Blog do Leão Pelado



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Colaboradores:

A. João Soares, Aruangua, J. Rodrigues, Sapiens, Mentiroso



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Destruição Nacional
Segunda Vaga

Após a primeira vaga da destruição da estrutura de subsistência nacional – sobretudo pescas, agricultura e indústria – pela banda de ladrões da oligarquia cavaqueira, temos agora a destruição do que restou. Está assim garantida a miséria do país por mais de um quarto de século se tudo correr pelo melhor, assim como a dependência completa dos países que vierem a investir nos despojos nacionais.

No país com mais baixa produtividade, a crise e a miséria não se vão em meia dúzia de anos, sobretudo com a persistente destruição e desbarato dos meios de produtividade.

O Cavaco desgraçou o país. Comparável ao Mubarak, ainda que a um outro nível bem diferente, mas não é julgado. Porquê? Pela mesma razão que o Mubarak também não foi julgado durante décadas, mas a o povo egípcio conseguirá justiça e o português não por ser mais carneiro. Ridículo: o presidente rasca escolhe o meio mais rasca para escrever aos rascas: o Facebook. Não quer falar como devia? É o presidente do Facebook. E recomenda. Que calibre!

Parece que todos se esqueceram de que o Cavaco e a filha são dois beneficiários directos dos desfalques do BPN que NÓS estamos e vamos terminar de pagar enquanto eles e os outros guardam os lucros do que nos roubaram. Para recordar os esquecidos, vejam-se as notícias da altura no Jornal de Notícias e no I Online. Disse que não o repetiria, mas não devolveu o que roubou.

O governo procede à liquidação do património do Estado. De pensemos sobre o que nos têm ocultado: mais de um terço dos países da UE – tanto dos maiores como dos menores – mantêm as chamadas «golden shares» e não vão abdicar nem desfazer-se delas, pois são a garantia de que bens de interesse nacional permanecem nacionais. A exigência acordada pelos três partidos ao triunvirato não passa duma submissão a uma imposição de passagem dos bens nacionais para possessão estrangeira. Vejamos claramente.

Tudo o que está a ser tornado privado vai ser comprado em saldo por empresas estrangeiras. Ou seja, Portugal vai passar a exportar os lucros, aumentando a miséria nacional. Claro, as empresas precisarão de trabalhadores, os explorados, que terão os seus ordenados, mas o sumo do negócio, os lucros, passarão a ser exportados. É o método encontrado por este governo para assegurar o aumento das exportações. (Ver sondagem e artigo sobre o assunto.)

Por outro lado, o emagrecimento do Estado só está a ser operado ao nível dos não militantes, que estão a pagar a factura resultante do desbarato dos governos do Cavaco. Os boys passam agora a chamar-se especialista. Mudança de nomenclatura para, costume geral, ocultar as intenções. Está a acontecer com uma rapidez até agora inédita num país de máfias oligárquicas de rapina. Os ordenados agora acordados aos parasitas continuam a ser superiores aos dos países ricos. Por demais continuam a nomear políticos para cargos económicos e comerciais que, como nos outros países, deviam ser postos a concurso. Vigaristas e ladrões que roubam os empregos da população.

Afinal, que pouca vergonha é esta de um primeiro-ministro criminoso que faz tudo ao contrário da sua nojenta propaganda eleitoral. O Sócrates era mentiroso e este prova ser ainda mais. Ele e os seus acólitos (ex.: Cagão Feliz, Manela Leiteira, Paulo Portas, Rui Rio, etc.)do fosso entre ricos e pobres não se calavam em quererem acabar com os subsídios, Agora aumenta ainda esse fosso e junta outros subsídios aos existentes.

Em vez de cortar na gordura, corta na carne e deixa a gordura. Entretanto, o Cavaco escreveu «este é o momento para recuperar forças e ânimo para um novo ano que será de grande exigência», mas não recomendou exigências na redução das despesas ao funcionamento do governo, que está a fazer o contrário da sua banha da cobra na campanha eleitoral. O autor já tinha prevenido em vários artigos como o Coelho chamava estúpidos aos portugueses e mais uma vez se verifica como é fácil de desmascarar um impostor. Houve quem tivesse apodado a visão clara de partidarismo. A estes e aos lorpas que nele votaram de nada serve reconhecê-lo agora e reclamar: assim o quiseram, assim o têm. O costume, não?
[Note-se neste post que o professor sabe como e onde colocar o símbolo do euro (€) que a maioria dos iletrados ignora e imita a jornaleiragem de ignorantes pedantes e barrascas.]

O descomunal aumento dos transportes é incrível: são actualmente os mais caros de toda a Europa, sem excepção. (Lembra-se de que as comparações não se fazem directamente, mas numa proporção do que os valores representam em relação aos ordenados nos países comparados.) Os transportes públicos causam perdas em todos os países, pelo que são sempre subsidiados. Qual é a novidade ou o drama que em Portugal seja idêntico? O governo tem que fazer como nos outros países e mantê-los acessíveis a todos. A lábia do Prof. Álvaro Santos Pereira na sua entrevista à RTP a explicar a dívida dos transportes públicos escondeu que o Estado não contribuiu o suficiente como nos outros países e nem neles falou. Limitou-se a atirar com as culpas para o governo anterior, mas em sentido errado, que a falta foi a de não ter contribuído suficientemente.

Os aumentos previstos para a água e as energias de consumo doméstico, já as mais caras da Europa (sobretudo quando correctamente comparadas em proporção aos ordenados), não obstante os lucros e ordenados obscenos dos serviços e dos aeus dirigentes, políticos parasitas partidários, é uma afronta à população e um roubo directo. O ministro aldrabão não mencionou.

Este ministro, já antes de o ser tinha demonstrado nalguns posts no seu blog, Desmitos, ser aldrabão quando isso lhe convinha.

No entanto, um dos seus posts denuncia claramente a conhecida, monstruosa e ímpar desigualdade nacional entre mais rico e mais pobres na UE e devia ser visto por todos. Só lhe falta a sua comparação ao que se passa nos outros países europeus para que se confirme o verdadeiro crime dos políticos em permitirem que a situação actual se tenha formado, eternizado e transformado numa verdadeira situação. Mesmo assim, ainda há indivíduos do presente governo que defendem medidas que agravam este estado de antidemocracia, em que o Coelho, o Cagão Feliz, a Manela Leiteira se destacam entre tantos outros. E chamam-lhe democracia!

O seu blog contém imensos dados úteis e informativos. Contudo,, alguns são abertamente manipulados por partidarismo ou apresentados alguns esquecimentos no mesmo sentido. Escreveu ainda, tão justamente que se poderia tomar por integridade, que «tirar» de lá [das empresas públicas] os partidos, para se acabar com as nomeações políticas. Nas empresas do Estado, e mesmo no próprio Estado, o principal critério de ascensão a posições de liderança deve ser o mérito, não por partidarismos ou por se ter o cartão do partido. É preciso moralizar a vida pública. Tem que haver transparência, auditorias externas regulares, mas é preciso haver - e isso é urgente - uma delimitação muito clara daquilo que são cargos políticos e o que são cargos públicos. Todavia, o governo a que ele agora pertence continua com as nomeações que ele disse condenar e a que agora se cala como um rato.

No mesmo post: o Estado [no Canadá] funciona tão bem porque têm uma administração pública muito forte. Não interessa qual é o governo que lá está, estão a servir o Estado. É o que temos que fazer em Portugal: acabar com o compadrio, o favoritismo político e a partidocracia. Defendo que todos os salários das pessoas que trabalham para empresas públicas, institutos, devem ser publicados na internet, deve haver o acesso total a essa informação. Transparência total para que as pessoas tenham menos suspeição em relação ao Estado. Não esperámos muito para vermos se iria persistir para que o governo assim procedesse. Já vimos que após 51 nomeações de especialistas em 42 dias continuou calado. [Mudar de Vida]

Num outro post, publicou vários gráficos demonstrativos do despesismo e desgovernação do governo anterior, mas omitiu o mesmo gráfico bem elucidativo que os impostores nunca revelam É esse que demonstra a realidade sem teias de aranha. Trata-se do gráfico dos montantes anuais recebidos do Fundo de Coesão Europeu em que Portugal recebeu mais por habitante do que qualquer outro país e que foram roubados ou mal usados pelos cavaquistas. Foi esta desadministração que originou a inaptidão nacional e provocou a crise por o país não ter sido devidamente modernizado. Este gráfico demonstraria como a dívida cresceu. Os governos do Cavaco puseram uma boa parte desses fundos em circulação, gerando uma inflação de 5,5%, para darem a ilusão de riqueza súbita proporcionada pelo partido no governo. Habituaram os portugueses a viverem acima das suas possibilidades e agora vê-se o resultado. Os governos que se seguiram, para não perderem votos, evidentemente, continuaram com a mesma política económica, continuando a destruição. Entretanto, já no tempo do Guterres, os fundos de coesão começaram a diminuir. Para poderem prosseguir com a mesma política, os governos aumentaram a dívida externa a fim de manterem o mesmo nível num país que deixara de produzir. Os fundos foram diminuindo e a dívida aumentando proporcionalmente. Isto é tão claro que os montantes de ambas são paralelos, inversamente proporcionais. Será por acaso? Porque será, então, que todos os fanáticos do PSD nos escondem o facto? Esta menção não existe no post do A. Pereira, o que faz dele mais um manipulador. Manipulador esclarecido, mas manipulador na mesma.

As estradas e as comunicações são uma das bases do desenvolvimento e progresso, já os romanos o sabiam bem. Alguém concebe a existência do Império Romano sem estradas? Com atalhos impraticáveis?

O progresso gerado pelas comunicações está no âmago do desenvolvimento dos países mais ricos da Europa. Na Alemanha são gratuitas, na Suíça custam Fr.S. 40/ano.

Pois o PSD obrigou o governo precedente a fazer pagar as estradas directamente do bolso dos utilizadores segundo o princípio errado de utilizador-pagador. Os ganhos económicos do uso das vias de comunicação são a nível nacional. Não admira. Em Portugal diz-se que se quer melhora a vida nacional, mas faz-se sempre o contrário do que resultou noutros países ou copia-se o que está errado. Este caso já está a atrofiar ainda mais o país, como se ouve e se constata. Obrigado, Coelho, por mais este prego no caixão; os carneiros agradecem. Alguém ouviu o ministro da economia mencionar este assunto que ele tão bem conhece?

Devido a políticas anteriores em que os partidos, para ganharem simpatias (votos), transformaram partes integrantes dos ordenados em benesses graciosamente por eles concedidas como se de favores se tratasse, os ordenados tornaram-se vulneráveis. Os acrescentes a que se chamaram subsídios de férias e de Natal, ou 13º e 14º meses, são componentes integrante dos salários, visto serem obrigatórios. Porém e de novo, a nomenclatura assimila-os a extras. Os que os ganham têm-se aproveitado como arma de pressão para que, não os contando como parte do ordenado, afirmarem que ganham ainda menos do que a realidade, ainda que os ordenados continuem vergonhosamente baixos. Todavia, esse tratamento dos ditos subsídios tornou-os vulneráveis, como se verifica. Aceitou-se, agora os ladrões roubam-nos como querem e paga-se a benesse.

Portugal é conhecido como o país europeu com a maior fossa entre mais ricos e mais pobres. Não obstante a miséria que se vive e a necessidade de corrigir esse defeito, o governo de ladrões, liderado por um criminosho vigarista convicto, condenado por tribunal criminal e com inquéritos criminais em curso, resolveu tomar medidas adicionais para aprofundar esse fosso único europeu e roubarem o dito subsídio de Natal. Porque, de acordo com o precedentemente descrito só se pode considerar como um roubo, mesmo considerando as diferenças nos cortes.

Se o Cavaco nomeou um primeiro-ministro criminoso, qual a surpresa de ter aceitado um conselheiro de estado nojento e impostor que se faz passar por cristão, quando demonstra intenções de roubar os pobres para dar aos ricos, defende um sistema de saúde para ricos e outro para pobres e acabou com o direito universal à justiça, permitindo apenas aos que nada têm a lhes serem designados advogados aprendizes que perdem todos os processos por só terem capacidade para tratar de documentos. Este post comprova o estado da justiça em Portugal e a sua inutilidade. Foram decisões deste âmbito juntas à corrupção e incompetência de juízes e magistrados que a baixaram ai nível actual.

Como pode o vigarista do Cavaco coveiro, em tal conjuntura, ousar pedir ânimo e esperança aos saqueados e nada dizer sobre os saqueadores? Todos os esforços e medidas actuais são clara e intencionalmente destinadas a manter a população em calma e servil sem se revoltar com a extrema miséria que chegará pelo fim do ano. Talvez que os carneiros se decidam a marrar e esfacelar o dono da mão que os degola. Entretanto, parecem ser mais atrasados, carneiros e desmiolados que os magrebinos, povos que franceses e espanhóis desde há séculos têm desprezado precisamente por os considerarem atrasados. Os portugueses estão a provar serem ainda mais.

A tudo isto os portugueses assistem impávidos como se estivessem a observar um filme do tempo do mudo, sem parecer dar-se conta de que a película que desfila à sua frente é a da sua própria vida. Assistem serenamente à demolição das suas vidas e das dos seus descendentes. Como se o Dr. Egas Moniz tivesse operado uma lobotomia a nível nacional. Ora se dos outros países o vêem e compreendem claramente, como pode uma população inteira ser tão tapada e nhurra? Daqui a ideia correcta que nos outros países se faz dos portugueses. Estarão certos ou errados?

É mais do que aparente que os bandos de ladrões que formam as oligarquias mafiosas dos partidos não vão matar a galinha dos ovos de ouro e deixar de roubar e saquear o Estado de livre vontade. Tal como os exemplos de outros países, só à força se decidirão a fazê-lo. O que não se compreende é que tantas pessoas papagueiem queixumes e reclamações, mas não se unam, como nos outros países, único meio para obrigar os bandos de ladrões a obedecerem à vontade popular, a trabalharem para o país e não contra ele. O parlamento é um autêntico bordel de esbanjamento e desconsideração por aquele que deveria ser o soberano, mas que mais não é do que a vaca leiteira.

Já no post imediatamente anterior a este se afirmava que nada iria mudar. A prova está agora à vista. Se a bem não for, terá que ser a mal, que assim não se pode continuar, cada vez a pior como se tem verificado.


Veja a sondagem sobre o governo.

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Viva a Carbonária!

Bandeira da Carbonária
Para os poucos que não conheçam esta bandeira, é a da Carbonária, uma organização criminosa de assassinos que se aproveitava da balbúrdia política, muita da qual fomentou, para satisfação de interesses ilícitos. Foi a maior organização criminosa nacional de há um século. Foram abençoados pelos fundadores da república. Como a sua bandeira nos revela, por ter sido adoptada para nacional, apenas com pequenas diferenças, formou a o núcleo do então Partido Republicano, impondo-se aos restantes partidos republicanos, dominando-os e tentando aniquilá-los para seu proveito.

Com idêntico sentido de justiça, de civismo e de honestidade, são agora apoiados pelo actual governo, que para essa comemoração estoira €10M [10 milhões de euros, distribuídos por três anos (2009, 2010 e 2011), segundo o portal do governo] do pouco dinheiro que os portugueses têm. Ou melhor, do que não têm, pois que muitos até as meias têm penhoradas. Como de costume, nada do que está mal é repudiado pelos partidos. Tal como a aprovação daquela lei do financiamento dos partidos, que não chegou a nascer, mas que todos os vigaristas do parlamento votaram menos um, aqui também nenhum contesta.

Já muito anteriormente a 1910, o Partido Republicano tinha conseguido juntar ao seu apoio a gente da mais baixa índole da época, não deixando de haver algumas excepções de crédulos bem intencionados. É também isso que se celebra com os nossos €10M. Por comparação, como diz o historiador Rui Ramos, assim como não se pode separar Salazar dos seus conhecidos pecados, que seria se estes fossem riscados e se passasse a citar unicamente as suas boas obras, como a construção das barragens e das escolas, o abono de família, o primeiro orçamento sem deficit após a catástrofe financeira nacional da república, a neutralidade que nos poupou à segunda guerra mundial e tantas outras obras dignas de mérito?

É o que nos estão a fazer – políticos falsos e jornaleirada em conluio, como sempre – com o branqueamento desse regime monstruoso e anti-democrático que pôs termo a um outro democrático. Durante a monarquia o regime era democrático e eles tinham assento no parlamento e a eleições livres. Contudo, na república o direito de voto foi retirado à maioria da população e completamente às mulheres, o controlo dos jornais, o genocídio em Angola. Os sindicatos eram perseguidos e aos religiosos aplicavam-se métodos similares aos da inquisição ou que o regime hitleriano usou com os judeus.

O retorno a esse regime seria mais atroz que ao do Estado Novo. Toda a gente chegou a ter medo de sair à rua pela frequência dos roubos e dos assassínios. Geraram a maior miséria nacional a todos os níveis. Assim, por inimaginável que hoje possa parecer àqueles que o desconhecem, a chegada do Salazar ao poder e a sua consolidação, não obstante os males que o acontecimento acarretou, foi abençoada pela quase totalidade da população. Conseguiu tirar o país da sua maior crise financeira de todos os tempos sem roubar os mais pobres como hoje se está a fazer, enquanto a frugalidade e o aumento dos impostos foram forçados aos que mais tinham. Tudo isto e o avanço económico dos seus primeiros tempos justificaram plenamente a popularidade de que então gozou. O atraso e os males vieram muito mais tarde e não foram logo contestados devido à memória dos mais velhos, que por longo tempo continuavam a se julgar no paraíso quando se recordavam do que tinham sofrido no tempo da implantação da república.

Afonso Costa era o chefão da ala mais radical da canalha que a pouco e pouco açambarcou o poder, tornando-se a peste nacional «que excluía e perseguia todos os outros da maneira mais violenta». A brutalidade selvagem desse bandido e do partido que encabeçava extinguiu os sindicatos e radicalizou os outros partidos republicanos, numa verdadeira acção ditatorial arcaica para a época e após a democracia que tinha derrubado.

Manuel de Arriaga, homem íntegro e primeiro presidente, foi aviltado e forçado a demitir-se. Grande número dos republicanos honestos foi assassinado pela Carbonária do Afonso Costa na chamada «noite sangrenta» de 19 de Outubro de 1921. O domínio do Partido Republicano foi a negação completa do ideal, de certo modo comparável ao resultado da Abrilada de 1974, anos depois.

O que agora se celebra com o nosso dinheiro é um regime que terminou com a democracia, um partido que dominou os opositores, assassinando-os sempre que não conseguia o poder de outro modo . Esta comemoração só se compreende se os celebrantes apoiarem os ideais dos autores das desgraças daquele tempo e do ataque pessoal, aliás, actualmente bem expresso pelo PSD de hoje, mas não solitariamente. Só se compreende se os seus autores se identificarem aos assassinos anti-democráticos dessa época negra.

E nós pagamos por isto.

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Ignomínias de Gananciosos e Impostores

Um governo minoritário ou composto por vários partidos em coligação – esta última sendo o comum nos países nórdicos mais democráticos – deveria produzir os melhores resultados, além de representar melhor os eleitores, pois que as maiorias que se têm tido têm sempre representado cerca de 40% dos votos, indo os restantes (a maioria) para o lixo.

Por esta e outras razões já várias vezes enunciadas [Vejam-se os links ao fundo do artigo], Portugal nunca teve um governo democrático, nem representativo, nem mesmo legal.

Ora, verifica-se de novo que a ganância das oligarquias mafiosas não permite uma verdadeira democracia. Assistimos em contínuo a uma guerra pelo tacho, pelo enriquecimento ilícito e pelo roubo impune (tudo à nossa custa), em que as armas são os resultados da desgraça nacional usadas nos ataques entre os figurões empregando palavreado dirigido a uma população de atrasados mentais incapazes de discernir a malvadez do que é justo ou a verdade da patranha. É nisto apenas que esses energúmenos contam para sacar os tachos. Iguais de todos os lados, o palavreado apenas muda consoante a ocasião.

Ultimamente, por um lado ouvimos o governo apresentar vários dados manipulados em seu favor sobre vários sectores de interesse, como a economia e a pobreza.

Por outro lado os outros mafiosos tentaram transformar os dados em apoio de críticas ao governo. Um deles, diferente por errado, foi a crítica do Paulo Portas de que uma diminuição registada da pobreza duma ordem de 0,1% era um agravamento. Ora, tendo em conta a recessão, esse resultado até deve ser equiparado a um milagre. Está bem longe do que se precisa, mas em evidente contrariedade com a afirmação do Portas.

O Sócrates tem-se visto obrigado – e muito bem – a engolir a sua arrogância ao felizmente ter perdido a maioria. Do lado do PSD e do CDS ouvem-se autênticas bestialidades desarrazoadas por desprovidas de sentido. Dizem que é arrogante como antes quando todos sabemos bem isso lhe ser agora impossível, ainda que o queira ou quisesse ser. É que há sempre os crédulos que ouvem sem ver nem pensar. A voz vai-lhes directamente ao coração sem lhes passar pela cabeça. Não será por isso que os germânicos dizem que os portugueses pensam com o coração e sentem com a cabeça? Bom, na verdade até dizem muito pior e mais grave.

Se tirarmos o motivo único destes ataques de ambos os lados – a ganância e o roubo impune – nada fica de útil. Estamos num país sem igual na Europa, onde os mais favorecidos ganham seis vezes menos que os outros, ou vice-versa. Alguém ouviu algum partido ou jornaleiro dizer ou fazer algo para fechar o fosso? Alguns dos últimos aludem por vezes, envergonhadamente, mas para eles não dá para os scoops da coxinha com música de pranto ou outros com maior encenação.

Ou melhor, sim, houve dois que apontaram a essas diferenças tão exageradas. Um foi o Pedro Coelho a gozar a população com uma proposta quase envergonhada de diminuir os ganhos dos que mais auferem em 5%. Gozar, porque entre 5% e seis vezes, apenas no seu ver de ganancioso, pode ser adequado. Não obstante, ainda ontem se ouviu na Lavandaria Nacional um alarve apregoar que os portugueses podiam contar com o PSD. Viu-se e continua a ver-se como.

O outro que condenou as diferenças exageradas foi o Hernâni Lopes, um velho que, por o ser, por se ter retirado da luta partidária e por já não ser atingido por qualquer medida do dessa ordem, alvitrou mesmo reduções de 30%, muito mais justas.

O esbanjamento do nosso dinheiro pelas associações de criminosos tem de acabar. Mesmo que difícil quando os mais altos cargos da nação estão ocupados pelo pior primeiro-ministro de sempre, e pelo segundo pior. Aquele que permitiu o roubo dos fundos de coesão que deveriam ter preparado o país para enfrentar o futuro; e o aldrabão e vigarista que o tem secundado com na destruição do país. Pior é só não haver quem os substitua. Que desgraça!

Após a ordinária e pulha da Manela Leiteira temos um velhaco finório bem treinado em sonsice. Diga-se em abono da verdade, que se os portugueses tiverem capacidade para discernir – e até agora tem-se provado o contrário – tudo é preferível à bruxa que ele substituiu. O grande mal do Coelho é apenas ser um extremista em neoliberalismo, o que implica o inexorável aumento do fosso entre mais ricos e mais pobres e um maior afastamento democrático da Europa em prejuízo dos últimos. Tirar aos que menos têm para dar aos que mais têm. Estranho, que os raros que se encontram no meio possam continuar que jamais serão atingidos, mesmo com o que nesta altura presenciamos.

Calma, estamos ainda longe do fim e muitos deles irão ainda ficar desempregados. Os partidos nada farão senão utilizar esta questão incontrolável para propaganda. O governo mostrará que fez muito e bem e a realidade dirá se sim ou se não consoante a miséria aumente pouco ou muito, embora um aumento seja inevitável. Os outros esperam pelo aumento para acusarem, mesmo se ele for relativamente pequeno. Não é uma previsão, é a própria lógica mesmo, a sequência dos factos aliada ao conhecido procedimento das corjas. De qualquer modo, não terão grande dificuldade em derrotar o governo, visto tradicionalmente nenhum consiguir ultrapassar uma crise financeira que aumente muito a miséria nacional.

Pelas ideias, idiotas mas prenhas de malícia, com que nos bombardeiam, pode deduzir-se sem margem de erro que, à parte as diversas seitas mafiosas a que pertencem, os métodos das oligarquias são absolutamente idênticos, tentando manipular os casos à medida das suas conveniências consoante forem aparecendo e de que lado o vento sopre. Apenas se preocupam em mentir para atraiçoar os que, estupidamente, continuam a votar neles. O seu procedimento é análogo ao de qualquer associação de criminosos.

Estes métodos são, ainda assim, compreendidos por um certo número a quem repugnam e provocam desinteresse e abandono do voto. Vêm a inutilidade da escolha e abstêm-se. Não é todavia assim que se conseguirá virar o bico ao prego. Há que martelar no prego com força e acerto. Há que dominar a besta, pôr-lhe açamo, rédea curta, fazê-la passar fome e chicoteá-la, coisa que nem aos animais de carga se deve fazer, porque esta besta que nos rói a alma e a carne, ou a dominamos mesmo ou ela nos deixa com os ossos limpos de cerne e de pele. Procedamos antes que até o tutano nos chupe, que depois já não haverá salvação. Se a bem não for possível, a mal terá que ser. Assim é que não se pode continuar.

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Bandalheira Geral
num País de Trogloditas

No chamado caso da Face Oculta, os manipuladores número um daquilo a que em Portugal persistem em chamar justiça (que há outros, a justiça cá é manipulada) têm demonstrado o que têm dentro, o que valem. Não é que não tenha sido sempre assim desde há alguns anos, mas agora alguns casos obrigam-nos a salientar os seus valores.

Valores de rascas, evidentemente. Existe há já cerca de dois anos um artigo no Site da Mentira! explicando o porquê. Nessa altura já o sujeito era velhíssimo. Há ainda posts sobre o assunto, assim como sobre a polícia, tanto neste blog como no blog da Mentira! Também não é novidade. Aliás, pelas suas obras e ouvindo-os, como poderíamos deixar de notar essas suas qualidades e valores, mesmo que algumas fracas vozes se levantem em sua defesa? As intervenções do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça sobre o caso são mais do que uma revelação sobre essa promíscua figura. Diz-se e desdiz-se, foge e esquiva-se, aldraba. Verdade ou mera coincidência, o seu comportamento assemelha-se bem ao que as versões dum velhíssimo ditado nos contam; a verdade está no povo:

Homem pequeno, velhaco ou dançarino,
Homem pequenino, velhaco ou dançarino,
Homem pequenino, velhaco ou bailarino,
Homem pequeno pode ter muito veneno,
Homem pequeno, poço de veneno.


Certo ou errado? Pelo menos dá que pensar sobre a sabedoria popular.

Continuam a esconder o que devem desfraldar. Aproveitam-se duma lei parida por abortos velhacos e ladrões, mais que evidentemente concebida para encobrir o que a justiça nacional faz dos actos de corrupção: a lei do segredo de justiça. Qual segredo? Justiça merecedora desse nome não se pode esconder, é pública. Se se esconde será por má intenção. Afinal, os tribunais não servem para mais do que julgamentos do Estado (o Povo) contra o criminoso. A investigação dificilmente se poderia fazer sem sigilo, mas o julgamento deve ser público e nada que o concerne deve ser mantido sob segredo. O segredo, tal como usado nesta pseudo-democracia, tem apenas duas utilidades: por um lado encobrir actos criminosos de políticos para os absolver, por outro esconder a bandalheira dos tribunais. A justiça em Portugal, tal como quase tudo no país, não é democrática. Os tribunais são o palco da arrogância dos fantoches que por lá se pavoneiam arrogantemente.

Bandalheira, sim, multiplamente constatada e ainda no fim de semana de 21/22-11-2009 comprovada na notícia do acto de deitar para a rua documentos, que esses sim, deveriam ser guardados, arquivados longe dos olhos dos transeuntes, em que de passagem qualquer um pode deitar a mão.

Bandalheira, sim, pelo comportamento de certos juízes, como testemunhado em 1999 em julgamentos na 4ª Vara Criminal do Tribunal da Boa Hora, caso concreto. A juíza Presidente fumava no seu gabinete e ao terminar abria a porta para o corredor interior para deitar a beata que pisava no chão. Durante os julgamentos cochichava todo o tempo com a colega, não prestando atenção às declarações respondendo às suas próprias perguntas, enquanto o outro colega, que tinha entrado na sala de audiências aviltadamente em calças de ganga azul e “bata” aberta, fazia agora contas de cabeça com os olhos fechados. Se não querem que os classifiquem assim, que se comportem condignamente. Se querem que ser respeitados, que mostrem merecê-lo. Ser juiz não é pertencer a uma raça superior. O juiz é um comum mortal que deve cumprir o seu trabalho com zelo e esmero, qualidades humanas e conhecimentos gerais e da vida. O que em Portugal não têm em geral. Quanto aos conhecimentos da vida, que se pode esperar de pobres juízes rapazolas e catraias pedantes? A profissão foi desonrada de vários modos, que eles não o esqueçam no seu pedantismo.

O caso da Casa Pia, os julgamentos que demoram anos e anos e outros que nunca chegam ao fim. Tudo isto revela a bandalheira da cambada de arrogantes irresponsáveis e mandriões que são os juízes e os funcionários judiciais. Sim, porque segundo o Eurostat os juízes portugueses apenas resolvem cerca de metade dos casos que a média dos seus colegas europeus resolve dentro do mesmo espaço de tempo. Como assim? Não se podem excluir os magistrados, por tão fortemente ligados aos mesmos processos.

A rasquice, mentalidade atrasada, espírito de vigarista e outras qualidades asquerosas afins não são apanágio exclusivo do povo. Jamais esquecer que um qualquer povo se compõe de todos os seus elementos. Qualquer que seja a «casta» a que eles pretendam pertencer, fazem dele parte integrante, como ele pensam, reagem e se comportam. São feitos da mesma massa e cresceram juntos; as excepções são na mesma percentagem para todos. Pretender contrariar esta realidade universalmente reconhecida e mesmo tomada como padrão, só pode ser afirmado por gente mal intencionada tentando desresponsabilizar-se com a mais baixa perversidade do género dos políticos, dos juízes e dos magistrados portugueses. Como podem eles pretender colocar-se acima da população, meramente devido às suas funções profissionais e não aos seus méritos profissionais, pessoais e humanos? Só se não fossem portugueses. A sua própria reacção ao descrédito e às críticas de que agora são alvo demonstra que elas são justificadas.

É verdadeiramente triste que pessoas colocadas em funções de respeito não o mereçam devido à sua baixa formação, princípios e comportamento a todos os níveis morais e profissionais. São bandos de rascas desprezíveis roídos pela arrogância, apanágio justificativo da gente do seu género.

Muto mais isto se verifica em Portugal, onde a população em geral tolera e aprova as mais baixas qualidades, delas fazendo parte a desonestidade, a mandriice, a irresponsabilidade, a incompetência, a corrupção, a aparência, a profunda falta de civismo e de princípios ordinários escondidos sob uma falsidade reles e baixa quase a toda a prova.

Alguns casos são demonstrações flagrantes do estado de atraso mental generalizado da população nacional. Entre o seu número infindável, alguns saltam aos olhos. O relativo êxito alcançado pela Manela Leiteira e pelo Portas com os seus discursos anti-sociais e transbordando de falsidade que eles sabem ser aceites devido à mentalidade geral. Mais um é os jornaleiros chamarem ao CDS o partido dos centristas e ninguém corrigir. Outro, mundialmente flagrante, é a constatação de que Portugal é o único país ocidental onde o número de infectados pela SIDA não diminui, mas pelo contrário, cresce. O estado da justiça é gritante. Um povo que tem escoiceados de bolas como ídolos e noticiários que dão futebol a meio das notícias e por um tempo exagerado, ambos inéditos na Europa. Os casos demonstrativos são tantos que nem vale a pena acrescentar, basta abrir os olhos e querer ver. Em lugar de acreditar nos energúmenos fabricantes das notícias de desinformação anti-social, abramos os olhos para o que se passa no resto do mundo e que esses indivíduos animalescos se esforçam por nos esconder por cá. Usemos as nossas cabeças em lugar de emprenharmos pelos ouvidos como os papalvos por que eles justamente assim nos tomam.

A incapacidade do povo mais desabonado em tomar nas suas mãos as rédeas dos maiores ladrões e as esticar fazendo-os morder o freio é que os pobres diabos julgam que também eles poderão tirar proveito da situação que causa sua própria miséria e a desgraça geral. Outra prova do seu atraso mental. Fazem a sua cama a seu jeito, o que justifica plenamente outro ditado popular: cada povo tem o governo que merece. Porquê, pois, queixarem-se?

Há muito a fazer, mas deve começar-se pelo princípio.
O povo deve, literalmente, tomar as rédeas nas mãos e domesticar os políticos. Estes devem governar para o país e não para o seu partido, roubando e arruinando o país, como até agora têm feito. A miséria actual não pode jamais dever-se apenas a alguns anos de má governação – como esse monstro impostor e de falsidade que é a Manela Leiteira proclama – mas à contínua manipulação interesseira de todos os governos de gananciosos, corruptos e ladrões Os tribunais devem ser independentes dos políticos, mas nunca do povo que representam; que deveriam representar, mas não o fazem. Tal como os políticos, devem prestar contas ao seu soberano, ao seu patrão, ao seu dono, àquele a quem servem. O povo soberano tem o direito de saber e os juízes, tal como os políticos, a obrigação de prestar contas, informando.

Aliás, o problema do estado da justiça em Portugal não se distingue do estado geral do país, um verdadeiro lamaçal dominado por máfias, incompetentes e irresponsáveis a todos os níveis. Aquilo em que jornaleiros indignos e políticos ladrões, vigaristas e corruptos transformaram o país ao mesmo tempo que mentiam às pessoas, convencendo-as de que era assim uma democracia como viviam. Era necessário manter toda a população contente e ignorante da realidade (só possível com a ajuda incondicional dos sabujos jornaleiros) para continuar a votar neles, permitindo a continuidade do roubo e da impunidade dos criminosos de direito comum que nos têm governado.

Através dos anos, políticos corruptos e jornaleirada asquerosa com falsidades artificiais conseguiram convencer a população de que vivia em democracia. Porém, aqueles que tiveram suficiente experiência de viva anterior à Abrilada sabem que a liberdade anunciada se limita exclusivamente a políticos e jornaleiros. Esses sim, não a tinham e passaram a tê-la, utilizando-a contra o povo. Os demais sabem bem que no geral têm agora muito menos liberdade que anteriormente. Hoje, até o direito universal a um advogado experiente ou o de sua escolha é vedado ao cidadão comum que não o pague. É aquilo a que os impostores chamam liberdade e democracia. Democracia coxa? Não, sem braços nem pernas para andar.

Tudo o que está mal dura tanto. Por si só não mudará, que os interessados tudo farão para o manter.

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Implicações do Caso Freeport

Tome-se de que lado se tomar, vire-se donde se virar, este caso é a prova real do banditismo político nacional, seja qual for a oligarquia no poder ou na oposição. A escumalha é a mesma.

Se se vier a apurar a culpa do Sócrates, não ficamos a saber mais do que aquilo que já conhecemos, que os políticos se servem do estado para corromperem e beneficiarem da corrupção, circunstância já amplamente demonstrada para quem tenha memória e se recorde do que os governos do Cavaco, entre os mais corruptos que jamais houve, fizeram dos largos fundos de coesão da União Europeia, esbanjando, distribuindo-o por amigos e correligionários partidários, roubando-o e tudo o mais do pior de que nos recordamos, mas que muitos pretendem ter esquecido por partidarismo ou pelo palrar enganador dos culpados. Esta simples circunstância faz do Cavaco o verdadeiro coveiro nacional, o cabeça do governo que preparou o futuro do país causando o estado actual, agora agravado pela conjuntura mundial, aquele que também construiu as estradas assassinas.

Portanto, a eventual conclusão da culpabilidade do Sócrates não poderá ser uma novidade inesperada, inserindo-se apenas no ram-ram quotidiano do comportamento dos políticos portugueses. (Obs.: o nome de “coveiro” já foi atribuído ao Cavaco aquando da sua eleição; a Leiteira limitou-se a copiá-lo como o papagaio que é, nem ideias frescas tem.)

Se pelo contrário se vier a confirmar que o Sócrates não esteve implicado no caso não demonstra que Portugal se encontre em melhor situação de seriedade. Bem pelo contrário. Por alguma razão a fama da corrupção nacional se alastrou pela Europa fora e esta ocorrência só poderá aprofundar a ideia que se formou do país. Afinal, ambas as hipóteses são perfeitamente plausíveis.

Por um lado Sócrates é um político que, corrupto ou não como os de todas essas oligarquias gananciosas e mafiosas, tal como os outros com grande dificuldade resistiria ao contágio; por outro lado o PSD está bem colocado para ter sido o autor da carta anónima de delação. Não admira que uma calúnia pudesse chegar por esse caminho (se de calúnia se tratar); a corrupção política geral acima mencionada é de todos conhecida. Como tem sido bem visível, o PSD é um partido que quase se desmancha quando não está no poder e encontra-se actualmente num autêntico estado de frenesim e desespero. Vendo-se sem argumentação contra um governo que afinal seguiu o caminho que ele tinha delineado quando era governo, não tem ponta por onde pegar e as circunstâncias não lhe deixam outro curso que o de mentir ainda mais do que o usual dos políticos. Alguns, extremamente nojentos, como a Manela Leiteira e o Aquilino ave de rapina, conceberam em conjunto um plano no estilo do que o presente governo seguiu, todavia pior por incluir a destruição do já miserável sistema de saúde, um dos piores da Europa, assim como abandonar o sistema solidário da segurança social, ou seja perpetrar crimes contra os Direitos Humanos, porque as necessidades sociais são Direitos Humanos.

Estes bandidos assaltantes da saúde pública e das pensões de reforma, encontrando-se sem argumentação com pés e cabeça, um cala-se e a outra limita-se a vomitar as maiores atrocidades jamais concebidas, pois sabe que aquilo que aprovou antes do governo o ter concretizado era ainda muito pior. Até o malfadado comboio a alta velocidade é filho desse governo. Donde as suas vociferações mais não podem ser do que a banha da cobra para ludibriar os carneiros eleitores. Contudo, ao que se constata, quanto mais baboseiras bárbaras a Leiteira clama mais desce a sua cotação, segundo tem publicado a TVI.

Noutros países europeus os partidos da família do PSD são democráticos do centro ou mais para a esquerda. Recordemos que foram os partidos do PSD da Suécia, da Noruega e da Dinamarca que em grande parte financiaram o Partido Socialista no seu princípio. Em Portugal, o PSD de PSD só tem o nome, não é nem social nem democrata, mas apenas burocrata, ou não fizesse parte da podridão política nacional. O PS também se voltou para o neo-liberalismo feroz. Que o Diabo leve a ambos e nos livre doutros piores que querem diminuir os impostos para terminar de vez com os serviços sociais, já que não haveria fundos para os manter mesmo assim reduzidos, e pôr mais agentes da polícia na rua para evitar o crime com origem na pobreza e na miséria moral.

Não tenhamos ilusões, políticos santos será a mais rara das excepções e quer este caso penda para uma conclusão ou para outra, os perdedores serão sempre os mesmos: nós, que pagamos e sofremos as consequências e ainda ficamos com fama de atrasados nos outros países por permitirmos que assim seja. A justiça podre, incompetente e arrogante que leva anos a avançar também para isso contribui.

Surge ainda uma outra questão. Então o Sampaio promulgou conhecendo que se tratava dum projecto numa zona protegida?

A corrupção generalizou-se no país, tornou-se parte integrante da nossa história recente e aprovamos governos corruptos pensando que se estivéssemos lá procederíamos de modo idêntico. As únicas coisas que movem estes políticos são a competição pelo poder e a acumulação de bens materiais. O povo que se lixe, só serve para sustentar a ganância, para ser ludibriado e se lhe arrancar o voto que permite a continuidade.

Num qualquer governo o poder é exercido por delegação. O governo exerce-o em nome dos que o elegeram e entre eles podem delegar o poder, como um ministro pode delegar poderes nos seus secretários. O ministro que delega o poder pode sempre tomar ele mesmo as decisões, ultrapassando a delegação. Do mesmo modo, num sistema verdadeiramente democrático – e não apenas de nome – os eleitores também têm o direito de tomar as decisões dos seus eleitos ou de as corrigir em seu lugar. Negá-lo é treta. Enquanto em Portugal não existir um sistema sério de controlo e de avaliação dos políticos, a corrupção continuará de vento em poupa. Se não se lhes põem rédeas bem curtas nenhuma melhoria há a esperar.

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Governos Assassinam Idosos

O governo anterior, do PSD e do partido populista* do Ponto de Encontro, com a colaboração directa da Mizé das Nozes Pintainho, planearam tratar da saúde aos idosos. Esse governo só não destruiu completamente a Segurança Social e o sistema de pensões por falta de tempo.

Que desgraça, saímo-nos duma para cairmos noutra que se não terminou com o sistema, como a anterior teria feito, tornou-o inefectivo. Grande diferença!

Com este governo, que desgoverna e mente descaradamente, ouvimo-lo constantemente falar em novas ajudas e apoios sociais. Ultimamente, durante vários dias, impingiram-nos mais uma burla. A da comparticipação nos óculos e pagamento de medicamentos para idosos.

Sobre os óculos, qualquer pessoa que seja obrigado a usá-los ou tenha um familiar nessas condições, certamente conhece que o montante atribuído só consegue cobrir o custo duma armação com lentes simples e sem adições astigmáticas ou graduações de valores baixos. Ou seja, O montante atribuído só auxilia aqueles com necessidade duma correcção visual muito moderada. Aqueles cuja necessidade requer correcções menos simples e cujos óculos podem custar cinco vezes ou mais que o montante atribuído são casos obliterados pelo governo. Os que vêm pior ficam a descoberto. Será necessário lembrar que nos outros países da Europa não é assim, visto políticos e jornaleiros no-lo esconderem? Que se poderá comentar acerca de tais decisões senão que só podem ser concebidas por pura malvadez?

Quanto aos medicamentos, na semana passada, em conversa com uma médica ao serviço da Santa Casa da Misericórdia e que também faz avaliações sobre a necessidade de medicamentos dos idosos para doenças crónicas, ela lamenta-se que bem que tente ajudar os idosos mais pobres, a sua tarefa é quase impossível devido à regulamentação. Com efeito, segundo ela, só os doentes terminais têm direito a medicamentos gratuitos. O termo usado sobre as doenças terminais é mascarado sob o desígnio de «doenças crónicas especiais», em que a definição da Santa Casa para a palavra «especiais» é aquela que se conhece para doenças terminais. Repete-se aqui, judiciosamente, a mesma pergunta com que se terminou o parágrafo anterior: Que se poderá comentar acerca de tais decisões senão que só podem ser concebidas por pura malvadez?

Estes médicos – e todos os outros – criticam os governos por em Portugal os medicamentos usados em tratamentos preventivos não merecerem a mínima participação da parte do estado. Segundo eles – e não é nenhuma novidade – o estado gasta rios de dinheiro em tratamentos após as doenças declaradas, porquando na maioria dos casos se poderia limitar a relativamente pequenos montantes, caso os medicamentos preventivos fossem participados. Com efeito, quando ainda não se tem a doença e se tem pouco dinheiro, raros são aqueles que o gastam na prevenção, sobretudo quando os sintomas não os afectam demasiado. Mais tarde vêm as grandes despesas em operações cirúrgicas, custosos tratamentos permanentes, e medicamentos caros que contribuem para tornar o sistema de saúde português num dos menos efectivos que se conheça, mas num dos mais caros, autêntico sorvedouro de fundos.

Pelo que se constata, o actual governo seque o caminho traçado pelo anterior, agora na oposição. Com que falsidade podem os partidos que compuseram o último governo criticar aquilo que eles próprios se preparavam para fazer, chegando mesmo a dar início a alguns dos tópicos?

É inacreditável que em Portugal se considerem imensas doenças como pouco importantes e nem se tratem. Exactamente o que se passa nos países do quarto mundo. Cá, a saúde é só palavreado vazio e negociata corrupta. As alocuções dos políticos é que não são vazias, são autênticas burlas de comprovados vigaristas que se mascaram de salvadores para roubarem, assassinarem e parirem leis que protegem os seus actos corruptos, desresponsabilizando-os.

A máfia política portuguesa vai de vento em poupa devido à estupidez nacional e imaturidade política da população que cai em todos os seus logros crendo-se espertalhona. A maioria, enquanto chupa o dedinho, ainda se encontra num estado de crer que se votar noutros será melhor. Muitos até perguntam ingenuamente: “Então, que havemos de fazer? Como corremos com a corja num país de ovelhas?” Outros em vão votar, esperando tresloucadamente que tudo mude sem que eles intervenham, como que por milagre. Outros ainda dizem: “Chego a pensar que apenas com bombas e guerras civis se chegará a algum lado.” Tanto não será preciso, mas se odutro modo não se domarem os animais… Se isto não é atraso mental e uma verdadeira imaturidade política, então o que é? Pudera, se tudo é encoberto pela outra canalha, a banda da jornaleirada, nada se conhece nem se compreende.
Nunca se publicou em, Portugal, nem tampouco se fez a mínima menção a como a corrupção tem sido banida pelas populações dos países que a têm tido. Desde que se permitisse, como em Portugal, a corrupção existiria por todo o lado. Cabe aos eleitores e a toda a população em geral, domar as bestas políticas quando estas existem e obrigá-las a prestar contas de todos os seus actos. Países há que nem um imposto um governo pode implantar sem aprovação do povo soberano, que é mesmo soberano, ou então não é democracia, mas oligarquia. Os vigaristas corruptos dizem que isso paralisaria o país, mas não paralisa os outros porque os políticos obedecem e cá a máfia não quer dar o braço a torcer e abdicar das prerrogativas e privilégios declaradamente abusivos a que não tem qualquer direito.

É evidente que este estado de ignorância burra e a aceitação por parte da carneirada tem que ter uma origem. Ou serão os portugueses sub-humanos? A ignorância em que o povo se encontra é devida a um autêntico processo de desinformação orquestrado, ao qual a jornaleirada imunda e os interesses das grandes empresas noticiosas não podem ser alheios.

Acabemos com este estado de imundice, com a máfia política!


* Para quem desconhecer, visto em Portugal se encobrir, o vocábulo populista aplica-se a um partido da direita que usa métodos de logro para atrair votos da parte da população contra a sua política, do campo oposta, mas suficientemente incauta para cair na armadilha. O nome «Partido Popular» ou equivalente é usado mundialmente por partidos que usam esta táctica indigna.

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On Achève Bien Les Chevaux

Observando bem como Portugal é governado há décadas e reflectindo sobre todo o rol dos acontecimentos que se desenrolaram ao longo dessa época e do seu corolário, não se pode inibir de pensar que a intenção dos políticos governantes em relação à população possa ser diferente daquela tão bem expressa pelo título da versão francesa do filme de Sidney Pollack They Shoot Horses, Don’t They? Eles Matam os Cavalos a Tiro, Não Matam? On achève bien les cheveaux. Matam-se bem os cavalos. Alcunhado em português Os Cavalos Também se Abatem, título que, como é de prática, desvirtua o sentido.

O sujeito do filme decorre na Califórnia, a meio da Grande Depressão da década de 1930. Através da região organizam-se maratonas de dança em que se ganham prémios chorudos. O filme é uma alusão directa à nossa sociedade, onde pobres, desempregados ou outros sofredores resignados, privados de dormir, dançam pelos prémios (alimentos vestuário, algum dinheiro), numa contínua luta cruel em que chega a haver uma morte.

Em contraste fugaz, apenas se entrevê a beleza da paisagem e um maravilhoso sol nascente.

Onde está a comparação com o parágrafo inicial? É aquela que Sidney Pollak lhe imprimiu: a miséria da grande maioria em tempo de calamidade enquanto, simultaneamente, outros, enriqueciam com a exploração, o tráfico ilegal, as negociatas, o tudo apoiado por medidas governamentais que fizeram de Portugal e o mantêm como o país com de maiores diferenças sociais entre ricos e pobres, fazendo desaparecer a classe média. A definição do típico estado oligárquico, em perfeito contraste com a de democracia, o que retira o país de entre as democracias. Para o confirmar ouvimos os políticos falarem constantemente em democracia, sintoma incontroverso de que quando se fala muito em qualquer coisa é para a introduzir na ideia dos ouvintes, fazendo passar uma mentira em que ignorantes e incautos acabem por abonar. Mais outra definição, a de vigaristas e burlões.

Quanto mais vezes os burlões nos dizem o contrário, mais válidas são a afirmação e a prova da continuidade e do agravamento da situação. Ainda remanescerão dúvidas após tantas provas dadas pelos burlões? Ainda existirão parvalhões espertalhões que acreditem nos vendedores de banha da cobra? Estarão os desmiolados à espera que os vigaristas lhes confessem as acções originadas nas suas baixezas? Comprem uma chupeta, que é o apropriado a semelhante mentalidade! Mais uma prova é a dos burlões afirmarem tão frequentemente que os portugueses têm maturidade política e democrática. Se assim fosse não precisariam de mentir dizendo-o.

Quanto mais atrasada uma mentalidade mais permeável ela é a lisonjas falsas. Os políticos que estudaram a parte do marketing que ensina o ardil, a astúcia, o estratagema, a maquinação, o subterfúgio, a fraudulência e a desonestidade para fins condenáveis, sabem que estas técnicas (que incluem a citada lisonja e o incitamento a um orgulho sem bases) são infalíveis para um povo em profundo e completo atraso intelectual e desinformado como o português, devido à inexistência de conhecimentos promovida por eles nesse sentido e levada a efeito pelos conglomerados da desinformação nacional controlados pelos interesses que eles favorecem em troca de ganhos ilegais e ilícitos, isto, pelo menos, do conhecimento geral.

Assim, qualquer político pode inventar as maiores mentiras, embustes, imposturas, intrujices ou patranhas, conscientemente, como o governo anterior fez e agora Sócrates repete impudicamente ao afirmar que Portugal tem um dos melhores serviços de saúde e de segurança social, quando a realidade é que é de longe o pior da Europa. Ou quando mente, afirmando que a idade de reforma deve aumentar em Portugal, seguindo o caminho dos outros países europeus. Mente velhacamente, sabendo que não corre o risco de ser desmentido, nem mesmo pela jornaleirada de bestiagos do género daqueles a quem afirmou estes factos na sua entrevista de 25-7-07 (salvo erro).

Daí o corolário que colocou Portugal no fundo do mundo e no fundo do fundo da Europa. Circunstância há muitos anos prevista e denunciada, como apresentada no site deste blog e mais recentemente aqui testemunhada. Prevê-lo não era nenhuma prova de inteligência, tampouco de esperteza, mas apenas sequência de observação dos acontecimentos e descrença nas patranhas, autênticas e literais burlas que os corruptos nos vendem constantemente e sem interrupção nem excepção. Um político diz sempre o que lhe convém e se o povo lho permite por aceitação, contra o próprio povo soberano, portanto seu soberano também. É o empregado que tenta não defender-se do patrão, mas simples e invariavelmente vigarizá-lo e roubá-lo.

Os relatórios periódicos da União Europeia (UE) Mostram a miséria vivida pelo povo português face ao bem-estar geral. Não obstante, o presente governo, com o incontestável apoio dos políticos que formaram o anterior, ainda que sob disfarce (o palavreado é para anestesiar – o que importa é o que fizeram e se estavam a preparar para fazer), desfecha golpe sobre golpe sobre a população (abatem-se os cavalos), enquanto que os privilegiados das máfias engordam. As oligarquias regem-se pelos mesmos princípios e se lhes permitirmos continuarão a esfolam-nos vivos e a vender as nossas peles para ficarem com o produto da venda. Alguém até hoje notou que estes canalhas sofressem a nossa miséria geral?

A Protecção Social
O relatório sobre a Protecção Social nos países da UE, referente ao período de 2000 a 2004, refere um aumento nas despesas com a Segurança Social, em geral e também em Portugal, mas não explica como esses fundos foram utilizados, se bem se mal. Também não pode mencionar qualquer facto ou mudança ocorrida fora do período que engloba. O que sabemos e que é do conhecimento geral é que temos o mais deficiente e insatisfatório desses serviços na UE, mas que eles absorvem fundos tão importantes quanto os dos países que prestam os melhores. É uma comprovada mas inacreditável roubalheira e desorganização.

A Flexi-Segurança
O relatório sobre empregados com contrato a termo fixo por não poderem obter um contrato de emprego permanente, para o período de 2000 a 2005, coloca Portugal no segundo lugar da desgraça, para não variar do costume. A proporção do emprego inseguro tem diminuído na média europeia, enquanto que em Portugal se tem mantido (o que, por contraposição, equivale a um aumento), chegando a insegurança no trabalho a ser cerca de 8 vezes superior aos dos países com melhores condições de trabalho, aqueles que têm o melhor apoio ao desemprego e uma reciclagem que garante a curta duração desse desemprego. Aqueles que também, na generalidade, têm menor desemprego.

A máfia política portuguesa vem, com um nome de marketing de enganar lorpas, como é hábito (flexi-segurança), pretender justificar o injustificável: adoptar o desemprego sem primeiro criar as condições imprescindíveis de segurança que o permitam sem descalabro. Esta necessidade nunca mereceu o interesse dos corruptos (os subsídios dão mais votos que a organização) e encontra-se em estado embrionário.

As barbaridades sobre o ataque à estabilidade do emprego e aos serviços sociais na sua generalidade, foram concebidas e expressas nas intenções do governo anterior, escandalosa e barbaramente apregoada pelo seu outorgante, um autêntico animal. É inacreditável que tal pessoa possa ter reputação de bom cristão e de competente sem uma equipa altamente mafiosa por detrás a apoiá-lo. Que eram e continuam a ser os seus colegas de governo. Este facto apenas, consiste num descrédito para qualquer igreja que defenda tal animal e uma prova real de que os políticos corruptos são criminosos e se constituem em associações de malfeitores típicas duma verdadeira máfia. Uma análise imparcial e objectiva dos eventos não pode levar a qualquer outra conclusão. Após esse governo, facilmente se depreenderá a relativa facilidade que o actual Déspota Iluminado teve para impor medidas que apenas matassem menos meia dúzia de cavalos.

São conclusões bem simples a chegar e não é necessária qualquer formação em economia nem tampouco ter estudado matemática. Os factos são tão elementares e evidentes que basta reflectir sobre os dados do relatório europeu dos outros países, as condições de trabalho e de assistência no desemprego, assim como este é encarado e tratado, contrapondo a tudo isto o que se conhece sobre o que se passa em Portugal e como se pretende abater a população, praticamente a tiro, como os cavalos do filme do Sidney Pollak.

Dançar até morrer
O relatório sobre a idade de reforma na UE reporta-se aos dados de 2005, englobando referências desde 2002. Por ele se constata que Portugal é o segundo país da UE em que a população se reforma com idade mais avançada, que trabalha durante mais anos e que menos recebe, sendo relegada à miséria económica e a uma quase total falta de apoios, incluindo os de saúde, o que se comprova pela inexistência da especialidade de médica de geriatria.

Não obstante uma situação que mais clara seria impossível, vêm os dois últimos governos mentir tão alarve e descaradamente sobre estas questões, contando-nos histórias que nem merece descrever, pois que pintam o quadro de modo simetricamente oposto. Como se pode classificar gente desta estirpe que ostenta os mais ordinários, reles e baixos sentimentos, gritando-nos a sua mais profunda desonestidade? Quem os defenderá que – possuindo um mínimo de raciocínio e de discernimento – não se identifique a eles? Não é evidente que para admitir que acontecimentos deste género possam tampouco ter lugar, será necessário que a população seja simultaneamente desinformada, ignorante e que tudo admita como cavalos que se deixam abater? É esta inércia com que os políticos contam para poderem falsear e provocar a miséria. A jornaleirada repugnante também não pode ser considerada como alheia à desinformação em que ela própria tem mergulhado a população.

Abatem-se os cavalos a tiro ou fazendo-os dançar até morrer – idêntico.

A Realidade é Pior
Note-se que estes relatórios se referem ao passado, mesmo que relativamente recente. Estamos bem ao corrente de como estas condições pioraram dramaticamente em Portugal, pelo que os relatórios em causa demonstram uma desgraça desactualizada, muito menos pronunciada. Outros relatórios do Eurostat dignos de menção foram publicados com os aqui apontados.

Conjuntura Diabólica
A mistura da política com meios onde circulam enormes somas, como o futebol e a construção civil, assim como a ligação ao controlo das notícias e das informações não pode produzir resultados inócuos. Poderá alguém inocentemente acreditar que sim? Em todos os países se compreendem as consequências de tais ligações, pelo que se condenam, enquanto que em Portugal se promovem, paralelamente com o resultante crescimento da corrupção. Enquanto a máfia e aqueles que da situação por ela criada se aproveita enriquecem cada vez mais, a miséria alastra-se e os miseráveis, consentidores e resignados, são cada vez mais e mais miseráveis.

Moral da História
A corrupção não pode ter fim com mezinhas que mais não servem que para atirar areia aos olhos dos eleitores. Nem enquanto for admitida a um só dirigente sequer. A corrupção só poderá começar a ter fim com o fim dos privilégios e da imunidade à responsabilidade dos governantes e outros que tais. Só poderá começar a ter fim quando mais nenhum cargo neste país possa ser atribuído por nomeação em lugar de por concurso público. Só poderá começar a ter fim quando estas medidas forem implantadas e seguidas obrigatoriamente.

Não se pode continuar a permitir a formação duma Nova Classe acima da Constituição, da Justiça e da Cidadania nacional, que tudo e todos controle impunemente, aliada aos magnatas da exploração humana.

É esta a bases de todos os males em Portugal e nada mudará sem que antes se resolva este caso basilar.


Enquanto estas medidas não forem adoptadas como norma intransponível e sem excepções, como nas verdadeiras democracias, o descalabro tem que continuar e é tudo mentira!

Quem concordar faça um pequeno esforço para o bem comum e passe a palavra.

Ou então continuar-se-á a abater os cavalos e ninguém terá o direito para reclamar, dado que o consente.

On achève bien les cheveaux.



They Shoot Horses, Don’t They?

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A Destruição em Curso
Opinião-Aviso de Manuel Alegre

A destruição dos bens sociais nacionais e de leberdade tem-se acentuado nos últimos tempos. Com efeito, têm-se observado actos criminosos, tais como os perpetrados contra a liberdade em geral, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa já tão precária devido à rasquice que impera na profissão, os direitos de assistência na saúde e na justiça, a desertificação imposta ao interior, etc.

Mário Lino não mentiu a este último propósito, como foi inapropriadamente criticado por desmiolados ingénuos, pois que apenas meteu o pé na poça revelando que os seus autores estão bem ao corrente dos resultados da sua obra, o que os torna culpados de crime consciente e premeditado.
Tal como tantos mostram os seus sentimentos e índole nas suas feições, por expressões e palavras – como Sócrates, por exemplo, que só engana incautos e idiotas (basta analisar as suas fotografias de mais novo, de quando ainda não dominava tão bem a arte do logro e do marketing selvagem) – assim se nota que Mário Lino não é pior que alguns dos seus melhores colegas. É um seguidor (como diz Alegre) que se acobarda para defender o tacho para ele e sua família. Uma culpa, sem dúvida e ainda mais grave mas muito diferente daquela que lhe foi atribuída, o que transforma a acusação errada numa desculpa para o seu mau comportamento.

A arrogância (sintoma indubitável do desejo dum arrogante em impor a sua estupidez e incapacidade) do governo actual só fala demagogicamente em democracia. Ora não sabemos nós que quando se fala muito em qualquer coisa se está a demonstrar a intenção de enganar? Porque será que nos países democráticos nunca se ouve falar em democracia? Estes acontecimentos só podem dever-se a qualquer partido ter maioria absoluta, como bem explicado no blog Do Mirante. Se não se entendem a governar sem maioria absoluta é problema deles; é porque na verdade não pretendem governar, pretendem impor as suas vontades em defesa dos seus interesses mesquinhos. Que demonstrem que servem o país submetendo os seus interesses aos do país. Ou então, rua com os bandos de parasitas. Se são tão inteligentes e capazes, que vão ganhar fortunas para onde fogem os verdadeiros competentes portugueses.

Estes acontecimentos já foram referidos neste blog, como no post sobre o Novo Nazismo (este post engloba quatro textos originais integrais, entre os quais os de António Barreto e de Eduardo Prado Coelho), na acusação de traição da HRW sobre Sócrates ou na mais que estúpida persistência na imposição de decisões internacionalmente comprovadas como erradas. Todos estes factos e muitos outros que este blog tem tido como alvo de denúncia e crítica, foram agora apresentados num artigo do jornal Público, da autoria de Manuel Alegre, o qual se transcreve na íntegra.

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Contra o medo, liberdade
24.07.2007 - 23h15, Manuel Alegre

Nasci e cresci num Portugal onde vigorava o medo. Contra eles lutei a vida inteira. Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á.

Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da PIDE. Casos pontuais em si mesmos inquietantes. E em que é tão condenável a denúncia como a conivência perante ela.

Não vivemos em ditadura, nem sequer é legítimo falar de deriva autoritária. As instituições democráticas funcionam. Então porquê a sensação de que nem sempre convém dizer o que se pensa? Porquê o medo? De quem e de quê? Talvez os fantasmas estejam na própria sociedade e sejam fruto da inexistência de uma cultura de liberdade individual.

Sottomayor Cardia escreveu, ainda estudante, que "só é livre o homem que liberta". Quem se cala perante a delação e o abuso está a inculcar o medo. Está a mutilar a sua liberdade e a ameaçar a liberdade dos outros. Ora isso é o que nunca pode acontecer em democracia. E muito menos num partido como o PS, que sempre foi um partido de homens e mulheres livres, "o partido sem medo", como era designado em 1975. Um partido que nasceu na luta contra a ditadura e que, depois do 25 de Abril, não permitiu que os perseguidos se transformassem em perseguidores, mostrando ao mundo que era possível passar de uma ditadura para a democracia sem cair noutra ditadura de sinal contrário.

Na campanha do penúltimo congresso socialista, em 2004, eu disse que havia medo. Medo de falar e de tomar livremente posição. Um medo resultante da dependência e de uma forma de vida partidária reduzida a seguir os vencedores (nacionais ou locais) para assim conquistar ou não perder posições (ou empregos). Medo de pensar pela própria cabeça, medo de discordar, medo de não ser completamente alinhado. No PS sempre houve sensibilidades, contestatários, críticos, pessoas que não tinham medo de dizer o que pensam e de ser contra quando entendiam que deviam ser contra. Aliás, os debates desse congresso, entre Sócrates, eu próprio e João Soares, projectaram o PS para fora de si mesmo e contribuíram em parte para a vitória alcançada nas legislativas. Mas parece que foram o canto do cisne. Ora o PS não pode auto-amordaçar-se, porque isso seria o mesmo que estrangular a sua própria alma.

Há, é claro, o álibi do Governo e da necessidade de reduzir o défice para respeitar os compromissos assumidos com Bruxelas. O Governo é condicionado a aplicar medidas decorrentes de uma Constituição económica europeia não escrita, que obriga os governos a atacar o seu próprio modelo social, reduzindo os serviços públicos, sobrecarregando os trabalhadores e as classes médias, que são pilares da democracia, impondo a desregulação e a flexigurança e agravando o desemprego, a precariedade e as desigualdades. Não necessariamente por maldade do Governo. Mas porque a isso obriga o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) conjugado com as Grandes Orientações de Política Económica. Sugeri, em tempos, que se deveria aproveitar a presidência da União Europeia para lançar o debate sobre a necessidade de rever o PEC. O Presidente Sarkozy tomou a iniciativa de o fazer. Gostei de ouvir Sócrates a manifestar-se contra o pensamento único. Mas é este que condiciona e espartilha em grande parte a acção do seu Governo.

Não vou demorar-me sobre a progressiva destruição do Serviço Nacional de Saúde, com, entre outras coisas, as taxas moderadoras sobre cirurgias e internamentos. Nem sobre o encerramento de serviços que agrava a desertificação do interior e a qualidade de vida das pessoas. Nem sobre a proposta de lei relativa ao regime do vínculo da Administração Pública, que reduz as funções do Estado à segurança, à autoridade e às relações internacionais, incluindo missões militares, secundarizando a dimensão administrativa dos direitos sociais. Nem sobre controversas alterações ao estatuto dos jornalistas em que têm sido especialmente contestadas a crescente desprotecção das fontes, com o que tal representa de risco para a liberdade de imprensa, assim como a intromissão indevida de personalidades e entidades na respectiva esfera deontológica. Nem sobre o cruzamento de dados relativos aos funcionários públicos, precedente grave que pode estender-se a outros sectores da sociedade. Nem ainda sobre a tendência privatizadora que, ao contrário do Tratado de Roma, onde se prevê a coexistência entre o público, o privado e o social, está a atingir todos os sectores estratégicos, incluindo a Rede Eléctrica Nacional, as Águas de Portugal e o próprio ensino superior, cujo novo regime jurídico, apesar das alterações introduzidas no Parlamento, suscita muitas dúvidas, nomeadamente no que respeita ao princípio da autonomia universitária.

Todas estas questões, como muitas outras, são susceptíveis de ser discutidas e abordadas de diferentes pontos de vista. Não pretendo ser detentor da verdade. Mas penso que falta uma estratégia que dê um sentido de futuro e de esperança a medidas, algumas das quais tão polémicas, que estão a afectar tanta gente ao mesmo tempo. Há também o álibi da presidência da União Europeia. Até agora, concordo com a acção do Governo. A cimeira com o Brasil e a eventual realização da cimeira com África vieram demonstrar que Portugal, pela História e pela língua, pode ter um papel muito superior ao do seu peso demográfico. Os países não se medem aos palmos. E ao contrário do que alguém disse, devemos orgulhar-nos de que venha a ser Portugal, em vez da Alemanha, a concluir o futuro Tratado europeu. Parafraseando um biógrafo de Churchill, a presidência portuguesa, na cimeira com o Brasil, recrutou a língua portuguesa para a frente da acção política. Merece o nosso aplauso.

O que não merece palmas é um certo estilo parecido com o que o PS criticou noutras maiorias. Nem a capacidade de decisão erigida num fim em si mesma, quase como uma ideologia. A tradição governamentalista continua a imperar em Portugal. Quando um partido vai para o Governo, este passa a mandar no partido, que, pouco a pouco, deixa de ter e manifestar opiniões próprias. A crítica é olhada com suspeita, o seguidismo transformado em virtude.

Admito que a porta é estreita e que, nas circunstâncias actuais, as alternativas não são fáceis. Mas há uma questão em relação à qual o PS jamais poderá tergiversar: essa questão é a liberdade. E quem diz liberdade diz liberdades. Liberdade de informação, liberdade de expressão, liberdade de crítica, liberdade que, segundo um clássico, é sempre a liberdade de pensar de maneira diferente. Qualquer deriva nesta matéria seria para o PS um verdadeiro suicídio.

António Sérgio, que é uma das fontes do socialismo português, prezava o seu "querido talvez" por oposição ao espírito dogmático. E Antero de Quental chamava-nos a atenção para estarmos sempre alerta em relação a nós próprios, porque "mesmo quando nos julgamos muito progressistas, trazemos dentro de nós um fanático e um beato". Temo que actualmente pouco ou nada se saiba destas e doutras referências.

Não se pode esquecer também a responsabilidade de um poder mediático que orienta a agenda política para o culto dos líderes, o estereótipo e o espectáculo, em detrimento do debate de ideias, da promoção do espírito crítico e da pedagogia democrática. Tenho por vezes a impressão de que certos políticos e certos jornalistas vivem num país virtual, sem povo, sem história nem memória.

Não tenho qualquer questão pessoal com José Sócrates, de quem muitas vezes discordo mas em quem aprecio o gosto pela intervenção política. O que ponho em causa é a redução da política à sua pessoa. Responsabilidade dele? A verdade é que não se perfilam, por enquanto, nenhumas alternativas à sua liderança. Nem dentro do PS nem, muito menos, no PSD. Ora isto não é bom para o próprio Sócrates, para o PS e para a democracia. Porque é em situações destas que aparecem os que tendem a ser mais papistas que o Papa. E sobretudo os que se calam, os que de repente desatam a espiar-se uns aos outros e os que por temor, veneração e respeitinho fomentam o seguidismo e o medo.

Sei, por experiência própria, que não é fácil mudar um partido por dentro. Mas também sei que, assim como, em certos momentos, como fez o PS no verão quente de 75, um partido pode mobilizar a opinião pública para combates decisivos, também pode suceder, em outras circunstâncias, como nas presidenciais de 2006 e, agora, em Lisboa, que os cidadãos, pela abstenção ou pelo voto, punam e corrijam os desvios e o afunilamento dos partidos políticos. Há mais vida para além das lógicas de aparelho. Se os principais partidos não vão ao encontro da vida, pode muito bem acontecer que a recomposição do sistema se faça pelo voto dos cidadãos. Tanto no sentido positivo como negativo, se tal ocorrer em torno de uma qualquer deriva populista. Há sempre esse risco. Os principais inimigos dos partidos políticos são aqueles que, dentro deles, promovem o seu fechamento e impedem a mudança e a abertura.

Por isso, como em tempo de outros temores escreveu Mário Cesariny: "Entre nós e as palavras, o nosso dever falar." Agora e sempre contra o medo, pela liberdade.

Publicado por Manuel Alegre no seu Web site.


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Manuel Alegre é hoje um político acima da definição justamente aplicada por este blog à maioria dos seus pares. De como é conhecido, nada resta a firmar sobre ele. Que por vezes tem tentado aproveitar-se de ocaões quando estas se deparam, também é certo, podendo também acrescentar-se que nunca usou aquele ultrajante e nojento marketing político demagogo com que o banditismo político português nos dá banhos de fezes quotidianos, ou quase.

Nota-se aqui, para além da sua opinião, a confirmação da inconveniência de que os outros partidos andam também por terra. Na verdade, reconhecendo que este governo é uma lástima em todos os sentidos, pelas modos de reconhecimento geral, sabe-se também que se o anterior tivesse continuado teria sido bem pior.

Parece impossível que o PSD, um partido de tradições democráticas e de pouca inclinação direitista, tenha encetado transformações que teriam sido extremas e de consequências altamente desastrosas para o país por comparação às do actual governo. Possivelmente por influência do pseudo-cristão que inventou o imposto dobre doações, que a seguir-se o seu plano seria a destruição completa dos sistemas sociais nacionais. A privatização para convir unicamente aos ricos. Aquele que agora afirma que Portugal não pode ter um sistema de protecção ao desemprego como os países avançados, necessário à flexibilização do emprego, ou seja, segundo afirma, flexibilize-se o emprego e deixe-se os empregados na miséria, que para evitar o roubo por necessidade se pode sempre pôr mais polícia na rua e dar mais meios à Judiciária. Bons princípios para um cristão. Que meta a sua cristandade naquele sítio que ele sabe.

Discorda-se todavia da certeza com que Manuel Alegre afirma que não vivemos em ditadura; pelo menos muitos dos acontecimentos demonstram que em liberdade e democracia é que não.

Uma outra conclusão a tirar da leitura de Manuel Alegre é que quando se chama a este governo indigno "Governo Socialista" visto o desacordo com as suas decisões pela parte de socialistas comprovados – e tendo em conta que estes não quererão bater muito forte com receio de destruir também aquilo que devem cinservar – o termo empregue caracteriza-se por um partidarismo insalubre que não pode dar lugar a uma discussão democrática, dada a sua intenção velada.

Francamente, se assim fosse, seria honesto chamar "Governo Social Democrata" ao dos malditos que procuraram destruir todas as instituições sociais, não deixando pedra sobre pedra? Não, são aberrações de canalhas que querem operar as suas baixas pulhices à sombra dum partido, qualquer que ele seja. Enquanto os portugueses não compreenderem que o que faz o mal não são os partidos, mas aqueles que os compõem, nada puderá mudar verdadeiramente: está-se a bater ao lado da questão, o que só aproveitará aos corruptos e aos malditos.

Mal intencionados conseguem introduzir-se por todo o lado . Até no Movimento de Intervenção e Cidadania há quem pretenda ocultar a corrupção e decisões anti-sociais de políticos de outros partidos, veja-se bem. Existem provas escritas, mas é de crer que seja uma excepção. No entanto, o facto confirma que em todo o lado há ovelhas ranhosas. O problema é que não as expulsam.

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Como se Destrói um Povo
Apregoando Demagogia por Democracia

Cada vez se compreende menos a atitude dos portugueses face às ditaduras. Conformam-se, tudo aguentam sem refilar. Tudo admitem. Alguns acobardam-se a tal ponto que até de escrever na Internet se retraem. É um povo dos mais cobardes, corruptos e miseráveis que se conheça. O povo, único soberano (art° 3º da Constituição), abdica da sua soberania nas patas da máfia política. Que nojo! Até se chamam órgãos de soberania às instituições cuja única razão de ser é a de servir o único soberano, segundo a Constituição. Os mesmos incapazes que fazem leis interpretáveis por mal concebidas, fazem também trocadilhos com um texto bem claro. Pior é que o dito pegou, o que significa que a máfia conseguiu lograr a carneirada e convencê-la de que a sua impostura estava certa, que os soberanos são eles, os servos.

O governo do Sócrates, com toda a razão e objectividade, tem querido corrigir muitos dos erros anteriores, na sua maioria os dos governos Cavaquistas, que foram aqueles que verdadeiramente nos atiraram para o lixo após roubarem e distribuírem os fundos de coesão da UE, pondo o restante em circulação para produzir a falsa ideia de abundância mediante uma enorme inflação que deu votos. Quando deixou o governo havia um défice superior a 5%! Com os montões de dinheiro recebido da UE, é obra! É esta a óbvia causa do atraso tecnológico que ele justamente refere. Esta circunstância tem deixado o Cavaco calado que nem um rato e sem poder moral para actuar. Os parvalhões, que votaram nele, aprovando tacitamente a implantação da miséria em Portugal, que agora não se queixem por terem elevado o carrasco a dignidade. Só que as acções do Sócrates têm sido do género «pior a emenda que o soneto». Aquilo a que assistimos são demonstrações de incapacidade, de logro e de arrogância, onde não falta uma boa porção de malícia e de maldade.

Um governo de traidores que se diz socialista, mas que é a vergonha de qualquer partido democrático. Vejamos o que dizem alguns verdadeiros socialistas sobre estes burlões. Um governo que não só é culpado do enorme e sério agravamento do mal herdado do anterior, como em lugar de o reduzir tem demonstrado claramente as suas intenções e princípios por que se rege. As acusações repetem-se.

Ouvem-se e lêem-se as observações mais desprovidas de senso da parte da população desinformada e embrutecida pelo assobio da serpente duma corrupção galopante e destruidora, que tornam o país na chacota internacional, tais como pensarem que outro partido faria melhor. Não vimos já como o partido do Cavaco nos cozinhou a miséria em que hoje nos afogamos? Seremos tão estultos a ponto de pensar que todo o mal se adquiriu em dois, quatro ou mesmo seis anos? Julgar que o partido do Cavaco agora faria melhor – quando ainda há pouco mais de dois anos constatámos que aquilo que se preparavam para fazer à Segurança Social e reformas, como os próprios anunciaram, era bem pior que o que o actual chefe da máfia e promotor da corrupção concebeu, – só sendo-se completamente tapado e lerdo.

De que estarão os basbaques dos portugueses à espera para tomarem conta da situação, como lhes vem por direito democrático e constitucional? Estarão à espera dum novo Messias ou Arcanjo enviado por Deus para os salvar? Será o grosso da população tão desmiolado e atrasado a ponto de não compreender que ninguém – sobretudo políticos – jamais levantará um dedo para os ajudar. Terão que despertar do torpor e ajudar-se a si menos. Os políticos são aqueles que sempre mais lucram com a corrupção e o mal da nação. Como dizem os franceses, «les politiciens sont un mal nécessaire», mas há que dominá-los e mantê-los domesticados e bem atados como bestas selvagens que são – «il faut les tenir bien en laisse». Em todo o mundo se sabe isso. Menos em Portugal.

Que se esperará para correr com a corja de corruptos e parasitas que tem feito do país a estrumeira da UE e até mundial. Espezinham a constituição e os direitos humanos, têm destruído o sistema de saúde e assassinam as pessoas doentes, idosas e acidentadas; obrigam as grávidas a parir nas ambulâncias ou em Espanha; criam o desemprego entre os mais competentes por lhes roubarem os lugares de concurso para os parasitas dos seus adeptos. A natalidade acelerou grandemente a queda pela impossibilidade de se criar um filho. Será possível continuar a aguentar a imposição de tais torturas? A nova PIDE, o renascimento do Nazismo, o novo Hitler.

É isto que se admite e aprova, consentindo por não se bater o pé? A corrupção de cada vez mais negociatas, a defesa corrupta dos interesses das grandes empresas contra os da população, o domínio da informação e da desinformação e do direito de se ser informado, o controlo das chefias administrativas, o controlo das pessoas, o controlo da opinião e da livre expressão, a intrusão na vida privada, abusos sobre o estado e a vida dos cidadãos, a metamorfose das polícias em bandos de criminosos, a destruição do nacionalismo e subjugação aos malditos castelhanos por um não menos maldito traidor que se diz iberista. Fora com os traidores!

Todos para a rua para reclamar os nossos direitos e correr com a canalha. Quem não o fizer abdica do direito a reclamar. Que procedam condignamente ou que se calem de vez.

O importante não é viver, mas viver com dignidade.
- Sócrates, o Ateniense.

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O Déspota Iluminado

A cada dia que passa assistimos às desesperadas tentativas governamentais em demonstrar uma arrogância com tanta insistência que só pode comparar-se à arrogância dos pedantes ignorantes mal intencionados.

Não é necessário fazer conjecturas sobre o que se passa. Como com qualquer pessoa, não se devem julgar os outros, pois que o mais provável é enganarmo-nos. Geralmente, também não é necessários tentarmos esses julgamentos sujeitos a erro porque, com efeito, as pessoas acabam por mostrar aquilo que são por eles mesmas, naturalmente e sem a isso serem forçadas. São elas que, pelo seu procedimento nos explicam o seu carácter, o seu modus vivendi.

A arrogância do chefe do actual governo – acompanhada de todas as características que vão de par e que definem um carácter com autenticidade – é hoje indubitavelmente reconhecida por todos.

Avança agora a Igreja portuguesa, representada pelos seus bispos, declarar que nas suas relações com o governo não há possibilidade de qualquer diálogo devido à arrogância da parte deste.

Esta arrogância define o carácter do primeiro-ministro e por si só torna-o incapaz de governar tirando-lhe a capacidade intelectual e mental necessárias. Solicita-se que psiquiatras e psicólogos dêem as suas opiniões como profissionais com a brevidade requerida para evitar a continuação da degradação do Estado e da Democracia.

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A Insistência e a Persistência na Asneirola e na Corrupção

Persiste-se em esbanjar os fundos do Estado (os nossos) dando computadores portáveis aos alunos. Esbanjar, quando a experiência obtida noutros países demonstrou há já alguns anos que é uma medida que prejudica a aprendizagem, pelas provas apresentadas neste blog. Insiste-se na corrupção sectária de nomear parasitas para cargos públicos em lugar de os pôr a concurso para serem ocupados por gente competente.

Claro que se dá uma desculpa, só que é preciso ser-se deficiente mental para a aceitar como honesta ou realista. Admitir as desculpas inventadas é admitir a burla e a incapacidade dos políticos dos governo portugueses. Senão como se explicaria que os países onde os políticos são controlados e mantidos à rédea curta não necessitem de nomear parasita como “pessoas de sua confiança” para cargos homólogos? Tudo isto já foi exposto num blog irmão, mas devido ao continuado ludíbrio na insistência da mesma mentira e barbaridade, insiste-se também, pois parece que toda a insistência em sentido contrário é pouca na luta desigual contra a corrupção.

Querem os nojentos corruptos convencer-nos de que esta atitude não é um modo de corrupção. É, assim ´«e considerada nos outros países e é das piores e mais ultrajantes para o país e para aqueles que sendo competentes, os corruptos lhes roubam os cargos. Porque se julgará que os mais competentes não obtêm trabalho? Será só pelas causas de que os alarves nos querem convencer, ou será também por haver milhares de parasitas incapazes nos lugares que de direito deviam ser dados por concurso àqueles que estão no desemprego? E contam-nos a anedota de querem remodelar a administração pública. É para rir! Chefiada por parasitas que apenas aprenderam a viver à conta do Estado? Que não são competentes para empresas normais? Tanto que quando apanham um competente pagam-lhe uma fortuna, como o director da Direcção Geral dos Impostos. Tomam todos por parvos, só eles, os corruptos, são inteligentes: para burlar.

Só se ouvem discursos de arrogância e de autêntico marketing selvagem, a disciplina obrigatória nos canudos dos políticos importantes portugueses. Repetição das mesmas palavras em cada alocução a ser ouvida pelo país. Tal insistência torna-se asquerosa. O constante repisar de palavras e termos como «avanço», «vamos fazer», «fizemos», «o governo», especialmente «quero» e «confiança», mas também tantas outras do género, torna-se repugnante e doentio, sobretudo com a arrogância de que são revestidas quando pronunciadas.

São as práticas dum marketing duro e sujo que só subsiste em países de baixa cultura geral e a falta de conhecimentos onde a população, desinformada ao máximo por jornaleiros coniventes, é ludibriada. Numa população instruida, com mais conhecimentos e consciente, este sistema não produz os mesmos efeitos que em Portugal. Os políticos portugueses, que todos estudam marketing às escondidas, sabem-no bem, por isso que se aproveitam, como quaisquer vigaristas e burlões. Por isso também que este sistema há muito não existe em países avançados.

Quanto aos computadores portáteis para os alunos, é de lamentar a insistência – contra as “provas provadas” há tanto tempo conhecidas, que fizeram países como os EUA abandonar tais projectos ao fim de algum tempo de experiência em várias universidades (não foi um caso isolado e o projecto foi abandonado em toda a nação), pois que se verificou que os resultados eram contrários ao que se pretendia.

A insistência da corja corrupta portuguesa só pode vir da ineptidão comprovada pelos governos, não só do presente como da oposição que se calou por não saber melhor. Embora este último facto, por si só, não seja significativo, uma infinidade de decisões erradas e de cópias do que está mal noutros países estão patentes. Os corruptos andam a apanhar o lixo por todo o lado e trazem-no para cá. Tudo o que está errado, copiam, desde que sirva os seus interesses, fomentando assim a corrupção; o resto não lhes importa, a não ser que dê votos, o que não é nenhum dos caso presente, mas a razão do estado em que puseram o país. Transformaram o país numa lixeira.

Do que está certo e deu provas dizem que não se pode adaptar a Portugal. Pudera, se eles assim talharam o país. Agora que desfaçam o que fizeram por ganância, corrupção e incompetência. Ou que estarão a fazer para terem e ganharem o que um boi mereceria mais do que eles?

Enfim, só existe um modo de avançarmos: tomarmos conta da situação, tal como se passa numa democracia. Isto é, evidentemente, caso queiramos viver numa democracia em lugar da esterqueira de Novo Nazismo em que a corrupção transformou Portugal, enquanto enganou e continua a enganar – autêntica burla – de que esta porcaria de sistema moldado às conveniências, privilégios e impunidade na corrupção e na parasitagem possa ser uma democracia. Só quem não souber o que é, por nunca ter vivido em nenhuma e lhe esteja vedado o conhecimento pela desinformação jornaleira é que poderá acreditar em histórias da carochinha maldosa.

Os ataques à democracia e aos direitos dos cidadãos vão-se repetindo cada vez com mais gravidade. O povo tudo permite. Todos dizem que não, mas os factos confirmam-no.

Há que expurgar a corrupção de tudo quanto é estado e municípios. Sem excepções, sem aceitar qualquer desculpa.

A corrupção não pode ter fim com mezinhas que mais não servem que para atirar areia aos olhos dos eleitores. Nem enquanto for admitida a um só dirigente sequer. A corrupção só poderá começar a ter fim com o fim dos privilégios e da imunidade à responsabilidade dos governantes e outros que tais. Só poderá começar a ter fim quando mais nenhum cargo neste país possa ser atribuído por nomeação em lugar de por concurso público. Só poderá começar a ter fim quando estas medidas forem implantadas e seguidas obrigatoriamente.

Não se pode permitir a formação duma Nova Classe acima da Constituição, da Justiça e da Cidadania nacional, que tudo e todos controle impunemente, aliada aos magnatas da exploração humana.

Enquanto estas medidas não forem adoptadas como norma intransponível e sem excepções, como nas verdadeiras democracias, o descalabro tem que continuar e é tudo mentira!

Se concordam, façam um esforço para o bem comum e passem a palavra.


Aditamento:

Após publicação deste post, foram noticiados alguns acontecimentos significativos sobre a utilização dada aos computadores pelas crianças. Pelo que se ouviu, foram encontrados imensos casos da maior promiscuidade, incluindo prostituição de crianças por sua própria vontade, pela Internet, sobretudo no uso dos chat-rooms. O uso de computadores pelas crianças deve fazer objecto duma vigilância estrita por parte dos seus educadores. Estes são geralmente os pais e todos conhecemos a sua inexperiência, falta de preparação e pobreza mental. O que equivale a deixar as crianças e os estudantes adolescentes entregues a si mesmos. Nestas condições, instigar o uso da Internet é uma falta com consequências extremamente desastrosas a somar à outras acima citadas.

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