Blog do Leão Pelado



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Colaboradores:

A. João Soares, Aruangua, J. Rodrigues, Sapiens, Mentiroso



Como se Destrói um Povo
Apregoando Demagogia por Democracia

Cada vez se compreende menos a atitude dos portugueses face às ditaduras. Conformam-se, tudo aguentam sem refilar. Tudo admitem. Alguns acobardam-se a tal ponto que até de escrever na Internet se retraem. É um povo dos mais cobardes, corruptos e miseráveis que se conheça. O povo, único soberano (art° 3º da Constituição), abdica da sua soberania nas patas da máfia política. Que nojo! Até se chamam órgãos de soberania às instituições cuja única razão de ser é a de servir o único soberano, segundo a Constituição. Os mesmos incapazes que fazem leis interpretáveis por mal concebidas, fazem também trocadilhos com um texto bem claro. Pior é que o dito pegou, o que significa que a máfia conseguiu lograr a carneirada e convencê-la de que a sua impostura estava certa, que os soberanos são eles, os servos.

O governo do Sócrates, com toda a razão e objectividade, tem querido corrigir muitos dos erros anteriores, na sua maioria os dos governos Cavaquistas, que foram aqueles que verdadeiramente nos atiraram para o lixo após roubarem e distribuírem os fundos de coesão da UE, pondo o restante em circulação para produzir a falsa ideia de abundância mediante uma enorme inflação que deu votos. Quando deixou o governo havia um défice superior a 5%! Com os montões de dinheiro recebido da UE, é obra! É esta a óbvia causa do atraso tecnológico que ele justamente refere. Esta circunstância tem deixado o Cavaco calado que nem um rato e sem poder moral para actuar. Os parvalhões, que votaram nele, aprovando tacitamente a implantação da miséria em Portugal, que agora não se queixem por terem elevado o carrasco a dignidade. Só que as acções do Sócrates têm sido do género «pior a emenda que o soneto». Aquilo a que assistimos são demonstrações de incapacidade, de logro e de arrogância, onde não falta uma boa porção de malícia e de maldade.

Um governo de traidores que se diz socialista, mas que é a vergonha de qualquer partido democrático. Vejamos o que dizem alguns verdadeiros socialistas sobre estes burlões. Um governo que não só é culpado do enorme e sério agravamento do mal herdado do anterior, como em lugar de o reduzir tem demonstrado claramente as suas intenções e princípios por que se rege. As acusações repetem-se.

Ouvem-se e lêem-se as observações mais desprovidas de senso da parte da população desinformada e embrutecida pelo assobio da serpente duma corrupção galopante e destruidora, que tornam o país na chacota internacional, tais como pensarem que outro partido faria melhor. Não vimos já como o partido do Cavaco nos cozinhou a miséria em que hoje nos afogamos? Seremos tão estultos a ponto de pensar que todo o mal se adquiriu em dois, quatro ou mesmo seis anos? Julgar que o partido do Cavaco agora faria melhor – quando ainda há pouco mais de dois anos constatámos que aquilo que se preparavam para fazer à Segurança Social e reformas, como os próprios anunciaram, era bem pior que o que o actual chefe da máfia e promotor da corrupção concebeu, – só sendo-se completamente tapado e lerdo.

De que estarão os basbaques dos portugueses à espera para tomarem conta da situação, como lhes vem por direito democrático e constitucional? Estarão à espera dum novo Messias ou Arcanjo enviado por Deus para os salvar? Será o grosso da população tão desmiolado e atrasado a ponto de não compreender que ninguém – sobretudo políticos – jamais levantará um dedo para os ajudar. Terão que despertar do torpor e ajudar-se a si menos. Os políticos são aqueles que sempre mais lucram com a corrupção e o mal da nação. Como dizem os franceses, «les politiciens sont un mal nécessaire», mas há que dominá-los e mantê-los domesticados e bem atados como bestas selvagens que são – «il faut les tenir bien en laisse». Em todo o mundo se sabe isso. Menos em Portugal.

Que se esperará para correr com a corja de corruptos e parasitas que tem feito do país a estrumeira da UE e até mundial. Espezinham a constituição e os direitos humanos, têm destruído o sistema de saúde e assassinam as pessoas doentes, idosas e acidentadas; obrigam as grávidas a parir nas ambulâncias ou em Espanha; criam o desemprego entre os mais competentes por lhes roubarem os lugares de concurso para os parasitas dos seus adeptos. A natalidade acelerou grandemente a queda pela impossibilidade de se criar um filho. Será possível continuar a aguentar a imposição de tais torturas? A nova PIDE, o renascimento do Nazismo, o novo Hitler.

É isto que se admite e aprova, consentindo por não se bater o pé? A corrupção de cada vez mais negociatas, a defesa corrupta dos interesses das grandes empresas contra os da população, o domínio da informação e da desinformação e do direito de se ser informado, o controlo das chefias administrativas, o controlo das pessoas, o controlo da opinião e da livre expressão, a intrusão na vida privada, abusos sobre o estado e a vida dos cidadãos, a metamorfose das polícias em bandos de criminosos, a destruição do nacionalismo e subjugação aos malditos castelhanos por um não menos maldito traidor que se diz iberista. Fora com os traidores!

Todos para a rua para reclamar os nossos direitos e correr com a canalha. Quem não o fizer abdica do direito a reclamar. Que procedam condignamente ou que se calem de vez.

O importante não é viver, mas viver com dignidade.
- Sócrates, o Ateniense.

5 mentiras:

stranger in a strange land said...

Fiquei surpreendido pela crítica aguçada à classe política. Embora não partilhe uma visão tão pessimista,tenho consciência de que não vivemos numa verdadeira democracia e, por isso, não posso deixar de concordar com muitas das coisas que aqui são ditas.
Parabéns pelo bom trabalho!

Barão da Tróia II said...

Costume usar um nome para isso;
"carneiros capados"
Eis o que somos, o que é esta sociedade da trampa.
Boa semana

A. João Soares said...

Caro Amigo, um texto no bom estilo a que nos tem habituado. Os políticos, por mais que escondam a sua incompetência, ela vem ao de cima a cada cavadela. Agora as eleições de Lisboa levantaram uma série de pontos para reflexão que não devem ser esquecidos. São uma séria lição que os político deviam aprender, desde a falta de confiança do povo nos políticos, abstendo-se, falta de confiança nos partidos, votando nos independentes, a utilização dos campónios do interior como se fosse gado caseiro domesticado, etc.
Mas o povo vai ficando consciente desta miséria moral, ao recusar o seu voto e ao dá-lo a independentes. Isto há-de resolver-se, só sendo pena que evolução seja demasiado lenta e entretanto, aumenta o nosso atraso em relação à Europa.
Abraços

João Carlos Aguiar said...

Caro Amigo,

Escrevo para lhe dar um abraço e força e continuação.

Nos últimos dois anos tive a sorte e privilégio de viajar à volta do mundo e ver como Portugal é, em história e espírito muito maior do que o território que é hoje Portugal.

Ao chegar, deparo-me com um país desmoralizado, um povo infelizmente ainda sofredor de imaturidade democrática muito devido ao mau sistema educativo que nos cria portugueses, e claro o abuso pelos políticos do povo nacional.

Partilho muitas visões suas aqui expostas no blog, e quero dar-lhe as felicitações.

Devemos estar unidos e combater a ameaça espanhola ao nosso povo quase milenar, que parece estar cada vez mais perto.

Um Abraço,
João Aguiar

Mentiroso said...

Caro João Aguiar,

O problema é precisamente a falta de união originada na sistemática desinformação falsa que dispersa as opiniõies e as ideias da população, tirando-lhe a vontade de fazer algo em conjunto para melhorar.

Um abraço