Blog do Leão Pelado



Este blog está construído segundo as normas da W3C, pelo que pode apresentar irregularidades em browsers que não as sigam, como o Internet Explorer e o Google Chrome. As bandas rotativas não funcionam no IE e as molduras são duma só cor.


Visite o blog da Mentira!
Colaboradores:

A. João Soares, Aruangua, J. Rodrigues, Sapiens, Mentiroso



Showing posts with label Ignomínia. Show all posts
Showing posts with label Ignomínia. Show all posts

Os Carneiros Pagam a Crise Provocada Por Políticos e Agiotas
Parte I

Quantas vezes ouvimos o primeiro-ministro e outros ministros da oligarquia governamental – excepto o da economia (porque será?) – e até o coveiro de Portugal afirmarem que os sacrifícios decorrentes da aplicação do plano capitalista que dá o nosso dinheiro aos bancos é para todos. Será mesmo? Será o que se está a passar ou estaremos a ser mais uma vez vítimas do roubo descarado das máfias políticas?

[Clique no título do post para ler a continuação]


Ler mais...

O Abate dos Carneiros

O ministro Álvaro Pereira chegou com intensões bombásticas de investigar os actos do governo anterior que tinham contribuído para o aumento da desgraça nacional e que, segundo ele apregoa para os ingénuos ou bêbados, cegos, surdos e mudos, foi a única causa. O PSD chamou-lhe parvalhão e obrigou-o a calar-se. Porquê?

[Clique no título do post para ler a continuação]


Ler mais...

Destruição Nacional
Segunda Vaga

Após a primeira vaga da destruição da estrutura de subsistência nacional – sobretudo pescas, agricultura e indústria – pela banda de ladrões da oligarquia cavaqueira, temos agora a destruição do que restou. Está assim garantida a miséria do país por mais de um quarto de século se tudo correr pelo melhor, assim como a dependência completa dos países que vierem a investir nos despojos nacionais.

No país com mais baixa produtividade, a crise e a miséria não se vão em meia dúzia de anos, sobretudo com a persistente destruição e desbarato dos meios de produtividade.

O Cavaco desgraçou o país. Comparável ao Mubarak, ainda que a um outro nível bem diferente, mas não é julgado. Porquê? Pela mesma razão que o Mubarak também não foi julgado durante décadas, mas a o povo egípcio conseguirá justiça e o português não por ser mais carneiro. Ridículo: o presidente rasca escolhe o meio mais rasca para escrever aos rascas: o Facebook. Não quer falar como devia? É o presidente do Facebook. E recomenda. Que calibre!

Parece que todos se esqueceram de que o Cavaco e a filha são dois beneficiários directos dos desfalques do BPN que NÓS estamos e vamos terminar de pagar enquanto eles e os outros guardam os lucros do que nos roubaram. Para recordar os esquecidos, vejam-se as notícias da altura no Jornal de Notícias e no I Online. Disse que não o repetiria, mas não devolveu o que roubou.

O governo procede à liquidação do património do Estado. De pensemos sobre o que nos têm ocultado: mais de um terço dos países da UE – tanto dos maiores como dos menores – mantêm as chamadas «golden shares» e não vão abdicar nem desfazer-se delas, pois são a garantia de que bens de interesse nacional permanecem nacionais. A exigência acordada pelos três partidos ao triunvirato não passa duma submissão a uma imposição de passagem dos bens nacionais para possessão estrangeira. Vejamos claramente.

Tudo o que está a ser tornado privado vai ser comprado em saldo por empresas estrangeiras. Ou seja, Portugal vai passar a exportar os lucros, aumentando a miséria nacional. Claro, as empresas precisarão de trabalhadores, os explorados, que terão os seus ordenados, mas o sumo do negócio, os lucros, passarão a ser exportados. É o método encontrado por este governo para assegurar o aumento das exportações. (Ver sondagem e artigo sobre o assunto.)

Por outro lado, o emagrecimento do Estado só está a ser operado ao nível dos não militantes, que estão a pagar a factura resultante do desbarato dos governos do Cavaco. Os boys passam agora a chamar-se especialista. Mudança de nomenclatura para, costume geral, ocultar as intenções. Está a acontecer com uma rapidez até agora inédita num país de máfias oligárquicas de rapina. Os ordenados agora acordados aos parasitas continuam a ser superiores aos dos países ricos. Por demais continuam a nomear políticos para cargos económicos e comerciais que, como nos outros países, deviam ser postos a concurso. Vigaristas e ladrões que roubam os empregos da população.

Afinal, que pouca vergonha é esta de um primeiro-ministro criminoso que faz tudo ao contrário da sua nojenta propaganda eleitoral. O Sócrates era mentiroso e este prova ser ainda mais. Ele e os seus acólitos (ex.: Cagão Feliz, Manela Leiteira, Paulo Portas, Rui Rio, etc.)do fosso entre ricos e pobres não se calavam em quererem acabar com os subsídios, Agora aumenta ainda esse fosso e junta outros subsídios aos existentes.

Em vez de cortar na gordura, corta na carne e deixa a gordura. Entretanto, o Cavaco escreveu «este é o momento para recuperar forças e ânimo para um novo ano que será de grande exigência», mas não recomendou exigências na redução das despesas ao funcionamento do governo, que está a fazer o contrário da sua banha da cobra na campanha eleitoral. O autor já tinha prevenido em vários artigos como o Coelho chamava estúpidos aos portugueses e mais uma vez se verifica como é fácil de desmascarar um impostor. Houve quem tivesse apodado a visão clara de partidarismo. A estes e aos lorpas que nele votaram de nada serve reconhecê-lo agora e reclamar: assim o quiseram, assim o têm. O costume, não?
[Note-se neste post que o professor sabe como e onde colocar o símbolo do euro (€) que a maioria dos iletrados ignora e imita a jornaleiragem de ignorantes pedantes e barrascas.]

O descomunal aumento dos transportes é incrível: são actualmente os mais caros de toda a Europa, sem excepção. (Lembra-se de que as comparações não se fazem directamente, mas numa proporção do que os valores representam em relação aos ordenados nos países comparados.) Os transportes públicos causam perdas em todos os países, pelo que são sempre subsidiados. Qual é a novidade ou o drama que em Portugal seja idêntico? O governo tem que fazer como nos outros países e mantê-los acessíveis a todos. A lábia do Prof. Álvaro Santos Pereira na sua entrevista à RTP a explicar a dívida dos transportes públicos escondeu que o Estado não contribuiu o suficiente como nos outros países e nem neles falou. Limitou-se a atirar com as culpas para o governo anterior, mas em sentido errado, que a falta foi a de não ter contribuído suficientemente.

Os aumentos previstos para a água e as energias de consumo doméstico, já as mais caras da Europa (sobretudo quando correctamente comparadas em proporção aos ordenados), não obstante os lucros e ordenados obscenos dos serviços e dos aeus dirigentes, políticos parasitas partidários, é uma afronta à população e um roubo directo. O ministro aldrabão não mencionou.

Este ministro, já antes de o ser tinha demonstrado nalguns posts no seu blog, Desmitos, ser aldrabão quando isso lhe convinha.

No entanto, um dos seus posts denuncia claramente a conhecida, monstruosa e ímpar desigualdade nacional entre mais rico e mais pobres na UE e devia ser visto por todos. Só lhe falta a sua comparação ao que se passa nos outros países europeus para que se confirme o verdadeiro crime dos políticos em permitirem que a situação actual se tenha formado, eternizado e transformado numa verdadeira situação. Mesmo assim, ainda há indivíduos do presente governo que defendem medidas que agravam este estado de antidemocracia, em que o Coelho, o Cagão Feliz, a Manela Leiteira se destacam entre tantos outros. E chamam-lhe democracia!

O seu blog contém imensos dados úteis e informativos. Contudo,, alguns são abertamente manipulados por partidarismo ou apresentados alguns esquecimentos no mesmo sentido. Escreveu ainda, tão justamente que se poderia tomar por integridade, que «tirar» de lá [das empresas públicas] os partidos, para se acabar com as nomeações políticas. Nas empresas do Estado, e mesmo no próprio Estado, o principal critério de ascensão a posições de liderança deve ser o mérito, não por partidarismos ou por se ter o cartão do partido. É preciso moralizar a vida pública. Tem que haver transparência, auditorias externas regulares, mas é preciso haver - e isso é urgente - uma delimitação muito clara daquilo que são cargos políticos e o que são cargos públicos. Todavia, o governo a que ele agora pertence continua com as nomeações que ele disse condenar e a que agora se cala como um rato.

No mesmo post: o Estado [no Canadá] funciona tão bem porque têm uma administração pública muito forte. Não interessa qual é o governo que lá está, estão a servir o Estado. É o que temos que fazer em Portugal: acabar com o compadrio, o favoritismo político e a partidocracia. Defendo que todos os salários das pessoas que trabalham para empresas públicas, institutos, devem ser publicados na internet, deve haver o acesso total a essa informação. Transparência total para que as pessoas tenham menos suspeição em relação ao Estado. Não esperámos muito para vermos se iria persistir para que o governo assim procedesse. Já vimos que após 51 nomeações de especialistas em 42 dias continuou calado. [Mudar de Vida]

Num outro post, publicou vários gráficos demonstrativos do despesismo e desgovernação do governo anterior, mas omitiu o mesmo gráfico bem elucidativo que os impostores nunca revelam É esse que demonstra a realidade sem teias de aranha. Trata-se do gráfico dos montantes anuais recebidos do Fundo de Coesão Europeu em que Portugal recebeu mais por habitante do que qualquer outro país e que foram roubados ou mal usados pelos cavaquistas. Foi esta desadministração que originou a inaptidão nacional e provocou a crise por o país não ter sido devidamente modernizado. Este gráfico demonstraria como a dívida cresceu. Os governos do Cavaco puseram uma boa parte desses fundos em circulação, gerando uma inflação de 5,5%, para darem a ilusão de riqueza súbita proporcionada pelo partido no governo. Habituaram os portugueses a viverem acima das suas possibilidades e agora vê-se o resultado. Os governos que se seguiram, para não perderem votos, evidentemente, continuaram com a mesma política económica, continuando a destruição. Entretanto, já no tempo do Guterres, os fundos de coesão começaram a diminuir. Para poderem prosseguir com a mesma política, os governos aumentaram a dívida externa a fim de manterem o mesmo nível num país que deixara de produzir. Os fundos foram diminuindo e a dívida aumentando proporcionalmente. Isto é tão claro que os montantes de ambas são paralelos, inversamente proporcionais. Será por acaso? Porque será, então, que todos os fanáticos do PSD nos escondem o facto? Esta menção não existe no post do A. Pereira, o que faz dele mais um manipulador. Manipulador esclarecido, mas manipulador na mesma.

As estradas e as comunicações são uma das bases do desenvolvimento e progresso, já os romanos o sabiam bem. Alguém concebe a existência do Império Romano sem estradas? Com atalhos impraticáveis?

O progresso gerado pelas comunicações está no âmago do desenvolvimento dos países mais ricos da Europa. Na Alemanha são gratuitas, na Suíça custam Fr.S. 40/ano.

Pois o PSD obrigou o governo precedente a fazer pagar as estradas directamente do bolso dos utilizadores segundo o princípio errado de utilizador-pagador. Os ganhos económicos do uso das vias de comunicação são a nível nacional. Não admira. Em Portugal diz-se que se quer melhora a vida nacional, mas faz-se sempre o contrário do que resultou noutros países ou copia-se o que está errado. Este caso já está a atrofiar ainda mais o país, como se ouve e se constata. Obrigado, Coelho, por mais este prego no caixão; os carneiros agradecem. Alguém ouviu o ministro da economia mencionar este assunto que ele tão bem conhece?

Devido a políticas anteriores em que os partidos, para ganharem simpatias (votos), transformaram partes integrantes dos ordenados em benesses graciosamente por eles concedidas como se de favores se tratasse, os ordenados tornaram-se vulneráveis. Os acrescentes a que se chamaram subsídios de férias e de Natal, ou 13º e 14º meses, são componentes integrante dos salários, visto serem obrigatórios. Porém e de novo, a nomenclatura assimila-os a extras. Os que os ganham têm-se aproveitado como arma de pressão para que, não os contando como parte do ordenado, afirmarem que ganham ainda menos do que a realidade, ainda que os ordenados continuem vergonhosamente baixos. Todavia, esse tratamento dos ditos subsídios tornou-os vulneráveis, como se verifica. Aceitou-se, agora os ladrões roubam-nos como querem e paga-se a benesse.

Portugal é conhecido como o país europeu com a maior fossa entre mais ricos e mais pobres. Não obstante a miséria que se vive e a necessidade de corrigir esse defeito, o governo de ladrões, liderado por um criminosho vigarista convicto, condenado por tribunal criminal e com inquéritos criminais em curso, resolveu tomar medidas adicionais para aprofundar esse fosso único europeu e roubarem o dito subsídio de Natal. Porque, de acordo com o precedentemente descrito só se pode considerar como um roubo, mesmo considerando as diferenças nos cortes.

Se o Cavaco nomeou um primeiro-ministro criminoso, qual a surpresa de ter aceitado um conselheiro de estado nojento e impostor que se faz passar por cristão, quando demonstra intenções de roubar os pobres para dar aos ricos, defende um sistema de saúde para ricos e outro para pobres e acabou com o direito universal à justiça, permitindo apenas aos que nada têm a lhes serem designados advogados aprendizes que perdem todos os processos por só terem capacidade para tratar de documentos. Este post comprova o estado da justiça em Portugal e a sua inutilidade. Foram decisões deste âmbito juntas à corrupção e incompetência de juízes e magistrados que a baixaram ai nível actual.

Como pode o vigarista do Cavaco coveiro, em tal conjuntura, ousar pedir ânimo e esperança aos saqueados e nada dizer sobre os saqueadores? Todos os esforços e medidas actuais são clara e intencionalmente destinadas a manter a população em calma e servil sem se revoltar com a extrema miséria que chegará pelo fim do ano. Talvez que os carneiros se decidam a marrar e esfacelar o dono da mão que os degola. Entretanto, parecem ser mais atrasados, carneiros e desmiolados que os magrebinos, povos que franceses e espanhóis desde há séculos têm desprezado precisamente por os considerarem atrasados. Os portugueses estão a provar serem ainda mais.

A tudo isto os portugueses assistem impávidos como se estivessem a observar um filme do tempo do mudo, sem parecer dar-se conta de que a película que desfila à sua frente é a da sua própria vida. Assistem serenamente à demolição das suas vidas e das dos seus descendentes. Como se o Dr. Egas Moniz tivesse operado uma lobotomia a nível nacional. Ora se dos outros países o vêem e compreendem claramente, como pode uma população inteira ser tão tapada e nhurra? Daqui a ideia correcta que nos outros países se faz dos portugueses. Estarão certos ou errados?

É mais do que aparente que os bandos de ladrões que formam as oligarquias mafiosas dos partidos não vão matar a galinha dos ovos de ouro e deixar de roubar e saquear o Estado de livre vontade. Tal como os exemplos de outros países, só à força se decidirão a fazê-lo. O que não se compreende é que tantas pessoas papagueiem queixumes e reclamações, mas não se unam, como nos outros países, único meio para obrigar os bandos de ladrões a obedecerem à vontade popular, a trabalharem para o país e não contra ele. O parlamento é um autêntico bordel de esbanjamento e desconsideração por aquele que deveria ser o soberano, mas que mais não é do que a vaca leiteira.

Já no post imediatamente anterior a este se afirmava que nada iria mudar. A prova está agora à vista. Se a bem não for, terá que ser a mal, que assim não se pode continuar, cada vez a pior como se tem verificado.


Veja a sondagem sobre o governo.

Ler mais...

As Eleições dos Ladrões
Eleições Para Quê, se Nada Muda?

O que melhor demonstra a imaturidade política e falta de capacidade de discernimento gerais, assim como o atraso mental nacional que tão bem nos têm projectado mundialmente e provocado o desprezo por nós é a profusão de e-mails que nos enchem as caixas de correio com as idiotices de fanáticos políticos, cheias de reclamações, de choradeiras e lamúrias, mas simultaneamente propagandeando o seu partido. É preciso ser-se um pouco mais do que estúpido para que alguém se queixe de qualquer coisa e ao mesmo tempo a apoie cegamente. Que morram os suicidas, que merecem a miséria em que vivem.

«Ó patego, olha o balão!» é talvez a forma mais adequada de definir o sentido da maioria dos discursos políticos.

Segundo opiniões do exterior, estas eleições mostraram a estupidez crassa geral nacional. Tanto do modo como os políticos fazem uso do atraso mental popular para fazer passar o isco para os dementes, como as suas frases falsas fazem efeito e lhes sacam votos. O que tem sido mais abertamente criticado e até vaticinado, tem sido que iriam escolher o caminho com um mais pesado sofrimento. Os miseráveis paspalhos de mentalidade entorpecida pela jornaleiragem ainda não entendem frases do género das que o Mário Soares diz abertamente, como «em política não há ética» ou «feio, feio é perder as eleições». Para eles é legítimo enganar depravadamente a população desde que o alvo a atingir seja assaltar todos os tachos do país para o seu partido e deixar a população mais qualificada no desemprego. No auge do seu monumental atraso mental, a populaça, cega de estupidez, manda e-mails a apoiar a falsidade e a corrupção do seu partido em autênticos actos de suicídio. Raros desses e-mails condenam o que realmente nos prejudica. Que melhor colaboração e apoio querem ou necessitam os políticos corruptos para continuarem como até agora? Aqueles que odeiam e sofrem a corrupção agradecem a contribuição dessas bestas cegas para o mal geral do país. Sabe-se fora do país e julga-se o povo em concordância. Em todo o lado se sabe que a culpa do estado do país, em tudo o que está mal, é da culpa exclusiva dos portugueses, população e jornaleiros que os desinformam e lhes moldam a mentalidade. Sem que os próprios o reconheçam nada poderá mudar.

A verdadeira culpa do estado do país é de quem o consente e o aprova: os próprios que se queixam. Afinal, vendo bem, os políticos procedem do mesmo modo que a quase totalidade da população que os critica com razão, mas que, factualmente, mostra aprovar.

Foi mais uma campanha em que os partidos se limitaram a seguir o seu costume: despejar banha da cobra a rodos sem jamais tocar nos assuntos que realmente desgraçam o país. Se dermos atenção às queixinhas que lemos há já bastante tempo, os factos que mais preocupam os portugueses são basicamente a corrupção, os roubos, crimes e enriquecimento honestamente inexplicável dos políticos; uma sociedade a duas velocidades em que eles são os gatos e nós os ratos; a imunidade que se arrogam com insolência; a justiça podre e administrada por incompetentes arrogantes e que gozam de privilégios a que não devem ter direito; ao número desastroso de fundações e institutos, todos desnecessários, apenas para albergar os chupistas parasitas dos partidos; o assalto dos partidos aos postos da administração.

Nenhum partido martelou nestes problemas que eles próprios criaram e que só os parasitas que deles tiram proveito defendem. Nenhum dos três partidos que poderão formar governo afirmou que a contribuição para o pagamento da dívida pública seria distribuída por todos consoantes as suas posses. De notar que a quantidade de desempregados qualificados, muito maior em Portugal que em qualquer outro país europeu e de que a jornaleiragem ladra mas esconde a causa, tem a sua razão de ser e deve-se ao açambarcamento dos postos pelos parasitas políticos altamente incompetentes. Ninguém aceita que os políticos e juízes formem classes à parte nem que os primeiros tenham usurpado as direcções de quase todas as grandes empresas nacionais (mais desemprego para os mais qualificados), tal e qual como nas repúblicas das bananas, o que Portugal nem chega a ser. Este sistema é uma verdadeira ditadura oligárquica e mafiosa que eles encobrem não tirando a palavra «democracia» das suas porcas comuas de vigaristas profissionais e com a imprescindível ajuda de médias em conluio. Nestas condições só os tolos desinformados crêem que possa existir democracia.

Com a contribuição imprescindível da desinformação premeditada e intencional da escumalha jornaleira, formaram uma sociedade incivilizada e submeteram-na completamente aos ditames e à mercê das máfias oligárquicas. Os conglomerados de média são puras ferramentas de propaganda política, económica e comercial, associadas pelo dinheiro que dão aos partidos em troca de favores. A adopção destas normas junta à impostura das oligarquias políticas, tornaram-se o mais eficiente meio de desinformação no país, e com ele a subjugação da população às máfias.

Nenhum dos partidos que têm formado governo merece um voto ou qualquer outra demonstração de confiança. Todos têm roubado e os que não o fizeram ainda foi apenas for falta de oportunidade. Dar-lhes votos é bem pior que dar pérolas a porcos; é um suicídio. «Quem morre porque quer não se lhe reza por alma.» Quem neles votar perde qualquer direito a futuras queixas.

Há porém um acontecimento extraordinário nestas eleições. Em qualquer país e como sempre tem acontecido em Portugal, já no tempo da monarquia, o partido que estiver no governo durante uma legislatura em que a população tenha sentido uma baixa do nível de vida perde inexoravelmente as eleições por uma margem acentuada. Ora isso não é o que agora se bservada, ainda que todos saibam que a miséria se instalou. Vai até acentuar-se muito, mas muito mais do que a maioria o crê. Se a direita ganhar, o desemprego poderá ultrapassar os 20% de gente sem ajuda. A polícia será instruída para desancar os esfomeados que roubarem para comer e os tribunais instruídos para os mandarem alimentar na grelha. E não só.

No entanto, mesmo nas condições citadas, vemos que o PSD não tem conseguido avançar, não obstante a imperícia de julgamento da população resultante da conhecida desinformação jornaleira. Os ataques pessoais de gente ordinária – não das acusações gerais, muitas justificadas – do género das da cabra porca e imoral da Manela Leiteira, a mais nojenta besta que introduziu a mais baixa ordinarice no parlamento de que há memória em Portugal, também não parecem ter feito o PSD subir muito acima do partido dum governo em fim de mandato de miséria nacional. A arrogância do Sócrates na sua primeira legislatura marcou-o e embora isso o tenha prejudicado na seguinte, também não parece ter dado um grande avanço ao PSD. Nem aos outros partidos, salvo o CDS, mas quanto a este já lá vamos. Acusar outrem com malícia por ter adoptado as suas próprias ideias com que saíram do seu último governo (comboio e aeroporto), também não fez o PSD subir em flecha. Porquê?

Todos sabem que a historieta do criminoso chefe do PSD quando afirma que não foi ele que deitou o governo abaixo e que nunca o faria por ganância dos tachos á custa dos miseráveis, não convence senão os mais atrasados mentais de todos. Conta com a amnésia geral para se esquecerem de que o PEC que ele reprovou tinha sido aprovado pela UE, em especial pela Alemanha, que é quem geralmente entra com mais dinheiro e que voltou todo inteiro com o FMI. Afinal, o criminoso é também falsário.

Ao que parece, mesmo assim, uma boa parte ainda se dá conta de que o PSD tem escondido na manga aquilo a que se aventurou a levantar a ponta do véu e lhe deu um muito mau resultado. É que, o Sócrates mentiroso, desta vez ainda tem acertado nalgumas verdades. Raro, mas aconteceu e são um pouco mais do que circunstanciais. O intuito é aproveitar a desculpa das imposições do FMI para acabar com a miséria de modo eficiente, matando os miseráveis pelo seu próprio voto. Um PSD que tem agora um chefe criminoso. Criminoso é a palavra justa que em português designa quem cometeu crimes condenados por um tribunal criminal, e os que ele cometeu não foram poucos. Escondidos pela mesma corja de jornaleiros, mas cujas provas, publicadas por alguns jornais mais sérios, estão acessíveis a quem as quiser ver. Qual, é afinal, a diferença entre ele e outros tais como Loureiros, Oliveiras, Felgueiras, Isaltinos e tantos mais? Qual é? Não se irá eleger um criminoso condenado, com incriminações em curso de investigação e processos pendentes? Os outros países também sabem e julgam os eleitores em consequência. Estas eleições têm sido a maior contribuição para o descrédito nacional sob os pontos de vista.

A destruição do desadaptado e arcaico sistema de saúde é garantida sob o PSD com o CDS. O Sócrates aplicou-lhe mesinhas para atirar com areia aos nossos olhos, uma canalhice aldrabona e ele precisa de ser completamente reestruturado, como várias vezes citado neste blog, mas não destruído e desmantelado para dar aos hobbies, o que o Coelho quer fazer e que tem tentado fazer com as leis ambientais, o que resultará a todos os níveis se serviços fundamentais forem entregues aos privados do modo que ele pretende.

Há países democráticos onde o sistema de saúde é 100% privado, igual para todos sem excepções, tanto ministros como estivadores e funciona muito bem. Isto, porém, não tem qualquer relação com as intenções do PSD e do CDS. O que eles pretendem é um serviço que permita hobbies e a implantação de classes em Portugal, desaparecida nas democracias, mas que ainda cá não se extinguiram, prova número um da inexistência da democracia, pelo que todos cá falam em classes com a maior naturalidade. Querem que cada um pague para a saúde, que quem pode pagar mais tenha o que quiser e que quem não possa que morra.

Exemplos:
Medicina e Saúde
O Culto da Desinformação
Hipocrisia e Cinismo, Valores Basilares dos Políticos
Pedro Coelho Contra os Direitos Humanos
Há muitos mais e talvez melhores. Basta Fazer uma busca com «saúde Suíça» na coluna da direita.

A este respeito, pelos países onde os jornaleiros não encobrem as informações que não agradam aos políticos, circulam outras informações. Os portugueses no estrangeiro sabem-no e alguns cá também. Alguns povos suicidam-se literalmente, com a ajuda eficiente dos mais ricos, que não querem contribuir para os que menos têm. «Nos Estados Unidos o Obama tem tido a maior oposição possível à reforma dos serviços que ele propôs, a sabotagem é patente. Os governos, os bancos e os grandes accionistas da nossa sociedade não ganham dinheiro com serviços de saúde que prolonguem a vida dos menos saudáveis. Quem está doente não interessa.
Quem não tem dinheiro suficiente não interessa. Quem não tem um curso superior não interessa. Quem não tem poder político não interessa. Quem protesta não interessa. Quem tem uma idade um pouco avançada não interessa.» É esta a base da política do PSD e do CDS. É isto que nos espera se não lutarmos contra esses interesses que muitos partidos seguem por os fazer viver e lhes dar a possibilidade de parasitar a sociedade.

Quando todos tinham a barriga cheia na Europa, uma maioria votou à direita. As consequências apresentaram-se logo. Agora arrependem-se. Portugal, sempre atrasado, ainda nem se deu conta disso e parece querer aprofundar a sua desgraça e miséria se escolher esse caminho agora rejeitado na Europa, salvo pela Espanha, outro país atrasado. A subida dos populistas, nome por que são conhecidos, precisamente por se especializarem no logro dos populares, é um facto que patenteia o estado da mentalidade nacional. Como pode um pobre ser tão idiota a ponto de votar num partido que se sabe de tradição tirar aos que menos têm para dar aos que têm mais. É preciso ser algo mais do que burro. Isto, também se sabe de Portugal na Europa e ajuda a formar a opinião que lhes temos inspirado.

Um anúncio do Coelho, que vai nesse sentido sem que a maioria se aperceba, é o aproveitamento do descontentamento geral pelos políticos e pelo enorme número de ladrões políticos parasitas a viver à nossa custa. Promete reduzir o número de deputados. É um aproveitamento decorrente dum cinismo inqualificável e inimaginável. É verdade que os deputados são demasiados, mas não se podem reduzir por razões democráticas dependentes da parvalheira geral nacional: praticamente só votam em dois partidos e os restantes têm um número ridículo de deputados. Que acontecerá, pois, com a redução do número total de deputados? Os partidos maiores ver-se-ão livres dos obstáculos que os mais pequenos lhes fazem no parlamento e passam a controlá-lo por completo, ou seja, um golpe quase mortal na democracia parlamentar, que devido à disciplina partidária passará a limitar-se a aprovar tudo que dois partidos quiserem. É isto a que eles chamam democracia e que os pacóvios acreditam ser? Pelo menos que aprendam a votar em lugar de beberem as bestialidades que os futres das máfias oligárquicas vomitam.

A constituição é fundamentalmente antidemocrática e a fonte de todos os males. Afasta deliberadamente o povo da política, limitando-o ao voto e permitindo que qualquer politiqueiro de algibeira deite uma petição para referendo em boa forma para o lixo. Proíbe o controlo dos políticos e da corrupção política pelo povo, permite-lhes sacarem privilégios e mordomias claramente antidemocráticos e até ainda fabricarem leis que lhes permitem privilégios antidemocráticos e dão imunidade aos seus roubos.

Esta questão do controlo ainda não despertou na população, mas quando despertar eles vão fazer reformas à sua conveniência, como com a acima citada redução de deputados para eliminar os obstáculos causados pelos partidos mais pequenos. No fim só vão restar duas soluções: ou se continua a engorda-los e a aceitar tudo ou se corre com eles a mal, porque a bem não vão matar a galinha dos ovos de ouro.

Para os políticos, as pessoas não passam de eleitores, contribuintes, utentes, consumidores, etc. Pela manhã do dia do referendo sobre o aborto (Fevereiro de 2007) ouvimos o PR dizer que se a abstenção a este referendo fosse alta deveria rever-se a lei sobre os referendos, se a sua existência se justificava. Esta é das melhores putadas que se podem ouvir, como diriam os castelhanos. Vigarizaram a população ao ponto de a deixar indecisa sobre quem votar e querem-lhe imputar a culpa.

Uma mudança da constituição, devolvendo a soberania e o controlo ao soberano é imprescindível, ou aceite-se tudo calado.

O voto massivo em branco seria o modo mais altamente expressivo do descontentamento geral, mas a maioria está de tal modo embrutecida pelo marketing político e pela desinformação premeditada da jornaleiragem em aberto conluio com a corrupção, que nem compreende nos logros em que cai constantemente e continua a votar no seu partidinho e políticos queridos. Afastar o Sócrates é mais do que necessário, mas substitui-lo por um criminoso ainda mais neoliberal é um suicídio e pior emenda que o soneto. Como anteriormente constatado, o futuro o dirá. Os descontentes continuarão, mas sem norte porque com qualquer que forme governo nada do que realmente interessa mudará.

Ler mais...

Viva a Carbonária!

Bandeira da Carbonária
Para os poucos que não conheçam esta bandeira, é a da Carbonária, uma organização criminosa de assassinos que se aproveitava da balbúrdia política, muita da qual fomentou, para satisfação de interesses ilícitos. Foi a maior organização criminosa nacional de há um século. Foram abençoados pelos fundadores da república. Como a sua bandeira nos revela, por ter sido adoptada para nacional, apenas com pequenas diferenças, formou a o núcleo do então Partido Republicano, impondo-se aos restantes partidos republicanos, dominando-os e tentando aniquilá-los para seu proveito.

Com idêntico sentido de justiça, de civismo e de honestidade, são agora apoiados pelo actual governo, que para essa comemoração estoira €10M [10 milhões de euros, distribuídos por três anos (2009, 2010 e 2011), segundo o portal do governo] do pouco dinheiro que os portugueses têm. Ou melhor, do que não têm, pois que muitos até as meias têm penhoradas. Como de costume, nada do que está mal é repudiado pelos partidos. Tal como a aprovação daquela lei do financiamento dos partidos, que não chegou a nascer, mas que todos os vigaristas do parlamento votaram menos um, aqui também nenhum contesta.

Já muito anteriormente a 1910, o Partido Republicano tinha conseguido juntar ao seu apoio a gente da mais baixa índole da época, não deixando de haver algumas excepções de crédulos bem intencionados. É também isso que se celebra com os nossos €10M. Por comparação, como diz o historiador Rui Ramos, assim como não se pode separar Salazar dos seus conhecidos pecados, que seria se estes fossem riscados e se passasse a citar unicamente as suas boas obras, como a construção das barragens e das escolas, o abono de família, o primeiro orçamento sem deficit após a catástrofe financeira nacional da república, a neutralidade que nos poupou à segunda guerra mundial e tantas outras obras dignas de mérito?

É o que nos estão a fazer – políticos falsos e jornaleirada em conluio, como sempre – com o branqueamento desse regime monstruoso e anti-democrático que pôs termo a um outro democrático. Durante a monarquia o regime era democrático e eles tinham assento no parlamento e a eleições livres. Contudo, na república o direito de voto foi retirado à maioria da população e completamente às mulheres, o controlo dos jornais, o genocídio em Angola. Os sindicatos eram perseguidos e aos religiosos aplicavam-se métodos similares aos da inquisição ou que o regime hitleriano usou com os judeus.

O retorno a esse regime seria mais atroz que ao do Estado Novo. Toda a gente chegou a ter medo de sair à rua pela frequência dos roubos e dos assassínios. Geraram a maior miséria nacional a todos os níveis. Assim, por inimaginável que hoje possa parecer àqueles que o desconhecem, a chegada do Salazar ao poder e a sua consolidação, não obstante os males que o acontecimento acarretou, foi abençoada pela quase totalidade da população. Conseguiu tirar o país da sua maior crise financeira de todos os tempos sem roubar os mais pobres como hoje se está a fazer, enquanto a frugalidade e o aumento dos impostos foram forçados aos que mais tinham. Tudo isto e o avanço económico dos seus primeiros tempos justificaram plenamente a popularidade de que então gozou. O atraso e os males vieram muito mais tarde e não foram logo contestados devido à memória dos mais velhos, que por longo tempo continuavam a se julgar no paraíso quando se recordavam do que tinham sofrido no tempo da implantação da república.

Afonso Costa era o chefão da ala mais radical da canalha que a pouco e pouco açambarcou o poder, tornando-se a peste nacional «que excluía e perseguia todos os outros da maneira mais violenta». A brutalidade selvagem desse bandido e do partido que encabeçava extinguiu os sindicatos e radicalizou os outros partidos republicanos, numa verdadeira acção ditatorial arcaica para a época e após a democracia que tinha derrubado.

Manuel de Arriaga, homem íntegro e primeiro presidente, foi aviltado e forçado a demitir-se. Grande número dos republicanos honestos foi assassinado pela Carbonária do Afonso Costa na chamada «noite sangrenta» de 19 de Outubro de 1921. O domínio do Partido Republicano foi a negação completa do ideal, de certo modo comparável ao resultado da Abrilada de 1974, anos depois.

O que agora se celebra com o nosso dinheiro é um regime que terminou com a democracia, um partido que dominou os opositores, assassinando-os sempre que não conseguia o poder de outro modo . Esta comemoração só se compreende se os celebrantes apoiarem os ideais dos autores das desgraças daquele tempo e do ataque pessoal, aliás, actualmente bem expresso pelo PSD de hoje, mas não solitariamente. Só se compreende se os seus autores se identificarem aos assassinos anti-democráticos dessa época negra.

E nós pagamos por isto.

Ler mais...

Crimes Abafados

O caso da Casa Pia já vem de longe. Dele, muitos se têm servido para apoiar as suas ideias, sobretudo políticas, deformando um assunto que na realidade se trata de comportamento e de moralidade, um tema da justiça a que os militantes de nenhum partido escapam, seja a descoberto ou de forma não aparente. São crimes de comportamento, absolutamente independentes seja do que for. Isto é tão lógico e tão patente que só um impostor falsário e comediante pode afirmar o contrário

Ler mais...

Ignomínias de Gananciosos e Impostores

Um governo minoritário ou composto por vários partidos em coligação – esta última sendo o comum nos países nórdicos mais democráticos – deveria produzir os melhores resultados, além de representar melhor os eleitores, pois que as maiorias que se têm tido têm sempre representado cerca de 40% dos votos, indo os restantes (a maioria) para o lixo.

Por esta e outras razões já várias vezes enunciadas [Vejam-se os links ao fundo do artigo], Portugal nunca teve um governo democrático, nem representativo, nem mesmo legal.

Ora, verifica-se de novo que a ganância das oligarquias mafiosas não permite uma verdadeira democracia. Assistimos em contínuo a uma guerra pelo tacho, pelo enriquecimento ilícito e pelo roubo impune (tudo à nossa custa), em que as armas são os resultados da desgraça nacional usadas nos ataques entre os figurões empregando palavreado dirigido a uma população de atrasados mentais incapazes de discernir a malvadez do que é justo ou a verdade da patranha. É nisto apenas que esses energúmenos contam para sacar os tachos. Iguais de todos os lados, o palavreado apenas muda consoante a ocasião.

Ultimamente, por um lado ouvimos o governo apresentar vários dados manipulados em seu favor sobre vários sectores de interesse, como a economia e a pobreza.

Por outro lado os outros mafiosos tentaram transformar os dados em apoio de críticas ao governo. Um deles, diferente por errado, foi a crítica do Paulo Portas de que uma diminuição registada da pobreza duma ordem de 0,1% era um agravamento. Ora, tendo em conta a recessão, esse resultado até deve ser equiparado a um milagre. Está bem longe do que se precisa, mas em evidente contrariedade com a afirmação do Portas.

O Sócrates tem-se visto obrigado – e muito bem – a engolir a sua arrogância ao felizmente ter perdido a maioria. Do lado do PSD e do CDS ouvem-se autênticas bestialidades desarrazoadas por desprovidas de sentido. Dizem que é arrogante como antes quando todos sabemos bem isso lhe ser agora impossível, ainda que o queira ou quisesse ser. É que há sempre os crédulos que ouvem sem ver nem pensar. A voz vai-lhes directamente ao coração sem lhes passar pela cabeça. Não será por isso que os germânicos dizem que os portugueses pensam com o coração e sentem com a cabeça? Bom, na verdade até dizem muito pior e mais grave.

Se tirarmos o motivo único destes ataques de ambos os lados – a ganância e o roubo impune – nada fica de útil. Estamos num país sem igual na Europa, onde os mais favorecidos ganham seis vezes menos que os outros, ou vice-versa. Alguém ouviu algum partido ou jornaleiro dizer ou fazer algo para fechar o fosso? Alguns dos últimos aludem por vezes, envergonhadamente, mas para eles não dá para os scoops da coxinha com música de pranto ou outros com maior encenação.

Ou melhor, sim, houve dois que apontaram a essas diferenças tão exageradas. Um foi o Pedro Coelho a gozar a população com uma proposta quase envergonhada de diminuir os ganhos dos que mais auferem em 5%. Gozar, porque entre 5% e seis vezes, apenas no seu ver de ganancioso, pode ser adequado. Não obstante, ainda ontem se ouviu na Lavandaria Nacional um alarve apregoar que os portugueses podiam contar com o PSD. Viu-se e continua a ver-se como.

O outro que condenou as diferenças exageradas foi o Hernâni Lopes, um velho que, por o ser, por se ter retirado da luta partidária e por já não ser atingido por qualquer medida do dessa ordem, alvitrou mesmo reduções de 30%, muito mais justas.

O esbanjamento do nosso dinheiro pelas associações de criminosos tem de acabar. Mesmo que difícil quando os mais altos cargos da nação estão ocupados pelo pior primeiro-ministro de sempre, e pelo segundo pior. Aquele que permitiu o roubo dos fundos de coesão que deveriam ter preparado o país para enfrentar o futuro; e o aldrabão e vigarista que o tem secundado com na destruição do país. Pior é só não haver quem os substitua. Que desgraça!

Após a ordinária e pulha da Manela Leiteira temos um velhaco finório bem treinado em sonsice. Diga-se em abono da verdade, que se os portugueses tiverem capacidade para discernir – e até agora tem-se provado o contrário – tudo é preferível à bruxa que ele substituiu. O grande mal do Coelho é apenas ser um extremista em neoliberalismo, o que implica o inexorável aumento do fosso entre mais ricos e mais pobres e um maior afastamento democrático da Europa em prejuízo dos últimos. Tirar aos que menos têm para dar aos que mais têm. Estranho, que os raros que se encontram no meio possam continuar que jamais serão atingidos, mesmo com o que nesta altura presenciamos.

Calma, estamos ainda longe do fim e muitos deles irão ainda ficar desempregados. Os partidos nada farão senão utilizar esta questão incontrolável para propaganda. O governo mostrará que fez muito e bem e a realidade dirá se sim ou se não consoante a miséria aumente pouco ou muito, embora um aumento seja inevitável. Os outros esperam pelo aumento para acusarem, mesmo se ele for relativamente pequeno. Não é uma previsão, é a própria lógica mesmo, a sequência dos factos aliada ao conhecido procedimento das corjas. De qualquer modo, não terão grande dificuldade em derrotar o governo, visto tradicionalmente nenhum consiguir ultrapassar uma crise financeira que aumente muito a miséria nacional.

Pelas ideias, idiotas mas prenhas de malícia, com que nos bombardeiam, pode deduzir-se sem margem de erro que, à parte as diversas seitas mafiosas a que pertencem, os métodos das oligarquias são absolutamente idênticos, tentando manipular os casos à medida das suas conveniências consoante forem aparecendo e de que lado o vento sopre. Apenas se preocupam em mentir para atraiçoar os que, estupidamente, continuam a votar neles. O seu procedimento é análogo ao de qualquer associação de criminosos.

Estes métodos são, ainda assim, compreendidos por um certo número a quem repugnam e provocam desinteresse e abandono do voto. Vêm a inutilidade da escolha e abstêm-se. Não é todavia assim que se conseguirá virar o bico ao prego. Há que martelar no prego com força e acerto. Há que dominar a besta, pôr-lhe açamo, rédea curta, fazê-la passar fome e chicoteá-la, coisa que nem aos animais de carga se deve fazer, porque esta besta que nos rói a alma e a carne, ou a dominamos mesmo ou ela nos deixa com os ossos limpos de cerne e de pele. Procedamos antes que até o tutano nos chupe, que depois já não haverá salvação. Se a bem não for possível, a mal terá que ser. Assim é que não se pode continuar.

Ler mais...