se profundamente indigna e em declarado conluio, jamais informou a população sobre estes simples e lógicos factos, por serem demasiado esclarecedores sobre a verdade.

Como Torga escreveu, por mais que um motivo esta revolução humilha quem sempre ardentemente a desejou. Comemora-se, assim, a origem de todos os males em Portugal.

Cada povo tem o governo que merece.

Slide show sobre Miguel Torga.

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Crime na Estrada

All truth passes through three stages:


First, it is ridiculed;
Second, it is violently opposed;
and Third, it is accepted as self-evident.


Arthur Schopenhauer (1788-1860)


Ou seja, em português:

Toda a verdade passa através de três fases:


Na primeira é ridicularizada;
Na segunda sofre uma oposição violenta;
Na terceira é aceite como auto-evidência.


Arthur Schopenhauer (1788-1860)


Arthur Schopenhauer (1788-1860)
Filósofo alemão do século XIX, considerado o pai da filosofia moderna, foi aquele que mais influenciou o pensamento de Friedrich Nietzsche.

É como todos os governos até agora têm invariavelmente tratado as causas da matança rodoviária.

Ao ouvirmos como o bando de assassinos políticos, seitas relacionadas e desinformação jornaleira inventarem histórias de embalar sobre como se propõem combater os acidentes da estrada, ficamos com a certeza de que, qualquer que a consequência possa ser possa ser, preferem que a catástrofe continue. Donde a justeza de se reconhecerem como assassinos impunes.

Estes canalhas falam-nos em números inflacionários de agentes da polícia, bombeiros, ambulâncias e toda uma desmesurada panóplia de pessoal e outros meios para desencarcerar os mortos e apanhar-lhes os bocados dos corpos pelas estradas fora. Os infames não se esquecem também de aproveitar a ocasião para sacarem dinheiro em multas. Dinheiro de sangue!

Em lugar de aplicarem as medidas que se impõem, como se praticou nos países em que os acidentes diminuíram drasticamente, os biltres assassinos aproveitam a ocasião para roubarem o povo para subvencionarem as suas ganâncias e roubo da fazenda, fazendo simultaneamente uma grande propaganda para adormecer e enganar o povo lorpa para votar em quem os dizima nas estradas à machadada. Não é o que ouvimos, por exemplo, ao bobo do actual ministro do interior? Não vem ele frequentemente vigarizar a população, dizendo que há menos acidentes, uma melhoria? Burlão! Arma una enorme feira por todo o país para massacrar, como se isso impedisse que se matassem. Só se pusesse um agente em cada veículo. Com o crime é o mesmo, como se mais agentes da polícia na rua ou uma polícia mais competente o evitassem. As circunstâncias indicam claramente que ainda vai crescer muito mais.

Seguem o pensamento de Arthur Schopenhauer à letra, colocando-se na primeira fase da reflexão do filósofo. Negam e ridicularizam a verdade. Mostram a sua profunda e intrínseca malvadez.

Que cinismo.
Que nojo.
Quefalsidade.
Que malvadez.
Que perversidade.

A maneira como mudar a situação actual não é nenhuma novidade. Com efeito, leu-se numa edição das Selecções do Readers Digest de fins da década de 1950 que a Polónia e a Suíça eram os países mundialmente com mais acidentes rodoviários. Sabe-se o que o segundo fez nos anos que se seguiram para contrariar esse estado, convertendo-se num dos países onde a condução há muito se tornou na mais segura. Estes factos foram há anos publicados na Internet. Não é de conceber que os políticos e os que os encobrem sejam tão néscios e asnos que o ignorem ou não o compreendam. Donde, se o fazem, só pode ser por crueldade e malvadez. Se eles matam as pessoas, porque não matá-los também a eles. Se se aprovam as políticas dos judeus escravizados da Palestina, porquê deixar de parte a sua máxima de “olho por olho, dente por dente”?

Nesta época de Natal e de Ano Novo, de novo muitos vão e não voltarão, outros nem chegarão a ir. Mesmo que o número de mortos e de mutilados diminua ligeiramente, isso não será mais do que uma flutuação eventual de que os abortos do costume se aproveitarão para transformar em louros de chumbo. Tal como com a situação económica do país, a qual sem outras medidas mais adequadas apenas poderá melhorar à custa da pobreza de uns e do enriquecimento de outros, o que está manifestamente a acontecer.

Não é este mais um caso que a todos preocupa profundamente e que a tantos mata ou faz a vida negra para sempre apenas porque se continua a aprovar os seus responsáveis? Bom, se assim se quer porque não continuar (?), pensam os culpados com razão. Porque se não se admitisse já se teriam tomado as medidas necessárias para arrancar o espinho enterrado que chega ao cérebro. Vote-se neles, mas com boletins nulos – em que a inutilização propositada seja nítida e indubitável – em massa.
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A Demagogia dos Impostos
Carga Demasiada ou Correcta?

Ouvindo os partido vemos que cada um apenas quer vender as suas sardinhas. Novidade?! Cada político conta uma história à sua conveniência. Que acontece com a grande maioria dos portugueses que os ouvem? Que ficam os desinformados a saber?

Há três cenários.

O primeiro é cada tolo defender o seu partido incondicionalmente, sejam as ideias acertadas ou as costumeiras trapaças. São estes os que permitem a situação actual, os verdadeiros culpados a quem a tacanhice não permite que se ponha o freio nos dentes da máfia política e que se lhes puxem as rédeas para dominar os miseráveis.

O segundo cenário é aquele em que nunca se admite que o governo possa ter razão, característica tradicional e bem conhecida dos portugueses, que se confirma em quase todos a reconhecerem quando dizem que os portugueses não se sabem governar nem deixam que os governem. No primeiro cenário e no segundo entram ainda os oportunistas de oposição, seja ela qual for e quando for, temo-lo visto com todos os governos; a massa é sempre a mesma.

O terceiro cenário é aquele que só pode resultar duma análise apartidária e independente de qualquer influência. É nele que vamos tentar enxergar a verdade.

De vez em quando ouvimos notícias resultantes de descaídas: a percentagem de impostos é muito semelhante ao que se paga na maioria dos países da União Europeia. Só que aqui começam e acabam todas as semelhanças. A distribuição dos impostos em Portugal tem sido a alavanca principal da engrenagem que gerou o desnivelamento social, um dos mais importantes factores que cavaram o fosso entre ricos e pobres. Os impostos têm sido sempre mal distribuídos e em conjunto com um número infindo de outras condições, têm demonstrado que não estamos em nenhuma democracia.

Os governos, sobretudo os mais à direita, têm optado por um imposto maior ao consumo e menor aos rendimentos individuais, fonte de injustiça social e de aumentos de preços de maior grandeza. Para o agravar, as grandes fortunas deveriam pagar mais e desagravar-se os que usufruem dum menor ganho. O rendimento mínimo colectável deveria subir. Além destas causas, há mais.

As empresas não pagam o suficiente e aquilo que elas deveriam pagar vai sobrecarregar a população que o paga em seu lugar. Um caso que «mesmo um cego vê» é o escândalo dos bancos a pagarem impostos reduzidos e livres de explorarem os seus clientes como lhes apraz. cada ano multiplicam os seus lucros, aumentando o escândalo da sua semi-isenção.

Há muitos políticos que apregoam que se deveria aliviar os impostos das empresas, mas isto é uma solução comparável àquela de pôr mais polícias na rua para acabar com o pequeno crime. Se as empresas não podem verdadeiramente pagar os seus impostos, então que sejam dissolvidas, visto não justificarem a sua própria existência, a de produzir riqueza e nem poderem pagar ordenados decentes. Muitas de entre elas não podem mesmo. Para que continuam então a existir? Para encobrimento de vigarices e manutenção de baixos salários?

Outros, autênticos vigaristas, provam que o são fazendo comparações de custos com outros países desprezando a regra fundamental, em que o único valor comparável só pode ser a parte dum salário médio que representa e não o valor cambial ou nominal ou qualquer outro, seja qual for; o euro, como moeda comum serve de tapa-olhos, mas não relega a regra: ainda que a moeda seja a mesma o método comparativo da parte do salário mantém-se inalterável. Os economistas de pacotilha, vis apoiantes do sistema que empobrece a população, não contestam os erros propositadamente introduzidos para enganar uma população das mais ignorantes que existem, sobretudo em cálculos que contenham contas. Os facínoras aproveitam-se desta ignorância para ludibriar em lugar de informar.

A razão por que existem muitas empresas em condições miseráveis é bem conhecida: não se modernizaram, não se adaptaram, não acompanharam o progresso. Mais uma prova do atraso a que Portugal foi submetido durante décadas enquanto se dizia ao povo que era um país avançado, que os governos dos parasitas faziam o povo e o país progredirem muito, etc., um blá-blá-blá, fomentando o orgulho que cegou os lorpas e os impediu de tomarem medidas contra os impostores que, entretanto, espoliaram o país enchendo os seus cofres e aumentando o seu património à conta desses mesmos lorpas que os apoiaram iludidos num orgulho que mais tolo seria impossível. Que os apoiassem aqueles que com eles comeram o bolo, não espantaria, mas os outros?!

O bolo que comeram foi o dos fundos europeus de coesão, que em lugar de preparar as empresas com a ajuda e o incentivo do Estado, foi esbanjado, dividido entre os corruptos ladrões e seus parentes e amigos. O pouco que foi empregue no sentido correcto foi ainda assim mal utilizado. O restante foi posto em circulação para dar a ilusão de riqueza, mas falsa e balofa, que quando os cães, autores assassinos da população, encabeçados pelo Cavaco, largaram o osso do governo deixaram uma inflação superior a 5%. Porque se esconde???

Assim, grande parte das empresas não pode verdadeiramente pagar os impostos. Mas isso não os deve dispensar. Se não podem, fechem, não é o povo que os deve pagar em seu lugar.

Eis, pois, o que se passa com os impostos.


  • Pagamos muito, no total? Não.

  • Os encargos são bem distribuídos? Não, há quem devesse pagar mais e quem devesse pagar menos.

  • O dinheiro dos impostos é bem utilizado? Não, é como com o do sistema de saúde, pagamos pelo menos tanto quanto os ouros e é usado para nos matar, até somos o único país em que não se pode ir ao médico que se quiser.

Se não tomarmos mão na canalha corrupta serão eles a destruir-nos. Não temos provas suficientes?

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A Barbárie Castelhana

Espanha, grande, una, imperialista, autoritária e sanguinária. Desde a sua união, feita a ferro e fogo, que se mostra ser o povo mais bárbaro, selvagem e carniceiro do universo, empregando métodos de exterminação e de genocídio que envergonhariam os próprios mongóis. Como foi o caso de exterminação total dos pacíficos índios autóctones da ilha Hispaniola e doutras dos arquipélagos vizinhos.

As afirmações contextualizadas no parágrafo precedente não são verdadeiras nem falsas, são históricas. Mas devido à propaganda daqueles que mentindo pretendem apagar os seus actos e ao número crescentes de traidores portugueses que pelo mesmo caminho tentam fabricar uma imagem que lhes seja menos desfavorável, transvertindo a perversidade em virtude, é-se constrangido a demonstrar o que a história registou e que essa propaganda tenta hoje perverter.

Mário Soares chamou de irmãos a uma raça de malvados (os portugueses são mentalmente miseráveis, mas não têm essa “qualidade”). O presente PM, acusado de traidor pela HRW apoia a acção esclavagista castelhana contra a liberdade do povo Basco, há séculos massacrado pelos bárbaros, e diz-se iberista.

Este artigo certamente deveria ser longo. Não é possível descrever as provas históricas em poucas linhas. Por esse facto limita-se a apresentar apenas o título do tópico principal. Um relato mais aprofundado pode encontrar-se num ficheiro PDF facilmente acessível clicando aqui (pequeno download de 141MB). Todavia, esse mesmo ficheiro não é uma descrição da barbárie castelhana, mas limita-se a compilar os factos históricos relatados por pessoas reputadas idóneas e acima de qualquer suspeita. O que completa verdadeiramente o artigo são os links contidos nesse ficheiro, os quais conduzem às ditas fontes fidedignas, como as de professores universitários e outros estudiosos.

Entre estes links encontra-se o mais conhecido de todos, um relato escrito pelo missionário sevilhano Frei Bartolomé de las Casas, monge dominicano que viajou com Colombo, mais tarde bispo de Chiapas (México). Foi testemunha ocular das selvajarias praticadas, entre elas as da conquista do Peru e do genocídio das Caraíbas. Os seus relatos contam os acontecimentos que ele observou um pouco por todo o lado. Este testemunho por si só seria suficiente para provar os sentimentos e as baixezas daquele que, de certo. é o povo mais selvagem da humanidade. Pelo menos aquele que mais actos bárbaros, selvagens e ignominiosos perpetrou. A maioria destes actos não foi consumada num mero impulso ou golpe de cabeça, logo à chegada, mas sim planeada e executada lentamente ao longo de séculos e com a contínua e plena consciência da sua perversidade atroz, por demais bem esclarecidos por Frei Bartolomé.

Os continuados interesses e traição montantes esforçam-se por nos esconder o conhecimento. Sobre todo e qualquer assunto que possa ir contra esses interesses ilícitos e não apenas no caso presente. Para conhecermos as realidades que este estado actual de desinformação nos esconde e não permanecermos ignorantes somos obrigados a procurá-las. O texto do ficheiro PDF e os links de fontes idóneas nele encerrados revelam e esclarecem perfeitamente as barbáries castelhanas, sobretudo aos mais novos, nascidos num ambiente de camuflagem e ocultação da realidade histórica substituída por mitos inventados por mentes interesseiras, maldosas e animalescas.

Remarcável que à excepção dos portugueses nenhum documento encontrado considera a Espanha como uma democracia. Os pobres diabos portugueses, que também não têm uma democracia nem sabem o que é, continuam a emprenhar pelos ouvidos.

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Para quem possa cogitar e julgar encontrar motivos para que lhe permitam deduzir que o autor desta compilação possa ser movido apenas por sentimentos anti-castelhanos, aqui fica o esclarecimento.

1. Tudo o que é apresentado sobre este assunto limita-se à compilação de artigos e tópicos publicados na Internet e ao alcance de todos, de autores de idoneidade comprovada, alguns dos quais ensinam o que escreveram em universidades. Não foi por esquecimento ou por obliteração deliberada que não foram compilados outras opiniões ou artigos que testemunhem que os actos relatados não foram perpetrados sem maldade. Simplesmente, após procura, chegou-se à conclusão de que não existem testemunhos neste sentido. Porém, qualquer pessoa tem a possibilidade de fazer buscas e se algo encontrar agradece-se a informação. Não se verificando qualquer contrariedade ao que aqui foi compilado, é-se obrigado a concluir que o restante é certo. Afinal, é o que nos contam os manuais de história e o monge missionário Dominicano Frei Bartolomeu, bispo de Chiapas, que assistiu aos principais acontecimentos.
2. Na eventualidade de se querer imputar um acentuado sentimento anti-castelhano, este seria absolutamente legítimo e justificado, tanto pelos registos históricos, como pela continuidade do comportamento dessa raça maldita através de todo o tempo da sua existência. Constam ainda nesses registos os mais horrendos tribunais da Inquisição, que reservaram um lugar eterno ao Grande Inquisidor Geral Tomás de Torquemada – um herói castelhano no seu tempo – um sanguinário que torturava e matava mouros, judeus e hereges a fim de lhes sacar as suas possessões que iam direitinhas para os cofres do Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que na altura viviam numa semi-miséria sem dinheiro para aquecerem os seus castelos no Inverno. Esse povo continua e persiste sem se desviar dos princípios humanitários dos Direitos Humanos e teima em querer dominar os outros ilegitimamente e contra os princípios mundiais, como com os Bascos, que tem massacrado durante séculos. Numa continuidade do seu passado.


Biografia do Grande Inquisidor Geral Tomás de Torquemada.
Em Português
Em Inglês, muito mais completa, com cerca do dobro das páginas da edição porrtuguesa.

Documento em PDF sobre A Barbárie Castelhana , mencionado no quarto parágrafo, contendo a compilação histórica e as ligações.

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O Procedimento da Polícia
Parte II

E-mails curiosos ou talvez não?
Espantosas artimanhas e comportamento inqualificável.

Curiosamente, dentro de pouco tempo alguém acrescentou várias frases à mensagem e muitos outros endereços e começou a reexpedi-la repetidamente. Pelo seguimento veio a saber-se que a intenção era exasperar os recipientes para lhes provocar comentários de reprovação.

A mensagem teve, então, algumas respostas, tanto de incertezas como de aprovação e até de desaprovação, queixando-se do número de mensagens repetidas recebidas. Os reenvios repetidos, assim como as frases apostas foram da autoria dum bloguista que costuma enviar publicidade sobre o seu blog e que diz Não podemos ficar apenas à espera, impávidos e serenos, que nos venham resolver os problemas (Correio da Manhã de 19-3-2007), que se apresenta como um aposentado da PSP e ex-militar dos Comandos. Dsse ele, mas evidencia desagradar-lhe sobremaneira que outros o façam, caso o sentido seja contra as suas ideias. As frases acrescentadas à mensagem demonstravam um descontentamento e uma fúria ridícula que, não fora a gravidade da situação de abuso do autor da mensagem original e dos recipientes, seria irrisória. Uma marcada oposição ao teor do texto que recebera, usando expressões como que se transcrevem, as quais acoplou à mensagem original, que quem as recebeu as reconhecerá, e reexpediu inúmeras vezes:

(1) eu escrevo as minhas opiniões quando quero e no meu blogue, não comento textos encomendados para mim!, (2) Chega de tentativas de controlo e de busca de opiniões pessoais irrelevantes. (3) Sei muito bem o que fazer, não preciso de reeducadores


Porém, a mensagem era uma informação, não dizia a ninguém para responder nem para comentar, não demonstrava controlar o que quer que fosse, não pedia qualquer opinião, nem este blog tem qualquer vocação pedagógica. Também não escreve as suas opiniões apenas no seu blog, posto que os comentários nos blogs dos outros também o são. Parece que este senhor, manifestamente, não só aprova a situação de desgraça em que a polícia se encontra, como defende as políticas que a criaram e têm assim desgraçado este país baseadas na corrupção da ganância de políticos indignos. Vendo um pouco mais profundamente, verifica-se que nunca contestou nada que pudesse pôr em causa o sistema actual oligárquico a que os oligarcas e apoiantes alcunham de democracia. Uma busca sucinta no seu blog, usando o sistema de busca na barra do blog, revela nem que fez qualquer menção ao caso do Prof. António Balbino Caldeira, nem ao caso do Prof. Charua, nem ao caso da OTA, nem sobre a miséria dos serviços de saúde ou das reformas, nem as reformas milionárias que a corrupção permite a certos privilegiados ilegítimos, nem aos ordenados abusivos de cargos oficiais ocupados por parasitas. Nunca fez a mínima referência aos problemas sociais e às desgraças que pesam sobre o país, nem qualquer abordagem a sujeitos que tanto têm afectado a população, como podemos ler em tantos blogs politicamente honestos. Todavia, defende as ideias de Bagão Félix, que só não destruiu a Segurança Social por completo porque não teve tempo, como se pode verificar nos seus posts.

Há uns meses viu-se forçado a sair do blog A Voz do Povo por incompatibilidade de ideias com os outros colaboradores. Aparenta ser um bufo que se serve dos nomes das honrosas instituições que serviu em seu proveito. Um indivíduo que representa aqueles a quem se deve a continuidade do estado actual do país por o aprovar. Como os políticos, pelo que não pode ter cara para criticar os exemplos que segue. Comenta nos blogs dos outros, mas no seu nada escreve sobre estes assuntos preocupantes. O seu blog é a antítese de outros blogs honestos, como o Do Mirante, O Anarquista ou o Filhos de um Deus Menor, onde os seus autores têm exposto nobremente e com dignidade todos os casos acima referidos e muitos outros mais.

O indivíduo em questão mentiu da forma mais abjecta, que é a de juntar as suas mentiras às verdades dos outros, além de ter juntado muito mais endereços ao e-mail original. É um anti bons princípios e Direitos Humanos.

Uma das mensagens recebidas das pessoas que suportaram a louca matracagem de mensagens repetidas veio confirmar peremptoriamente a pungente autenticidade a actualidade do texto da mensagem, assim como o deste artigo. A que se segue é a segunda recebida duma dessas pessoas.


Boa noite, mais uma vez, meu caro Leao Pelado...

Bom, li atentamente a sua resposta e procurei bem nos pontos que referiu.
È bom, que se possa dialogar e chegar a um consenso de ideias, mesmo que vindas de partes opostas, se encontrem e dai resulte um entendimento.
Creia, que me revolta ( e acho que deixei isso bem expresso no meu texto), a má ideia que a maioria da população tem das nossas forças policiais.
Creio que sabe também, que a familia dum militar, policia, GNR, o que seja, esta sujeita igualmente a um enorme stress. O facto dos policias estarem desmotivados, reflecte-se muitas vezes, no seu desempenho dentro e fora dos aquartelamentos.
Por isso, já não me espanta, quando um polícia, pura e simplesmente, comete um acto tresloucado e mata alguém, esmurra o vizinho e depois, mata-se a ele próprio.
Imagina, porventura, as pressões internas a que eles estão sujeitos? O ratio de multas que têm que realizar por mês? Porque senão, o comandante do posto, é chamado e é-lhe perguntado o porquê da ausência de multas.........
Sabe, por acaso, que no posto do meu marido, as ratazanas, convivem diariamente com os militares?
E pagam bastante por um aluguer num posto com essas condições, quando têm terreno cedido para fazer um posto de raiz há já uns bons anos?
Sabe que o mesmo posto serve "á vez" com outro posto doutra freguesia, e que de noite só fica UM (1) homem de serviço?
Sabe que há cerca de 1 ano, aquando duma época de tensão por causa de uma onda de assaltos, pediram armas mais modernas que as emperradas G3 e mais 1 viatura, além de homens. Pois, reformaram-se 3, entraram 2, sendo logo 1 despachado para a secção de cinética. As armas, sim, vieram. Cerca de 3 meses depois foram retiradas. Onde estão? Não sabem. Possivelmente em Lisboa. Carros? Os mesmos, Jeeps velhos, e só um ligeiro, mais novo, mas que não chega. E o meu marido muitas das vezes faz 16 horas seguidas. O que é absurdo e irregular.
Faltavam-lhe 3 anos para a reforma. Conta tempo da tropa. Pois, ficou agravado. Agora só daqui a cinco anos.
Não chega?
Meu caro senhor, eu sei que estamos num pais de corruptos. Mas não me venham dizer que a policia é corrupta, porque aceita tudo. Aí vamos por 2 caminhos. Se há corrupto, há corruptor. E o que se espera, quando um simples trolha, ganha mais que um agente da autoridade, tendo este mais responsabilidades?
Adianta, sim. Adianta fazermos queixa, mas uma queixa consciente e directa aos meios certos.
Adianta, se as forças armadas TODAS UNIDAS se revoltassem. Mas.....há a repressão, no é mesmo?
No entanto, continuam a dar o seu melhor, com a revolta no coração e o desalento na voz, quando um camarada é injustamente condenado. Veja o caso dos Sargentos.
As FAP.....um bom sítio onde se pode dizer que o dinheiro esta esbanjado de qualquer maneira. Material comprado a peso de ouro, já obsoleto, metido ainda como veio. Em caixotes, por montar.
O que os Americanos nos impingiram. O lixo que não quiseram.
E os contratos que fazem, com os recrutas.......formam muito bem pessoal, pagam muito mal, depois admiram-se que eles desandem e desmotivem.
Também, e muito pessoalmente, quanto a mim, tivemos uma aberração como ministro da defesa, não é?
E vamos tendo aberrações como ministros de saúde e educação..........
Por falar nisso, estou a braços com uma cruzada entre a DREN, a Segurança Social e a associação de Deficientes autistas.
Tudo porque são Ministérios diferentes...... e ninguém quer ficar sem a migalha do bolo. E com isto prejudica-se crianças que poderiam desenvolver com uma boa orientação e outra formação.
Estou amarga, sim, meu caro. Amarga, porque isto é o País que me forçaram a viver, a aceitar. Porque era e quis continuar a ser Portuguesa. Porque fui habituada a cantar o hino e saudar a bandeira nacional.
Sobretudo, fomos, eu e meu marido (os filhos nasceram cá) vitimas duma descolonização maldita, que nós não queríamos e nos impuseram.
Vi, aos 17, 18 anos, massacres e ódios, que muitos veteranos de guerra, nao conheceram.
Revolto-me porque quais animais amestrados, os nossos governantes por medo das represálias, não recebam um lider espiritual, anti-violência, enquanto batem palmas a um monstro na Cimeira dos Paises Africanos, um nome que me dá vómitos só em o pronunciar: MUGABE.
Esse sim, esse chacina, decapita, mata e rouba. E leva o povo dele á extinção e á miseria, ao desespero pela fome. Eu conheci a Rhodésia (Zimbabué) do antigamente. Nao vi miséria, antes pelo contrario. Só me incomodava o apartheid, como o da South Àfrica. Em Moçambique, não tínhamos isso e creia-me, éramos bem mais livres que o pessoal de cá e do que agora.

Acho que me alonguei. E divaguei. Desculpe. Realmente e com razão, constato, depois de ler o seu blog atentamente, que temos ideias muito semelhantes em vários pontos.
O facto de lhe ter dito que muitas vezes nem leio, deve-se ao facto de receber um sem nº de mails políticos que me são enviados de todo o lado (nem sei bem como têm acesso ao meu mail) e estar tão saturada de politica, que só de saber que é politica, já os ponho de lado.
Gostaria sim, de transmitir uma boa imagem do país aos meus filhos e amigos que estão no estrangeiro. Não consigo.
Não vejo a ponta da corda, a luz que falta no fundo do túnel. Não vejo alternativas.
O meu filho foi para as FAP por convicção, vontade própria. Foi com lágrimas que assisti ao juramento de Bandeira dele. È com lágrimas que vejo um país a afundar. E o facto de me sentir impotente para mudar algo.
Porque há uma "manta abafadora" que impede.
Há muita coisa a ser dita e feita sim. Como, e começar por onde?
Uma coisa é certa, gostei de "dialogar" consigo. Vejo que é uma pessoa correcta e não daqueles politicozinhos com que nos cruzamos a cada esquina. Estava errada no precipitado juizo que fiz e peço desculpa.

Um abraço e fico aguardando um resposta e....dias melhores.



Conclusão. O caso da polícia é muitíssimo grave e a corrupção continua a agravá-lo. Não muito divergente, tendo em conta as diferenças de contexto, passa-se com as forças Armadas.

Nota: Após estes acontecimentos, o autor da reenvio repetido da mensagem original, a que juntou os seus comentário e outros endereços. mudou o seu blog quase completamente de um dia para o outro incluindo o tema de base. Eliminou os posts que não correspondiam ao novo tema e juntou outros. Um exemplo dum post apagado constata-se numa referência que ele lhe fez num comentário que deixou num outro blog, o sexto. Continha um texto de Bagão Félix, intitulava-se «Degradação Grave, Cada Vez mais Perigosa» e ainda um elogio à sua boa obra. Aquele que só não destruiu a Segurança Social na sua totalidade, pior do que o actual governo, apenas porque não teve tempo. Na altura desta redação ainda lá se encontra, mas o autor dum comentário pode apagá-lo, deixando apenas uma marca que o dono do blog pode eliminar.

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O Procedimento da Polícia
Parte I

O Blog enviou ultimamente uma mensagem as suas relações da Internet sobre o procedimento da polícia e as suas verdadeiras causas. A maioria das pessoas culpa a polícia e a Guarda Nacional Republicana pelo seu comportamento. Agressões pessoais, espancamentos, brutalidade, falta de civismo, abuso de autoridade, caça à multa, etc. mas esquece-se sempre de mencionar o que provoca estes acontecimentos lamentáveis. Tanto os políticos como os coniventes jornaleiros o ocultam com esmero.

Com efeito, qualquer polícia de qualquer país, seja o mais avançado ou atrasado como em Portugal, actua sob pressão. Isto é lógico, normal e óbvio. O que não é lógico nem normal é que aqueles que formam a polícia – aqueles a que pseudo modernistas iletrados chamam elementos, como se de um elemento químico se tratasse – não tenham a preparação adequada para lidarem com os seus próprios instintos. Ninguém nasce ensinado e os agentes de segurança devem ser ensinados, treinados e preparados de várias formas para o exercício competente das suas funções. Tanto física como mentalmente (psicológica e civicamente); adequado uso das armas, modo de actuar, etc.

Muito se fala na falta de meios, sempre mencionando os logísticos, deixando de lado os principais, os do fim do parágrafo anterior. Menosprezando a causa principal por completo, raramente se recordam as condições de vida dos “elementos”, as depressões psíquicas, a tensão criada nos seus lares ou na sua solidão. A gravidade e o número destes casos são extraordinariamente altos segundo as poucas averiguações levadas a efeito.

A grande maioria vive na pobreza e na miséria enquanto a máfia política esbanja, recheia a sua conta bancária e aumenta o seu património roubando o estado ou em negociatas pós-eleitorais com construtores e outros. Esta situação financeira obriga-os a cair na ilegalidade para suprirem as suas necessidades, como a descida ao mundo da corrupção, do roubo e do tráfico de estupefacientes, do crime. Não são humanos como toda a gente? Se sim conhece-se bem que os países com as populações mais miseráveis são aqueles que têm mais criminosos. A cantiga dos neocons de pôr mais polícia na rua para evitar esse crime já está gasta e podre. Todavia, continua a impressionar incautos e outros de imaturidade política. Não estamos nos EUA.

O que aconteceu com a polícia foi o mesmo que tem acontecido com tudo neste país que se tornou miserável. A polícia não é corrupta, foi corrompida pela máfia política, reduzida ao mais miserável estado selvagem. A destruição desta instituição acompanhou a destruição das outras em paralelo. Se ela tivesse escapado seria de pasmar.

A mensagem citada no início deste artigo, referindo-se ao estado lamentável em que a polícia se encontra, continha um artigo da jornalista Sónia Graça, do Sol, anexado, e tinha o texto que se segue,.


O Procedimento da Polícia

Como procede uma polícia incapaz, por falta de formação para actuar eficientemente e simultaneamente se comportar de acordo com os mais elementares princípios democráticos mundialmente reconhecidos?

A resposta é mais simples que o que se poderia prever: A polícia actua da maneira que todos nós bem conhecemos e ainda como consta nos relatórios da Amnistia Internacional e da Human Rights Watch.

Detalhando um pouco, são espancamentos nas esquadras e nas ruas, tortura, decapitação de um interrogado, etc. Andam aos tiros pelas ruas como num western de tresloucados. Comportam-se como que com problemas mentais e sabemos que muitos, infelizmente, os têm mesmo. Como não têm capacidade de investigação, tentam arrancar confissões à cacetada. E ainda infringindo todos os regulamentos, como estacionando (estacionar não é parar) conscientemente sobre locais bem assinalados de proibição para até parar e mesmo sobre passagens de peões, o que é considerado crime em países civilizados. Param as ambulâncias por tempo suficiente para o socorrido morrer (mais de vinte minutos, na semana passada), perseguições desautorizadas em veículos não identificados, etc., etc.

Presentemente, circula nos EUA a informação de que a acusação do casal McCann se baseia sobre um ADN que poderia ser proveniente de qualquer pessoa da família e não exactamente da filha. Acusam a polícia Judiciária de querer arranjar um bode expiatório a fim de reabilitar da desconsideração geral internacional por incompetência, não apenas do ponto de vista do RU.

Mas o que é que se passa com a polícia? Nunca esquecer que este estado, tal como a quase totalidade dos males e dos problemas se deve unicamente à contínua falta de preparação geral e especial dos agentes, os quais, em consequência, se devem considerar como inocentes objectos de execução das graves faltas que praticam originadas na corrupção política. São estes últimos os verdadeiros responsáveis, tanto pelas pequenas e ridículas asneirolas como dos assassínios, cometidos por todos os agentes de polícia.

No artigo do ficheiro em anexo, da autoria da jornalista do Sol, Sofia Graça, dão-se exemplos da actuação da polícia condenados por tribunais. Conhece-se também como actuar em caso de se ser vítima dum caso idêntico.

Este artigo é enviado por se considerar de grande interesse para todos e em especial para qualquer pessoa que conduza um veículo.

Em todas as irregularidades cometidas por agentes da polícia devem identificar-se o/s agente/s, participar o acontecimento ao comando nacional e apresentar queixa judicial. Devido às prevaricações serem tão comuns e frequentes, de algum modo recairão nos chefes responsáveis. Se se estiver à espera que seja o vizinho ou o próximo a fazê-lo a situação não mudará e não teremos qualquer razão em nos queixarmos: dormimos na cama que fazemos.

Nota: Esta comunicação não anuncia nenhum artigo ou post num blog, não é uma auto-publicidade e apenas refere uma publicação num jornal, links para relatórios oficiais da AI e da HRW e um texto antigo mas actual, todos bem descritivos da situação que se vive com a polícia e porquê.


Links para os relatórios oficiais:

Da Amnistia Internacional ...... 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9.
Da Human Rights Watch ....... 1, 2, 3.

(Fim do e-mail)

[Este artigo termina em breve, de forma singular, na Parte II]

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Governos Assassinam Idosos

O governo anterior, do PSD e do partido populista* do Ponto de Encontro, com a colaboração directa da Mizé das Nozes Pintainho, planearam tratar da saúde aos idosos. Esse governo só não destruiu completamente a Segurança Social e o sistema de pensões por falta de tempo.

Que desgraça, saímo-nos duma para cairmos noutra que se não terminou com o sistema, como a anterior teria feito, tornou-o inefectivo. Grande diferença!

Com este governo, que desgoverna e mente descaradamente, ouvimo-lo constantemente falar em novas ajudas e apoios sociais. Ultimamente, durante vários dias, impingiram-nos mais uma burla. A da comparticipação nos óculos e pagamento de medicamentos para idosos.

Sobre os óculos, qualquer pessoa que seja obrigado a usá-los ou tenha um familiar nessas condições, certamente conhece que o montante atribuído só consegue cobrir o custo duma armação com lentes simples e sem adições astigmáticas ou graduações de valores baixos. Ou seja, O montante atribuído só auxilia aqueles com necessidade duma correcção visual muito moderada. Aqueles cuja necessidade requer correcções menos simples e cujos óculos podem custar cinco vezes ou mais que o montante atribuído são casos obliterados pelo governo. Os que vêm pior ficam a descoberto. Será necessário lembrar que nos outros países da Europa não é assim, visto políticos e jornaleiros no-lo esconderem? Que se poderá comentar acerca de tais decisões senão que só podem ser concebidas por pura malvadez?

Quanto aos medicamentos, na semana passada, em conversa com uma médica ao serviço da Santa Casa da Misericórdia e que também faz avaliações sobre a necessidade de medicamentos dos idosos para doenças crónicas, ela lamenta-se que bem que tente ajudar os idosos mais pobres, a sua tarefa é quase impossível devido à regulamentação. Com efeito, segundo ela, só os doentes terminais têm direito a medicamentos gratuitos. O termo usado sobre as doenças terminais é mascarado sob o desígnio de «doenças crónicas especiais», em que a definição da Santa Casa para a palavra «especiais» é aquela que se conhece para doenças terminais. Repete-se aqui, judiciosamente, a mesma pergunta com que se terminou o parágrafo anterior: Que se poderá comentar acerca de tais decisões senão que só podem ser concebidas por pura malvadez?

Estes médicos – e todos os outros – criticam os governos por em Portugal os medicamentos usados em tratamentos preventivos não merecerem a mínima participação da parte do estado. Segundo eles – e não é nenhuma novidade – o estado gasta rios de dinheiro em tratamentos após as doenças declaradas, porquando na maioria dos casos se poderia limitar a relativamente pequenos montantes, caso os medicamentos preventivos fossem participados. Com efeito, quando ainda não se tem a doença e se tem pouco dinheiro, raros são aqueles que o gastam na prevenção, sobretudo quando os sintomas não os afectam demasiado. Mais tarde vêm as grandes despesas em operações cirúrgicas, custosos tratamentos permanentes, e medicamentos caros que contribuem para tornar o sistema de saúde português num dos menos efectivos que se conheça, mas num dos mais caros, autêntico sorvedouro de fundos.

Pelo que se constata, o actual governo seque o caminho traçado pelo anterior, agora na oposição. Com que falsidade podem os partidos que compuseram o último governo criticar aquilo que eles próprios se preparavam para fazer, chegando mesmo a dar início a alguns dos tópicos?

É inacreditável que em Portugal se considerem imensas doenças como pouco importantes e nem se tratem. Exactamente o que se passa nos países do quarto mundo. Cá, a saúde é só palavreado vazio e negociata corrupta. As alocuções dos políticos é que não são vazias, são autênticas burlas de comprovados vigaristas que se mascaram de salvadores para roubarem, assassinarem e parirem leis que protegem os seus actos corruptos, desresponsabilizando-os.

A máfia política portuguesa vai de vento em poupa devido à estupidez nacional e imaturidade política da população que cai em todos os seus logros crendo-se espertalhona. A maioria, enquanto chupa o dedinho, ainda se encontra num estado de crer que se votar noutros será melhor. Muitos até perguntam ingenuamente: “Então, que havemos de fazer? Como corremos com a corja num país de ovelhas?” Outros em vão votar, esperando tresloucadamente que tudo mude sem que eles intervenham, como que por milagre. Outros ainda dizem: “Chego a pensar que apenas com bombas e guerras civis se chegará a algum lado.” Tanto não será preciso, mas se odutro modo não se domarem os animais… Se isto não é atraso mental e uma verdadeira imaturidade política, então o que é? Pudera, se tudo é encoberto pela outra canalha, a banda da jornaleirada, nada se conhece nem se compreende.
Nunca se publicou em, Portugal, nem tampouco se fez a mínima menção a como a corrupção tem sido banida pelas populações dos países que a têm tido. Desde que se permitisse, como em Portugal, a corrupção existiria por todo o lado. Cabe aos eleitores e a toda a população em geral, domar as bestas políticas quando estas existem e obrigá-las a prestar contas de todos os seus actos. Países há que nem um imposto um governo pode implantar sem aprovação do povo soberano, que é mesmo soberano, ou então não é democracia, mas oligarquia. Os vigaristas corruptos dizem que isso paralisaria o país, mas não paralisa os outros porque os políticos obedecem e cá a máfia não quer dar o braço a torcer e abdicar das prerrogativas e privilégios declaradamente abusivos a que não tem qualquer direito.

É evidente que este estado de ignorância burra e a aceitação por parte da carneirada tem que ter uma origem. Ou serão os portugueses sub-humanos? A ignorância em que o povo se encontra é devida a um autêntico processo de desinformação orquestrado, ao qual a jornaleirada imunda e os interesses das grandes empresas noticiosas não podem ser alheios.

Acabemos com este estado de imundice, com a máfia política!


* Para quem desconhecer, visto em Portugal se encobrir, o vocábulo populista aplica-se a um partido da direita que usa métodos de logro para atrair votos da parte da população contra a sua política, do campo oposta, mas suficientemente incauta para cair na armadilha. O nome «Partido Popular» ou equivalente é usado mundialmente por partidos que usam esta táctica indigna.

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O Iberista Traidor Contra a
Amnistia Internacional

Conhecendo o caminho de traição às liberdades enveredado pelo actual governo português abertamente condenado pela Human Rights Watch, que chamou traidor a Sócrates, assistimos agora a uma outra tomada de posição no mesmo sentido.

Com efeito, desprezando os sucessivos relatórios da Amnesty International sobre a repressão armada e terrorismo de estado desenvolvido pelo país dos cidadãos mais odiados em todo o mundo onde estiveram, precisamente pelos seus métodos de repressão, pelos maiores genocídio jamais praticados na humanidade, o traidor dos Direitos Humanos alia-se ao maior antro de bestialidade selvagem mundial que é a Espanha liderada por Castela. Para quê? Para perseguir e perscrutar os que lutam pelos seus direitos e liberdade de acordo com a Carta das Nações Unidas, apoiados pela AI e pela HWR.

Recorde-se que o Supremo Tribunal reconheceu a impossibilidade de qualquer perseguido pelo governo terrorista espanhol ter um julgamento justo, visto a justiça espanhola ser um palhaço nas mãos do governo. Assim, o Supremo Tribunal rejeitou um pedido de extradição dum lutador pela liberdade basca a fim de ser julgado em Espanha. Espera-se que a continuidade da rejeição da justiça portuguesa não venha a ser influenciada pelo governo do mesmo modo que a espanhola.

Todos os portugueses se devem revoltar contra estas acções indignas e contra a liberdade, apoiando os Bascos em tudo o que lhes seja possível.

Um artigo sobre o terrorismo de estado espanhol, que chegou a formar pequenos grupos de assassinos pagos para assassinarem os membros da ETA – a que pôs o nome burlão de Grupos Antiterroristas de Libertação, quando a finalidade era precisamente esmagar os defensores da dita libertação – pode ser lido no Diário de Notícias. A situação dos bascos piorou de novo com a subida ao poder do neocon Aznar, o mais selvagem bandido espanhol desde Franco, um canalha com os mais baixos e característicos sentimentos e métodos castelhanos tradicionais que urde traições de todo o género.

No site da AI encontram-se os relatórios anuais e outros que condenam a barbárie castelhana. Uma simples busca no site basta para os encontrar e ler o como um povo canalha pode massacrar outro e ainda chamar terroristas aos que lutam pela liberdade. Uma perseguição contínua e a traição demonstrada a cada proclamação de tréguas pela ETA.

Pode-se ler sobre aquilo a que a AI chama de «guerra suja» do governo contra a ETA desde a década de 1980, sobre como embora as tréguas acordadas pela ETA, as perseguições continuaram. Como sob pretextos ignobilmente inventados e aproveitamento do clima internacional espezinham os mais elementares direitos humanos, de modo bastante semelhante àquele que o Iberista traidor proclamou e que lhe valeram o apodo público de traidor pela HWR. Pode-se ler bem claramente sobre os juízes porcos espanhóis e como estes administram a «justiça». A tortura praticada pela banda dos merdosos cobardes da polícia. A tortura e o assassínio de presos bascos nas masmorras, por carcereiros, reclamada pelo Provedor contra falta de medidas para a prevenção destes casos, o que equivale à aprovação dos assassínios pelos governos. Tudo é encenado para justificar o terrorismo de estado, moldar as opiniões através de mentiras e gerar medo na população espanhola, a fim de que, aterrorizada, esta apoie as acções dos carniceiros do governo. É um velho truque mais ou menos sempre usado por Castela.

É a isto que o Traidor Iberista nos quer associar? E ainda para os castelhanos virem fazer buscas no nosso território e matar pessoas por engano? Veja-se, a este propósito, uma parte dum artigo no blog Do Mirante.

Abençoado todo aquele que matar os castelhanos, seja à bomba, ao tiro, à pedrada, por atropelado ou como for. Todos os métodos são bons. Se aquela raça de víboras quisesse paz começava por concedê-la àqueles que subjuga, dando-lhes a liberdade. Afinal, os bascos não exigem mais nada nem há qualquer prova de que se lhes dessem o que pretendem continuariam a matar aquela raça maldita. Matem-se os castelhanos!

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On Achève Bien Les Chevaux

Observando bem como Portugal é governado há décadas e reflectindo sobre todo o rol dos acontecimentos que se desenrolaram ao longo dessa época e do seu corolário, não se pode inibir de pensar que a intenção dos políticos governantes em relação à população possa ser diferente daquela tão bem expressa pelo título da versão francesa do filme de Sidney Pollack They Shoot Horses, Don’t They? Eles Matam os Cavalos a Tiro, Não Matam? On achève bien les cheveaux. Matam-se bem os cavalos. Alcunhado em português Os Cavalos Também se Abatem, título que, como é de prática, desvirtua o sentido.

O sujeito do filme decorre na Califórnia, a meio da Grande Depressão da década de 1930. Através da região organizam-se maratonas de dança em que se ganham prémios chorudos. O filme é uma alusão directa à nossa sociedade, onde pobres, desempregados ou outros sofredores resignados, privados de dormir, dançam pelos prémios (alimentos vestuário, algum dinheiro), numa contínua luta cruel em que chega a haver uma morte.

Em contraste fugaz, apenas se entrevê a beleza da paisagem e um maravilhoso sol nascente.

Onde está a comparação com o parágrafo inicial? É aquela que Sidney Pollak lhe imprimiu: a miséria da grande maioria em tempo de calamidade enquanto, simultaneamente, outros, enriqueciam com a exploração, o tráfico ilegal, as negociatas, o tudo apoiado por medidas governamentais que fizeram de Portugal e o mantêm como o país com de maiores diferenças sociais entre ricos e pobres, fazendo desaparecer a classe média. A definição do típico estado oligárquico, em perfeito contraste com a de democracia, o que retira o país de entre as democracias. Para o confirmar ouvimos os políticos falarem constantemente em democracia, sintoma incontroverso de que quando se fala muito em qualquer coisa é para a introduzir na ideia dos ouvintes, fazendo passar uma mentira em que ignorantes e incautos acabem por abonar. Mais outra definição, a de vigaristas e burlões.

Quanto mais vezes os burlões nos dizem o contrário, mais válidas são a afirmação e a prova da continuidade e do agravamento da situação. Ainda remanescerão dúvidas após tantas provas dadas pelos burlões? Ainda existirão parvalhões espertalhões que acreditem nos vendedores de banha da cobra? Estarão os desmiolados à espera que os vigaristas lhes confessem as acções originadas nas suas baixezas? Comprem uma chupeta, que é o apropriado a semelhante mentalidade! Mais uma prova é a dos burlões afirmarem tão frequentemente que os portugueses têm maturidade política e democrática. Se assim fosse não precisariam de mentir dizendo-o.

Quanto mais atrasada uma mentalidade mais permeável ela é a lisonjas falsas. Os políticos que estudaram a parte do marketing que ensina o ardil, a astúcia, o estratagema, a maquinação, o subterfúgio, a fraudulência e a desonestidade para fins condenáveis, sabem que estas técnicas (que incluem a citada lisonja e o incitamento a um orgulho sem bases) são infalíveis para um povo em profundo e completo atraso intelectual e desinformado como o português, devido à inexistência de conhecimentos promovida por eles nesse sentido e levada a efeito pelos conglomerados da desinformação nacional controlados pelos interesses que eles favorecem em troca de ganhos ilegais e ilícitos, isto, pelo menos, do conhecimento geral.

Assim, qualquer político pode inventar as maiores mentiras, embustes, imposturas, intrujices ou patranhas, conscientemente, como o governo anterior fez e agora Sócrates repete impudicamente ao afirmar que Portugal tem um dos melhores serviços de saúde e de segurança social, quando a realidade é que é de longe o pior da Europa. Ou quando mente, afirmando que a idade de reforma deve aumentar em Portugal, seguindo o caminho dos outros países europeus. Mente velhacamente, sabendo que não corre o risco de ser desmentido, nem mesmo pela jornaleirada de bestiagos do género daqueles a quem afirmou estes factos na sua entrevista de 25-7-07 (salvo erro).

Daí o corolário que colocou Portugal no fundo do mundo e no fundo do fundo da Europa. Circunstância há muitos anos prevista e denunciada, como apresentada no site deste blog e mais recentemente aqui testemunhada. Prevê-lo não era nenhuma prova de inteligência, tampouco de esperteza, mas apenas sequência de observação dos acontecimentos e descrença nas patranhas, autênticas e literais burlas que os corruptos nos vendem constantemente e sem interrupção nem excepção. Um político diz sempre o que lhe convém e se o povo lho permite por aceitação, contra o próprio povo soberano, portanto seu soberano também. É o empregado que tenta não defender-se do patrão, mas simples e invariavelmente vigarizá-lo e roubá-lo.

Os relatórios periódicos da União Europeia (UE) Mostram a miséria vivida pelo povo português face ao bem-estar geral. Não obstante, o presente governo, com o incontestável apoio dos políticos que formaram o anterior, ainda que sob disfarce (o palavreado é para anestesiar – o que importa é o que fizeram e se estavam a preparar para fazer), desfecha golpe sobre golpe sobre a população (abatem-se os cavalos), enquanto que os privilegiados das máfias engordam. As oligarquias regem-se pelos mesmos princípios e se lhes permitirmos continuarão a esfolam-nos vivos e a vender as nossas peles para ficarem com o produto da venda. Alguém até hoje notou que estes canalhas sofressem a nossa miséria geral?

A Protecção Social
O relatório sobre a Protecção Social nos países da UE, referente ao período de 2000 a 2004, refere um aumento nas despesas com a Segurança Social, em geral e também em Portugal, mas não explica como esses fundos foram utilizados, se bem se mal. Também não pode mencionar qualquer facto ou mudança ocorrida fora do período que engloba. O que sabemos e que é do conhecimento geral é que temos o mais deficiente e insatisfatório desses serviços na UE, mas que eles absorvem fundos tão importantes quanto os dos países que prestam os melhores. É uma comprovada mas inacreditável roubalheira e desorganização.

A Flexi-Segurança
O relatório sobre empregados com contrato a termo fixo por não poderem obter um contrato de emprego permanente, para o período de 2000 a 2005, coloca Portugal no segundo lugar da desgraça, para não variar do costume. A proporção do emprego inseguro tem diminuído na média europeia, enquanto que em Portugal se tem mantido (o que, por contraposição, equivale a um aumento), chegando a insegurança no trabalho a ser cerca de 8 vezes superior aos dos países com melhores condições de trabalho, aqueles que têm o melhor apoio ao desemprego e uma reciclagem que garante a curta duração desse desemprego. Aqueles que também, na generalidade, têm menor desemprego.

A máfia política portuguesa vem, com um nome de marketing de enganar lorpas, como é hábito (flexi-segurança), pretender justificar o injustificável: adoptar o desemprego sem primeiro criar as condições imprescindíveis de segurança que o permitam sem descalabro. Esta necessidade nunca mereceu o interesse dos corruptos (os subsídios dão mais votos que a organização) e encontra-se em estado embrionário.

As barbaridades sobre o ataque à estabilidade do emprego e aos serviços sociais na sua generalidade, foram concebidas e expressas nas intenções do governo anterior, escandalosa e barbaramente apregoada pelo seu outorgante, um autêntico animal. É inacreditável que tal pessoa possa ter reputação de bom cristão e de competente sem uma equipa altamente mafiosa por detrás a apoiá-lo. Que eram e continuam a ser os seus colegas de governo. Este facto apenas, consiste num descrédito para qualquer igreja que defenda tal animal e uma prova real de que os políticos corruptos são criminosos e se constituem em associações de malfeitores típicas duma verdadeira máfia. Uma análise imparcial e objectiva dos eventos não pode levar a qualquer outra conclusão. Após esse governo, facilmente se depreenderá a relativa facilidade que o actual Déspota Iluminado teve para impor medidas que apenas matassem menos meia dúzia de cavalos.

São conclusões bem simples a chegar e não é necessária qualquer formação em economia nem tampouco ter estudado matemática. Os factos são tão elementares e evidentes que basta reflectir sobre os dados do relatório europeu dos outros países, as condições de trabalho e de assistência no desemprego, assim como este é encarado e tratado, contrapondo a tudo isto o que se conhece sobre o que se passa em Portugal e como se pretende abater a população, praticamente a tiro, como os cavalos do filme do Sidney Pollak.

Dançar até morrer
O relatório sobre a idade de reforma na UE reporta-se aos dados de 2005, englobando referências desde 2002. Por ele se constata que Portugal é o segundo país da UE em que a população se reforma com idade mais avançada, que trabalha durante mais anos e que menos recebe, sendo relegada à miséria económica e a uma quase total falta de apoios, incluindo os de saúde, o que se comprova pela inexistência da especialidade de médica de geriatria.

Não obstante uma situação que mais clara seria impossível, vêm os dois últimos governos mentir tão alarve e descaradamente sobre estas questões, contando-nos histórias que nem merece descrever, pois que pintam o quadro de modo simetricamente oposto. Como se pode classificar gente desta estirpe que ostenta os mais ordinários, reles e baixos sentimentos, gritando-nos a sua mais profunda desonestidade? Quem os defenderá que – possuindo um mínimo de raciocínio e de discernimento – não se identifique a eles? Não é evidente que para admitir que acontecimentos deste género possam tampouco ter lugar, será necessário que a população seja simultaneamente desinformada, ignorante e que tudo admita como cavalos que se deixam abater? É esta inércia com que os políticos contam para poderem falsear e provocar a miséria. A jornaleirada repugnante também não pode ser considerada como alheia à desinformação em que ela própria tem mergulhado a população.

Abatem-se os cavalos a tiro ou fazendo-os dançar até morrer – idêntico.

A Realidade é Pior
Note-se que estes relatórios se referem ao passado, mesmo que relativamente recente. Estamos bem ao corrente de como estas condições pioraram dramaticamente em Portugal, pelo que os relatórios em causa demonstram uma desgraça desactualizada, muito menos pronunciada. Outros relatórios do Eurostat dignos de menção foram publicados com os aqui apontados.

Conjuntura Diabólica
A mistura da política com meios onde circulam enormes somas, como o futebol e a construção civil, assim como a ligação ao controlo das notícias e das informações não pode produzir resultados inócuos. Poderá alguém inocentemente acreditar que sim? Em todos os países se compreendem as consequências de tais ligações, pelo que se condenam, enquanto que em Portugal se promovem, paralelamente com o resultante crescimento da corrupção. Enquanto a máfia e aqueles que da situação por ela criada se aproveita enriquecem cada vez mais, a miséria alastra-se e os miseráveis, consentidores e resignados, são cada vez mais e mais miseráveis.

Moral da História
A corrupção não pode ter fim com mezinhas que mais não servem que para atirar areia aos olhos dos eleitores. Nem enquanto for admitida a um só dirigente sequer. A corrupção só poderá começar a ter fim com o fim dos privilégios e da imunidade à responsabilidade dos governantes e outros que tais. Só poderá começar a ter fim quando mais nenhum cargo neste país possa ser atribuído por nomeação em lugar de por concurso público. Só poderá começar a ter fim quando estas medidas forem implantadas e seguidas obrigatoriamente.

Não se pode continuar a permitir a formação duma Nova Classe acima da Constituição, da Justiça e da Cidadania nacional, que tudo e todos controle impunemente, aliada aos magnatas da exploração humana.

É esta a bases de todos os males em Portugal e nada mudará sem que antes se resolva este caso basilar.


Enquanto estas medidas não forem adoptadas como norma intransponível e sem excepções, como nas verdadeiras democracias, o descalabro tem que continuar e é tudo mentira!

Quem concordar faça um pequeno esforço para o bem comum e passe a palavra.

Ou então continuar-se-á a abater os cavalos e ninguém terá o direito para reclamar, dado que o consente.

On achève bien les cheveaux.



They Shoot Horses, Don’t They?

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A Destruição em Curso
Opinião-Aviso de Manuel Alegre

A destruição dos bens sociais nacionais e de leberdade tem-se acentuado nos últimos tempos. Com efeito, têm-se observado actos criminosos, tais como os perpetrados contra a liberdade em geral, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa já tão precária devido à rasquice que impera na profissão, os direitos de assistência na saúde e na justiça, a desertificação imposta ao interior, etc.

Mário Lino não mentiu a este último propósito, como foi inapropriadamente criticado por desmiolados ingénuos, pois que apenas meteu o pé na poça revelando que os seus autores estão bem ao corrente dos resultados da sua obra, o que os torna culpados de crime consciente e premeditado.
Tal como tantos mostram os seus sentimentos e índole nas suas feições, por expressões e palavras – como Sócrates, por exemplo, que só engana incautos e idiotas (basta analisar as suas fotografias de mais novo, de quando ainda não dominava tão bem a arte do logro e do marketing selvagem) – assim se nota que Mário Lino não é pior que alguns dos seus melhores colegas. É um seguidor (como diz Alegre) que se acobarda para defender o tacho para ele e sua família. Uma culpa, sem dúvida e ainda mais grave mas muito diferente daquela que lhe foi atribuída, o que transforma a acusação errada numa desculpa para o seu mau comportamento.

A arrogância (sintoma indubitável do desejo dum arrogante em impor a sua estupidez e incapacidade) do governo actual só fala demagogicamente em democracia. Ora não sabemos nós que quando se fala muito em qualquer coisa se está a demonstrar a intenção de enganar? Porque será que nos países democráticos nunca se ouve falar em democracia? Estes acontecimentos só podem dever-se a qualquer partido ter maioria absoluta, como bem explicado no blog Do Mirante. Se não se entendem a governar sem maioria absoluta é problema deles; é porque na verdade não pretendem governar, pretendem impor as suas vontades em defesa dos seus interesses mesquinhos. Que demonstrem que servem o país submetendo os seus interesses aos do país. Ou então, rua com os bandos de parasitas. Se são tão inteligentes e capazes, que vão ganhar fortunas para onde fogem os verdadeiros competentes portugueses.

Estes acontecimentos já foram referidos neste blog, como no post sobre o Novo Nazismo (este post engloba quatro textos originais integrais, entre os quais os de António Barreto e de Eduardo Prado Coelho), na acusação de traição da HRW sobre Sócrates ou na mais que estúpida persistência na imposição de decisões internacionalmente comprovadas como erradas. Todos estes factos e muitos outros que este blog tem tido como alvo de denúncia e crítica, foram agora apresentados num artigo do jornal Público, da autoria de Manuel Alegre, o qual se transcreve na íntegra.

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Contra o medo, liberdade
24.07.2007 - 23h15, Manuel Alegre

Nasci e cresci num Portugal onde vigorava o medo. Contra eles lutei a vida inteira. Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á.

Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da PIDE. Casos pontuais em si mesmos inquietantes. E em que é tão condenável a denúncia como a conivência perante ela.

Não vivemos em ditadura, nem sequer é legítimo falar de deriva autoritária. As instituições democráticas funcionam. Então porquê a sensação de que nem sempre convém dizer o que se pensa? Porquê o medo? De quem e de quê? Talvez os fantasmas estejam na própria sociedade e sejam fruto da inexistência de uma cultura de liberdade individual.

Sottomayor Cardia escreveu, ainda estudante, que "só é livre o homem que liberta". Quem se cala perante a delação e o abuso está a inculcar o medo. Está a mutilar a sua liberdade e a ameaçar a liberdade dos outros. Ora isso é o que nunca pode acontecer em democracia. E muito menos num partido como o PS, que sempre foi um partido de homens e mulheres livres, "o partido sem medo", como era designado em 1975. Um partido que nasceu na luta contra a ditadura e que, depois do 25 de Abril, não permitiu que os perseguidos se transformassem em perseguidores, mostrando ao mundo que era possível passar de uma ditadura para a democracia sem cair noutra ditadura de sinal contrário.

Na campanha do penúltimo congresso socialista, em 2004, eu disse que havia medo. Medo de falar e de tomar livremente posição. Um medo resultante da dependência e de uma forma de vida partidária reduzida a seguir os vencedores (nacionais ou locais) para assim conquistar ou não perder posições (ou empregos). Medo de pensar pela própria cabeça, medo de discordar, medo de não ser completamente alinhado. No PS sempre houve sensibilidades, contestatários, críticos, pessoas que não tinham medo de dizer o que pensam e de ser contra quando entendiam que deviam ser contra. Aliás, os debates desse congresso, entre Sócrates, eu próprio e João Soares, projectaram o PS para fora de si mesmo e contribuíram em parte para a vitória alcançada nas legislativas. Mas parece que foram o canto do cisne. Ora o PS não pode auto-amordaçar-se, porque isso seria o mesmo que estrangular a sua própria alma.

Há, é claro, o álibi do Governo e da necessidade de reduzir o défice para respeitar os compromissos assumidos com Bruxelas. O Governo é condicionado a aplicar medidas decorrentes de uma Constituição económica europeia não escrita, que obriga os governos a atacar o seu próprio modelo social, reduzindo os serviços públicos, sobrecarregando os trabalhadores e as classes médias, que são pilares da democracia, impondo a desregulação e a flexigurança e agravando o desemprego, a precariedade e as desigualdades. Não necessariamente por maldade do Governo. Mas porque a isso obriga o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) conjugado com as Grandes Orientações de Política Económica. Sugeri, em tempos, que se deveria aproveitar a presidência da União Europeia para lançar o debate sobre a necessidade de rever o PEC. O Presidente Sarkozy tomou a iniciativa de o fazer. Gostei de ouvir Sócrates a manifestar-se contra o pensamento único. Mas é este que condiciona e espartilha em grande parte a acção do seu Governo.

Não vou demorar-me sobre a progressiva destruição do Serviço Nacional de Saúde, com, entre outras coisas, as taxas moderadoras sobre cirurgias e internamentos. Nem sobre o encerramento de serviços que agrava a desertificação do interior e a qualidade de vida das pessoas. Nem sobre a proposta de lei relativa ao regime do vínculo da Administração Pública, que reduz as funções do Estado à segurança, à autoridade e às relações internacionais, incluindo missões militares, secundarizando a dimensão administrativa dos direitos sociais. Nem sobre controversas alterações ao estatuto dos jornalistas em que têm sido especialmente contestadas a crescente desprotecção das fontes, com o que tal representa de risco para a liberdade de imprensa, assim como a intromissão indevida de personalidades e entidades na respectiva esfera deontológica. Nem sobre o cruzamento de dados relativos aos funcionários públicos, precedente grave que pode estender-se a outros sectores da sociedade. Nem ainda sobre a tendência privatizadora que, ao contrário do Tratado de Roma, onde se prevê a coexistência entre o público, o privado e o social, está a atingir todos os sectores estratégicos, incluindo a Rede Eléctrica Nacional, as Águas de Portugal e o próprio ensino superior, cujo novo regime jurídico, apesar das alterações introduzidas no Parlamento, suscita muitas dúvidas, nomeadamente no que respeita ao princípio da autonomia universitária.

Todas estas questões, como muitas outras, são susceptíveis de ser discutidas e abordadas de diferentes pontos de vista. Não pretendo ser detentor da verdade. Mas penso que falta uma estratégia que dê um sentido de futuro e de esperança a medidas, algumas das quais tão polémicas, que estão a afectar tanta gente ao mesmo tempo. Há também o álibi da presidência da União Europeia. Até agora, concordo com a acção do Governo. A cimeira com o Brasil e a eventual realização da cimeira com África vieram demonstrar que Portugal, pela História e pela língua, pode ter um papel muito superior ao do seu peso demográfico. Os países não se medem aos palmos. E ao contrário do que alguém disse, devemos orgulhar-nos de que venha a ser Portugal, em vez da Alemanha, a concluir o futuro Tratado europeu. Parafraseando um biógrafo de Churchill, a presidência portuguesa, na cimeira com o Brasil, recrutou a língua portuguesa para a frente da acção política. Merece o nosso aplauso.

O que não merece palmas é um certo estilo parecido com o que o PS criticou noutras maiorias. Nem a capacidade de decisão erigida num fim em si mesma, quase como uma ideologia. A tradição governamentalista continua a imperar em Portugal. Quando um partido vai para o Governo, este passa a mandar no partido, que, pouco a pouco, deixa de ter e manifestar opiniões próprias. A crítica é olhada com suspeita, o seguidismo transformado em virtude.

Admito que a porta é estreita e que, nas circunstâncias actuais, as alternativas não são fáceis. Mas há uma questão em relação à qual o PS jamais poderá tergiversar: essa questão é a liberdade. E quem diz liberdade diz liberdades. Liberdade de informação, liberdade de expressão, liberdade de crítica, liberdade que, segundo um clássico, é sempre a liberdade de pensar de maneira diferente. Qualquer deriva nesta matéria seria para o PS um verdadeiro suicídio.

António Sérgio, que é uma das fontes do socialismo português, prezava o seu "querido talvez" por oposição ao espírito dogmático. E Antero de Quental chamava-nos a atenção para estarmos sempre alerta em relação a nós próprios, porque "mesmo quando nos julgamos muito progressistas, trazemos dentro de nós um fanático e um beato". Temo que actualmente pouco ou nada se saiba destas e doutras referências.

Não se pode esquecer também a responsabilidade de um poder mediático que orienta a agenda política para o culto dos líderes, o estereótipo e o espectáculo, em detrimento do debate de ideias, da promoção do espírito crítico e da pedagogia democrática. Tenho por vezes a impressão de que certos políticos e certos jornalistas vivem num país virtual, sem povo, sem história nem memória.

Não tenho qualquer questão pessoal com José Sócrates, de quem muitas vezes discordo mas em quem aprecio o gosto pela intervenção política. O que ponho em causa é a redução da política à sua pessoa. Responsabilidade dele? A verdade é que não se perfilam, por enquanto, nenhumas alternativas à sua liderança. Nem dentro do PS nem, muito menos, no PSD. Ora isto não é bom para o próprio Sócrates, para o PS e para a democracia. Porque é em situações destas que aparecem os que tendem a ser mais papistas que o Papa. E sobretudo os que se calam, os que de repente desatam a espiar-se uns aos outros e os que por temor, veneração e respeitinho fomentam o seguidismo e o medo.

Sei, por experiência própria, que não é fácil mudar um partido por dentro. Mas também sei que, assim como, em certos momentos, como fez o PS no verão quente de 75, um partido pode mobilizar a opinião pública para combates decisivos, também pode suceder, em outras circunstâncias, como nas presidenciais de 2006 e, agora, em Lisboa, que os cidadãos, pela abstenção ou pelo voto, punam e corrijam os desvios e o afunilamento dos partidos políticos. Há mais vida para além das lógicas de aparelho. Se os principais partidos não vão ao encontro da vida, pode muito bem acontecer que a recomposição do sistema se faça pelo voto dos cidadãos. Tanto no sentido positivo como negativo, se tal ocorrer em torno de uma qualquer deriva populista. Há sempre esse risco. Os principais inimigos dos partidos políticos são aqueles que, dentro deles, promovem o seu fechamento e impedem a mudança e a abertura.

Por isso, como em tempo de outros temores escreveu Mário Cesariny: "Entre nós e as palavras, o nosso dever falar." Agora e sempre contra o medo, pela liberdade.

Publicado por Manuel Alegre no seu Web site.


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Manuel Alegre é hoje um político acima da definição justamente aplicada por este blog à maioria dos seus pares. De como é conhecido, nada resta a firmar sobre ele. Que por vezes tem tentado aproveitar-se de ocaões quando estas se deparam, também é certo, podendo também acrescentar-se que nunca usou aquele ultrajante e nojento marketing político demagogo com que o banditismo político português nos dá banhos de fezes quotidianos, ou quase.

Nota-se aqui, para além da sua opinião, a confirmação da inconveniência de que os outros partidos andam também por terra. Na verdade, reconhecendo que este governo é uma lástima em todos os sentidos, pelas modos de reconhecimento geral, sabe-se também que se o anterior tivesse continuado teria sido bem pior.

Parece impossível que o PSD, um partido de tradições democráticas e de pouca inclinação direitista, tenha encetado transformações que teriam sido extremas e de consequências altamente desastrosas para o país por comparação às do actual governo. Possivelmente por influência do pseudo-cristão que inventou o imposto dobre doações, que a seguir-se o seu plano seria a destruição completa dos sistemas sociais nacionais. A privatização para convir unicamente aos ricos. Aquele que agora afirma que Portugal não pode ter um sistema de protecção ao desemprego como os países avançados, necessário à flexibilização do emprego, ou seja, segundo afirma, flexibilize-se o emprego e deixe-se os empregados na miséria, que para evitar o roubo por necessidade se pode sempre pôr mais polícia na rua e dar mais meios à Judiciária. Bons princípios para um cristão. Que meta a sua cristandade naquele sítio que ele sabe.

Discorda-se todavia da certeza com que Manuel Alegre afirma que não vivemos em ditadura; pelo menos muitos dos acontecimentos demonstram que em liberdade e democracia é que não.

Uma outra conclusão a tirar da leitura de Manuel Alegre é que quando se chama a este governo indigno "Governo Socialista" visto o desacordo com as suas decisões pela parte de socialistas comprovados – e tendo em conta que estes não quererão bater muito forte com receio de destruir também aquilo que devem cinservar – o termo empregue caracteriza-se por um partidarismo insalubre que não pode dar lugar a uma discussão democrática, dada a sua intenção velada.

Francamente, se assim fosse, seria honesto chamar "Governo Social Democrata" ao dos malditos que procuraram destruir todas as instituições sociais, não deixando pedra sobre pedra? Não, são aberrações de canalhas que querem operar as suas baixas pulhices à sombra dum partido, qualquer que ele seja. Enquanto os portugueses não compreenderem que o que faz o mal não são os partidos, mas aqueles que os compõem, nada puderá mudar verdadeiramente: está-se a bater ao lado da questão, o que só aproveitará aos corruptos e aos malditos.

Mal intencionados conseguem introduzir-se por todo o lado . Até no Movimento de Intervenção e Cidadania há quem pretenda ocultar a corrupção e decisões anti-sociais de políticos de outros partidos, veja-se bem. Existem provas escritas, mas é de crer que seja uma excepção. No entanto, o facto confirma que em todo o lado há ovelhas ranhosas. O problema é que não as expulsam.

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A Europa dos Neocons
e a corrupção Galopante da Máfia Política Nacional

No momento em que vai voltar a discutir-se por todo o Velho Continente a Constituição Europeia propõem-nos, mais uma vez, que fiquemos calados e garantem-nos que será melhor que alguém decida por nós.
O aprofundamento da democracia na Europa depende da capacidade de envolver todos os europeus na construção desse projecto. O despotismo esclarecido é o caminho mais fácil para o desastre.


Joana Dalila Santos – Jornalista

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Como vão longe a ideologia e as intenções de Robert Schuman, o pai da Europa. Como se sabe, logo ao fim da guerra, quis criar compromissos de interesses comuns entre os beligerantes a fim de que não houvesse mais guerras que devastassem o velho continente, vitimando as populações com a morte, a desolação e a miséria. Em 18 de Abril de 1951 foi assinado o Tratado do Mercado Único do Carvão e do Aço e que entrou em vigor em 15 de Julho de 1952, o tratado que fundou a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (os mais importantes objectos de comércio da altura), assinado pela RFA, França, Itália e pelos países do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo). Vemos que os países do tratado de Roma são os mesmos e que se trata de facto de algo mais do que um simples embrião deste último tratado, seis anos mais tarde.

Para a união e amizade dos povos, para além dos interesses económicos, Robert Schuman e os seus seguidores planearam uma compreensão das culturas e a propagação da democracia, então assaz rudimentar, um conjunto que fomentaria a fraternidade entre os povos. Note-se que os feitos de Schuman se baseavam nas ideias de Jean Monet, um chefe da Resistência Francesa assassinado pelos Alemães como terrorista e que os franceses transformaram, no seu maior herói nacional, a quem prestaram as maiores homenagens dos tempos modernos. O General De Gaulle, como comandante da Resistência, pode ser assim considerado o fundador do terrorismo moderno, casos chamemos terroristas àqueles que defendem o solo pátrio dos invasores. A história, e não os políticos, conta-nos a verdade.

Os países formaram e especializaram os professores para desde a infância moldarem o carácter e o civismo das novas gerações. Evitaram assim que os pais, impossíveis de ensinar como educar os filhos pelo seu número muito superior e pela sua idade, continuassem a embutir os seus descendentes com as ideias arcaicas que fomentaram as quase permanentes guerras do triste passado. Entretanto, para a reconstrução do que fora destroçado, toda a gente trabalhava longas horas e sem o necessário tempo para se ocupar dos filhos. Para ultrapassar este falta, creches gratuitas surgiram em todos os bairros como cogumelos brotam na floresta.

Portugal não fez nada, como de costume, no tempo do Salazar e só apanhou o comboio já em andamento três décadas mais tarde, ou seja quando as gerações do após guerra, armadas do necessário para levarem o progresso aos encontrava-se, consequentemente, com uma população de ovelhas ranhosas prontas a ser sangradas pelos oportunistas corruptos que formaram a nova classe política. À data da Abrilada havia ideais, incontestavelmente, e muitos idealistas, mas rapidamente até esses foram explorados pelos oportunistas, muitos deles corrompidos.

Alguém se lembrará do político português que previu esta situação? Foi esquecido, desmentido e acusado pelas suas opiniões que vieram a concretizar-se, precisamente pelos exploradores do povo, oportunistas e sanguinários. Pela falta de preparação idêntica aos outros europeus, à excepção dos do sul e leste da Europa, muitos assuntos não são ainda hoje compreendidos por uma boa parte da população. Sobretudo no que concerne os princípios e os valores democráticos, como são usados e praticados, tampouco como funciona uma democracia.

Os ensinamentos democráticos da Grécia clássica são hoje considerados em Portugal como ensinamentos filosóficos hipotéticos da digressão do pensamento, não como princípios básicos e reais. Crê-se tanto na sua evidente e concreta realidade como o mundo não acreditou nos relatos históricos de Heródoto de Halicarnasso até que os seus escritoss se comprovaram quase 2400 anos após a sua morte. Sem dúvida, não foi em vão que Vítor Hugo escreveu que a ignorância é a mãe da estupidez.

Deste modo Portugal, que nunca esteve à frente do desenvolvimento, foi ficando ainda mais para trás. Não se vai aqui mencionar como o grosso dos fundos de coesão recebidos da União Europeia foram desbaratados e roubados, mergulhando a população na atroz miséria avtual; está escrito em vários locais, site e blogs.

Entretanto, na restante Europa agora altamente civilizada devido ao trabalho árduo das gerações criadas logo a seguir à guerra – aqueles que trabalharam muito e não comiam o que queriam – foram envelhecendo e sendo substituídos pelos seus filhos. Estes aproveitáramos os mesmos métodos de ensino por que os pais passaram e usufruíram dum lógico e inerente aperfeiçoamento contínuo. Desfrutaram de muito mais facilidades e deixaram de apreciar e valorizar os princípios que lhes deram essa oportunidades.

A maioria dos governantes é agora constituída pelos que nasceram durante o período conhecido como o bayby-boom do pós-guerra. Tendo sempre usufruído da liberdade e da democracia conquistadas pelos pais, nas quais cresceram, não lhe reconhecem o mesmo valor. Substituíram os valores e os princípios que lhes deram essas conquistas numa bandeja por interesses estritamente financeiros. Afinal, para toda a gente e como é normal, o que é conquistado com maior esforço tem sempre um valor mais alto. Comemoraram os Tratado de Roma, conquista de Robert Schuman, mas não valorizam o que lhe deu a força e o ânimo para o alcançar.

Em consequência, começaram a pensar em sacrificar as conquistas dos seus pais a desejos económicos, desprezando a relativa riqueza por eles obtida, que consideraram pouca. Sob uma capa de democracia rota e falsa, apareceram alguns impostores que se associaram aos neocons dos EUA, como o selvagem ex-chefe do governo neocon espanhol ou mais recentemente o do actual francês. Ao primeiro, por ser tão besta foi concedida especial consideração pelos clãs oligárquicos portugueses. Após ter sido corrido do governo do seu país andou a pavonear-se pelos países com deficit de democracia. Como se poderão prestar honrarias a tal monstro sem que se seja também um? Em França não se passa hoje muito diferente.

Seguindo os maus exemplos exteriores, como é de uso natural na máfia política portuguesa, o PSD não conseguiu destruir completamente os serviços de saúde e de segurança social só e apenas não ter tido tempo. Foi bem anunciado e a preparação estava quase terminada, só faltava consumá-lo. Embora tenhamos caído num sistema abertamente pró-nazi e anti-democrático que nem a constituição acata e que mata os cidadãos na saúde, no socorro e à fome, principalmente os mais necessitados e mais idosos, somos obrigados a, mesmo assim, regozijar-nos de não ter sido pior, como o PSD sem qualquer dúvida faria. Que tristeza, a classe política segue os trilhos dos bandidos e saqueadores ao ponto de termos de nos resignar por não haver melhor escolha. O PSD que não é um partido da direita comporta-se como se fosse da extrema direita? Não, nada disso, os partidos portugueses não seguem as suas ideologias, mas apenas a satisfação gananciosa de políticos incapazes, mas vigaristas e burlões. Triste constatação. Até quando se aguentará sem estrebuchar?

Nesta conjuntura, eis que a Constituição Europeia, já anteriormente recusada nalguns países apenas por falta de visão de medidas sociais, vai de novo ser apresentada aos países. Os neocons tentam agora fazer passar o mesmo texto, piorado mas pasteurizado. Para terem a certeza de que passará, juntam-se alguns acordam em negar aos seus povos o direito a se pronunciarem. A maioria dos povos, agora democratizados, não pode aceitar tais imposições. Se elas forem, mesmo assim, impostas por déspotas, pode prever-se um desastre que tanto se pode dar a curto como a médio prazo. Se isto não ocorrer não haverá união digna desse nome. Os povos não aceitarão e retirar-lhes-á o entusiasmo na construção do projecto de Robert Schuman. O resultado poderá produzir um grande entrave e até uma desconstrução da Europa. Os povos já andam há algum tempo descontentes por ultimamente ser sempre o capitalismo a ganhar sobre o socialismo, pela progressiva falta de socialismo na EU.

Em Portugal, onde os políticos se servem da mentira como do ar que respiram, ouvimos o primeiro ministro num dia dizer descaradamente que não podia decidir se haveria referendo ou não – servindo-se dum furo na constituição – sem conhecer o que continha o tratado. Imediatamente, topa-se a falsidade constituída por uma mentira e uma canalhice. A mentira é que ele sabe muito bem o que lá está, ou seja, o bolo não está ainda feito, mas os ingredientes foram-lhe todos entregues pela Alemanha e não se podem mudar. Para o confirmar, ele mesmo o declarou dois dias após as suas imposturas, confirmando que nada poderia ser mudado. Se sabe o que lá está e que não o pode mudar, mentiu com quantos dentes tinha na boca, que só por se servir deles para mentir lhos deviam arrancar. A canalhice é ele julgar-se com o direito de decidir se os termos a redigir serão ou não convincentes para os portugueses, outorgando-lhes ou não o direito de se pronunciarem.

Como se verifica, mesmo que a UE tenha muitos inconvenientes, a ponto de continuar a ser repudiada pala população Suíça a cada referendo por falta de democracia, para Portugal, dado não sermos uma democracia, as vantagens superam os inconvenientes de longe. É uma vergonha dizê-lo, mas devemos reconhecer que a UE nos pode proteger, ainda que pouco, das decisões antidemocráticas dos políticos. Pena é que quase se limite (cá voltamos) a casos de ordem económica, como se verifica actualmente na imposição da anulação dum imposto inédito em todo o mundo: um imposto sobre outro imposto. Que vigarice! Todos os partidos têm colaborado na vigarice, pois que nenhum se opôs. Que cambada!

O Sócrates já se queimou mesmo antes do início do Concelho da Europa ser chefiado por Portugal. Foi acusado de traidor pela Human Rights Watch.

Vamos de mal a pior. Se não tomamos as rédeas das bestas políticas nas nossas mãos arriscamo-nos a que nos projectem da sela por cima das orelhas. Animais selvagens têm que ser domesticados ou recambiados para o seu habitat natural, a selva. Não se duvide, o mal não está em nenhum partido, mas na máfia maligna que os compõe.

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Como se Destrói um Povo
Apregoando Democracia por Demagogia

Cada vez se compreende menos a atitude dos portugueses face às ditaduras. Conformam-se, tudo aguentam sem refilar. Tudo admitem. Alguns acobardam-se a tal ponto que até de escrever na Internet se retraem. É um povo dos mais cobardes, corruptos e miseráveis que se conheça. O povo, único soberano (art° 3º da Constituição), abdica da sua soberania nas patas da máfia política. Que nojo! Até se chamam órgãos de soberania às instituições cuja única razão de ser é a de servir o único soberano, segundo a Constituição. Os mesmos incapazes que fazem leis interpretáveis por mal concebidas, fazem também trocadilhos com um texto bem claro. Pior é que o dito pegou, o que significa que a máfia conseguiu lograr a carneirada e convencê-la de que a sua impostura estava certa, que os soberanos são eles, os servos.

O governo do Sócrates, com toda a razão e objectividade, tem querido corrigir muitos dos erros anteriores, na sua maioria os dos governos Cavaquistas, que foram aqueles que verdadeiramente nos atiraram para o lixo após roubarem e distribuírem os fundos de coesão da UE, pondo o restante em circulação para produzir a falsa ideia de abundância mediante uma enorme inflação que deu votos. Quando deixou o governo havia um défice superior a 5%! Com os montões de dinheiro recebido da UE, é obra! É esta a óbvia causa do atraso tecnológico que ele justamente refere. Esta circunstância tem deixado o Cavaco calado que nem um rato e sem poder moral para actuar. Os parvalhões, que votaram nele, aprovando tacitamente a implantação da miséria em Portugal, que agora não se queixem por terem elevado o carrasco a dignidade. Só que as acções do Sócrates têm sido do género «pior a emenda que o soneto». Aquilo a que assistimos são demonstrações de incapacidade, de logro e de arrogância, onde não falta uma boa porção de malícia e de maldade.

Um governo de traidores que se diz socialista, mas que é a vergonha de qualquer partido democrático. Vejamos o que dizem alguns verdadeiros socialistas sobre estes burlões. Um governo que não só é culpado do enorme e sério agravamento do mal herdado do anterior, como em lugar de o reduzir tem demonstrado claramente as suas intenções e princípios por que se rege. As acusações repetem-se.

Ouvem-se e lêem-se as observações mais desprovidas de senso da parte da população desinformada e embrutecida pelo assobio da serpente duma corrupção galopante e destruidora, que tornam o país na chacota internacional, tais como pensarem que outro partido faria melhor. Não vimos já como o partido do Cavaco nos cozinhou a miséria em que hoje nos afogamos? Seremos tão estultos a ponto de pensar que todo o mal se adquiriu em dois, quatro ou mesmo seis anos? Julgar que o partido do Cavaco agora faria melhor – quando ainda há pouco mais de dois anos constatámos que aquilo que se preparavam para fazer à Segurança Social e reformas, como os próprios anunciaram, era bem pior que o que o actual chefe da máfia e promotor da corrupção concebeu, – só sendo-se completamente tapado e lerdo.

De que estarão os basbaques dos portugueses à espera para tomarem conta da situação, como lhes vem por direito democrático e constitucional? Estarão à espera dum novo Messias ou Arcanjo enviado por Deus para os salvar? Será o grosso da população tão desmiolado e atrasado a ponto de não compreender que ninguém – sobretudo políticos – jamais levantará um dedo para os ajudar. Terão que despertar do torpor e ajudar-se a si menos. Os políticos são aqueles que sempre mais lucram com a corrupção e o mal da nação. Como dizem os franceses, «les politiciens sont un mal nécessaire», mas há que dominá-los e mantê-los domesticados e bem atados como bestas selvagens que são – «il faut les tenir bien en laisse». Em todo o mundo se sabe isso. Menos em Portugal.

Que se esperará para correr com a corja de corruptos e parasitas que tem feito do país a estrumeira da UE e até mundial. Espezinham a constituição e os direitos humanos, têm destruído o sistema de saúde e assassinam as pessoas doentes, idosas e acidentadas; obrigam as grávidas a parir nas ambulâncias ou em Espanha; criam o desemprego entre os mais competentes por lhes roubarem os lugares de concurso para os parasitas dos seus adeptos. A natalidade acelerou grandemente a queda pela impossibilidade de se criar um filho. Será possível continuar a aguentar a imposição de tais torturas? A nova PIDE, o renascimento do Nazismo, o novo Hitler.

É isto que se admite e aprova, consentindo por não se bater o pé? A corrupção de cada vez mais negociatas, a defesa corrupta dos interesses das grandes empresas contra os da população, o domínio da informação e da desinformação e do direito de se ser informado, o controlo das chefias administrativas, o controlo das pessoas, o controlo da opinião e da livre expressão, a intrusão na vida privada, abusos sobre o estado e a vida dos cidadãos, a metamorfose das polícias em bandos de criminosos, a destruição do nacionalismo e subjugação aos malditos castelhanos por um não menos maldito traidor que se diz iberista. Fora com os traidores!

Todos para a rua para reclamar os nossos direitos e correr com a canalha. Quem não o fizer abdica do direito a reclamar. Que procedam condignamente ou que se calem de vez.

O importante não é viver, mas viver com dignidade.
- Sócrates, o Ateniense.

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O Déspota Iluminado

A cada dia que passa assistimos às desesperadas tentativas governamentais em demonstrar uma arrogância com tanta insistência que só pode comparar-se à arrogância dos pedantes ignorantes mal intencionados.

Não é necessário fazer conjecturas sobre o que se passa. Como com qualquer pessoa, não se devem julgar os outros, pois que o mais provável é enganarmo-nos. Geralmente, também não é necessários tentarmos esses julgamentos sujeitos a erro porque, com efeito, as pessoas acabam por mostrar aquilo que são por eles mesmas, naturalmente e sem a isso serem forçadas. São elas que, pelo seu procedimento nos explicam o seu carácter, o seu modus vivendi.

A arrogância do chefe do actual governo – acompanhada de todas as características que vão de par e que definem um carácter com autenticidade – é hoje indubitavelmente reconhecida por todos.

Avança agora a Igreja portuguesa, representada pelos seus bispos, declarar que nas suas relações com o governo não há possibilidade de qualquer diálogo devido à arrogância da parte deste.

Esta arrogância define o carácter do primeiro-ministro e por si só torna-o incapaz de governar tirando-lhe a capacidade intelectual e mental necessárias. Solicita-se que psiquiatras e psicólogos dêem as suas opiniões como profissionais com a brevidade requerida para evitar a continuação da degradação do Estado e da Democracia.

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A Insistência e a Persistência na Asneirola e na Corrupção

Persiste-se em esbanjar os fundos do Estado (os nossos) dando computadores portáveis aos alunos. Esbanjar, quando a experiência obtida noutros países demonstrou há já alguns anos que é uma medida que prejudica a aprendizagem, pelas provas apresentadas neste blog. Insiste-se na corrupção sectária de nomear parasitas para cargos públicos em lugar de os pôr a concurso para serem ocupados por gente competente.

Claro que se dá uma desculpa, só que é preciso ser-se deficiente mental para a aceitar como honesta ou realista. Admitir as desculpas inventadas é admitir a burla e a incapacidade dos políticos dos governo portugueses. Senão como se explicaria que os países onde os políticos são controlados e mantidos à rédea curta não necessitem de nomear parasita como “pessoas de sua confiança” para cargos homólogos? Tudo isto já foi exposto num blog irmão, mas devido ao continuado ludíbrio na insistência da mesma mentira e barbaridade, insiste-se também, pois parece que toda a insistência em sentido contrário é pouca na luta desigual contra a corrupção.

Querem os nojentos corruptos convencer-nos de que esta atitude não é um modo de corrupção. É, assim ´«e considerada nos outros países e é das piores e mais ultrajantes para o país e para aqueles que sendo competentes, os corruptos lhes roubam os cargos. Porque se julgará que os mais competentes não obtêm trabalho? Será só pelas causas de que os alarves nos querem convencer, ou será também por haver milhares de parasitas incapazes nos lugares que de direito deviam ser dados por concurso àqueles que estão no desemprego? E contam-nos a anedota de querem remodelar a administração pública. É para rir! Chefiada por parasitas que apenas aprenderam a viver à conta do Estado? Que não são competentes para empresas normais? Tanto que quando apanham um competente pagam-lhe uma fortuna, como o director da Direcção Geral dos Impostos. Tomam todos por parvos, só eles, os corruptos, são inteligentes: para burlar.

Só se ouvem discursos de arrogância e de autêntico marketing selvagem, a disciplina obrigatória nos canudos dos políticos importantes portugueses. Repetição das mesmas palavras em cada alocução a ser ouvida pelo país. Tal insistência torna-se asquerosa. O constante repisar de palavras e termos como «avanço», «vamos fazer», «fizemos», «o governo», especialmente «quero» e «confiança», mas também tantas outras do género, torna-se repugnante e doentio, sobretudo com a arrogância de que são revestidas quando pronunciadas.

São as práticas dum marketing duro e sujo que só subsiste em países de baixa cultura geral e a falta de conhecimentos onde a população, desinformada ao máximo por jornaleiros coniventes, é ludibriada. Numa população instruida, com mais conhecimentos e consciente, este sistema não produz os mesmos efeitos que em Portugal. Os políticos portugueses, que todos estudam marketing às escondidas, sabem-no bem, por isso que se aproveitam, como quaisquer vigaristas e burlões. Por isso também que este sistema há muito não existe em países avançados.

Quanto aos computadores portáteis para os alunos, é de lamentar a insistência – contra as “provas provadas” há tanto tempo conhecidas, que fizeram países como os EUA abandonar tais projectos ao fim de algum tempo de experiência em várias universidades (não foi um caso isolado e o projecto foi abandonado em toda a nação), pois que se verificou que os resultados eram contrários ao que se pretendia.

A insistência da corja corrupta portuguesa só pode vir da ineptidão comprovada pelos governos, não só do presente como da oposição que se calou por não saber melhor. Embora este último facto, por si só, não seja significativo, uma infinidade de decisões erradas e de cópias do que está mal noutros países estão patentes. Os corruptos andam a apanhar o lixo por todo o lado e trazem-no para cá. Tudo o que está errado, copiam, desde que sirva os seus interesses, fomentando assim a corrupção; o resto não lhes importa, a não ser que dê votos, o que não é nenhum dos caso presente, mas a razão do estado em que puseram o país. Transformaram o país numa lixeira.

Do que está certo e deu provas dizem que não se pode adaptar a Portugal. Pudera, se eles assim talharam o país. Agora que desfaçam o que fizeram por ganância, corrupção e incompetência. Ou que estarão a fazer para terem e ganharem o que um boi mereceria mais do que eles?

Enfim, só existe um modo de avançarmos: tomarmos conta da situação, tal como se passa numa democracia. Isto é, evidentemente, caso queiramos viver numa democracia em lugar da esterqueira de Novo Nazismo em que a corrupção transformou Portugal, enquanto enganou e continua a enganar – autêntica burla – de que esta porcaria de sistema moldado às conveniências, privilégios e impunidade na corrupção e na parasitagem possa ser uma democracia. Só quem não souber o que é, por nunca ter vivido em nenhuma e lhe esteja vedado o conhecimento pela desinformação jornaleira é que poderá acreditar em histórias da carochinha maldosa.

Os ataques à democracia e aos direitos dos cidadãos vão-se repetindo cada vez com mais gravidade. O povo tudo permite. Todos dizem que não, mas os factos confirmam-no.

Há que expurgar a corrupção de tudo quanto é estado e municípios. Sem excepções, sem aceitar qualquer desculpa.

A corrupção não pode ter fim com mezinhas que mais não servem que para atirar areia aos olhos dos eleitores. Nem enquanto for admitida a um só dirigente sequer. A corrupção só poderá começar a ter fim com o fim dos privilégios e da imunidade à responsabilidade dos governantes e outros que tais. Só poderá começar a ter fim quando mais nenhum cargo neste país possa ser atribuído por nomeação em lugar de por concurso público. Só poderá começar a ter fim quando estas medidas forem implantadas e seguidas obrigatoriamente.

Não se pode permitir a formação duma Nova Classe acima da Constituição, da Justiça e da Cidadania nacional, que tudo e todos controle impunemente, aliada aos magnatas da exploração humana.

Enquanto estas medidas não forem adoptadas como norma intransponível e sem excepções, como nas verdadeiras democracias, o descalabro tem que continuar e é tudo mentira!

Se concordam, façam um esforço para o bem comum e passem a palavra.


Aditamento:

Após publicação deste post, foram noticiados alguns acontecimentos significativos sobre a utilização dada aos computadores pelas crianças. Pelo que se ouviu, foram encontrados imensos casos da maior promiscuidade, incluindo prostituição de crianças por sua própria vontade, pela Internet, sobretudo no uso dos chat-rooms. O uso de computadores pelas crianças deve fazer objecto duma vigilância estrita por parte dos seus educadores. Estes são geralmente os pais e todos conhecemos a sua inexperiência, falta de preparação e pobreza mental. O que equivale a deixar as crianças e os estudantes adolescentes entregues a si mesmos. Nestas condições, instigar o uso da Internet é uma falta com consequências extremamente desastrosas a somar à outras acima citadas.

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O Nazismo Ressuscitado em Portugal


PORTUGAL - O "nacional socialismo" do Primeiro-Ministro, José Sócrates...


O actual Governo Socialista, do Primeiro-Ministro, José Sócrates, é a tentativa visível e crescente de tomar conta, orientar e vigiar. Quer saber tudo sobre todos. Quer controlar.
...É, enfim, a institucionalização, em Portugal, do "Nacional Socialismo"...
(António Barreto)
Por Paulo M. A. Martins


Os Portugueses, particularmente os que se encontram na diáspora, acompanham com a mais viva apreensão e preocupação as políticas desenvolvidas pelo actual governo socialista, do Primeiro-Ministro, José Sócrates, não só em Portugal, como ao nível das Comunidades Portuguesas espalhadas pelo Mundo.

O actual governo tem vindo a manifestar a mais viva e negativa aptidão para conduzir os problemas de Portugal e, sobretudo, os que afectam directamente os Portugueses, a que importa pôr travão.

Nem sempre esses problemas são bem entendidos, dada a "máquina de informação" que persiste em manter os portugueses o mais distante possível das questões do País, bem como intensifica a desinformação que é desenvolvida a todos os níveis.

Portugal e os Portugueses estão aterrorizados com o que se está a passar, desde os grandes negócios que perfilam com o novo Aeroporto Internacional de Lisboa, o silenciamento dos jornalistas, cujo estatuto profissional, agora, aprovado pela Assembleia da República, constitui a maior ofensiva contra o direito de informar e ser informado, a vergonha e o miserabilismo com o que se está a passar na Saúde, na Educação, na Justiça, etc, tudo isto, perante a passividade do Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva.

Portugal, ao assumir o exercício da Presidência da União Europeia, nos próximos seis meses, vai ficar suspenso e entregue à sua sorte, tudo isto porque, internamente, é imperativa a manutenção de uma imagem de estabilidade política, quando, efectivamente, é o próprio governo que, através das suas medidas "diabolizantes", que nem lembram ao diabo, tem vindo a provocar toda a desestabilização social e não só...

Entretanto, eis que surge a público, o oportuníssimo, lúcido, inteligente e frontal, artigo subscrito pelo Dr. António Barreto, ex-Ministro da Agricultura do Partido Socialista e ilustre Sociólogo, sob o título "OPA sobre o país", hoje, publicado no jornal "Público", que nos ajuda e convida a uma reflexão bem mais profunda, e que, com a devida vénia, passo a transcrever.

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OPA Sobre o País

Por Dr. António Barreto (*)


"É a tentativa visível e crescente de o Governo tomar conta, orientar e vigiar. Quer saber tudo sobre todos. Quer controlar.

Não. Não se trata do lançamento de mais uma OPA sobre empresa ou clube desportivo. É, simplesmente, a tentativa visível e crescente de o Governo tomar conta, orientar e vigiar. Quer saber tudo sobre todos. Quer controlar.

Quando o Governo de Sócrates iniciou as suas funções, percebeu-se imediatamente que a afirmação da autoridade política era uma preocupação prioritária. Depois de anos de hesitação, de adiamentos e de muita demagogia, o novo primeiro-ministro parecia disposto a mudar os hábitos locais. Devo dizer que a intenção não era desagradável. Merecia consideração. A democracia portuguesa necessita de autoridade, sem a qual está condenada. Lentamente, o esforço foi ganhando contornos. Mas, gradualmente também, foi-se percebendo que essa afirmação de autoridade recorria a métodos que muito deixavam a desejar. Sócrates irrita-se facilmente, não gosta de ser contrariado. Ninguém gosta, pois claro, mas há quem não se importe e ache mesmo que seja inevitável. O primeiro-ministro importa-se e pensa que tal pode ser evitado. Quanto mais não seja colocando as pessoas em situação de fragilidade, de receio ou de ameaça.

Vale a pena recordar, sumariamente, alguns dos instrumentos utilizados. A lei das chefias da Administração Pública, ditas de "confiança política" e cujos mandatos cessam com novas eleições, foi um gesto fundador. O bilhete de identidade "quase único" foi um sinal revelador. O Governo queria construir, paulatinamente, os mecanismos de controlo e informação. E quis significar à opinião que, nesse propósito, não brincava. A criação de um órgão de coordenação de todas as polícias parecia ser uma medida meramente técnica, mas percebeu-se que não era só isso. A colocação de tal organismo sob a tutela directa do primeiro-ministro veio esclarecer dúvidas. A revisão e reforma do estatuto do jornalista e da Entidade Reguladora para a Comunicação confirmaram um espírito. A exposição pública dos nomes de alguns devedores fiscais inscrevia-se nesta linha de conduta. Os apelos à delação de funcionários ultrapassaram as fronteiras da decência. O processo disciplinar instaurado contra um professor que terá "desabafado" ou "insultado" o primeiro-ministro mostrou intranquilidade e crispação, o que não é particularmente grave, mas é sobretudo um aviso e, talvez, o primeiro de uma série cujo âmbito se desconhece ainda. A criação, anunciada esta semana, de um ficheiro dos funcionários públicos com cruzamento de todas as informações relativas a esses cidadãos, incluindo pormenores da vida privada dos próprios e dos seus filhos, agrava e concretiza um plano inadmissível de ingerência do Estado na vida dos cidadãos. Finalmente, o processo que Sócrates intentou agora contra um "bloguista" que, há anos, iniciou o episódio dos "diplomas" universitários do primeiro-ministro é mais um passo numa construção que ainda não tem nome.

Não se trata de imperícia. Se fosse, já o rumo teria sido corrigido. Não são ventos de loucura. Se fossem, teriam sido como tal denunciados. Nem são caprichos. É uma intenção, é uma estratégia, é um plano minuciosamente preparado e meticulosamente posto em prática. Passo a passo. Com ordem de prioridades. Primeiro os instrumentos, depois as leis, a seguir as medidas práticas, finalmente os gestos. E toda a vida pública será abrangida. Não serão apenas a liberdade individual, os direitos e garantias dos cidadãos ou a liberdade de expressão que são atingidos. Serão também as políticas de toda a espécie, as financeiras e as de investimento, como as da saúde, da educação, administrativas e todas as outras. O que se passou com a Ota é bem significativo. Só o Presidente da República e as sondagens de opinião puseram termo, provisoriamente, note-se, a uma teimosia que se transformara numa pura irracionalidade. No país, já nem se discutem os méritos da questão em termos técnicos, sociais e económicos. O mesmo está em vias de acontecer com o TGV. E não se pense que o Governo não sabe explicar ou que mostra deficiências na sua política de comunicação. Não. O Governo, pelo contrário, sabe muito bem comunicar. Sabe falar com quem o ouve, gosta de informar quem o acata. Aprecia a companhia dos seus seguidores, do banqueiro de Estado e dos patrícios das empresas participadas. Só explica o que quer. Não explica o que não quer. E só informa sobre o que lhe convém, quando convém.

É verdade que o clima se agravou com o tempo. Nem tudo estava assim há dois anos. A aura de determinação cobria as deficiências de temperamento e as intenções de carácter. Mas dois conjuntos de factos precipitaram tudo. O caso dos diplomas e da Universidade Independente, a exibir uma extraordinária falta de maturidade. E o novo aeroporto de Lisboa, cujo atamancado processo de decisão e de informação deixou perplexo meio país. A posição angélica e imperial do primeiro-ministro determinado e firme abriu brechas. Seguiu-se o desassossego, para o qual temos agora uma moratória, não precisamente a concedida aos estudos do aeroporto, mas a indispensável ao exercício da presidência da União Europeia.

De qualquer modo, nada, nem sequer este plano de tutela dos direitos e da informação, justifica que quase todos os jornais, de referência ou não, dêem a notícia de que "o professor de Sócrates" foi pronunciado ou arguido ou acusado de corrupção ou do que quer que seja. Em título, em manchete ou em primeira página, foi esta a regra seguida pela maior parte da imprensa! Quando as redacções dos jornais não resistem à demagogia velhaca e sensacionalista, quase dão razão a quem pretende colocá-las sob tutela..."



(*) Sociólogo e ex-Ministro da Agricultura do Partido Socialista


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Posto isto, cabe a cada um de nós, individual e colectivamente, reflectir com seriedade, transparência e isenção, independentemente da nossa opção ideológica individual, sobre o que foram os últimos dois anos do Governo do Primeiro-Ministro, José Sócrates, atentos os nossos objectivos como País e, sobretudo, como cidadãos.

Portugal caminha por um rumo errado e, sobretudo, contrário aos interesses dos Portugueses.

Portugal não pode mais continuar a ser "laboratório de experiências" de políticas erradas e contrárias aos interesses nacionais.

Portugal e os Portugueses não podem mais continuar a ser postergados e adiados por interesses contrários à sua Independência Nacional.

Portugal não pode continuar a ser "traido" por um Primeiro-Ministro e um Governo que, na Campanha Eleitoral prometeram "Socialismo em Liberdade" e, agora, impõe-nos o "Nacional Socialismo"...

De uma vez por todas, tomemos consciência de que Portugal precisa de outros políticos e governantes, porque estes, que estão aí, já deram provas de que estão, deliberadamente, a empurrá-lo para um precipício do qual não tem retorno.

Portugal e os Portugueses querem governantes e políticos que os conduza e governe com o mínimo de DIGNIDADE, COMPETÊNCIA, SABER E HONESTIDADE.

PORTUGAL E OS PORTUGUESES recusam-se a avançar com "coveiros" e "vendilhões do templo", que lhes postergam e vilipendiam os mais elementares DIREITOS DE CIDADANIA.

PORTUGAL E OS PORTUGUESES VENCERÃO!

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Paulo M. A. Martins
Jornalista Luso-Brasileiro
Fortaleza (CE)
Brasil

Email:: paulomartins58_19@hotmail.com


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Republicam-se dois artigos anteriores.

Mais um do António Barreto
e outro do Eduardo Prado Coelho

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Sócrates o Ditador

por António Barreto


A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras. Mas se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.

Entre estes, está o facto de o candidato à autarquia se ter afastado do governo e do partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração. Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal.

A ponto de, com zelo, se exceder: prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.

Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo. Manuel Alegre resiste, mas já não conta.

Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.

Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.

Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão. E não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais. Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente. Mas tratava-se, politicamente, de questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que
nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.

O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado.

Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo.

Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação. As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.

Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer. Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.

[ Público, assinantes]


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Por Eduardo Prado Coelho

Jornal Público


A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo.

Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais o que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para lhe não dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.

Como "matéria-prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte.

Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados.... igualmente abusados!

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Blog com Tomates

Este blog foi agraciado com a distinção de Blog com Tomates. Porém, a lógica com que este prémio está sendo atribuído, deixou de satisfazer ao espírito que ditou a sua instauração. Nestas circunstâncias a nomeação deixou também de fazer sentido, pelo que não pode ser aceite.

Esta nomeação, copiada do do original com o nome em inglês “No Fear” foi instituída sob os mesmos princípios do seu original, ou seja, com a intenção de distinguir blogs que fossem arautos da defesa dos direitos fundamentais do ser humano. Todavia, este princípio foi desrespeitado a ponto da nomeação já não fazer qualquer sentido, ainda que muita gente possa continuar contente por receber uma distinção que perdeu o seu significado por completo. Ao que parece, a fundadora da versão portuguesa da distinção já previa esta aberração, pois que muito bem escreveu logo no seu blog: «reservo-me o direito de não incluir na lista de links deste blog nomeados que claramente desrespeitem ou não se insiram no acima exposto.» E isto aconteceu e repetiu-se como se da verdadeira norma se tratasse.

Esta nomeação deixou de ter valor desde que, primeiro, foi atribuído a blogs literários, alguns excelentes e de veras interessantes, mas que não se inserem na definição do prémio. Não tem este blog nenhuma pretensão literária, é absolutamente inferior a esse blogs sob esse tema e não pode nem quer a eles ser comparado, o que seria no mínimo uma irrealidade.

Em segundo lugar o prémio foi atribuído a alguns blogs sem qualquer razão que o apreço pelos seus posts, a da amizade ou simpatia de compadrio, pois que muitos deles nem se ocupam que muito esporadicamente do assunto objecto do prémio.

Por demais, em terceiro lugar – e isto é bem pior e diferente – o prémio foi ainda atribuído a blogs que se podem até considerar como traidores, por defenderem causas anti-nacionais ou se baseiam em publicações ou causas espanholas ou contra Bascos (desrespeitando simultaneamente a Declaração dos Direitos Humanos e a Carta da Nações Unidas), directamente em oposição à finalidade inicial da nomeação, tornando-a assim numa vergonha para aquele que a aceite em semelhantes circunstâncias.

Em quarto lugar, existe ainda o caso de algumas nomeações entre os muitos blogs que se aproveitam das circunstâncias presentes para fazerem uma suja propaganda oportunista partidária, desvalorizando a questão de base, que é geral e sem distinções. Como exemplo deste último, que cito por crer não ter sido nomeado (o que seria o cúmulo da desonra da nomeação), temos o blog intitulado José Maria Martins, em que se lêem casos objectivos, mas com análises invariável e chapadamente parciais, com conclusões clara e abertamente partidárias, donde a mencionada propaganda aberrantemente facciosa. A apresentação dos casos e as declarações são mais do que suficientemente claras para se reconhecer que, tal como os políticos corruptos, se conta com a ignorância e aceitação geral da pobre carneiragem para fazer passar a propaganda sectária. São estes falsos profetas que enganando a população, não lhe permitem tomar uma posição democrática, equidistante e independente dos partidos, causa principal do estado em que o país se encontra. Donde, tal procedimento, ainda que demasiado comum, torna-se uma autêntica traição à nação.

Finalmente, foram ainda nomeados blogs que apagam os comentários que não lhes convêm, embora estes sejam justos e judiciosos. Até hoje, o Blog do Leão Pelado nunca apagou qualquer comentário e só o poderá fazer por causa universalmente considerada como justa, não para matar desonestamente uma discussão, sempre sadia.

Assim sendo, o Blog do Leão Pelado agradece a nomeação por ela ter sido amavelmente ofertada de boa fé pelo blog Do Mirante, um blog que tem demonstrado uma permanente e inalterável honestidade na sua luta permanente pelos Direitos Humanos bem além da grande maioria dos outros blogs que seguem a mesma linha, estando portando acima de toda e qualquer suspeita do que aqui se indica.

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Sócrates Acusado de Traidor
pela Human Rights Watch

A organização internacional humanitária não governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW), é a mais conhecida e prestigiosa organização humanitária que, conjuntamente com a Amnisty International, luta mundialmente pelos Direitos Humanos.

Referindo-se à recente visita de Sócrates à Rússia, a HRW publicou no seu site, na página dedicada a Portugal, inserida na secção da Europa/Ásia Central, sob o título Atraiçoando os direitos humanos na Rússia, uma forte crítica a uma alocução de Sócrates pronunciada durante essa visita, em que o acusa de traição aos Direitos Humanos na Rússia. Nesta página encontram-se ainda outras acusações contra os governos portugueses – reconhecidas como justas e que nós também sabemos que por corrupção – como a condenação declarada pelo Parlamento Europeu por cumplicidade nas actividades ilegais da CIA, o relatório sobre os soldados crianças de 2001, o relatório sobre o incumprimento do tratado internacional que baniu as minas.

A HRW publicou ainda um artigo muito mais longo sob o mesmo título e sobre o mesmo assunto, em que apresenta uma lista mais extensa das desastrosas consequências provocadas pela impudência de Sócrates. A HRW critica fortemente várias alusões do discurso de Sócrates pondo em causa a defesa dos Direitos Humanos, considera esta atitude como um mau presságio para a presidência de Portugal na União Europeia e pondera que em lugar destas atitudes, Portugal deveria promover um "diálogo mais robusto sobre os assuntos dos Direitos Humanos entre a UE e a Rússia, pressionando o Kremlin para restaurar a liberdade de expressão", etc. Em suma, a HRW encara o comportamento de Sócrates como atípico, desleal para com a UE e uma traição aos Direitos Humanos.

Em 29-5-2007, o International Herald Tribune chamou delicadamente “linguagem colorida” ao discurso de Sócrates, enquanto a Angela Merkl questionava o tratamento do governo russo aos seus opositores.

Muitos outros jornais fizeram menções idênticas sobre o discurso do Sócrates, classificando-o das mais diversas formas sobre as suas críticas veementes contra os valores do Ocidente sobre os Direitos Humanos e a democracia.

Como se nós não conhecêssemos já a cambada de canalhas e parasitas corruptos dos neo-cons que actualmente domina o partido que se faz passar por socialista, e que, para nosso mal, não é melhor que a cambada precedente de neo-cons que queria terminar com a Segurança Social e que praticamente acabou com o direito à defesa. Decisões contra os Direitos Humanos são comuns em Portugal, como matar velhos à fome e sem medicamentos pôr as mulheres a parir nas ambulâncias, perpetuar a miséria, vender Portugal ao estrangeiro e destruir a riqueza e o futuro do país, dizendo que é investir (belo género de investimento, proibido noutros países, por ruinoso!). Agora, na Rússia, Sócrates apoia também outros actos contra os Direitos Humanos, como o massacre das populações que se querem libertar de jugos, a proibição da liberdade de expressão ou qualquer outro direito à liberdade. Que melhor prova daquilo que já sabíamos e que os governos corruptos teimam em desmentir?

Estas páginas no site da HRW foram publicadas em 11-6-2007 (a mencionada em segundo lugar está datada no URL). Alguém ouviu ou leu algo sobre o assunto nos noticiários de cobertura nacional? Que significa então este caso encoberto? Após tantas demonstrações no mesmo sentido, a conclusão parece simples. Para além da praga dos políticos, estamos rodeados por um bando de pseudo jornalistas, jornaleiros, que pasteurizam notícias e informações, escondem ou mostram, anunciam ou escondem de acordo com os interesses da corrupção mafiosa que encobrem e defendem num conluio declarado e aberto. São os profissionais da impostura.

Temos um governo que se declara abertamente contra os Direitos Humanos e o tem provado consistentemente. Temos uma oposição que já provou não ser melhor, pois que o mal no país não se poderia ter desenvolvido em dois anos. Onde vamos dar? A única solução possível é a união nacional para dominar as oligarquias de gananciosos, corruptos e abusadores. Acabar com regalias a que não têm direito. Desfazer as leis corruptas que protegem a corrupção e os seus autores e participantes. Impedir que se apoderem dos lugares de chefia de toda a administração, do estado e municipal. Colocá-los no seu lugar: cumpridores dos seus deveres e servidores obedientes do povo soberano. Mantê-los domesticados e com rédea curta.

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Déspota Iluminado Mete a Pata na Poça

Por analogia ao que acontece em países, pelo menos um pouco mais civilizados que Portugal, como nos EUA, os iluminados portugueses, a começar pelos políticos irresponsáveis, arrogantes demagogos, persistem invariavelmente em só copiar o que está mal.

Um artigo publicado no excelente blog A Caverna Obscura, mostra-nos como o fruto das experiências nos outros países é completamente ignorado e contrariado pelos super-inteligentes super-impostores nacionais. Projectos abandonados por maus resultados contraditórios são adoptados em Portugal, anos depois da sua comprovada perniciosidade. Que se pode imaginar de gentalha deste género?

Como se pode ler nesse artigo, a experiência já não é de ontem. Com efeito, já se tinha verificado, pelo menos em 2002. Donde a posição do governo se torna ainda mais estúpida e prenha duma bestial arrogância.

Não se faz aqui a cópia do longo artigo e anexo do The New York Times sobre ao conclusões da experiência nos EUA. Sugere-se o link e a tradução com o Google, caso necessário. A não perder. Como se depreende ao ler este artigo, outras conclusões se podem tirar sobre a sociedade moderna e alunos em geral, para além do desbarato perfeitamente estúpido dos fundos nacionais, da adequada e justificada crítica à mentalidade e à maquiavélica manipulação das massas pelos corruptos, vigaristas e ineptos políticos portugueses. Se não é vigarice, que será então?

Nada mudará enquanto não se meterem os políticos no seu lugar, como se teve de fazer noutros países democráticos europeus. É o que está bem que seve copiar. Assim, deve começar-se por eliminar não a corrupção directamente – porque desse modo nunca mais se atinge o necessário – mas as próprias fontes da corrupção.

De acrescentar. É realmente remarcável como o bando de jornaleiros indignos se mostra verdadeiramente conivente, cobarde e inútil, pois que num assunto desta importância se absteve completamente de contar o que se sabe. Ou melhor, se empenhou em escondê-lo, obrando assim contra toda a população. Que faz esta bandalheira da sua responsabilidade de informar?

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Trogloditas Presos

Um bando de sete trogloditas, dos quais cinco rascas portugueses, foram presos na Letónia, em 16-5-07, por actos criminosos e parte deles aguarda julgamento. Roubaram bandeiras nacionais, espezinharam-nas e rasgaram-nas em público. Uma afronta ao país da bandeira e um acto da mais genuína indignidade selvagem. No entanto, habituados à bandalheira geral em que nasceram, cresceram e têm vivido em Portugal e estando completamente em branco quanto aos mais simples e básicos princípios humanos e de civismo, os monstros julgam-se inocentes e injustamente perseguidos pela polícia lituana, no cumprimento duma das suas funções mais normais.

Quer saber porque acontecimentos deste teor têm lugar? O que fez os portugueses estarem mal vistos em todo e qualquer lado onde forem? Porquê, toda a Europa (o que fica mais próximo, donde onde são melhor conhecidos) são conhecidos como aquilo que são, um bando de atrasados que berram o nome do seu país nos encontros de futebol? Se quer realmente saber, encontra-se abaixo.

Na maioria dos países é assim que os portugueses são conhecidos. Nunca assim foi até os políticos corruptos os terem convertidos naquilo que hoje são, ao mesmo tempo que lhes insuflavam o mais estúpido dos orgulhos: o orgulho de serem rascas. Para quê!?? Para os manterem contentes e anestesiados na estrumeira da Europa que criaram especialmente para eles e lhes sacarem os votos. Trata-se duma situação absolutamente normal porque esperada, já que outra coisa não poderia ser aguardada: o caminho foi traçado e seguido conscientemente, não por acaso.

Uma situação esperada não só por em Portugal nunca ter existido um sistema educativo como nos outros países. Mas lá se ia andando enquanto os pais, embora não sabendo educar os filhos, lhes ensinavam algumas bases de civismo. Com a corrupção política citada acima, os pobres de espírito até esse pouco lhes foi tirado. O resultado não foi só o de se terem convertido em autênticos trogloditas, mentalmente atardados, de tão enganados pela corrupção que se tornou geral, acreditam piamente que são um povo avançada, inteligente, instruído, civilizado, que “são os màiyóres”. Pobre lixo, vivem num mundo às avessas.

Seguindo os seguintes links obtém-se a descrição de tão digno trabalho dos corruptos que os atrasados elegem em perfeita ignorância. Link 1 Link 2. Este segundo link parece ser outro assunto, mas está estreitamente relacionado com o procedimento dos trogloditas na Letónia. E com aqueles que lá não foram.

O resultado do mesmo excelente trabalho dos corruptos se reflecte no estado da polícia e no da justiça.


Aditamento:

Após publicação deste post, alguns jornais publicaram declarações dos trogloditas em que estes afirmavam não compreenderem porque foram assim tratados, pois que não fizeram nada de mal, apenas levaram as bandeiras como recordação (como se isto por si só fosse pouco), omitindo o restantes actos noticiados na altura, em todo o mundo reconhecidos como criminosos. Afirmam ainda que foram maltratados pela polícia nacional. Afirmação fácil de fazer por portugueses e bem compreendida em Portugal, dados os conhecidos costumes da polícia portuguesa. Foi provavelmente esta facilidade de se acreditar que originou as alegações. No entanto, fazendo pesquisas pelos sites das organizações de Direitos Humanos. o que se encontra é sobre Portugal e é bem conhecido.


Aditamento II:

Para cúmulo do desrespeito para com todos os cidadãos honestos e bem formados, a canalha troglodita foi recebida com honras de heróis pela bandalheira e bestial jornaleirada nacional à sua chegada ao aeroporto da Portela para permanecer em portugal enquanto aguarda julgamento. Uma recepção muito no estilo daquela como os escoiceadores de bola são recebidos de volta à cavalariça. De recordar que a Lituânia, injustamente criticada pela referida bandlheira, contrariamente aos usos da pseudo-justiça portuguesa não guardou os trogloditas sob prisão preventiva num caso em que a fuga é algo mais que possível, donde a prevenção absolutamente admissível. No meio deste espalhafate e enquanto falavam das crianças, fomos obrigados a reparar que as ditas criancinhas eram afinal bem maduras. Crianças velhas ou demasiado velhas para crianças.

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A Vitória da Corrupção

Pelo ludíbrio e fabricação de guerras partidárias perfeitamente orquestradas e controladas, a população desmiolada tem sido completamente dominada pela corrupção a ponto de tomar causa pelas facções corruptas num teatro onde representação e realidade se confundem e se equivalem. Ou a arte do marketing dos corruptos que dominam um povo que deveria ser soberano.

As guerras orquestradas e controladas são as “gué-guerras” armadas pelos políticos dos partidos que aparentando antagonismo mortal servem para defender e cimentar os interesses comuns. Ou seja, os partidos têm efectivamente interesse em “ocupar” o governo, não só pelos “tachos lícitos”, mas sobretudo pelos ilícitos. Os tachos ilícitos são em número múltiplas e múltiplas vezes maior do que os lícitos. Os tachos lícitos são os que, apesar de tachos, por serem ocupados por indivíduos corruptos e incompetentes são cargos governamentais. Os tachos ilícitos são todos aqueles que em qualquer país são postos a concurso e atribuídos aos que os merecem, dum modo sem corrupção. Para que os corruptos continuem a aproveitar-se desta situação é necessário que os partidos se esgrimam, mas sem jamais demolirem a estrutura que a mantém. Que façam apenas as pessoas baterem-se por eles – “dividir para reinar” – e dar a ilusão que o mal está nos partidos. Os corruptos querem ser tomados por “salvadores”. Simplesmente diabólico!

Contrariamente ao que se passa em países democráticos e até mesmo menos democráticos, os políticos portugueses adoptaram o sistema parasitário e anti-democrático de se apossarem injustificável e desonestamente de todos os cargos de chefia da Administração Pública e duma boa parte de postos subalternos em que colocam os militantes e amigos após cada eleição, atirando-se a eles como que a um despojo de guerra.

Estes cargos passam assim, o mais corruptamente possível, de mão em mão. Para poderem justificar o roubo dos parasitas à Nação, extorquido das bolsas da população, inventaram artimanhas mafiosas inexistentes em qualquer outro país europeu do modo como cá foram arquitectadas. Com alicerce na corrupção, construíram um sistema de indemnizações para cada parasita ao sair do seu cargo, como esperado quando o partido no governo for substituído após eleições. Não só se coloca um parasita indevidamente num cargo por modo corrupto, como ainda se lhe oferece uma parte do produto do roubo.

Inventaram ainda as reformas especiais para parasitas corruptos.
Ou seja, como os parasitas não podem permanecer nos seus cargos roubados ao povo para lá do tempo eleitoral, insuficiente para ser considerado para qualquer reforma legal, atropelaram as regras da democracia, passaram por cima dos direitos de todos os cidadãos e obrigaram estes a pagar uma real reforma aos parasitas. Em qualquer país democrático há limites ao máximo das reformas de qualquer cidadão, seja ele quem for; mas essa regra democrática foi também espezinhada pelos corruptos nacionais. Corruptos e parasitas podem usufruir de montantes não só já por si sós escandalosamente maiores do que aqueles em vigência noutros países, como – inacreditável – podem juntar várias reformas milionárias enquanto a população aperta o cinto, não morre à fome por ter em a sopa dos pobres, mas morre por falta de assistência médica, de medicamentos. A população permite-o. Se o povo o permite porque se queixa, então, que o seu pão lhe ser tirado da boca e da boca dos seus filhos para ser dado a malditos?

Abuso escandaloso, roubo inqualificável dos fundos públicos, pago pelos doentes sem assistência, pelos velhos abandonados e à fome, pelas grávidas que passaram a ter os filhos nas ambulâncias, para já não falar nos elevadores. Uma extorsão dos pobres por corruptos parasitas que vivem à sua custa, explorando-os por vezes ao ponto de lhes provocarem a morte. De notar o facto altamente significativo da esperança de vida continuar a diminuir em Portugal.

Entretanto, os próprios corruptos apregoam a luta contra a corrupção. Que anedota! A corrupção jamais terá fim se não se tomarem decisões cruciais sobre os políticos: domesticá-los como fizeram os irlandeses e que aqui se manteve secreto pelos óbvios interesses que nem precisam de ser mencionados, mantê-los sempre com rédea curta.

É impossível reduzir a corrupção e aumentar a eficiência da administração pública ignorando a sua fonte. A origem de todos estes males e doutros vem de que os partidos açambarquem todos os lugares de chefia, tal como acima descrito e como toda a gente conhece pormenorizadamente em Portugal.

Os bandos das oligarquias de corruptos têm o arrojo de alegar que entregam estes lugares a parasitas incompetentes por precisarem de pessoas de sua confiança a fim de lhes encobrirem os seus actos criminosos. Só em Portugal acontece assim. Daqui, tudo o que há a recriminar aos funcionários, aos hospitais, aos médicos, à polícia e a todos os serviços que funcionam mal, ou a tudo em geral, terem a mesma causa. Os dirigentes e os cargos superiores são todos ocupados por parasitas corruptos.

Voltando ao ponto inicial, o domínio da população pelas oligarquias corruptas está neste momento assegurado. Enquanto os parvalhões continuarem enganados, pensando que o mal está nos partidos e cada um a defender “o seu” partido contra os outros, a corrupção não estará em perigo. Os lorpas continuarão sem compreender a que ponto estão a ser gozados e a sua credulidade explorada por uma maldade baixa e abjecta que se perpetua.

Após décadas de exploração e desdém dos oligarcas que deles se aproveitam para lhes comerem a carne, os papalvos dos portugueses ainda não compreenderam que o mal nuca esteve, está ou estará nos partidos, necessários a uma democracia, mas na cambada corrupta que os ocupa e domina sem o braço forte da população. Enquanto estes problemas não forem resolvidos nada mudará senão mezinhas e areia atirada aos olhos.

Devido à comprovada colaboração da jornaleirada indigna, que encobre tudo o que possa prejudicar as oligarquias corruptas e os interesses financeiros das grandes empresas de informação, nenhuma informação transpirou em Portugal sobre como casos semelhantes foram decapitados logo ao princípio noutros países pelas populações que não permitiram a sua continuidade. Puseram cobro à malandragem açaimando e encabrestando os corruptos, controlando-os e obrigando-os a obedecer ao povo soberano.

Quem quer que despreze factos palpáveis, exemplos democráticos de outros países e persista numa luta partidária em lugar de defender o fim da corrupção, só o pode fazer por estupidez ou por interesse ilícito.

Em conclusão, a cegueira em continuar a atacar os partidos em lugar dos corruptos, só pode servir para apoiar a perpetuação da estrumeira em que se vive. Dizer mal de um ou de outro partido de nada serve. Afinal, todos têm culpas idênticas, tanto os que desbarataram e roubaram os fundos europeus e não prepararam o país para o futuro, cujas consequências estamos agora a sofrer, como os que agravaram a miséria e a infelicidade do povo de outros modos. Já que não vemos mais longe, tenhamos um mínimo de capacidade mental para compreender factos tangíveis e inegáveis. E a coragem de pegar o touro pelos cornos. Tal como aconteceu noutros países em que a população impôs a democracia, cá também ninguém o fará por nós. A União Europeia não se preocupa com a corrupção e permite-a no seu seio. Ou estaremos à espera de que venha um arcanjo salvar-nos dos corruptos, enquanto continuamos a fazer a sua alegria, incriminando os partidos em seu lugar e a dar-lhes a vitória?

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Ota
O Que Não se Disse

O caso do aeroporto da Ota tem sido debatido e rebatido por todo o lado, tanto em blogs como em todos os meios jornalísticos. Parece, todavia, que um ângulo da questão tem sido esquecido, desprezado ou escamoteado desde o início.

Este aeroporto, diz-se que seria para Lisboa, mas é uma mentira insolente. Na realidade seria para o centro do país e para que Lisboa ficasse sem aeroporto. Todas as grandes cidades inseridas em grandes áreas populacionais possuem mais de um aeroporto. Não vamos comparar Lisboa a Londres, cuja área populacional é superior à de Portugal e tem cinco aeroportos em pleno funcionamento, mais alguns outros de pequena importância, mas um aeroporto para a área de Lisboa parece certamente uma penúria. Que se passa então? Certamente haverá algo mais?

Para termos uma ideia do que se passa, teremos que analisar o que nesse contexto e noutros se constata, donde se possam tirar conclusões paralelas do que se tem verificado no país.

Temos observado que o Alentejo, uma das regiões mais pobres e atrasadas da Europa, pelo menos como tal oficialmente reconhecido, pouco tem lucrado com a política de favor da EU. Que se tem lá feito? Nada nos tem sido anunciado. Entretanto, todos os dias, no Jornal da Tarde da RTP, que há muito deixou de ser um jornal nacional para ser convertido num boletim regional propagandista do Porto, sem qualquer interesse a nível nacional, são noticiadas as grandezas tripeironas com desproporcionado destaque em virtude de se ignorarem as outras regiões do país. É jornal sem mérito nem interesse para ser visto pelo restante país. Todos os dias se apresentam reportagens apenas da zona, raramente doutros lados, a menos que imprescindíveis. Apoiando-se na falta de conhecimentos culturais em geral, tem-se mesmo admitido a ignorância tripeira – como os erros no uso dos tempos verbais – como direito a uma característica regional: a de serem iletrados. Anunciam-se os milagres tripeiros, o que lá é feito pelos governos, a superior capacidade daquela gentalha em absorver os fundos que deveriam ser canalizados para as regiões do interior, como Trás-os-Montes, a Beira Interior ou o aludido Alentejo.

O conhecido e crescente atraso destas regiões deve-se, parcialmente, a uma boa fracção dos fundos que lhes eram destinados terem sido desviados para a região tripeira.

Como conseguem eles, então, apossar-se do que de direito pertence ás outras regiões? Dadas as experiências e pelo pouco que tem transparecido da corrupção nacional, é impossível deixar de imaginar – acertadamente ou não – que as todas as obras e estruturas de melhoria pagas com o dinheiro de todos só podem ter sido efectuadas em consequência de tramóias de corrupção política em que, havendo corrupção, se presume a existência de lucros ilícitos.

Em relação a Lisboa, como se justifica, por exemplo, que numa área proporcionalmente deveras inferior em número de habitantes, tenha sido construída uma estrutura rodoviária proporcionalmente muito maior de que a da capital, tendo esta, de antemão, estruturas inferiores? Em que se fundamenta o elevado número de pontes para juntar meia dúzia de gatos pingados, quando para comunicar entre as duas margens do Tejo, numa região que engloba mais de três milhões de habitantes, só existem duas? Como se concebe que uma região muito menor que a de Lisboa possa ter quase o dobro de extensão de linhas de metropolitano? Não que aquilo seja muito mais que um eléctrico maior. Não é que este conjunto de transportes não faça verdadeiramente falta, mas serve uma população muito menor do que da região da Capital, esta muito mais carenciada, além de ter sido criada em despeito e contra as necessidades nacionais.

Os dados oficiais das duas rede de metropolitano são os seguintes.

  Lisboa Porto
  Nº de linhas  4  5
  Km de vias        35,6        60
  Nº de carruagens      338        72 *
  Nº de estações        44        69
  Unid./composição 6 (4 numa linha)  2
  Nº de passag./dia ½ milhão ±32.000
em 2004


* O site do Porto diz 72 unidades, mas o texto confuso parece chamar unidade a uma composição de 2 unidades, pelo que é possível que a rede tenha, então, 144 carruagens. O que se pretende demonstrar mantém, porém, o seu significado.

  • A distribuição do número de veículos pelos quilómetros de via e o número de unidades por composição denotam as necessidades dos transportes, a abundância de unidades no Porto e a sua miserável escassez na Capital.
  • O número de passageiros transportados atesta a rentabilidade geral.
  • A enorme desproporção entre Lisboa e a cidade tripeira é mais do que evidente.


Para que fique bem patente, repete-se que as necessidades de transporte no Porto eram tão justificadas como em todo o país em que uma pesada miséria reina e trava o desenvolvimento. O que não é de modo algum justificável nem aceitável é a desproporção resultante entre o Porto e o restante país, em que Lisboa é flagrante apenas por mais facilmente comparável.

Como é amplamente conhecido, o Porto, movido por um sentimento de inferioridade, sempre foi comido por inveja, donde mal intencionado. Já antes de 1147 se mordiam de inveja por não serem mais do que uma cidadela sem grande importância e – nesses tempos de grande consideração – estarem religiosamente sob a alçada hierárquica da poderosa arquidiocese da Braga, que se estendia ao reino de Leão, cuja intercepção junto da Santa Sé para a independência do reino foi determinante.

O Porto nunca foi residência de nenhuma família real. Facto significante é a recente invenção de que o Infante D. Henrique nasceu no Porto, quando aconteceu no seu distrito mas não na cidade. Não existe qualquer registo nem indício de que D. João I alguma vez tenha tampouco pernoitado no Porto. Os reis das duas primeiras dinastias deram a sua preferência a várias cidades, o que incluiu as primeiras cortes do reino, o primeiro mosteiro e a sua maior igreja, a primeira universidade. Todos os “primeiros” tiveram lugar fora do Porto, o que simultaneamente justifica a pouca importância que a cidade sempre teve no país e serviu de base à inveja dos espíritos mal formados.

É bem conhecido aquilo a que erradamente – ou em guisa de desculpa – se diz dos tripeiros e que eles próprios, honestamente, assumem: “são bairristas”. Todavia, parece aqui esquecer-se de que o bairrismo não é mais nem menos do que uma forma embrionária de racismo. É inconcebível, mas devido à condescendência desadequada do restante país, este embrião do racismo tem vindo a crescer e a afirmar-se cada vez mais em direcção a tudo e a todos que não tenha raiz na terra das tripas.

Após 1147, Lisboa continuou a assumir o peso da importância que já tinha antes da sua conquista. Os invejosos e mal intencionados no Porto sempre tudo fizeram para diminuir esta incontestável hegemonia que Lisboa conservou. Como nunca conseguiram levantar razões válidas para “apedrejar” a Capital, os tripeiros vieram então chamar mouros aos povos do sul. Aí virou-se o feitiço contra o feiticeiro. Segundo a História nos conta, os mouros foram os herdeiros da cultura (religiões à parte) Greco-Romana, aqueles que a adquiriram e conservaram durante a idade das trevas da Europa e que no-la transmitiram acrescendo-lhe os conhecimentos que eles próprios tinham adquirido. Portanto, quando os tripeiros chamam mouros às gentes do sul estão a admitir e a confessar a inferioridade e o atraso que arrastaram ao longo dos séculos. Os tempos correram e hoje essa diferença desvaneceu-se. Todavia, enunciá-la é patentear o que antecede.

Tem sido por causa dessa inveja que os políticos corruptos têm desviado os fundos europeus das regiões mais atrasadas, em que o Alentejo e as outras regiões mais pobres se enquadram, para a região do Porto. Há anos que a região de Lisboa e vale do Tejo deixou de receber esses fundos.

Após esta longa ilustração da mensurável realidade nacional, podemos aplicar o que recordámos à questão do aeroporto do centro (não de Lisboa…). Antes, devemos ainda lembrar que neste momento somos governados por quem se toma por um “Déspota Iluminado”, donde, qualquer género de diálogo ou esclarecimento se torna impossível. Já que estamos em maré de recordações, não se pode obliterar o facto de que a ideia luminosa da construção dum aeroporto a meio do país não é verdadeiramente dos actuais impostores. Com efeito foi o governo a que pertenceu um tal Gnomo de Joelhos pariu tal idiotice. Com a ideia era lixo, foi imediatamente aproveitada por um governo de lixo. Entretanto, o idiota que antes defendia a ideia ao soco e à dentada, ataca-a agora à cacetada. Não faz lembrar aqueles espectáculos de fantoches que havia há dezenas de anos, principalmente nas praias?

Como se pode de outro modo compreender que se tenha praticamente refeito o aeroporto de Pedras Rubras e agora se queira dar a grande machadada a Lisboa? Sim, porque construir um aeroporto na Ota não é construir um novo aeroporto para Lisboa nem deslocá-lo, é fazer um novo aeroporto para o centro do país e retirar a Lisboa aquele que já tem, tentando assim os apoiantes dos tripeiros a dita machadada na supremacia da capital, que seria seriamente atingida. De recordar ainda que para além disto, o Porto sempre tem parasitado o Norte do País. Veja-se, por exemplo, como os tripeiros baptizaram o vinho generoso das encostas de Trás-Os-Montes.

Poderá haver outro fundamento para a falta de pontes na região de Lisboa, para as suas diminutas vias de comunicação, ou para a construção dum aeroporto no centro do país?

De qualquer modo, parece evidente que a corrupção não é estranha a estes casos. Muito se tem discutido sobre o caso, mas parece que nem tudo. Não estaremos mais uma vez a ser anestesiados a fim de que os corruptos colham os seus frutos despercebidamente, como de costume?

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Qual Deles o Melhor?
O Diabo Que Escolha!

Haverá melhor demonstração da estrumeira em que vivemos, do esgoto em que nadamos, da areia deitada aos olhos por políticos desonestos e seus acólitos, da malvadez e traição, da corrupção geral tão acarinhada por partidos e defendida pelos cúmplices seguidores, do que o que se lê no blog intitulado Margem Esquerda, e noutros semelhantes? O conjunto dum post com os seus comentários não poderia ser mais expressivo e revelador duma mais profunda baixeza de sentimentos de falta de civismo camuflado por um intenso cinismo ordinário. Quando gentalha desta estirpe se mostra assim a nu, que se poderá esperar das gerações dos seus filhos, por eles educados? Visto nenhum governo português ter jamais tomado as rédeas da educação – tal como se providenciou nos países hoje civilizados – logo a seguir à Segunda Guerra Mundial. Por isso que na população nacional se verifica um tão baixo nível de civismo e que faz do país a escumalha da Europa.

Em consequência destas condições verdadeiramente miseráveis e especiais no mundo actual, é-se obrigado a constatar que, em geral, quanto mais alto é o nível aparente dos portugueses, a começar pelos políticos, mais baixo e podre é o seu verdadeiro nível. Na verdade, até a recente preferência dos votantes do programa sobre Os Grandes Portugueses veio revelar o apreço que os portugueses têm pelos seus actuais políticos. Salazar, o ditador que mais tempo durou na história nacional foi considerado o melhor, com mais do dobro de votos que o segundo, este também outro ditador. Os portugueses esbofetearam assim os políticos, dizendo-lhes claramente que preferiam uma ditadura ao regime oligárquico a que gananciosas aves de rapina, sabujos e traidores actuais alcunham de democracia. Tal não é a estima que têm pela corja imunda que lhes tornou a vida num inferno com cinismo, banditismo, ladroagem e tudo aquilo de que estamos tão bem ao corrente. Mas são cobardes e estúpidos, porque em vez de o demonstrarem nas eleições, votando em branco, preferem não mostrar o seu descontentamento. Afinal, acabam por ter o que merecem.

No blog mencionado todos estes esquemas mais que transparecem, são claros e confessados.

Que impostura e arrojo defender uns canalhas contra outros canalhas iguais, um clã de oligarcas contra outro igual. Que estupidez e que perda de tempo para quem se tome por inteligente, esclarecido, instruído, competente, responsável e avançado. Afinal quem será mais culpado e terá semeado mais desgraça e atraso no país? Serão aqueles que esbanjaram e roubaram os fundos comunitários de coesão desde o princípio da sua recepção e precipitaram o país na miséria económica, intelectual e moral em que se encontra, enquanto todos os outros países que receberam fundos idênticos progrediram, aumentando o atraso de Portugal de pouco mais de 20 anos para mais de 52 em fins de 2005, segundo o Eurostat? Não enganaram sempre a população como reles vigaristas desonestos?

Ou serão os do outro partido, não menos vigaristas ou desonestos, que pelo simples facto de prometerem aquilo em que jogaram durante as eleições para sonegarem votos formaram um governo ilegal?

No blog da Margem Esquerda, toma-se conhecimento de como pessoas mais instruídas podem ser também mais perversas, vis, maléficas e civicamente atrasadas. O próprio autor não se retrai em demonstrar a sua cobardia e estreiteza de espírito, genuíno castrado mental; mais pelos seu comentários que pelo próprio post. Apaga todos os comentários cujas verdades não lhe agradem, como lá se pode ler. Como poderão ser os desgraçados seres por ele criados? Não terá sido assim que se tem eternizado a desgraça mental no país? A arrogância, a selvajaria, os maus instintos, vão passando de pais para filhos. Não no-lo mostram eles, desavergonhadamente, na estrada e com orgulho de assim serem?

Como se atrevem uns a invocar princípios socialistas para justificarem os seus baixos instintos, vinganças de bárbaros, infâmias e pulhices de toda a ordem? Como se atrevem os outros a criticá-los, fingindo esquecer acções suas de não menor envergadura? Quais serão os melhores? Os que criaram a situação ou aqueles que dela se aproveitam? Os que queriam roubar os fundos da Segurança Social para o darem aos que menos precisavam, ou aqueles que roubaram os mais pobres sem nada darem aos outros? Afinal existem outros processos de financiamento da instituição, comprovados pelo seu sucesso noutros países, que ambos nos esconderam maliciosamente e de que os jornaleiros desinformadores jamais informaram.

Um clã oligárquico teima como besta em obras incongruentes. O clã oposto desaprova. E não há ninguém que mencione que, afinal, o clã que persiste na bestialidade mais não faz, afinal, do que seguir as ideias do clã que não para de rosnar contra. Afinal, as ideias mais desajustadas condenadas não são mais que o desenvolvimento das dos seus “inimigos”. Não assistimos à aplicação da “cópia conforme” das ideias do governo anterior aplicadas pelo actual? Onde reside a diferença, se é que existe? Ter-nos-ão os malvados embrutecido e debilitado a consciência a ponto de não sermos capazes de o reconhecer? O que nem uns nem outros jamais fazem é aprovar algo que prejudique ambos, como o que se refere no parágrafo seguinte. Nesse tópico, nenhum partido nem político toca.

Diz-se que se quer acabar com a corrupção. Após as eleições, não se lançam os salteadores ao assalto dos lugares de chefia da administração do Estado, tal como se de despojos de guerra se tratasse, extorquindo os lugares a gente competente que os deveria ocupar por concurso público? Se assim fosse, a horda dos incompetentes não conquistaria nenhum. Roubam-nos assim àqueles que os deveriam ocupar e à Nação em geral. Não bastará ver o estado em que a administração pública se encontra para compreender o que o origina?

Não observamos as circunstâncias em que a população vive para notarmos, pelo menos que tudo está mal? Então os que se abotoam com o dinheiro do erário público em guisa de compensação pelo mal que provocam à população, não vêm verdadeiramente aquilo que fazem? Alguém poderá acreditar na sua inocência!? Tornaram a vida impossível nas grandes cidades. Não existem transportes públicos dignos desse nome. Centenas de milhares demoram, diariamente, mais de três horas para chegarem ao seu trabalho por não existirem transportes decentes e serem obrigados a efectuar esses percursos nos seus próprios. No entanto, em lugar de conceberem transportes utilizáveis, criam dificuldades, multam, oprimem todos aqueles que já sofrem por sua própria e única culpa. Que género de acções são estas, se não de pura malvadez, de carrascos extorsionários?

Analisando o que se passou e o que se passa é impossível deixar de classificar os seus autores como traidores que, dada a gravidez do seu comportamento e consequências deveriam ser julgados e enforcados. Seria realmente um exagero?

A situação actual começou a ser previsível desde que se começou a ver o que se fez com os ditos fundos, assim como a falta de medidas acessórias, tais que a instrução e incentivos ao desenvolvimentos, o apoio das empresas nesse sentido e não o esbanjamento – a verdadeira finalidade dos fundos – que serviram para o que se sabe, incluindo para enriquecer os saqueadores políticos e amigos, que se têm sempre comportado como autênticos salteadores bárbaros. Giro, giro, que após a criação deste estado ainda haja quem acredite que tudo se vai normalizar, como nos afirmam os abortos monstruosos para neles votarem os tolos. Por milagre? Poderá tal situação que levou décadas a formar-se, mudar da noite para o dia? Com uma boa administração levaria décadas. Com uma má é para durar.

Esta situação foi “adivinhada” há mais de vinte anos e a sua preconização foi publicada há anos na Internet e contém uma parte menos antiga para a audiência internacional. Nelas se pode aprender o que é uma democracia, uma oligarquia e se conta muito sobre a corrupção e como os políticos “trataram da saúde” aos portugueses. Os factos mais recentes encontram-se em muitos blogs, como aqui ou aqui.

No entanto, a população, completamente embrutecida e cega por políticos corruptos e jornaleiros coniventes, não o viu nem o vê. Os basbaques parolos, em lugar de o verem, para júbilo e conveniência dos traidores, fazem o seu jogo atacando-se mutuamente em lugar de se unirem em luta contra a podridão. Enquanto esta atitude atrasada e néscia se mantiver, nenhuma mudança mais do que cosmética e mezinhas, em tempos de eleições, jamais terá lugar. Não está isto bem patente nos comentários do blog referido, de ambas as partes. Enquanto pobres de espírito, desmiolados e eunucos mentais se baterem entre si, os traidores corruptos serão sempre os vencedores. Pobres logrados, tolos e pedantes, que pensam viver em democracia.

Está tudo visto, tudo demonstrado e arrogantemente imposto por um bando de parasitas que nos sugam e nos sacrificam gozando à nossa conta. Que mais crimes se lhes vão permitir? De que se espera para pôr um ponto final a este estado de sítio?

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O Portugal do Terceiro Mundo
V – Porque Somos o que Somos?

Que seria que tornou os portugueses tão ignorantes, com a mentalidade mais atrasada e incapaz da Europa? Está previsto que dentro de poucos anos estaremos na ponta da cauda de todos os países europeus. Então nenhum dos sabujos com tanta garganta previu as consequências do que estavam a fazer com os fundos europeus de coesão e a redução de vagas para os cursos de medicina? São tarados, ou vigaristas que usam marketing como traidores?

Na realidade, foram os políticos, apoiados por jornalistas, quem criou o "buraco" de ignorância para onde lançaram a população. Os jornalistas (ou jornaleiros) nunca cumpriram as suas funções e deveres para com o país, denunciando-o, pelo que se conclui a existência duma conivência; mas foram os políticos quem o criou por puros interesses oligárquicos, dizendo à população que após a Abrilada todos passaram a ser livres, o que, como eles diziam, permitia a cada um poder fazer o que quisesse. Enganaram assim o povo, pois que este não é o princípio de nenhuma democracia, é sim, o princípio duma anarquia em que todos fazem o que querem mesmo quando isso significa que para seu bem são livres de fazer mal ao vizinho, seja como for, sem nenhuma consideração pelo próximo a quem prejudiquem. O princípio da democracia é exactamente o contrário: nunca fazer seja o que for que possa prejudicar o próximo

Com esta burla, maior do que todas as outras, os políticos guiaram a formação da mentalidade atrasada dos portugueses, conduzindo-a a um estado de selvática falta de civismo extrema em tudo comprovada, fomentaram os maus instintos, a imoralidade, o egoísmo, o pedantismo e o orgulho que os cegam e não lhes permitem ver a profundidade do buraco em que os meteram. Mas assim, fazendo um povo orgulhoso da sua estupidez e ignorância, garantiram os votos de que até agora têm usufruído por burla e, evidentemente, à custa da desgraça, da infelicidade e do atraso de toda uma população. Para seu único proveito colocaram Portugal na cauda dos países do terceiro mundo. Actos de malvadez e traição.

A própria mentalidade e gostos gerais são os maiores acusadores dum super atraso mental inigualável por toda a Europa. (Raros o conhecem por tudo lhes ser escondido por politiqueiros inferiores e jornaleiros indignos.) Disso são comprovativo os passeios familiares de fim de semana pelas grandes superfícies comerciais e os "tops" da televisão. É impossível deixar de notar a preferência doentia por tudo quanto é lixo. É igualmente impossível de comparar esses "tops" aos que se constatam em países europeus, tanto nos mais desenvolvidos como nos mais atrasados, sem se dar facilmente conta que a população portuguesa ganha a palma a todos sobre a matéria, e de longe. Atraso profundo, hoje tão bem enraizado graças às técnicas efectivas usadas por políticos e jornalistas. Fácil presa política e jornalística. Fizeram de Portugal não só o país mais pobre, mas ainda o mais atrasado, tanto materialmente como intelectualmente, fisicamente, psicologicamente, mentalmente, de todos os modos que se imagine, basta citar um assunto qualquer e compará-lo com o que se passa nos outros países para o concluir.

Outras evidências abundam comprovando a mentalidade atrasada, baixeza de sentimentos, educação de nível muito inferior ao que se verifica noutros países do terceiro mundo. Para o demonstrar basta notar-se que a maioria que segue estes procedimentos acha que não e disso está absolutamente convencida. Quando muito há alguns que mesmo com este procedimento reconhecem a falta de civismo geral, nunca admitindo, todavia, que eles próprios façam parte do grupo. É geral, como bem provado pelos assassinos da estrada: eles podem cometer qualquer erro ou brutalidade ou mesmo matar, que segundo eles não o são, são sempre os outros. Estas características verificam-se a todos os níveis da população e ainda tanto no ramo privado como no comercial, este em tudo o que se relacione com relações humanas.

Todos estes casos se encontram entre os mais gritantes dos países atrasados. Infelizmente estão bem longe de serem todos os que fazem de Portugal um país atrasado e dos mais atrasados da Europa. Está oficialmente previsto que a continuar-se neste caminho, dentro de poucos anos será o país mais atrasado de toda a Europa. Donde, não só estamos num país do terceiro mundo como num em que muitas regras típicas de ditaduras e apenas nelas verificadas se perpetram com o maior à-vontade dos factos comuns, normais e naturais. Mantêm-se, assim, prisões superlotadas, o que desencadeia outro problema humano (ou desumano). Não sejamos inocentes ao ponto de estupidez crassa: tais acontecimentos não podem ter lugar sem conhecimento dos políticos, sem que eles se apercebam e nada façam para o modificar, e em que somos colossalmente estúpidos em votar. Aí sim, somos estúpidos.

Mais evidências se encontram, por exemplo, na completa desorganização dos serviços do Estado, sem dúvida por estes serem sempre chefiados por incompetentes e interesseiros incapazes que ocupam esses lugares – que deveriam ser postos a concurso de gente competente – apenas por fazerem parte dos partidos políticos governamentais. Pura corrupção ao mais alto nível. Os prazos de resposta ou de qualquer outra reacção a notificações de qualquer proveniência, incluindo dos tribunais, ou para qualquer actuação, são uma autêntica barafunda burocrática que apenas os portugueses, pelo seu hábito podem julgar normais. Em países avançados todos os prazos são iguais, geralmente de 30 dias, salvo raríssimas excepções justificadas. Não há excepções, não há enganos. Todavia, para a mentalidade dos dirigentes portugueses que só seguem os maus exemplos vindos de fora, pondo de lado os meritórios com o falso pretexto de que “em Portugal isso não pode ser assim”, abona mais do perfeitamente o profundo atraso de país, que começa na mentalidade incapaz e retrógrada dos governantes.

Demonstrações dum actual e contínuo aumento da selvajaria estão patenteados, entre outros, no comportamento geral dos políticos e dos governos, da sua corrupção que se amplia em lugar de diminuir, do acréscimo anual de animais abandonados. Muita gente ignorante dos sintomas considerados nos países civilizados, argumentarão que estes factos não são significativos, mas palavra de ignorante não tem valor.

Exemplos? Leiam-se neste blog, nos blogs da Mentira!, Do Mirante, O Anarquista, no site da Mentira! Se estes não chegarem, a internet portuguesa está cheia de mais exemplos fáceis de encontrar. Que se espera par se pôr cobro a esta situação? Exija-se a obediência dos políticos ao seu soberano, o povo. Numa democracia, o único soberano é o povo. Todos os outros, incluindo deputados, magistratura e tribunais, não passam de simples mandantes, dignos ou indignos consoante cumprirem ou não as funções por que são pagos. Se não se obtiver resposta, continue-se a exigir e a demonstrar essa vontade por acções num crescendo de acordo com a reacção da corrupção política. Na melhor ordem enquanto possível, exigindo com toda a força se não houver reconhecimento da parte dos corruptos. Que comecem por demonstrar alguma vontade terminando com a corrida aos lugares da administração a cada eleição e pondo-os todos a concurso público. Que parem as nomeações. A desculpa de confiança política já cheira mal de podridão que encerra e não é nem nunca foi admissível. Se não têm confiança política é apenas por porem os interesses partidários e pessoais à frente de todos os outros, incluindo os nacionais, o que faz deles traidores. Traidores, o uso sempre foi de se enforcarem por se considerarem demasiado indignos para que se lhes cortasse a cabeça. E arrastavam-se os cadáveres pelas ruas.


Este artigo é parte duma série em vias de publicação sob o tópico «3º mundo». Os casos que comprovam Portugal encontrar-se na “parte baixa” do terceiro mundo são demasiados para se comprimirem em poucas linhas.

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Terrorismo

Bascos, Bósnios, Kosovo, Curdos, Franceses, Irlandeses, Palestinos, Tibetanos, Timorenses e tantos outros. Serão todos Terroristas?

Em 1948, o povo dos Hebreus que não tinha emigrado vivia numa pequena porção do território chamado Palestina, um protectorado Inglês. Este povo, com a intenção de afugentar os ingleses e obter liberdade total, fazia explodir bombas por tudo quanto era sítio inglês. No entanto, nunca lhes chamaram terroristas. Porquê? No passado, um procedimento idêntico já lhes valera a quase aniquilação total pelos Romanos. Mas eles queriam ser livres.

Nesse ano, o mundo representado nas Nações Unidas reconheceu a esse povo o direito a formar um estado a que ele chamou de Israel e obrigou os vizinhos a lhe cederem o território necessário a esse fim, território com o qual os representantes desse povo concordaram em seu nome. A partir de então, esse tão lamentado povo começou a sair das fronteiras que tinha aceitado e a roubar terras aos vizinhos. O povo mártir tinha-se transformado em martirizador e usurpador. O povo que sempre lutara pela sua liberdade tornara-se agora, contra os princípios que parecera defender, o opressor, o ocupante abusador.

O povo assim espoliado, desde então tem tentado por todos os meios recuperar o que é seu e lhe tem sido extorquido pela força. Os pobres usurpadores de terras começaram a lamentar-se e a dizer que as suas vítimas espalhavam o terror nas terras que eles lhes usurpavam, oprimindo-os mesmo nos seus próprios territórios de todas as formas imagináveis escondidas pela maioria dos jornalistas.

Assim nasceu o significada moderno da palavra-termo «terrorismo», cujo significado, dada a sua origem e o género de reacção, se depreende ser uma forma de defesa contra um agressor que usurpa os territórios e os direitos doutro povo, inibindo-o da liberdade e oprimindo-o.

Veja-se mais sobre esta história, referências e alguns links. Veja-se como a maioria dos Hebreus não quis roubar os territórios alheios, como perpetrada pelos zionistas (ou sionistas). Vejam-se também os links na coluna de esquerda deste blog, sob o título Outras Opiniões.

Mais recentemente, o significado do terrorismo legítimo tem sido abusado por dois lados. Por um lado, grupos que lutam por qualquer interesse mínimo têm usado métodos idênticos na tentativa de conseguirem os seus desígnios. Embora na maioria dos casos estes meios sejam desproporcionais ao reivindicado, o certo é que, quase sempre, os seus argumentos ou parte deles são válidos. Pelo outro lado, sempre que um povo quer libertar-se do jugo de outro, exige a liberdade a que tem direito e pega em armas caseiras, após todos as possibilidades de diálogo estarem esgotadas, o usurpador, invariavelmente, chama-lhes terroristas.

Entretanto, todos parecem querer esquecer-se doutra história. Ninguém parece querer falar do direito dos escravizados, dominados e fracos a utilizarem todos os meios possíveis e ao seu alcance, quaisquer que eles forem, para se defenderem dos escravizadores, dos dominadores e dos fortes que lhes infligem sofrimentos.

Os franceses compreendem-no. Não por serem mais inteligentes do que os outros (talvez sejam mesmo o contrário), mas porque sofreram muito semelhante na carne e na sua própria terra, mas em muito menor grau, aquilo que sente o povo escravizado e colonizado da Palestina. Com a ajuda dos ingleses, assim como de todos os aliados que hoje pretendem ter-se esquecido, a Resistência Francesa, comandada pelo General de Gaule, mais tarde presidente da República, rebentava com tudo, plantava bombas em tudo quanto era sítio onde estivessem ou passassem alemães. Quanto mais alemães matassem ou fossem atingidos, melhor.

Com muito menor sofrimento infligido pelos nazis, faziam muito pior do que hoje o fazem os Palestinos aos seus bárbaros colonizadores. Na verdade os Palestinos comparados aos franceses de então, mais parecem aprendizes inexperientes e com pouca efectividade. Por isso os franceses compreendem e aprovam.

Só a falsidade e a maldade ou interesses escondidos podem escamotear a “verdade verdadeira” e inteira. Outros povos se encontram em situação idêntica e os malditos esclavagistas insistem em chamar-lhes terroristas. É um direito humano, mundialmente reconhecido por todas as organizações de Direitos Humanos e continua a ter o nome que se usou na Seg. Guerra Mundial: Resistentes.

Se a definição de terroristas aqui exemplificada for acertada por corresponder à definição de resistentes, dada pelos franceses, é um mérito sê-lo. A palavra, com sentido depreciativo, toma forma de elogio. Ser terrorista, neste contexto unicamente, é ser herói. É fazer parte dum grupo de heróis que por toda a terra lutam pelos direitos dos povos de acordo com a Carta das Nações Unidas, pelo seu reconhecimento e pelos Direitos Humanos. Os esclavagistas pretendem interpretar as palavras do preâmbulo da Carta das Nações Unidas, que cita a paz e a tolerância como obrigatoriedade dos escravizados em aceitar a paz dos opressores e em tolerá-los!

Especialmente de recordar, o primeiro acto oficial praticado por François Mitterrand – defunto presidente da república francesa, ex-resistente da força dirigida pelo General de Gaule – como presidente da França. Este acto foi o mais solene de todo o seu longo mandato, elevado ao mais alto grau, com participação de um número enorme de militares de todos os ramos, apresentação de todas as forças e maquinaria militar. Colaboraram todos os partidos sem distinção na longa cerimónia que durou um dia inteiro. Tratou-se de François Mitterrand, em nome da França, prestar a mais alta e solene homenagem a Jean Moulin e ao seu túmulo, no Panteão Nacional, monumento dos heróis nacionais. E afinal, quem foi Jean Moulin? Era filho dum professor de história e prefeito, tinha colaborado com os republicanos na guerra civil de Espanha e conseguiu reunir os vários grupos de resistentes. Um resistente (um terrorista) socialista, preso e torturado pela Gestapo por colocar e mandar colocar umas bombazitas por aqui e por ali, para matar alemães. Morreu em 18 de Julho de 1943 em consequência da tortura.

Um resistente-terrorista, um dos maiores heróis da França moderna, pelo menos o maior da Segunda Guerra Mundial, juntamente com o seu comandante, o General de Gaule. Haverá ainda quem creia ser possível os franceses não apoiarem actos de libertação após o domínio nazi? Pelo menos nestas décadas mais próximas não será provável: ainda está muito recente na sua memória colectiva.

As colonizações actuais, a subjugação de povos por outros povos e o roubo de territórios, justificam a defesa e a luta por meios duros quando todos os outros se esgotarem e o país dominador continuar a dominar os outros. Todas as organizações internacionais de Direitos Humanos defendem os direitos desses povos.


  • Afinal, quem são os terroristas? E quais têm sido as medidas tomadas em vista a resolver as causas?

  • Serão os bósnios ou os sérvios que os exterminaram após terem consumado outros métodos de opressão, inclusivamente o de lhes terem tirado os médios? (Ainda que sob outro aspecto, em Portugal não estamos longe de ficar sem médicos, como eles ficaram.)

  • Os Irlandeses, que levaram séculos a conseguirem uma independência apenas parcial?

  • Os Tibetanos, chacinados pelos chineses e com a sua cultura multi-milenar praticamente destruída?

  • Os Bascos, em que onde até o Franco mandou a Luftwafe treinar os seus bombardeamentos sobre as suas cidades?

  • Os Timorenses, que rejeitaram a imposição da lei indonésia à facada?

  • Os Palestinos, expulsos de suas casas para que os judeus construam colónias, emmurados, escravizados, levados à miséria, que usam pedras contra armas sofisticadas?

  • Os Curdos, a quem interesses mais fortes lhes dividiram e partilharam a nação por quatro países e que quando se querem unir são apodados de terroristas pelos cobardes que os escravizam?

  • Os resistentes-terroristas franceses, como o presidente François Mitterrand, o heroi Jean Moulin e o seu chefe principal, o General de Gaule, que se fartaram mandar pôr e pôr bombas, matando o máximo de alemães possível, serão todos terroristas, visto se encontrarem em iguais circunstâncias?



Serão todos terroristas ou estaremos a assistir a interesses sujos que nos pretendem “entochicar”? Interesses defendidos pelos interessados e encobertos por jornaleiros imundos. Como com todos os tipos propaganda, não devemos sequer olhar para os quadros que nos pintam nem ouvir as canções de embalar de assassinos. Devemos abrir os olhos e usar a nossa própria cabeça.

Se se quiser acabar com este terrorismo há uma solução evidente: restituir-lhes o que lhes pertence e que eles reclamam. Só que também é evidente que os verdadeiros malfeitores não querem uma solução justa por ganância; querem massacrar os povos que dominam pela força refugiando-se na teoria de burla que pretendem dialogar. Só que o dialogo não pode conduzir a qualquer conclusão desde que as condições primordiais, requeridas, necessárias e em falta não sejam satisfeitas. Não querem tornar-se civilizados e restituir aquilo que roubaram e a que não têm qualquer direito. Assim, jamais haverá paz. Os opressores não a querem.

Por justiça não ter sido feita, o nome «terrorista» tornou-se uma honra muito especial: o nome dado pelo reconhecimento mundial a todos aqueles que lutam pelas liberdades básicas, pelos Direitos Humanos, pelos direitos dos povos, tal como definidos pela Carta das Nações Unidas, os verdadeiros heróis por vocação, desconhecidos, merecedores de todas as honrarias.

É sob esta luz que deveremos analisar todos os casos do chamado terrorismo, se eles se enquadram ou não neste reconhecimento mundial das organizações dos direitos humanos e dos povos. É o que faremos, em breve, acerca daquilo a que em Espanha se chama o terrorismo Basco.

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O Portugal do Terceiro Mundo
IV – A Nova Ditadura

Infelizmente é verdade. Não foi proclamada nem veio de repente; foi-se metamorfoseando com o 25 de Abril roubado ao povo por políticos corruptos e oportunistas.

Os factos concretos sobre o género de problemas e procedimentos que os causaram são em número interminável, visto a corrupção e a ganância políticas não terem feito outra coisa desde que a oportunidade lhes foi concedida. Prossegue-se aqui o relato dessa fonte inesgotável de maldade, banditismo, associações de malfeitores, máfia genuína.

A ditadura
As enormes despesas com um serviço de saúde de inspiração comunista e extremamente ineficaz, de organização únicas na Europa, assim como a quase completa ausência de aplicação de medicina de prevenção e crescente recusa de participação do Estado nos medicamentos existentes exclusivamente para esse fim, são alguns entre o muitos factos que nos distinguem dos outros países europeus (Saúde). Com efeito poucos o conhecem, posto que politiqueiros e jornaleiros só nos falam do que se passa até aos Pirinéus, a não ser no que está mal, para nos fazerem admitir os seus maliciosos desgovernos mal intencionados. Para eles, e consequentemente para nossa desinformação, é aí a fronteira da UE.

O dobro de acidentes com crianças e idosos relativamente à média da UE e mesma proporção nos acidentes rodoviários dentro das populações são dois recordes absolutos. O trabalho infantil, a pobreza geral e a crescente disparidade entre ricos e pobres que não pára de se acentuar. Hábitos incivilizados, e tanto mais. As contínuas acusações de violações dos direitos humanos pela parte da justiça e das polícias. Uma justiça aplicada com parcialidade e com critérios e preceitos inadequados e mais que duvidosos, fazendo distinção entre políticos e ricos de um lado, cidadãos comuns e pobres do outro. A impunidade de criminosos de direito comum por incapacidade da justiça e da Polícia Judiciária. O quase vedado acesso ao apoio judiciário, inconstitucional, altamente agravado pelo governo de Durão Barroso e por um seu ministro que mentiu mais e mais mal causou ao povo do que qualquer outro seu predecessor, que por demais, afirmando-se cristão não poderá deixar de ir para o inferno. O incrível facto de que a fantochada da justiça portuguesa se arrogue o direito de enjaular pessoas por longo tempo sem formalização de acusação e mantê-las assim enjauladas por tempo praticamente indeterminado, sem formalização de acusação, sob pretextos estúpidos e inexistentes em países democráticos (a quarta parte dos detidos em masmorras estão nestas condições inadmissíveis), caso apenas igual ao que se passa em ditaduras. Nos outros países da UE, ainda que não exista homogeneidade, estes prazos contam-se em dias. Donde a justiça portuguesa funciona com a arrogância duma ditadura e os direitos humanos são espezinhados.

Povo selvagem
O modo como se pensa e se tratam os outros animais, incluindo o seu abuso sexual. A autêntica selvajaria demonstrada a este propósito e a falta de legislação relativa ("se os animais não votam, porque perder tempo com eles?" – mentalidade típica dos políticos portugueses), estão bem patentes e exemplificadas pelas muitas e contínuas ocorrências, inclassificáveis até num ambiente da mais pura selvajaria e barbárie, perfeitamente entranhados na «cultura» nacional. Casos como alguns amplamente divulgados são verdadeiros atestados do atraso na mentalidade. Casos conhecidos, como pendurar cães e espancá-los à morte, abuso sexual dos cães, são casos muito mais baixos de sentimentos e significativos do que as simples lutas de animais. Como não votam, não merecem a atenção da cambada política.

A superstição de que há raças de cães perigosas ou não, ignorando completamente o conhecimento sobre o assunto, atestado num velho ditado em uso em muitos outros países: pelo comportamento das crianças e dos cães se conhece a mentalidade dos adultos. Este ditado, como todos os ditados em geral, demonstra um facto de conhecimento lato (aqui sobre crianças e cães, ignorado em Portugal), que tanto as crianças como os cães se comportam de acordo com aquilo que lhes ensinaram ou que aprenderam por observação dos seres que lhes são mais próximos, neste caso os pais ou os donos. Donde não há crianças nem cães mais perigosos que outros; o que há é adultos, mais ou menos incivilizados, que os fazem como eles são. Não se vê o mesmo no comportamento das crianças nas escolas? Ou pretendemos ser cegos?

Pode um povo com tal mentalidade para perpetrar tais crimes bárbaros ser considerado como civilizado? Pode um Estado que o consente ser considerado democrático? Podem os políticos que nada fazem no interesse dos habitantes (tanto pessoas como animais ou a própria natureza) e que em nada contribuem para a melhoria da mentalidade e do civismo ser considerados como pessoas idóneas, íntegras, honestas, dignas? Eles exigem que assim os considerem, mas as suas acções reles negam-no e condenam-nos, pois que pelo fruto se conhece a árvore. Se os seus frutos são poderes, eles só podem ser incapazes, bandalhos, indignos, burlões, vigaristas gananciosos e maldosos: podres.

A população foi convencida e entorpecida pela ideia de que desde que se vote é uma democracia. Para isso muitos políticos chegam a mentir e reinventar a história, afirmando que durante o Estado Novo nunca se votou: era uma ditadura em que se votava. Pois agora também se vota, o que não faz do sistema uma democracia. É uma ditadura, uma ditadura diferente, mais contemporânea.

Atraso mental e falta de civismo
Uma população com uma mentalidade assim patenteada, sem princípios humanos nem dignos, nunca poderá avançar em direcção à democracia, à qualidade de vida que pretende, mas busca no sentido errado, porque é a falta de conhecimentos que a impede de compreender o que verdadeiramente lhe interessa. Desta conjuntura, fomentada por eles próprios, os políticos têm sabido aproveitar-se, mantendo-a com o único propósito dela se aproveitarem em seu único proveito.

A falta de civismo só pode ter uma origem: a incapacidade mental de compreender que na vida em comum, em sociedade, a que é impossível fugir nos tempos modernos, que para nosso próprio bem somos obrigados a tratar todos e tudo o que é a natureza com a mesma consideração com que nós próprios queremos ser tratados. É assim que se pensa nos países civilizados de que Portugal não pode fazer parte. A falha na compreensão de tão simples realidade só pode ter origem em atraso e numa ignorância obscura e profunda e ser causa de infelicidade. Ou não vivemos nós numa aldeia global? Estas são talvez provas difíceis de compreender por quem quer que tenha sido criado e vivido em países absolutamente selváticos em que o cinismo é tomado por educação, como em Portugal, mas é esta a simples realidade, quer se recuse ou se aceite. A falta de compreensão desta simples realidade é a primeira causa da falta de democracia, do bem-estar de toda uma população.

Garantia de continuidade
Políticos que obram no sentido de manter estas circunstâncias num status quo só o podem fazer por pura e profunda malvadez. Porque não o ignorando, sabem o mal que fazem. Não o ignorando são malvados. Os seus actos o demonstram. A persistência da população em continuar a votar neste género de gente desprezível que os engana e os faz infelizes de todos os modos, é outra prova da crassa ignorância em que os interesses ilícitos dos políticos os têm mantido. Os políticos, com a indispensável ajuda dos jornaleiros, têm mantido a situação de ignorância que tem garantido este referido estado de status quo, mas na verdade este caso não se limita a este ponto.

A continuidade deste estado é garantida pela continuidade da ignorância e pela continuidade da sua aceitação pela parte dos carneiros votantes. Existem mesmo alguns ingénuos ao ponto de ainda suporem que os políticos que assim se comportam «não serão assim tão maus» e que «um dia arranjarão as coisas». Outros, como anteriormente citado, parecem estar à espera que venha um arcanjo salvá-los. Ingenuidade, tacanhez boçal ou pura estupidez? Porque diabo haveriam os políticos de rejeitar a felicidade que lhes é assim oferecida numa bandeja, mesmo que à custa do mal e da infelicidade de toda uma população, enquanto lhes permitirem? Não é este país um verdadeiro paraíso para gente dessa espécie?


Este artigo é parte duma série em vias de publicação sob o tópico «3º mundo». Os casos que comprovam Portugal encontrar-se na “parte baixa” do terceiro mundo são demasiados para se comprimirem em poucas linhas

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O Crescimento Negativo de 1,3% ou Como se Mente e se Toma a População por Lerda

Assistimos a uma alocução de fantástica impostura, em que um primeiro ministro fez um escandaloso elogio a um enorme retrocesso a que ele alcunha de progresso. Gozo, fantochada, ludíbrio ou estupidez crassa?

O crescimento de Portugal, de acordo com as estatísticas publicadas, foi de 1,3%. Constatando que o crescimento médio na Europa foi de cerca do dobro, o número significa simplesmente que aquilo a que um aldrabão chama de crescimento e progresso, fazendo as contas só pode ser um atraso. A realidade, pois, foi que sendo o citado crescimento europeu médio do dobro, Portugal fez um retrocesso igual à diferença, ou seja, igual ao valor do alcunhado crescimento, um retrocesso igual a metade da média do crescimento europeu. Parece ser uma conta tão fácil de fazer, que ninguém pode crer que mesmo Guterres se enganasse.

Portanto, para se ser autor dessa afirmação é imprescindível ser-se doente mental, retardado, analfabeto, ou então um bandido maldoso e vigarista mal intencionado. Denuncia também um elevado grau de estupidez da parte do seu inventor, pois que ele parece crer que até uma população desinformada, ignorante e embrutecida por aldrabices do género, possa ser lerda a esse ponto.

À parte esta verdade, é bem conhecido que um crescimento inferior a 3% equivale sempre a um retrocesso. 1,3% é inferior ao crescimento de qualquer dos outros países europeus. É uma afirmação de que Portugal continua a afastar-se dos outros países a passos largos. Semelhante afirmação só pode ser motivo de orgulho para quem quiser mal ao país.

A riqueza nacional não tem feito senão baixar desde a altura em que o Cavaco pôs em circulação o saldo do que foi roubado e mal administrado dos fundos europeus com o seu desinteresse ou bênção. Este acto provocou uma enorme inflação e a ilusão geral de se ter enriquecido. Uma fonte de votos dum povo ignorante que votou assim na sua própria desgraça, nos actos que lhes arruinaram o futuro e o dos seus próprios filhos.

E assim continuará por um tempo indeterminado, o qual dependerá do modo como o problema for encarado pelos governos de gananciosos que proclamam o seu interesse pela nação, mas cujos actos provam que apenas lhes importam os lucros próprios, lícitos ou não e privilégios a que não teriam direito, fosse Portugal uma democracia. Qual é o pacóvio que acredita que uma desgraça que levou décadas a acumular vai desaparecer em poucos anos pelas palavras de corruptos oligarcas? Nem os mais desmiolados portugueses podem acreditar.

De frisar que se este governo é culpado dos resultados, é inconcebível que um tal atraso estrutural possa dever-se unicamente a ele. Na realidade um mal deste género (estrutural) tem que vir de longe. Levou décadas a concretizar-se. Não se pode omitir o que foi feito dos fundos europeus que nos deviam ter posto na pegada dos países progressistas. Não se pode esquecer o modo corrupto como foram administrados, roubados e distribuídos entre governantes, partidos & amigos, que enriqueceram todos de forma tão rápida e escandalosa, do conhecimento geral. O povo de carneiros agradeceu ao seu carrasco responsável número um, elegendo-o.

Após análise dum ano na presidência, podemos tirar algumas conclusões. Provavelmente, o homem não é pessoalmente corrupto, ele próprio poderá não ter enriquecido da maneira vergonhosa dos seus colaboradores, subordinados & amigos, mas nada fez para o impedir. Não cumpriu o seu dever de primeiro responsável, pelo que é tão culpado como se o tivesse feito ele próprio, mais culpado ainda. É ele o primeiro culpado da desgraça actual dos portugueses e até da falta de médicos. Temos observado como ele tolera todo o género de barbaridades, punhaladas na constituição, legislação anti-nacional, baixezas, infâmias ou pulhices feitas ao povo por governantes imundos. O homem é um comprovado irresponsável, incapaz de qualquer posição de chefia. Um mandarete nas mãos da máfia política, extremamente conveniente a não importa qual a oligarquia no poder.

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O Portugal do Terceiro Mundo
III – Mentalidade, Entorpecimento e Consentimento

A população, entorpecida pelas contínuas balelas de políticos encobertos pela desinformação jornaleira, continua a nadar num orgulho tanto mais imbecil quanto maior e mais injustificável, afundada numa atroz miséria humana.

O rol das circunstâncias que agrilhoam Portugal ao terceiro mundo parece interminável. Para não o ver e para o aceitar sem reclamar, a população tem que ser cega, ou insensível, ou cobarde. O procedimento geral baseia-se na inércia, na aceitação e na lamentação, demonstrado em eleições – em que votar nos autores é continuar a aprovar a sua conduta – o melhor incentivo aos políticos para que continuem na mesma direcção.


Miséria e atraso provocados por perversidade política
Por perversidade, por os fundos europeus terem sido roubados, ou desbaratados por incapazes, ou não terem sido aplicados de modo a evitar o caos actual. Se são incapazes são ainda parasitas, pois que deveriam ir parasitar para outro lado que não prejudicasse a população.

As aldeias, sobretudo as de Trás-os-Montes, sem água canalizada, nem esgotos, nem electricidade, nem estradas, num patente incentivo ao abandono das suas populações e subsequente desertificação.

Reduzidos e ineficientes Serviços de Saúde e de Segurança Social. O Serviço Nacional de Saúde foi concebido de raiz ao mais puro estilo comunista, e jamais poderá funcionar satisfatoriamente. Podem-se fazer muitos mais hospitais e centros de saúde que de nada servirão senão para aumentar as despesas do estado. De lembrar mais uma vez que todos os partidos e países têm coisas que estão bem e úteis, mas em Portugal só se copia o que está mal. Nunca nenhum aborto de político quis copiar a organização dos países em que funciona satisfatoriamente. Por isso que não é difícil de compreender como se chegou ai caos actual. Cada governo vem com ideias novas para sacrificar o povo, mas nenhum ainda apresentou uma cópia capaz do que se passa noutros países, limitando-se a mencionar soluções aplicadas sob outras condições completamente diferentes.
A assistência a idosos, por exemplo, não tem equiparação nem semelhança à de qualquer país civilizado em todo o mundo. São bandos de pulhas mentirosos e vigaristas.

Acesso à justiça praticamente vedado a todos sem que o paguem do seu próprio bolso, contrariamente ao que se passa nos outros países europeus, onde todos têm os mesmos direitos, independentemente dos seus meios. Os ricos também. Evidentemente, pois que pagam mais impostos para terem um direito democrático e constitucional. Em Portugal, +ara ter a assistência dum advogado estagiário, imberbe e ainda incapaz, é necessário ter o equivalente ao que seria um atestado de pobreza e de fome. Inacreditável! Que maior canalhice!?

A luta contra a corrupção não passa de conversa esporádica ou para eleições, logo abandonada, abafando-se as vozes dos raros políticos que pretendam pôr-lhe termo.

Numa população que ronda os 10.000.000, 11.000 têm mais de um milhão de euros, enquanto que cerca de um quarto da população não tem meios para subsistir. Embora o Capitalismo de Estado esteja na base do comunismo, tem um conjunto de regras das quais algumas, por pura corrupção, são aplicadas pelos políticos portugueses para único benefício dos partidos e daqueles que os compõem, com genuíno intuito egoísta, tais como:


  • Exploração dos trabalhadores via extracção de mais-valia;

  • O monopólio dos meios de produção está nas mãos das grandes empresas, que exploram os trabalhadores e o público em geral, com a bênção dos governos (ex.: caso do roubo autorizado pelos bancos);

  • Acumulação de capital, entre os burocratas, que passam a usufruir de diversos privilégios, formando uma burguesia de Estado;

  • O Estado não é o proprietário de todos os meios de produção, mas os partidos estão subordinados aos burocratas por corrupção, dizem-se mandatários do povo, mas na realidade os seus mandantes são quem os patrocina, tornando assim a política no meio mais corrupto nacional e num exemplo para todos.

  • O controlo dos meios de informação, camufladamente, através dos burocratas que acima mencionados. Também já se viu como a justiça manipulada tenta controlá-los com acções de terrorismo.



Em Portugal, a riqueza é dividida segundo estes princípios, o que continua a aprofundar o fosso entre ricos e pobres. Políticos que não concordam são postos de parte pelos seus próprios partidos.

O atraso mental
Os trabalhadores emigrantes vigarizados nalguns dos países para onde se deslocaram, demonstra simultaneamente a capacidade mental em caírem em contos do vigário e como são conhecidos nesses países onde tais casos não se passam com outros que não portugueses.

A mentalidade geral extremamente atrasada e incapaz de compreender os seus próprios interesses em quase todos os campos, à parte os de esperteza saloia e da malandrice de algibeira. Entre outros assuntos que o demonstram verifica-se como são presa fácil duma publicidade feita por medida para atrasados mentais. Incapazes de distinguir o que é verdade do falso. Vê-se como votam e nos resultados da publicidade enganadora. Como único exemplo, mas significativo, que se acorda perfeitamente com a maneira que votam, veja-se o caso da Telecom e do Sapo, assim como tudo que do grupo da Telecom. São os que têm os tarifários mais altos, com os piores serviços e abusadores, mas os que fazem maior publicidade vigarista; no entanto são de longe os mais preferidos por uma população embrutecida que em tudo acredita ou que pelo menos procede exactamente como se acreditasse. Que espécie de mentalidade demonstra este caso e tantos outros semelhantes?

Que fazer?
Até que ponto continuará o povo a suportar este sistema ditatorial e a sustentar os indecentes e corruptos parasitas que lhe Têm transformado a vida num inferno? Serão os portugueses tão sado-masoquistas a ponto de tirarem prazer deste modo de vida? Não nos queixemos, continuemos a aprovar quem assim nos conduz ao abismo. E a esperar que os mesmos nos tirem dele, contra o seu próprio interesse. Ou então aguardemos a vinda dum arcanjo que nos salve das mãos dos algozes…


À primeira vista poderá parecer que nesta altura este blog se empenha em repetir os mesmos casos, mas tal não é o que se passa. Infelizmente, a lista de problemas e de eventos que coloca Portugal autenticamente na cauda dos países do terceiro mundo é tão longa que a verdade é que todos os posts aqui dedicados não passam dum resumo dum resumo. Com efeito, os casos são tantos e tão longos que este blog não pode publicar mais do que uns tantos posts sobre o assunto sem correr o risco de se tornar um blog unicamente dedicado ao Portugal do terceiro mundo.



Este artigo é parte duma série em vias de publicação sob o tópico «3º mundo». Os casos que comprovam Portugal encontrar-se na “parte baixa” do terceiro mundo são demasiados para se comprimirem em poucas linhas.

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Paulo Portas de Volta

Após uma retirada das mais vergonhosas na política portuguesa, está de volta o politico da direita que vai para as feiras e mercados à conquista dos votos da esquerda, de quem se poderia dizer o ceifeiro em seara alheia.

Teve um percurso escolar quase exemplar, a que não foi alheio o colégio que frequentou, o mesmo em que estudaram os filhos do General Norton de Matos, que lá foram colegas do autor destas linhas. Pela sua fluência, conhecimentos didácticos, boa formação, boa educação, alta inteligência e boa família, Paulo Portas é sem dúvida um dos políticos mais aptos e que melhor sabe nadar nas águas turvas da pocilga da política portuguesa.

Paulo Portas sabe falar e expressar-se melhor do que a maioria dos seus confrades, sem mostrar a arrogância demasiada nem o desprezo que se notam ou subentendem dos discursos dos seus colegas, a seu lado pobres rascas. Sabe dar explicações plausíveis e dá-as. Sabe apresentar as suas ideias, fazer com que os seus ouvintes lhe dêem ouvidos e despertar neles interesse. Tem carácter simultaneamente de play-boy e de bom-vivant. Tem um espírito de verdadeiro leader e sabe sê-lo porque tem todas as qualidades e requisitos necessários e apropriados, com distinção.

Paulo Portas teria indubitável capacidade para se distinguir em qualquer parido e para qualquer deles seria um trunfo apreciável e garantido. Sabe usar as suas competências, esmerando os seus esforços e capacidades bem pensados e bem treinados.

Apesar de todos estes atributos, nunca se leu ou ouviu que Satanás fosse estúpido, incapaz, burro ou desmiolado.

Quando a insegurança aumenta, Paulo Portas brada por todo o lado que é preciso pôr mais agentes de polícia na rua. Dá mais nas vistas, satisfaz e ilude uma população parvalhona. Pelo que dá mais votos, mas é como querer curar a gangrena com medicamentos para as dores, ou um tumor no cérebro com aspirina. Tratar um sintoma em lugar da doença. As medidas que ele apregoou não resolvem a causa da insegurança, a qual – ele sabe-o bem – a exemplo dos resultados obtidos em países democráticos e civilizados, foi obtida pela eliminação da miséria, pela instrução, pela educação, por uma justa divisão da riqueza e por civilizar toda a gente. Ou seja, com a justiça social, coisa desconhecida em Portugal. De facto, é até de assombrar que a insegurança no país nem seja pior, vistas as circunstâncias em que se vive, criadas por uma corrupção geral que corre a todo o vapor.

Paulo Portas sabe, pois, impor as suas ideias, sejam elas convenientes ou não à maioria da população. As ideias políticas que ele defende são as que definem o bem de alguns (os mais ricos) à custa do mal dos outros (os mais pobres). Dado o seu poder de persuasão face ao embrutecimento geral, ele é de facto a maior ameaça existente contra um progresso social no bom sentido. Com ele à frente de qualquer partido, o caminho só pode ser para trás. Todos os malditos lhe ficam aquém. A sua escolha política não é apenas uma perda para a nação. Devido à iniquidade da maioria dos políticos e à mentalidade dos eleitores pode vir a transformar-se numa autêntica calamidade. Se ele aparenta

Paulo Partas sabe apresentar um caminho que conduz à desgraça dos mais desprovidos como se da sua salvação se tratasse. Todavia, em Portugal, a maioria da população é iletrada (são muito mais os iletrados de hoje que os iletrados e os analfabetos de há 35 anos juntos). É também profundamente iletrada e incauta no que respeita à política, tanto mais quanto acredita que é conhecedora. Facto bem patenteado em eleições. Em circunstâncias semelhantes, Paulo Portas é de veras um enorme perigo, é o lobo no redil. É andar para trás no tempo. É um reforço ao sistema oligárquico. Porque se o que ele diz soa tão bem aos ouvidos dos iletrados políticos, é precisamente por serem iletrados que não compreendem; e apoiando o seu próprio mal, arranjam lenha para a fogueira em que vão arder.

Bem-vindo ao redil, Paulo Portas!

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O Portugal do Terceiro Mundo
II – Sinais Característicos dos Países do Terceiro Mundo

Na sequência da política infame lembrada (1, 2 e 3), chegámos ao nível dos países do terceiro mundo, para não dizer do quarto mundo, atendendo a avanços significativos verificados nos primeiros que Portugal não foi capaz de acompanhar e chegar a satisfazer.

O que aqui se menciona não se limita apenas a caracterizar um país do terceiro mundo, mas o seu conjunto é disso prova irrefutável.

Não nos iludamos com o assobiar de serpente dos políticos, sobretudo sabendo que apenas querem os nossos votos, porque os sintomas do terceiro mundo são mais do que isso. São em quantidade suficiente, a maioria até de carácter permanente. As provas dos atrasos são avassaladoras e vêm mencionadas no site da Mentira! sob o título «Bases da Democracia», mas outras existem. Por muito que os políticos o neguem e nos mintam, a verdade é essa, verificada em todos os países, duma maneira nos do terceiro mundo, no sentido contrário nos mais avançados.

Cuidados de saúde e idosos
Como noutros países do terceiro mundo, à prevenção na saúde, não é atribuída nenhuma importância, nem a maioria dos medicamentos para esse efeito são participados. Faz-se muito alarido jornalístico sobre a prevenção, mas não passa disso. Quando se fazem rastreios, por exemplo, são apenas para atirar areia aos olhos dos eleitores – como tudo o resto, aliás – pois que na maioria das vezes não duram mais do que dois ou três dias e são apenas ocasionais, mesmo nos maiores centros populacionais, como em Lisboa, "para inglês ver". Temos todas as doenças características dos países do 3º mundo, excepto aquelas que só se desenvolvem em climas que não correspondam ao nosso. A tuberculose e o elevadíssimo número de contagiados de SIDA são dois exemplos flagrantes do terceiro mundo que nos fazem ocupar um lugar privilegiado, não só na Europa, mas mesmo no mundo. O comportamento da população face à SIDA: ignorância, irresponsabilidade, crenças incrédulas e modos de agir. O ensino adequado permitiu a ultrapassagem destes problemas logo ao fim de poucos anos em países mais avançados, enquanto que, em Portugal, ao fim de um quarto de século após o desenvolvimento da doença, a situação mantém-se.

A falta de assistência a idosos e o completo desinteresse pelo seu tratamento, tampouco existindo nem sendo ensinada no país a especialidade médica relativa -- a de geriatria -- é mais uma característica do terceiro mundo. O governo de José Sócrates quis aparentar interesse neste sentido. Embora o milagre de tudo mudar da noite para o dia não seja possível, logo em seguida mostrou-nos que o seu pretenso interesse não passava de mais uma alegação de cinismo e impostura.

Se a verdadeira reestruturação da administração do Estado não for concretizada competentemente (incluindo o fim total duma burocracia atrasada e estúpida) e se a especialidade médica de geriatria não passar a existir como nos outros países e a falta desses médicos continuar a verificar-se, estaremos frente a outra vigarice política, visto ser este o primeiro requisito sobre o assunto.

A carência geral em tudo o que diz respeito à saúde é outra característica intrínseca aos países to terceiro mundo. A incompetência, o desleixe e a corrupção gerais, mas sobretudo da parte dos governos, enquanto que com termos de impostura nos dizem "estou tranquilo" ou "estamos a trabalhar" ou outras frases cínicas e falsas do mesmo tipo, são outras causas principais entre as tantas que fazem de Portugal um país do terceiro mundo. Os esforços dos políticos gananciosos em nos enganarem tentando convencer-nos de que estão a trabalhar no sentido do interesse geral e para o bem da Nação, quando de facto o fazem apenas no seu próprio interesse, é indubitavelmente outra fonte do atraso do País.

Face aos resultados apresentados, o uso destas frases e de outras semelhantes é a própria expressão da vigarice, da burla e da malícia por parte dos políticos irresponsáveis que as pronunciam. Este facto salta aos olhos e é inegável. Estas fontes são praticamente inumeráveis, pelo que ficam aqui por citar, o que, evidentemente, não implica a sua inexistência.

Infraestruturas básicas
Água, electricidade e esgotos
Faltas de água frequentes devidas a rupturas nas canalizações de distribuição é outra das principais característica. Locais onde as câmaras mantêm água a correr constantemente sem nenhuma objectividade nem utilidade. As perdas de água nos serviços de distribuição; como exemplo conhecido, cerca de 35% da água que circula no subsolo de Lisboa provém de perdas da EPAL, perdas muito semelhantes às da cidade do México, com 40%; nalgumas áreas do Algarve, as perdas chegam aos 45%. No entanto há impostores parvalhões que nos dizem que não deixemos as torneiras a pingar! Para a pouparmos! Que comecem por dar o exemplo. Não?

A EPAL começou a substituir mais de 400 Km de condutas em 2005 e em 2006 já ia em cerca de metade. Sabendo que Lisboa tem muito mais de 1400 Km de canalização de água, dos quais apenas cerca de 200 são posteriores à década de 1950, esta “grande” operação em curso é tão pequenina que se torna ridícula.

Inúmeras falhas no abastecimento de corrente eléctrica. A quinta parte da população não tem esgotos nem tratamento de águas. Estas três últimas, água, electricidade e esgotos são verdadeiras características de países profundamente atrasados e que só neles ocorrem. Uma das primeiras medidas tomadas nos países em pleno desenvolvimento (não subdesenvolvidos) é a substituição das canalizações, o que lhes faz poupar entre 15% a 60% no consumo de água e nas despesas muito superiores de reparações contínuas a conta-gotas, consoante as condições em que as infra-estruturas se encontrem.

Pequenas coisas significativas
Mais despercebido, mas não menos grave por operar uma cisão nos direitos constitucionais de igualdade dos cidadãos, disfarçado sob todos os aspectos a fim de impedir o reconhecimento da triste realidade, é a permissão de abertura do comércio aos domingos e feriados. Este facto, mascarado de inócuo é considerado por todos os países europeus como anti-democrático, e todos eles menos Portugal reconhecem que tal permissão dá aos ricos (proprietários das grandes superfícies comerciais com abertura permanente), indiscutível vantagem de tratamento sobre os mais pobres (que têm os seus pequenos comércios) e os empregados de ambos em relação à restante população nacional. Os proprietários e administradores dos comércios de abertura permanente podem, assim, gozar os seus domingos e feriados, enquanto que aos mais pequenos tal só lhes é possível mediante o castigo da pena de ganho ou do despedimento.

A desigualdade de tratamento é deste modo assegurada e garantida por uma legislação que contorna e contraria a constituição, criando uma subclasse destinada a ser espezinhada em nome do bem-estar de outros. Esta legislação, por si só, coloca Portugal fora do contexto democrático europeu. Faz dele um país não do terceiro mundo, mas do quarto, em consequência duma legislação reconhecida e propositadamente anti-constitucional, anti-democrática e contrária ao uso na UE.

Por aquilo a que alguns chamam "as pequenas coisas" se nota o que se passa com as grandes. Aliás, como tudo no país, pela parte dos políticos. Na mente de políticos corruptos, desde que se possa ludibriar o povo e ele continue enganado e convencido de que não o enganam, tudo vai sempre bem, visto que nada impede que os carneiros continuem a votar neles.


Este artigo é parte duma série em vias de publicação sob o tópico «3º mundo». Os casos que comprovam Portugal encontrar-se na “parte baixa” do terceiro mundo são demasiados para se comprimirem em poucas linhas.

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Comentários Dignos de Relevo

Neste blog foram deixados três documentários muito judiciosos e bem-vindos, referentes ao post precedente, Como se Atira um País Para o 3º Mundo. Tão significativos e verdadeiramente pertinentes que merecem uma referência especial.

Um dos comentários, refere:
Não podemos acreditar nos políticos...o que fazer?
Não podemos só dizer que eles não prestam. Temos que perguntar o que fazer?


Evidentemente, é essa precisamente, a razão da existência deste blog, assim como já era a do site da Mentira! Só que os textos são bastante descritivos e precisos, o que os torna longos e enfadonhos para quem prefira ler sobre os folhetinzecos. Nem todos são adeptos do mesmo, mas os textos, que não podem ser reduzidos por abrangerem o período de algumas décadas em que os acontecimentos que fizeram de Portugal o que ele hoje é, continuam subsequentemente longos. E são sempre actuais, dado o âmbito histórico em que se inscrevem. Esclareça-se que não se trata de história escrita pelos vencedores (políticos e jornalistas), mas pelos que a perderam (o povo português).

Quanto à pergunta do comentário – se os políticos não prestam – devemos dizer que são bons? Se o fizermos, seguiremos as suas práticas que criticamos, mentimos e aplaudimos a corrupção e o estado anti-democrático: a ditadura oligárquica. Se eles tiverem um mínimo de boa vontade, terão que começar por limpar as suas próprias casas, desistindo de se atirarem como animais selvagens de rapina à conquista das presas, os mais de 2000 lugares da administração que roubam aos cidadãos competentes, passando de mão em mãp, de partido para partido, consoante os governos vão mudando. Por aí só, já se começa também com uma mais do que sensível melhoria dos serviços de administração central e municipal.

Os clãs oligárquicos são todos o mesmo. Alguém ouviu os outros partidos defenderem qualquer destas causas justas, minimamente elementares. Os partidos são úteis, os que os compõem são uma corja de clãs oligárquicos sem outra intenção de que a de por eles se servirem a si próprios.

De não esquecer o imprescindível abandono de privilégios escandalosos, como as reformas e a legislação corrupta que lhes concede tanto as reformas como a impunidade criminal e possibilita o roubo do estado. Só a partir daí se pode encetar uma conversa. Sem estes elementos não pode haver concertação nem aprovação: actos neste sentido deverão ser repudiados por pessoas honestas e os seus autores condenados, ninguém honesto pode votar neles. Todavia, ou porque há muitas pessoas desonestas, ou porque delas tiram proveito, ou porque há muitos que ignoram as suas acções, a corrupção, a maldade e a traição continuam a ser alegremente votadas. Note-se bem que votar neles é aprovar as suas acções e que, enquanto tal se verificar, ninguém dos que neles votarem tem o direito lógico de reclamar aquilo que aprova. Fazê-lo é um embuste.

Se não renunciarem a bem ao mal que espalham pelo país e população, começando pela pequena prova da renúncia voluntária dos factos acima referidos, terá que ser a mal. As Forças Armadas já provaram por duas vezes no século passado serem capazes e estão motivadas pelas razões conhecidas. Como podem aceitar a situação de desprezo e de desprestígio actual e a injustificável diminuição de salários de que sempre usufruíam por comparação a outros cargos, como os de juízes e magistrados, por exemplo?

É evidente que a conjuntura de bandalheira geral não se limita aos políticos nem à justiça. Afinal, não podemos passar em vão o facto de que sendo das mesmas gerações, foram criados por pais idênticos, em escolas idênticas, num ambiente idêntico, sujeitos a idêntica formação de carácter e educação idêntica. (O ensino, desde a tenra infância, por formadores especializados, como aconteceu nos outros países europeus, imediatamente a seguir à Segunda Guerra Mundial, nunca aconteceu em Portugal.) Pelo que uma similitude de princípios, de valores e de mentalidade não é de estranhar, muito menos de espantar. Por analogia, o mesmo se aplica aos professores e aos senhores da justiça mencionados e em geral. Cresceram todos em castelos (ou pocilgas) semelhantes. Por única culpa dos governantes, que nunca lhes proporcionaram o ensino requerido.

As causas deste estado são mais do que visíveis e estão amplamente descritas no site acima mencionado. Nas últimas décadas foram conscientemente criadas pelos políticos para que delas pudessem tirar o máximo de proveito. Não era o Marcelo Caetano quem dizia, por palavras agora difíceis de recordar com precisão, que os portugueses não estavam preparados para a democracia, em que uma das suas razões era a de serem facilmente enganados por políticos, caso estes viessem a formar um sistema mafioso? O caminho era efectuar a preparação. Recorda-se isto apenas para demonstrar como a máfia política soube efectivamente aproveitar a ocasião criada pela conjuntura.

Sobre a pergunta se “Temos que perguntar o que fazer?”, isso depende, como aqui se lê. Todavia, vista a sua arrogância, quem acreditará que se tornem honestos da noite para o dia, que releguem tudo aquilo que usurparam e a que não têm qualquer direito, que param leis honestas que não os imunizem, que passem a governar o país com consideração pela população e pelas suas necessidades?

O blog Do Mirante está repleto de diagnósticos acertados sobre o assunto, incluindo o comentário anónimo («Maldito Carnaval», abaixo mencionado), donde se depreende que o autor, apontando tão bem o dedo na direcção certa, não terá falta de imaginação em discorrer soluções. O que faz rir é ter esperança que daqueles que desmoralizaram a população com os seus exemplos e as suas leis, se espere agora moralizem a estrutura do estado sem que a isso sejam obrigados. Não é esta esperança bem diferente do que esperam os políticos dum povo que embruteceram precisamente nessa mira? Ou poderia ter sido outra a intenção? Se os portugueses, pelo menos, soubessem votar… talvez pudessem obter um pequeno resultado um pouco do género do que se passou em França pouco antes da «era» Mitterrand, como o próprio queria que o seu tempo ficasse conhecido. Mas nem isso é de esperar.

A escuridão, criada e promovida por políticos e jornaleiros coniventes, é total. O seu único intuito é o de manter o que com tanto trabalho desonesto conquistaram. Não têm nem nunca tiveram outro. De notar que esta gentalha adoptou os princípios da verdadeira Máfia, que segue estritamente, tanto nas regras como no procedimento, bem pior do que a própria máfia política italiana.Não vemos como põem de parte os seus próprios confrades, quando estes podem prejudicar os interesses dos clãs? Não vemos como de acordo com os procedimentos mafiosos celebram acordos tácticos entre os clãs, para o bem das famílias mafiosas e não o da nação que deviam servir? Primeiro o interesse geral (não do país, mas da Máfia, no seu conjunto), em seguida os interesses dos clãs oligárquicos, depois os interesses individuais dos seus componentes, o tudo sem esquecer o imprescindível ludíbrio para a conquista de votos. Teremos obrigação de aceitar sermos governados por mafiosos? De sustentar um bando de parasitas arrogantes?

Alguns alvitres para uma solução lógica foram já apresentados por ambos. De salientar os protestos e sugestões sob o título «Maldito Carnaval» deixado como anónimo em vários blogs (aqui no Do Mirante) e publicado como post no blog Mentira! Um anonimato que chama tíbio a um autor doutro modo lúcido. Pena também, que após publicação se retirem posts ou parte deles, como o «Portugal Desamparado», que esteve a seguir ao «Acredito na Polícia» no blog Aromas de Portugal, mas que desapareceu. Assim, não se pode ter credibilidade e mais não se faz do que colaborar com os corruptos de modo latente. É uma aprovação que remove qualquer direito a reclamar.

A solução, do ponto de vista deste blog e do site da Mentira! é exactamente aquela que foi defendida no comentário acima citado, «Maldito Carnaval». Além disso, um facto é evidente e está provado: os governantes são mandatários; se não cumprem o mandato para o qual foram eleitos a sua continuidade no governo é ilegal. Donde, crendo na incontestável boa intenção dos comentários em questão, não se pode compreender que quem tenha provido uma resposta, repita a pergunta na mesma.

Devido à arrogância cada vez maior dos lobos do Capuchinho Vermelho, a única alternativa que resta ao povo português é a de dissolver governo e partidos a fim de se formarem outros sem os mesmos abortos (porque se os políticos actuais são abomináveis, os partidos são imprescindíveis; até são poucos com alguma força). No intermédio deverá haver um governo de salvação nacional. Se a canalha arrogante não o aceitar a bem, terá que ser à força. Se não, ficaremos cada vez mais na cauda do mundo.

Entretanto, todos os cuidados são poucos, porque já sabemos que os falsos profetas entre os corruptos e seus defensores vão redobrar as suas promessas de melhoria, tal e qual como até hoje o têm feito, mas com um blá-blá-blá mais longo e mais forte. Sem verdadeiras e concretas provas tais balelas não podem ser aceites. Que comecem como dito acima, que mudem a legislação que lhes confere todos os privilégios e de todos os géneros. Depois então, logo se verá. Se não que saiam à força. Não é contra isto que todos reclamam. Que esperam então? Mais 30 anos, a ver se muda?

De nada serve limitar-se a lamentar casos isolados, mesmo tão justos e reais por serem demonstrativos do cancro da máfia, a menos que a causa seja também mencionada. É como tomar medicamentos para uma dor, desprezando a sua causa e origem.

Existem outros detractores da verdade ou que são simplesmente sectários políticos. Vejamos um exemplo. Ainda que a maioria da população esteja como que anestesiada a ponto de não se dar conta de certos factos que mais a têm ferido no seu âmago, a ignorância, espalhada por politiqueiros e jornaleiros, fá-la sentir que lhe dói apenas o pé quando a gangrena já avançou até à coxa. Assim, elegeu o carrasco que lhe estafou os fundos europeus de coesão e dividiu por aqueles que se conhece como tendo enriquecido escandalosamente durante os seus governos e estafou o restante pondo-o a circular, causando uma enorme inflação de miséria camuflada para arrecadar votos ilicitamente. E não só, porque tendo reduzido o número de vagas para medicina, provocou a falta deles que agora se sente atrozmente.

Agora, contrariando todas as regras de economia em uso internacional, tenta vender-se o futuro do país e dos portugueses , como demonstrado e provado neste blog. As corjas das outras oligarquias aprovam com o seu silêncio traidor, como comprovado.

Tudo nos querem esconder com uma arrogância indizível acompanhada da costumeira banha da cobra de hipócritas. O procedimento habitual. Os problemas da destruição do sistema de saúde a que chamam «requalificação», pois que de reestruturação não se trata, muitos deles surgem pela falta dos governantes em darem as explicações e satisfações obrigatórias ao seu soberano, o povo. Tudo escondem. Se não é para esconderem a desonestidade, então porque será?

Não obstante os factos constatados e inegáveis, há sempre quem atribua todas as culpas ao partido socialista. Claro que com o governo deste partido o mal não tem feito senão aumentar, a constituição é abertamente espezinhada e posta de lado. De que direito? A sua culpa pela continuidade do agravamento é indiscutível, mas a constatação da existência do diabo não torna os restantes santos. No entanto, é o que se lê em quase todos os posts de certos blogs, como o do José Maria Martins.

Chega de banha da cobra, venha ela de que lado vier. Fora com os ditadores opressores, seja de que partido forem!

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O Portugal do Terceiro Mundo
I – Como se Atira um País Para o 3º Mundo

Na sequência da corrupção que foi resumida no post intitulado Progresso Português —> Progresso Invertido, o país tornou-se o monte de esterco por que veio a ser conhecido, a estrumeira da Europa à beira-mar apodrecida. Pior que muitos países do terceiro mundo.

Portugal nunca foi um país muito avançado. O nível tem variado através dos séculos, uns tempos mais alto, outros mais baixo. Todavia, nunca atingiu extremos. Porém, nestes últimos tempos, devido à podridão da corja da maioria dos políticos que têm composto os governos, autênticos traidores que deveriam ser julgados e enforcados pelas suas acções, o nível do país está agora idêntico aos dos mais pobres da Europa, os quais, ainda assim têm hoje um crescimento e desenvolvimento superiores ao nacional, o que significa que bem cedo nos vão todos ultrapassar, sem excepção.

Claro que há muita gente que contraria o facto chamando-lhe opinião. Todavia a mesma opinião já foi expressa há uns 25 anos, quando se previa o futuro – hoje o presente – e as ideias contrárias estão agora provadas como erradas. É evidente que, tal como no passado, só pode haver dois grupos que contrariem um facto grandemente previsível. Um é o grupo formado pelos desprezíveis parasitas infames que exploram a situação a seu favor, o outro o dos que foram e são mantidos na escuridão da ignorância por políticos corruptos e interesseiros que beneficiaram da contínua desinformação dum bando de jornaleirecos indignos a soldo dos grandes conglomerados de média, puras ferramentas de propaganda política.

No que respeita ao atraso, todos os factos mencionados se verificaram em consequência do mau uso e má administração dos fundos europeus de coesão, incluindo o seu roubo, comprovados pelos enormes enriquecimentos largamente conhecidos de todos. O resto foi posto em circulação para causar inflação e a ilusão de que todos tinham enriquecido, o que gerou uma ignorante e desinformada opinião de aprovação do governo, o que originou votos, reeleição e até, ultimamente, a eleição do responsável pelos autores da desgraça actual para a presidência da república.

Assim se preparou e conduziu o país para o grupo baixo dos países do terceiro mundo.

Por quanto tempo vai o rebanho de carneiros aguentar esta situação sem tugir nem mugir? Em países com populações menos carneiras e cobardes, tal situação nunca se passaria, porque não seria tolerado e quando isso estivesse para acontecer já se teriam revoltado. Jamais permitiriam que os fizessem chegar ao ponto que os carneiros cobardes portugueses têm deixado. Na Europa, só em Portugal, país de mentalidade do quarto mundo. Note-se que o problema não reside exclusivamente no partido actualmente no governo; todos operam da mesma forma porque a população a todos permite o mesmo. O problema, afinal, está menos nos corruptos canalhas que se aproveitam das circunstâncias do que nos cobardes que os autorizam a sacrificar o povo soberano.


Para quem ainda restarem dúvidas de que Portugal esteja mesmo bem no fundo da lista dos países do terceiro mundo, vejam-se os artigos seguintes, que vão ser publicados sob o tópico «3º mundo».

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Fora Com a Cambada das Oligarquias Parasitas!

Comentário do post «A Actual Ditadura Portuguesa»
no blog Do Mirante, da autoria do Mentiroso, que não resistimos a publicar como novo post. Francamente, não se compreende por que as pessoas aguardam que as continuem a matar, a sacrificar, a roubar para ir dar aos sanguessugas parasitas que não acabam com a corrupção, nem com a desigualdade, nem com a impunidade, nem prestam contas.

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Progresso Português —> Progresso Invertido

É raro o mês em que não sejam apresentadas notícias de organismos – tais como o Eurostat ou outros similares – que nos dão a conhecer os degraus que Portugal vai descendo na sua heróica conquista do estado mais miserável da União Europeia. Os países que vão aderindo, não nos vão ultrapassando alegremente com a maior naturalidade?

Porém, não paramos de ser matracados com as mesmas farsas, eternas frases imutáveis de cada governo a afirmar que sem qualquer sombra de dúvida esta situação se está a inverter. A certa altura, os aldrabões da banha da cobra até nos dizem que as condições estão verdadeiramente a mudar, que se notam os sinais inconfundíveis! História que não cessa de se repetir. Se não é como eles dizem, é porque são um bando de vigaristas oligárquicos.

Embora o caminho pela rampa abaixo não seja novo, há ainda alguns anos que de vez em quando se ouvia uma notícia no sentido contrário. Apesar desse facto não ter significado real por geralmente dizer respeito a pequenos assuntos sem importância fundamental, mesmo essas pequenas fagulhas se apagaram, verificando-se que cada vez vamos pior. Não se tratava mais do que falsa propaganda de políticos corruptos apoiados por jornaleiros coniventes.

A descida, porém, não é consequência de acontecimentos ou de má política recentes, pois que tais efeitos só podem começar a sentir-se anos depois dos acontecimentos que os provocaram. Muitos anos, por vezes, o que permite aos políticos diabólicos passarem por santos.

A mudez dos economistas mais conhecidos, portanto dos que passam mais frequentemente pelos noticiários e pelos textos dos jornais, deve-se, obviamente, a trabalharem quase todos para grandes aglomerados de exploração económica selvagem. Estes, dum modo ou doutro defendem os seus interesses que são contra os nossos, pagam às oligarquias políticas, corrompendo-as, para garantirem a continuação da aprovação ou da tolerância dos seus roubos. São aquilo a que este blog se refere como «roubos autorizados». Assim, aproveitando o encobrimento e pelos anos que os efeitos que provocam o agravamento da miséria demoram a fazer sentir-se, os esforços dos traidores para o afundamento do país são coroados de êxito, metodicamente aplicados por governantes ignóbeis, para assegurarem o afundamento contínuo da economia e da democracia.

Donde se conclui que a origem do presente estado da Nação já vem de longe, de há cerca de 15 a 30 anos. Contrariamente ao apregoado pela malandragem parasita oligárquica, em que foi sempre o último governo quem provocou todo o mal, os males dum país não podem ser consequência de políticas recentes, foram indubitavelmente operadas pelos partidos que acusam os outros aquando dos seus anteriores governos. Ou seja, como se vão revezando, os autores são sempre os mesmos. Todos os que formaram governo são indubitavelmente culpados.

Confirma-se e conclui-se ainda que além desses problemas terem uma origem relativamente longínqua, não se fez, entretanto, nada para evitar ou pelo menos atenuar as consequências. Agradeçamos pois aos nossos queridos políticos, não só pela desgraça para que nos atiraram sem escrúpulos, como ainda o terem permitido o seu contínuo agravamento sem nada fazerem senão mezinhas de atirar areia aos olhos dos eleitores e assim lhes sacarem os votos, pois que são esses políticos quem nos desgoverna, para o que são pagos com o dinheiro dos nossos impostos – o nosso dinheiro. Estamos a pagar para sermos roubados por quem nos ataca e atraiçoa, parasitas que nos sugam mais do que os malditos castelhanos, por eles ajudados. Todos os tipos de traições.

Todos os governos têm desprezado medidas que fomentem o progresso, concebidas conjuntamente e de modo inteligente, ordenado e global. Durante décadas não houve um único plano a longo termo para qualquer tipo de progresso. Tal como os efeitos maléficos atrás relatados não produzirem resultados visíveis senão vários anos após as acções que os provocaram, assim também acontece com as medidas para o crescimento da economia. Os primeiros passam despercebidos e o Diabo passa por Santo. Os segundos são preteridos porque devido ainda ao tempo, não produzem votos. Haverá uma canalha de malditos mais repugnantes? Não deveria a pena de morte ser restaurada para crimes de alta traição, como os que presenciamos e que ficam impunes?

Devido a estes programas só produzirem resultados visíveis muito depois das próximas eleições, estas medidas têm sido sistematicamente proteladas e substituídas por mezinhas de resultados pobres e insuficientes, mas que se notam antes das próximas eleições, com que os jornalistas fabricam scoops para agradarem aos políticos e em que pegam e atiram como areia aos olhos da população para a enganar. São estas as simples
mas principais circunstâncias que têm enfiado o país no buraco em que os políticos o colocaram com a ajuda dos jornalistas.

Pior ainda, têm também engendrado a pobreza geral e escavado a divisão entre ricos e pobres cada vez mais profundamente. Ricos cada vez nais ricos, pobres cada vez mais pobres. Afinal, quase tudo (e todos) sem excepção tem sido afectado por uma desorganização completa, fruto do desinteresse dos políticos por aquilo que quer que seja não lhes sirva os seus sentimentos gananciosos e parasitas.

Cada partido no governo, por discursos muito semelhantes, quais fotocópias, tenta ludibriar a população com historietas ridículas, verdadeiras canções de embalar, ou melhor, de intoxicar. Basicamente, o conto do vigário é sempre o mesmo: a culpa do estado actual é do governo precedente – querendo fazer-nos esquecer de que eles próprios já foram governo precedente – mas agora vão tomar todas as medidas necessárias para endireitar a situação; com eles, Portugal vai realmente recuperar o atraso que eles mesmos (anteriormente, mas não o confessam) provocaram. Perto do fim do mandato começam a aventar-nos com as mezinhas podres que fizeram, grandes scoops jornaleiros, mas desta feita de sua autoria, o que não inibe a outra vara de porcos jornaleiros de os apoiar.

Certas acções produzem resultados mais rápidos, outras alongam-se a notar-se. Ninguém se recordará da decisão dum certo primeiro ministro em diminuir drasticamente o número das vagas para medicina? Nenhum carneiro papalvo ou espertalhão, político ou jornaleiro, comentou o caso na altura. Mas francamente, que outra poderia ser a consequência senão a actual falta de médicos? Alguém pensará que o homem tão brilhante que tomou tal decisão fosse suficientemente estúpido para não compreender o resultado da sua decisão? Que iria matar uma multidão enorme dos que nele confiavam? Múltiplas mais vezes o número dos assassinados nas estradas pelos seu construtores? Seria tão estúpido e irresponsável ou impregnado de maldade? No entanto, os carneiros continuaram a votar nele, merecendo, assim a morte que ele lhes reservou, agora culminada com os encerramentos de serviços imprescindíveis. A matança dos velhos e dos pobres. Talvez que os números escondidos se aproximem da maior chacina que jamais teve lugar na história em nome da liberdade: a Revolução Francesa que seguiu a tomada da Bastilha. A decisão de reduzir as vagas para medicina levou anos a produzir efeitos – o tempo da substituição gradual dos médicos existentes pelos que não se formaram – mas acabou por se sentir, pelo menos pelos mortos chamados para tratamento após 13 anos de espera (caso mais recente conhecido, mas apenas parte dum rol infinito).

Será possível que digam verdade, que vão inverter a situação? Será realmente possível que um governo, em poucos anos consiga refazer o que levou décadas a destruir? Ou não será mais uma impostura duma consagrada e vulgar quadrilha oligárquica tentando desesperadamente agarrar-se ao poder, conservar por mais uns anos as regalias e abusos a que não tem direito algum, a parasitar e a gozar com a carneirada estúpida, que os aplaude e aprova, sugando-lhes o sangue?

Estas atitudes e modos de governar são típicas das oligarquias ditatoriais. Ora, sabendo que a democracia é o governo do povo por sufrágio popular que nasceu como reacção contra os governos oligárquicos, quem quer que seja que chame ao sistema actual português uma democracia só o pode fazer por ignorância, por escárnio, por conveniência, ou por ludíbrio. Todas as possibilidades revelam a baixa índole de quem quer que defenda o sistema.

Tem sido amplamente provado em todo o mundo que tal recuperação relâmpago é uma “possibilidade impossível”. Vamos, então, continuar a admitir que uma corja de sabujos gananciosos – que tem provado que a sua única intenção é enganar-nos, vigarizar-nos, matar-nos com um sistema de saúde assassino, que construiu estradas assassinas onde nos matamos (a culpa é mais das estradas do que da falta de civismo, eles é que dizem que não, claro), que nos rouba as reformas para as distribuir por eles próprios e por outros párias dos grupos oligárquicos, que nos faz viver na miséria, que nos faz regredir cada ano mais, que não reforma uma justiça arcaica e inoperativa que é uma palhaçada ridícula que para nada serve – continue a comer a nossa carne, a sangrar-nos, a viver e a gozar à nossa custa? Vamos julgá-los pelos discursos de impostura e marketing sujo e nojento, ou pelos resultados concretos dos seus logros imundos? Vamos continuar a ser os tradicionais carneiros estúpidos e obedientes?

Fora com eles!

Veja-se a frase no redapé do blog desde a sua reabertura.

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A Actual Ditadura Portuguesa

Os cinco pilares da democracia (Instrução, Saúde, Justiça, Segurança Social e Comunicações) deveriam gerar uma maior igualdade e homogeneidade na população. Mas como não são seguidos originam o contrário duma democracia, a desigualdade, castas e classes, tanto como ricos são favorecidos pelas leis, como estas e a constituição são contornadas viciosamente e com maliciosa corrupção.

Estes procedimentos de acordo com as melhores regras anti-democráticas, originaram o país europeu não só com o maior número de pobres, mas também com maior desigualdade entre ricos e pobres. Além de que os políticos escolheram que o Estado, contrariamente à regras democráticas, deveria cobrar menos impostos aos ricos e mais aos pobres, chegando quase a dispensar os bancos de pagamento de impostos, tanto estes lhes têm sido reduzidos. Assim, os bancos com a sua quase isenção de impostos e