Blog do Leão Pelado



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Colaboradores:

A. João Soares, Aruangua, J. Rodrigues, Sapiens, Mentiroso



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O Espírito do Mal Neonazi

O mal do mundo, personificado pelo povo terrorista e maldito dos judeus sionistas de Israel, ataca judicialmente um dos mais conceituados titulares do Prémio Nobel da Paz, atribuído pelas suas obras humanitárias mundialmente conhecidas e pela defesa dos Direitos Humanos.

Porquê? Por revelar a realidade sobre um povo que pelo seu comportamento desumano, egoísta e abusador, a sua malvadez, o seu roubo de território e de recursos naturais, colonialismo e escravatura, desobediência a todas as resoluções das Nações Unidas, etc. Pelo seu comportamento apenas, este povo sionista deixou de ter direito à própria existência. O seu desaparecimento seria um bem para a humanidade e o maior bem para a região onde se foi inserir, onde se tornou a fonte e a origem de todos o males.

O que segue é uma transcrição do jornal Washington Post encontrada aqui.


Jimmy Carter Alvo de Acção de 5 Milhões de Dólares por Atacar Israel

WASHINGTON - O ex-presidente Jimmy Carter tornou-se alvo de uma acção colectiva por dizer coisas ostensivamente sobre Israel no seu best-seller 2006 livro, Palestine: Peace Not Apartheid. [Palestina: Paz, Não Segregação Racial]

Os cinco autores americanos da acção, dois dos quais são cidadãos com dupla nacionalidade de EUA e de Israel, pedem US$ 5 milhões em danos sobre o livro (que está a ser vendido por menos de US$ 10 na Amazon) na base de que as suas críticas de Israel violaram as garantias de defesa do consumidor.

O denunciante alegou num comunicado de imprensa que o ex-presidente dos EUA, 39 e Prémio Nobel da Paz "violou a lei e, portanto, prejudicado aqueles que compraram o livro" injustamente por "atacar Israel".

O Procurador Nitsana Darshan-Leitner disse processo dos seus clientes "irá expor todas as mentiras e deturpações no livro de Carter e provar que o seu ódio a Israel o levou a cometer este tipo de fraude no público."

A Editora Simon & Schuster, que é também alvo de acção judicial, demitiram-na como um acto leviano e um "gélido ataque à liberdade de expressão que se pretende defender vigorosamente."

"Esta acção é frívola, sem mérito e é uma tentativa transparente pelos recorrentes, apesar de suas afirmações, para punir o autor, Prémio Nobel da Paz e estadistas de renome mundial, assim como a sua editora, por escrever e publicar um livro com o qual os autores simplesmente discordam", disse Adam Rothberg, porta-voz da Simon & Schuster, ao Washington Post.

Uma cópia da denúncia pode ser vista aqui.

Esta notícia circula pelo mundo desde 3-2-2011. Alguém a leu ou ouviu em Portugal? Se fosse lixo, certamente tinha feito a ronda completa de todas as notícias, tal como as ordinarices e outras conversas do pervertidos chulos das máfias políticas. Ou será para proteger o judeu do Interior, quem tem mais contribuido para a destruição dda polícia nacional?

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Confraternização de Canalhas

Assistimos recentemente à confraternização entre o canalha primeiro-ministro espanhol, que despreza os Direitos Humanos, e o seu homólogo português, não menos espezinhador dos mesmos direitos.

Este caso foi muito bem criticado pelo Porco em Pé do PSD, aquele que guincha desalmadamente no parlamento como um ordinário, ajudando a que este seja reconhecido como a Lavandaria Nacional, embora as suas alusões não terem sido todas adequadas. É o oportunista de aproveitamento político que tudo come em qualquer grau de podridão. Como um porco.

Continuando, nada de admirar que um pulha aprove um seu igual e que com ele confraternize. A continuidade destes factos está na origem de grande parte do evidente atraso de Portugal em quase tudo desde o tempo em que o Mário Soares chamou irmãos àquela escória de selvagens indignos que formam a quase totalidade da população dos nossos amaldiçoados vizinhos. Note-se que os malditos são os castelhanos e que o termo Espanha engloba povos como Catalães, Galegos e Bascos, por eles colonizados e que não têm os mesmos sentimentos nem os mesmos princípios, nem cometeram os mesmos crimes hediondos.

A jornaleirada repelente e os sórdidos políticos corruptos nacionais não deixam de nos atirar à cara com os maus exemplos da escumalha castelhana. Porquê? A resposta parece evidente, é intuitiva, sugestiva e bem provada: mostram-nos os maus resultados como se de bons se tratasse para não reclamarmos pela miséria nacional em relação aos países mais avançados de União Europeia. Se não são canalhas, então o que são?

Na verdade, os nossos vizinhos são tudo o que existe de pior na Europa e em certos pontos até em toda a humanidade. Não se trata apenas de corroborar com os factos de que a Amnistia Internacional os acusa anualmente em todos os seus incumprimentos dos Direitos Humanos, das más políticas sempre aqui citadas e agora comprovadas pelo estado da economia nesse país. Era um progresso balofo e sem bases sustentáveis. Não são casos a copiar, são tudo casos a evitar.

Com efeito, as agressões contínuas aos Direitos Humanos, incluindo o assassínio e a tortura são moeda corrente em Espanha e que não melhoram de ano para ano. O estado arroga-se o direito de manter prisioneiros sem julgamento num regime «incomunicado», impedidos de comunicar com quer que seja e vedada a assistência dum advogado, tal como nas mais extremas ditaduras. A sua página na AI sobre os crimes de Espanha é muito mais longa que aquela que reflecte as misérias de Portugal. Este facto não deve, porém, dar azo a qualquer tipo de orgulho nacional desapropriado, mas fazer reflectir como exemplo a não seguir.

A Espanha maldita é hoje o único país europeu que persiste no colonialismo, desrespeitando a Carta das Nações Unidas e todas as organizações internacionais relacionadas com os Direitos Humanos e dos povos. Juntamente com os EUA e Israel é acusada pela Amnistia Internacional de abastardar a definição de terrorismo em alguns artigos do Código Penal espanhol pudesse incluir actos que não seriam apropriadamente compreendidos por essa categoria (sic). A intenção é de ludibriar, permitindo ao estado esconder a perpetração de crimes inqualificáveis contra a humanidade.

Quanto ao passado, não se compreende que tanto espalhafato publicitário se faça sobre a morte dos meros seis milhões de judeus durante a II Guerra Mundial, relativamente aos mais de oitenta milhões assassinados pelos castelhanos nas suas colónias. Os malditos chegaram a exterminar povos inteiros. Então, esses seres humanos não têm mais direito ao reconhecimento que os judeus por serem num número mais de 12 vezes superior? Será a raça maldita se crê dispensada de pedir perdão aos descendentes dos sobreviventes do seu massacre? Porque se continuam a esconder os crimes dum povo bárbaro? Para lhe permitir a continuação dos seus crimes contra humanidade? Para lhes permitir de exterminar os Bascos? Para lhes permitir de matar os imigrantes ilegais?

A questão da real malvadez não se limita exclusivamente aos políticos. O povo animalesco revela os mesmos sentimentos nas demonstrações contra aquilo que querem fazer passa por terrorismo basco. Querem paz, como dizem? Pura mentira, simples falsidade, pois que se fosse verdade tomariam facilmente as mais que evidentes e simples medidas para que assim fosse. Serão tão estúpidos que não possam compreender que se lhes derem a independência a que têm direito se acabam as sequências da revolta dum povo massacrado? Ou querem fazer o mundo compreender que se tomassem essa decisão os ataques de defesa dos Bascos continuariam? Que risota! Como se pode ser tão estúpido a ponto de pensar que ninguém compreende a apresentação dum caso às avessas. No entanto têm-se servido dessa desculpa e há mesmo estúpidos que acreditam e interessados que fingem acreditar. As demonstrações do povo espanhol revelam estupidez crassa.

De espantar, ainda, é que parecem estar convencidos de que se conseguirem dominar a revolta da resistência basca, que terminarão com o problema! Acreditarão verdadeiramente que vão assim resolver o problema? Esperarão que os filhos dos bascos que assassinaram não seguirão as pégadas dos pais? A história, tanto antiga como moderna, revela-nos uma outra verdade.

Veja-se um resumo dos crimes maiores dos castelhanos, aqui.
Veja-se aqui o relato do Frei Bartolomé de las Casas, missionário sevilhano e bispo de Chiapas, no México, sobre as inimagináveis e inconcebíveis torturas do mais selvagem povo sobre a terra, aquele que de longe ultrapassou os temidos Mongóis.

Um outro post relacionado sobre uma faceta do terrorismo no mundo. Um outro sobre a traição do Sócrates.

Odiar um tal povo não é ser racista, mas colocar acima de tudo os Direitos Humanos, a verdade, a justiça e a honestidade, valores hoje bem murchos em Portugal, substituídos por valores-lixo de rascas, se virmos onde nos levaram, onde o número de traidores iberistas cresce a olhos vistos. Talvez não seja de admirar se nos lembrarmos do alto grau da desinformação nacional e das palavras de Victor Hugo: a ignorância é a mãe da estupidez. A internet está literalmente infestada de lixo espanhol que todos os imbecis teimam em reexpedir para tudo quanto é e-mail. Não nos bastará já o nosso próprio lixo? Não, pois que queremos importar todo o mais que encontramos para podermos justificar o que se diz de Portugal: a estrumeira da Europa.



Adenda – 29-5-09 16h0

Para quem preferir rescrever a história (costume que se tem vindo a enraizar) e desmentir a queixa/pedido do missionário ao rei espanhol, segue-se um pequeno extracto. São apenas algumas das suas frases numa descrição pormenorizada que em 46 páginas num ficheiro PDF.

Todas estas universas e infinitas gentes a todo género crió Dios los más simples, sin maldades ni dobleces, obedientísimas y fidelísimas a sus señores naturales e a los cristianos a quien sirven; más humildes, más pacientes, más pacíficas e quietas, sin rencillas ni bullicios, no rijosos, no querulosos, sin rencores, sin odios, sin desear venganzas, que hay en el mundo.
...
En estas ovejas mansas, y de las calidades susodichas por su Hacedor y Criador así dotadas, entraron los españoles, desde luego que las conocieron, como lobos e tigres y leones cruelísimos de muchos días hambrientos. Y otra cosa no han hecho de cuarenta años a esta parte, hasta hoy, e hoy en este día lo hacen, sino despedazarlas, matarlas, angustiarlas, afligirlas, atormentarlas y destruirlas por las extrañas y nuevas e varias e nunca otras tales vistas ni leídas ni oídas maneras de crueldad...
...
Daremos por cuenta muy cierta y verdadera que son muertas en los dichos cuarenta años por las dichas tiranías e infernales obras de los cristianos, ºinjusta y tiránicamente, más de doce cuentos de ánimas, hombres y mujeres y niños; y en verdad que creo, sin pensar engañarme, que son más de quince cuentos.
...
La causa por que han muerto y destruído tantas y tales e tan infinito número de ánimas los cristianos ha sido solamente por tener por su fin último el oro y henchirse de riquezas en muy breves días e subir a estados muy altos e sin proporción de sus personas (conviene a saber): por la insaciable codicia e ambición que han tenido, que ha sido mayor que en el mundo ser pudo...
...
Entraban en los pueblos, ni dejaban niños y viejos, ni mujeres preñadas ni paridas que no desbarrigaban e hacían pedazos, como si dieran en unos corderos metidos en sus apriscos. Hacían apuestas sobre quién de una cuchillada abría el hombre por medio, o le cortaba la cabeza de un piquete o le descubría las entrañas. Tomaban las criaturas de las tetas de las madres, por las piernas, y daban de cabeza con ellas en las peñas. Otros, daban con ellas en ríos por las espaldas, riendo e burlando, e cayendo en el agua decían: bullís, cuerpo de tal; otras criaturas metían a espada con las madres juntamente, e todos cuantos delante de sí hallaban. Hacían unas horcas largas, que juntasen casi los pies a la tierra, e de trece en trece, a honor y reverencia de Nuestro Redemptor e de los doce apóstoles, poniéndoles leña e fuego, los quemaban vivos. Otros, ataban o liaban todo el cuerpo de paja seca pegándoles fuego, así los quemaban. Otros, y todos los que querían tomar a vida, cortábanles ambas manos y dellas llevaban colgando, y decíanles: "Andad con cartas." Conviene a saber, lleva las nuevas a las gentes que estaban huídas por los montes. Comúnmente mataban a los señores y nobles desta manera: que hacían unas parrillas de varas sobre horquetas y atábanlos en ellas y poníanles por debajo fuego manso, para que poco a poco, dando alaridos en aquellos tormentos, desesperados, se les salían las ánimas.
...
Una vez vide que, teniendo en las parrillas quemándose cuatro o cinco principales y señores (y aun pienso que había dos o tres pares de parrillas donde quemaban otros), y porque daban muy grandes gritos y daban pena al capitán o le impedían el sueño, mandó que los ahogasen, y el alguacil, que era peor que el verdugo que los quemaba (y sé cómo se llamaba y aun sus parientes conocí en Sevilla), no quiso ahogarlos, antes les metió con sus manos palos en las bocas para que no sonasen y atizoles el fuego hasta que se asaron de despacio como él quería. Yo vide todas las cosas arriba dichas y muchas otras infinitas. Y porque toda la gente que huir podía se encerraba en los montes y subía a las sierras huyendo de hombres tan inhumanos, tan sin piedad y tan feroces bestias, extirpadores y capitales enemigos del linaje humano, enseñaron y amaestraron lebreles, perros bravísimos que en viendo un indio lo hacían pedazos en un credo, y mejor arremetían a él y lo comían que si fuera un puerco. Estos perros hicieron grandes estragos y carnecerías. Y porque algunas veces, raras y pocas, mataban los indios algunos cristianos con justa razón y santa justicia, hicieron ley entre sí, que por un cristiano que los indios matasen, habían los cristianos de matar cien indios.


Um site Porto Riquenho publica o mesmo texto e testemunha do silêncio que se tem querido impor a esta malvadez.

Nesta página há imensos links para outros testemunhos nos mais diversos sites. Só corroborando com a dita malvadez se pode querer ignorá-los.

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O Iberista Traidor Contra a
Amnistia Internacional

Conhecendo o caminho de traição às liberdades enveredado pelo actual governo português abertamente condenado pela Human Rights Watch, que chamou traidor a Sócrates, assistimos agora a uma outra tomada de posição no mesmo sentido.

Com efeito, desprezando os sucessivos relatórios da Amnesty International sobre a repressão armada e terrorismo de estado desenvolvido pelo país dos cidadãos mais odiados em todo o mundo onde estiveram, precisamente pelos seus métodos de repressão, pelos maiores genocídio jamais praticados na humanidade, o traidor dos Direitos Humanos alia-se ao maior antro de bestialidade selvagem mundial que é a Espanha liderada por Castela. Para quê? Para perseguir e perscrutar os que lutam pelos seus direitos e liberdade de acordo com a Carta das Nações Unidas, apoiados pela AI e pela HWR.

Recorde-se que o Supremo Tribunal reconheceu a impossibilidade de qualquer perseguido pelo governo terrorista espanhol ter um julgamento justo, visto a justiça espanhola ser um palhaço nas mãos do governo. Assim, o Supremo Tribunal rejeitou um pedido de extradição dum lutador pela liberdade basca a fim de ser julgado em Espanha. Espera-se que a continuidade da rejeição da justiça portuguesa não venha a ser influenciada pelo governo do mesmo modo que a espanhola.

Todos os portugueses se devem revoltar contra estas acções indignas e contra a liberdade, apoiando os Bascos em tudo o que lhes seja possível.

Um artigo sobre o terrorismo de estado espanhol, que chegou a formar pequenos grupos de assassinos pagos para assassinarem os membros da ETA – a que pôs o nome burlão de Grupos Antiterroristas de Libertação, quando a finalidade era precisamente esmagar os defensores da dita libertação – pode ser lido no Diário de Notícias. A situação dos bascos piorou de novo com a subida ao poder do neocon Aznar, o mais selvagem bandido espanhol desde Franco, um canalha com os mais baixos e característicos sentimentos e métodos castelhanos tradicionais que urde traições de todo o género.

No site da AI encontram-se os relatórios anuais e outros que condenam a barbárie castelhana. Uma simples busca no site basta para os encontrar e ler o como um povo canalha pode massacrar outro e ainda chamar terroristas aos que lutam pela liberdade. Uma perseguição contínua e a traição demonstrada a cada proclamação de tréguas pela ETA.

Pode-se ler sobre aquilo a que a AI chama de «guerra suja» do governo contra a ETA desde a década de 1980, sobre como embora as tréguas acordadas pela ETA, as perseguições continuaram. Como sob pretextos ignobilmente inventados e aproveitamento do clima internacional espezinham os mais elementares direitos humanos, de modo bastante semelhante àquele que o Iberista traidor proclamou e que lhe valeram o apodo público de traidor pela HWR. Pode-se ler bem claramente sobre os juízes porcos espanhóis e como estes administram a «justiça». A tortura praticada pela banda dos merdosos cobardes da polícia. A tortura e o assassínio de presos bascos nas masmorras, por carcereiros, reclamada pelo Provedor contra falta de medidas para a prevenção destes casos, o que equivale à aprovação dos assassínios pelos governos. Tudo é encenado para justificar o terrorismo de estado, moldar as opiniões através de mentiras e gerar medo na população espanhola, a fim de que, aterrorizada, esta apoie as acções dos carniceiros do governo. É um velho truque mais ou menos sempre usado por Castela.

É a isto que o Traidor Iberista nos quer associar? E ainda para os castelhanos virem fazer buscas no nosso território e matar pessoas por engano? Veja-se, a este propósito, uma parte dum artigo no blog Do Mirante.

Abençoado todo aquele que matar os castelhanos, seja à bomba, ao tiro, à pedrada, por atropelado ou como for. Todos os métodos são bons. Se aquela raça de víboras quisesse paz começava por concedê-la àqueles que subjuga, dando-lhes a liberdade. Afinal, os bascos não exigem mais nada nem há qualquer prova de que se lhes dessem o que pretendem continuariam a matar aquela raça maldita. Matem-se os castelhanos!

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Terrorismo

Bascos, Bósnios, Kosovo, Curdos, Franceses, Irlandeses, Palestinos, Tibetanos, Timorenses e tantos outros. Serão todos Terroristas?

Em 1948, o povo dos Hebreus que não tinha emigrado vivia numa pequena porção do território chamado Palestina, um protectorado Inglês. Este povo, com a intenção de afugentar os ingleses e obter liberdade total, fazia explodir bombas por tudo quanto era sítio inglês. No entanto, nunca lhes chamaram terroristas. Porquê? No passado, um procedimento idêntico já lhes valera a quase aniquilação total pelos Romanos. Mas eles queriam ser livres.

Nesse ano, o mundo representado nas Nações Unidas reconheceu a esse povo o direito a formar um estado a que ele chamou de Israel e obrigou os vizinhos a lhe cederem o território necessário a esse fim, território com o qual os representantes desse povo concordaram em seu nome. A partir de então, esse tão lamentado povo começou a sair das fronteiras que tinha aceitado e a roubar terras aos vizinhos. O povo mártir tinha-se transformado em martirizador e usurpador. O povo que sempre lutara pela sua liberdade tornara-se agora, contra os princípios que parecera defender, o opressor, o ocupante abusador.

O povo assim espoliado, desde então tem tentado por todos os meios recuperar o que é seu e lhe tem sido extorquido pela força. Os pobres usurpadores de terras começaram a lamentar-se e a dizer que as suas vítimas espalhavam o terror nas terras que eles lhes usurpavam, oprimindo-os mesmo nos seus próprios territórios de todas as formas imagináveis escondidas pela maioria dos jornalistas.

Assim nasceu o significada moderno da palavra-termo «terrorismo», cujo significado, dada a sua origem e o género de reacção, se depreende ser uma forma de defesa contra um agressor que usurpa os territórios e os direitos doutro povo, inibindo-o da liberdade e oprimindo-o.

Veja-se mais sobre esta história, referências e alguns links. Veja-se como a maioria dos Hebreus não quis roubar os territórios alheios, como perpetrada pelos zionistas (ou sionistas). Vejam-se também os links na coluna de esquerda deste blog, sob o título Outras Opiniões.

Mais recentemente, o significado do terrorismo legítimo tem sido abusado por dois lados. Por um lado, grupos que lutam por qualquer interesse mínimo têm usado métodos idênticos na tentativa de conseguirem os seus desígnios. Embora na maioria dos casos estes meios sejam desproporcionais ao reivindicado, o certo é que, quase sempre, os seus argumentos ou parte deles são válidos. Pelo outro lado, sempre que um povo quer libertar-se do jugo de outro, exige a liberdade a que tem direito e pega em armas caseiras, após todos as possibilidades de diálogo estarem esgotadas, o usurpador, invariavelmente, chama-lhes terroristas.

Entretanto, todos parecem querer esquecer-se doutra história. Ninguém parece querer falar do direito dos escravizados, dominados e fracos a utilizarem todos os meios possíveis e ao seu alcance, quaisquer que eles forem, para se defenderem dos escravizadores, dos dominadores e dos fortes que lhes infligem sofrimentos.

Os franceses compreendem-no. Não por serem mais inteligentes do que os outros (talvez sejam mesmo o contrário), mas porque sofreram muito semelhante na carne e na sua própria terra, mas em muito menor grau, aquilo que sente o povo escravizado e colonizado da Palestina. Com a ajuda dos ingleses, assim como de todos os aliados que hoje pretendem ter-se esquecido, a Resistência Francesa, comandada pelo General de Gaule, mais tarde presidente da República, rebentava com tudo, plantava bombas em tudo quanto era sítio onde estivessem ou passassem alemães. Quanto mais alemães matassem ou fossem atingidos, melhor.

Com muito menor sofrimento infligido pelos nazis, faziam muito pior do que hoje o fazem os Palestinos aos seus bárbaros colonizadores. Na verdade os Palestinos comparados aos franceses de então, mais parecem aprendizes inexperientes e com pouca efectividade. Por isso os franceses compreendem e aprovam.

Só a falsidade e a maldade ou interesses escondidos podem escamotear a “verdade verdadeira” e inteira. Outros povos se encontram em situação idêntica e os malditos esclavagistas insistem em chamar-lhes terroristas. É um direito humano, mundialmente reconhecido por todas as organizações de Direitos Humanos e continua a ter o nome que se usou na Seg. Guerra Mundial: Resistentes.

Se a definição de terroristas aqui exemplificada for acertada por corresponder à definição de resistentes, dada pelos franceses, é um mérito sê-lo. A palavra, com sentido depreciativo, toma forma de elogio. Ser terrorista, neste contexto unicamente, é ser herói. É fazer parte dum grupo de heróis que por toda a terra lutam pelos direitos dos povos de acordo com a Carta das Nações Unidas, pelo seu reconhecimento e pelos Direitos Humanos. Os esclavagistas pretendem interpretar as palavras do preâmbulo da Carta das Nações Unidas, que cita a paz e a tolerância como obrigatoriedade dos escravizados em aceitar a paz dos opressores e em tolerá-los!

Especialmente de recordar, o primeiro acto oficial praticado por François Mitterrand – defunto presidente da república francesa, ex-resistente da força dirigida pelo General de Gaule – como presidente da França. Este acto foi o mais solene de todo o seu longo mandato, elevado ao mais alto grau, com participação de um número enorme de militares de todos os ramos, apresentação de todas as forças e maquinaria militar. Colaboraram todos os partidos sem distinção na longa cerimónia que durou um dia inteiro. Tratou-se de François Mitterrand, em nome da França, prestar a mais alta e solene homenagem a Jean Moulin e ao seu túmulo, no Panteão Nacional, monumento dos heróis nacionais. E afinal, quem foi Jean Moulin? Era filho dum professor de história e prefeito, tinha colaborado com os republicanos na guerra civil de Espanha e conseguiu reunir os vários grupos de resistentes. Um resistente (um terrorista) socialista, preso e torturado pela Gestapo por colocar e mandar colocar umas bombazitas por aqui e por ali, para matar alemães. Morreu em 18 de Julho de 1943 em consequência da tortura.

Um resistente-terrorista, um dos maiores heróis da França moderna, pelo menos o maior da Segunda Guerra Mundial, juntamente com o seu comandante, o General de Gaule. Haverá ainda quem creia ser possível os franceses não apoiarem actos de libertação após o domínio nazi? Pelo menos nestas décadas mais próximas não será provável: ainda está muito recente na sua memória colectiva.

As colonizações actuais, a subjugação de povos por outros povos e o roubo de territórios, justificam a defesa e a luta por meios duros quando todos os outros se esgotarem e o país dominador continuar a dominar os outros. Todas as organizações internacionais de Direitos Humanos defendem os direitos desses povos.


  • Afinal, quem são os terroristas? E quais têm sido as medidas tomadas em vista a resolver as causas?

  • Serão os bósnios ou os sérvios que os exterminaram após terem consumado outros métodos de opressão, inclusivamente o de lhes terem tirado os médios? (Ainda que sob outro aspecto, em Portugal não estamos longe de ficar sem médicos, como eles ficaram.)

  • Os Irlandeses, que levaram séculos a conseguirem uma independência apenas parcial?

  • Os Tibetanos, chacinados pelos chineses e com a sua cultura multi-milenar praticamente destruída?

  • Os Bascos, em que onde até o Franco mandou a Luftwafe treinar os seus bombardeamentos sobre as suas cidades?

  • Os Timorenses, que rejeitaram a imposição da lei indonésia à facada?

  • Os Palestinos, expulsos de suas casas para que os judeus construam colónias, emmurados, escravizados, levados à miséria, que usam pedras contra armas sofisticadas?

  • Os Curdos, a quem interesses mais fortes lhes dividiram e partilharam a nação por quatro países e que quando se querem unir são apodados de terroristas pelos cobardes que os escravizam?

  • Os resistentes-terroristas franceses, como o presidente François Mitterrand, o heroi Jean Moulin e o seu chefe principal, o General de Gaule, que se fartaram mandar pôr e pôr bombas, matando o máximo de alemães possível, serão todos terroristas, visto se encontrarem em iguais circunstâncias?



Serão todos terroristas ou estaremos a assistir a interesses sujos que nos pretendem “entochicar”? Interesses defendidos pelos interessados e encobertos por jornaleiros imundos. Como com todos os tipos propaganda, não devemos sequer olhar para os quadros que nos pintam nem ouvir as canções de embalar de assassinos. Devemos abrir os olhos e usar a nossa própria cabeça.

Se se quiser acabar com este terrorismo há uma solução evidente: restituir-lhes o que lhes pertence e que eles reclamam. Só que também é evidente que os verdadeiros malfeitores não querem uma solução justa por ganância; querem massacrar os povos que dominam pela força refugiando-se na teoria de burla que pretendem dialogar. Só que o dialogo não pode conduzir a qualquer conclusão desde que as condições primordiais, requeridas, necessárias e em falta não sejam satisfeitas. Não querem tornar-se civilizados e restituir aquilo que roubaram e a que não têm qualquer direito. Assim, jamais haverá paz. Os opressores não a querem.

Por justiça não ter sido feita, o nome «terrorista» tornou-se uma honra muito especial: o nome dado pelo reconhecimento mundial a todos aqueles que lutam pelas liberdades básicas, pelos Direitos Humanos, pelos direitos dos povos, tal como definidos pela Carta das Nações Unidas, os verdadeiros heróis por vocação, desconhecidos, merecedores de todas as honrarias.

É sob esta luz que deveremos analisar todos os casos do chamado terrorismo, se eles se enquadram ou não neste reconhecimento mundial das organizações dos direitos humanos e dos povos. É o que faremos, em breve, acerca daquilo a que em Espanha se chama o terrorismo Basco.

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