Blog do Leão Pelado



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Colaboradores:

A. João Soares, Aruangua, J. Rodrigues, Sapiens, Mentiroso



Saber o Que se Quer e Como o Alcançar

Praticamente, todos sabem o que querem; basicamente é viver melhor. Não é apenas um objectivo humano, é uma ambição inconsciente universal, chamemos-lhe assim. O próprio universo se organiza num sentido de progresso e o progresso só pode existir com mudança.

O estabelecimento dum status quo é a garantia da estagnação. Como a estagnação é contrária à lei universal, o universo elimina automática e inexoravelmente qualquer grupo, raça, ser que não mude. Um planeta como a terra pode desaparecer e de certo desaparecerá. Da sua desintegração resultará algo de novo. Foi assim que a terra e a vida nela se formaram.

Circulam e-mails pela internet com queixas e reclamações sobre muitos factos da vida nacional. Circulam também alguns que para além das queixas sugerem emendas. Na sua maioria, os poucos que não visam interesses partidários têm fundamento e são objectivos.

Os dos interesseiros, dado o estado em que o país se encontra por causa das oligarquias políticas mafiosas que só roubam e estragam, apenas pretendem a manutenção da desgraça geral com as suas sugestões para votar num ou noutro partido ou com as suas críticas abertamente partidárias, quando o que se impõe é precisamente encabrestar essas oligarquias.

Quanto às soluções sugeridas, são frequentemente precipitadas, ou seja, vêm bem a necessidade e onde é necessário corrigir, mas saltam no caminho para o atingir e erram. É um erro que visados não desperdiçam para tirarem proveito.

Eis um desses textos que circulam. As observações sobre os problemas de aplicação destas propostas foram colocadas nas entrelinhas. Destas 10 intenções há as que são impossíveis por uma razão e as que o são igualmente impossíveis por outra diferente. É preciso estar-se consciente do caminho para o alcançar e persistir nele contra ventos e marés.

  1. Acabar com as pensões vitalícias e restantes mordomias de todos os ex-presidentes da República (os PR's, receberam os seus salários pelo serviço prestado à Pátria, não têm de ter benesses por esse facto);
    Não é possível porque as máfias oligárquicas não cederão. Não têm nenhuma razão para ceder, visto a constituição não conferir qualquer direito ao povo para interferir nas decisões das máfias. Pois se um membro duma das famílias até pode legitimamente indeferir uma petição para um referendo!

  2. Acabar com as pensões vitalícias e / ou pensões em vigor dos primeiros-ministros, ministros, deputados e outros quadros - os deputados receberam o seu ordenado aquando da sua actividade como deputado, não devem ter pensões vitalícias nem devem ser reformados ao fim de 12 anos!
    Quando muito, poderiam receber uma percentagem da reforma, mas aos 65 anos de idade, como os restantes portugueses - veja-se o caso do Sr. António Seguro que na casa dos 40 anos de idade já tem direito a reforma da Assembleia da República!...

    O obstáculo à solução é o mesmo do ponto 1.

  3. Reduzir o nº de deputados para 100;
    É absolutamente desaconselhável na conjuntura nacional, devido ao modo como os portugueses votam, quase só em dois partidos. Seria uma catástrofe se alguns dos partidos menos representados fossem ainda mais reduzidos ou desaparecessem mesmo do parlamento. Outras soluções devem ser estudadas.

  4. Reduzir o nº de ministérios e secretarias de estado, institutos e outras entidades criadas artificialmente, algumas desnecessárias e muitas vezes até redundantes, apenas para dar emprego aos "boys";
    O actual número de ministros em si não é exagerado e quando qualquer partido o critica é por mera propagando. O que é necessário é diminuir o caudal de parasitas que nomeiam para eles e todas as suas mordomias sem excepções, e isto nunca o farão senão por palavras de propaganda. Se perdem dum lado querem compensar por outro. Neste aspecto é muto parecido com os dois primeiros pontos.

  5. Acabar com as mordomias na Assembleia da República e no Governo, andarem não em carros de luxo, mas em viaturas mais baratas, ou de transportes públicos, como nos países ricos do Norte da Europa (no dia em que se anunciou o aumento dos impostos por falta de dinheiro, o Estado adquiriu uma viatura na ordem dos € 140 mil para os VIP's que nos visitem!...);
    O obstáculo à solução é o mesmo do ponto 1.

  6. Acabar com os subsídios de reintegração social atribuídos aos vereadores, aos presidentes de Câmara, e outras entidades (multiplique-se o número de vereadores existentes pelo número de municípios e veja-se a enormidade e imoralidade que por aí grassa);
    O obstáculo à solução é o mesmo do ponto 1.

  7. Acabar com as reformas múltiplas, sendo que um cidadão só poderá ter uma única reforma (ao invés de duas e três, como muitos têm);
    O obstáculo à solução é o mesmo do ponto 1.

  8. Criar um tecto para as reformas, sendo que nenhuma poderá ser maior que a do Director-Geral;
    O obstáculo à solução é o mesmo do ponto 1.

  9. Acabar com o sigilo bancário;
    Em Portugal, devido à mentalidade antidemocrática geral e à inerente falta de civismo, dá lugar a abusos, mas é necessário.

  10. Criar um quadro da administração do Estado, de modo a que quando um governo mude, não mudem centenas de lugares na administração do Estado.
    O obstáculo à solução é o mesmo do ponto 1.


Todas estas queixas e reclamações são justíssimas, mas impossíveis de satisfazer na conjuntura actual. Os beneficiários jamais cederão e quando muito farão promessas e atirarão com areia aos olhos dos eleitores impotentes. Com a actual constituição não há forma de os obrigar democraticamente porque não há democracia. É uma ditadura oligárquico-mafiosa.

Com efeito, os números 1, 2, 5, 6, 7 e 8 têm sido alvos de críticas constantes da UE sem qualquer reacção da parte das máfias oligárquicas. Isto tem sido propositada e sistematicamente encoberto pela jornaleirada desinformadora a fim de proteger as oligarquias contra o povo. Aliás, a constituição foi concebida com este firme propósito. Os políticos de então também zelavam pelos seus interesses contra todos. Disto é prova evidente terem sempre citado que a constituição era democrática e garantia a democracia no país. Ora, é precisamente o contrário, por ser ela mesma o maior obstáculo à democracia. Estas afirmações contínuas de todos os corruptos têm como propósito evidente apenas manter o povo convencido sob o jugo das máfias. A constituição nem foi plebiscitada democraticamente.

Por muito justas e necessárias que estas reclamações sejam, a sua aplicação jamais passará de um sonho enquanto esta constituição vigorar e mantenha o povo não soberano afastado de qualquer intervenção nas grandes decisões do país, sejam quais forem. Além disto há uma imensidade de outros factos irregulares, como como os representantes são escolhidos e nomeados em substituição dos eleitos. As nomeações para lugares da administração em lugar de concursos.

A única possibilidade duma mudança digna desse nome e no sentido requerido, para a qual nem as críticas nem as admoestações da própria UE têm resultado, está na democratização da constituição. Os políticos não podem continuar a destruir o país e a criar miséria sem que os atingidos tenham o direito de proibir os seus actos de ganância ou inadequados. Como não se pode contar com que os parasitas, corruptos e ladrões o façam de per si, será necessário obriga-los. A bem se possível, senão a mal.

A questão do CAV (a língua nacional não é o francês) é ambígua por existir uma linha necessária, a de Lisboa a Madrid. As outras linhas devem ser reparadas, senão far-se-á como com as estradas: construíram muitas vias rápidas, mas as antigas não foram suficiente melhoradas, deixando as primeiras sem alternativas.

O aeroporto de Lisboa necessita de ampliação. Para isso, torna-se necessário que a sua administração se dedique seriamente ao aeroporto e planificação futura, e que abandone as suas ocupações imobiliárias. No entanto, uma área metropolitana de cerca de 4 milhões de habitantes tem necessidade dum segundo aeroporto. É o que se vê pelo mundo.

Muitas outras queixas e sugestões circulam por e-mails ou são publicadas em blogs. Não obstante a sua veracidade e necessidade, jamais passarão de simples intenções adormecidas sob uma pedra. Nada poderá mudar sem que ao que impede qualquer mudança mude primeiro. Não se pode começar pelo fim.

De notar que a origem de todos os males até nem é a corrupção política, mas aquilo que impede qualquer correcção: a ignorância e imaturidade política da população, cuja causa está na dependência dos meios de informação. Estes são dominados pelos grandes conglomerados financeiros que controlam como e se as informações são dadas à população. Qualquer informação que possa ir contra a manutenção dum estado submetido aos seus interesses financeiros é calada. As grandes empresas de informação, como a RTP, a SIC e a TVI são dominadas por interesses partidários ou estrangeiros. O poder administrativo é dividido entre o PS e o PSD. Dominam assim os partidos e com eles os governos pela incapacidade gerada num povo assim tornado inapto para se defender e gerir o seu destino.

3 mentiras:

A. João Soares said...

Caro Amigo,
Costumo encarar estes problemas com espírito mais construtivo, procurando estimular as pessoas a pensar e a sugerir alternativas aquilo que acham menos correcto. Se a cada sugestão fizermos uma critica destrutiva eliminamos a hipótese de estímulo.
Aprecio a sua acção persistente a bem dos portugueses e vou tentar dar mais uma achegas
Vejamos:

Ponto 1. Há que combater os abusos egocêntricos da máquina oligárquica e reduzir ao razoável as remunerações aos serviços prestados à Pátria. O mais simples trabalhador também, presta serviços à sociedade, e ninguém se lembra de comparar a sua remuneração à de um gestor público muitas vezes incompetente, ao ponto de destruir a força financeira, económica, social e política do País. Deve haver proporcionalidade tendo em conta a preparação, a competência, a eficiência do desempenho das funções, e a própria importância destas para o desenvolvimento do País. Se a OLIGARQUIA não moralizar os seus procedimentos, o povo terá de se organizar e agir em benefício dos interesses nacionais, da justiça social.

Ponto 2. Há que aplicar o raciocínio exposto em 1. Há que denunciar cada caso que pareça menos correcto à luz da moral e da justiça social.

Ponto 3. Não acho bem dizer que 100 deputados são poucos, sem apontar outro número que lhe pareça mais correcto. 120?, 150?, 180? Ou acha melhor ficarem na mesma ou até aumentar? É certo que cada alternativa tem vantagens e inconvenientes, mas o factor fundamental deverá ser o da função essencial da AR, para criar, manter, actualizar, ajustadamente o corpo legislativo que enquadra a existência da vida nacional e o controlo do desempenho do Governo. Os partidos poderão ser considerados o pior defeito da democracia, embora não se tenha encontrado melhor forma de a vontade da população ser tida em consideração. Porém, eles não representam ninguém senão os próprios interesses e da sua claque.

Ponto 4. O número de ministros, de secretários de Estado pode ser reduzido, o número de assessores pode ser reduzido para um ou dois pares por órgão do Governo. Mesmo com a chusma de sanguessugas que infectam e sugam o Estado, os governantes encomendam pareceres e projectos a gabinetes de amigos (para todos irem enriquecendo à custa do contribuinte). A grande vantagem de tal redução drástica seria a diminuição da burocracia paralisante da vida nacional que só serve para aumentar os proventos da corrupção em que todos os oligarcas estão interessados.

Ponto 5. As mordomias da AR e de outros órgãos da máquina administrativa terão que ser abolidas. Há exemplos de países nórdicos desde a Grã-Bretanha à Finlândia em que os deputados são servidores de Estado honestos sem exigirem mordomias majestosas. Não se pode deixar de criticar e de apontar os casos concretos a abolir.

Todos os pontos seguintes são válidos como pontos de reflexão e devem ser encarados com honestidade pelos responsáveis políticos e, se os não resolverem terá de ser o povo através de organizações que crie, a fazê-lo por todos os meios que considere eficientes. Não podemos continuar as desculparmo-nos com a tradicional apatia popular. O povo não assim tão apático, como está a verificar-se pelo aumento da criminalidade de que são conhecidas notícias. A quantidade das abstenções mostra que o povo despreza os políticos e, quando surgir a centelha que incendiará a seara, os políticos irão tomar consciência da força do povo descontente que agora desprezam.
Um abraço
João
Do Miradouro

Mentiroso said...

Caro A.J.S.,

E impossível discordar em qualquer dos pontos apresentados, salvo no número de deputados. Contudo, embora todos os pontos sejam necessários em todos os seus pormenores, nada se poderá jamais alcançar com uma constituição que favorece a situação actual, que possibilita ainda mais e que impede o povo de intervir tanto neste assunto como na governação. É uma ilusão pensar que os corruptos e ladrões irão matar a galinha dos ovos de ouro de vontade própria, muito menos dá-la a outrem. Quando muito farão promessas, mezinhas para atirar areia aos olhos dos eleitores e continuarão.

O caso do número dos deputados deve permitir uma representação dos partidos mais pequenos, tal como está no post, independentemente e em prejuízo dum número aparentemente recomendável. Simplesmente porque se já presentemente, como diz, os deputados não representam ninguém, o que seria se no parlamento apenas dois partidos fossem representados?

Zita said...

Criticas há sempre eu por exemplo critico o facto de os políticos usarem sempre uma linguagem acima do nível médio do português comum, para mostrar que falam bem e não permitir que se entenda metade do que dizem.
Nós por outro lado que queremos alertar o máximo de portugueses para estes problemas deveríamos ter a humildade de deixar para trás o exibicionismo literário narcisista, e tentar escrever de forma mais concisa, concreta, corrente e certeira.
É um desafio importante, senão fazemos das nossas causas apenas acessíveis a uma elite. Não caiamos no mesmo erro egocêntrico dos políticos.- PROIBIR MAIS QUE UM CARGO A TODOS OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, NÃO PODEM ACUMULAR NEM CARGOS PÚBLICOS NEM PRIVADOS.

- PROIBIR INDEMINIZAÇOES QUANDO MUDAM DE CARGO, SEMPRE QUE O ORDENADO ( Pois eles passam a vida a mudar de poleiro para receber muitas indeminizaçoes e reformas)
- PROIBIDO COLOCAR FAMILIARES EM CARGOS SUPERIORES A 1000 EUROS MENSAIS. ( Há empresas privadas que fazem isso o estado tb o devia fazer)
- PROIBIDO GASTAR DINHEIRO PUBLICO EM CAMPANHAS ( ridículo usar o dinheiro publico para enganar o próprio povo, as campanhas são publicidade enganosa na maioria das vezes, então não faz sentido ser o estado a pagar)
-PROIBIDO ACUMULAR REFORMAS E PEDIR REFORMAS ANTES DOS 65 ANOS.
- CARGOS DE GRANDE RESPONSABILIDADE E ELEVADO ORDENADO DEVERIAM TER COMO REFORMA OBRIGATÓRIA OS 65 ANOS.
RIDÍCULO PESSOAS DE 80 ANOS NUM TACHO PROVAVELMENTE JÁ A PADECEREM DE ALZHEIMER OU OUTRAS DOENÇAS INCAPACITANTES, MAS ALI ESTÃO PROTEGIDAS POR AMIGOS E PELO INTERESSE EM GANHAR FORTUNAS SEM FAZER NADA.
- FUNCIONÁRIOS DO ESTADO QUE SÃO CONDENADOS A PAGAR INDEMINIZAÇOES POR MÁ PRATICA OU CORRUPÇÃO, ETC DEVERIAM PAGAR DOS BOLSOS DELES NUNCA DO ESTADO , ELES ASSIM NÃO SE PREOCUPAM EM NÃO FAZER ASNEIRA, QUEM PAGA É O ZÉ POVINHO, PELAS ASNEIRAS DELES. CONTINUAMOS A PAGAR POR POLÍTICOS INCOMPETENTES E CORRUPTOS.
- DAR CASAS A FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS? RIDÍCULO ...EM TELHEIRAS ? ONDE É QUE JÁ SE VIU ISTO ? NÃO VOTEM NÃO APAREÇAM ATÉ MUDAREM OS DIREITOS DOS POLÍTICOS. QUE SÃO CADA VEZ MAIS POLÍTICOS E MAIS DIREITOS.

-PROIBIR A MANIPULAÇÃO DO POVO, as eleições deveria ser propostas de factos e acções e nunca estes campos de batalha burlescos a ver quem fala mais mal do adversário e quem se auto promove nunca pelo que fazem ou farão, apenas pelo dom da palavra. OU SEJA GANHA AS ELEIÇÕES QUEM FOR MELHOR MANIPULADOR? É ESTE PONTO A QUE SE CHEGOU?
- PROIBIR REFORMAS QUE ULTRAPASSEM O NECESSÁRIO PARA VIVER BEM, RIDÍCULO REFORMAS DE 30MIL EUROS , UMA PESSOA QUE GANHOU TAO BEM NA VIDA CERTAMENTE NÃO PRECISA SEQUER DE REFORMA QUANTO MAIS DE 30 MIL EUROS? O CONCEITO DE REFORMA É ACUDIR ÁS MISÉRIAS HUMANAS DA 3ª IDADE, NÃO É MANTER LUXOS E SUPERFLUIDADES.
MUITAS MAIS MEDIDAS HAVERIA PARA TOMAR, É SÓ DAREM SUGESTÕES PARA ACABAR COM ESTA ANARQUIA DOS POLÍTICOS QUE ACABA COM A LIBERDADE E DEMOCRACIA DO POVO.