Blog do Leão Pelado



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A. João Soares, Aruangua, J. Rodrigues, Sapiens, Mentiroso



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Como Correr com as Máfias Oligárquicas e Sugadores do Nosso Dinheiro e Controlar Governo e Finanças

Não, não são sugestões nem possibilidades. Trata-se dum acontecimento real e recente, um assunto apenas tocado no seu início. O seu seguimento e os resultados foram logo abafados pelos pulhas da desinformação nacional e europeia para protecção dos que enriquecem à nossa custa e nos fazem a miséria. Para protecção dos impérios financeiros e dos partidos e políticos corruptos e inimputáveis pelas suas leis ilícitas.

[Clique no título do post para ler a continuação]


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Saber o Que se Quer e Como o Alcançar

Praticamente, todos sabem o que querem; basicamente é viver melhor. Não é apenas um objectivo humano, é uma ambição inconsciente universal, chamemos-lhe assim. O próprio universo se organiza num sentido de progresso e o progresso só pode existir com mudança.

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Resistência Contra Ocupação e Opressão

Ainda hoje, os mais celebrados heróis franceses modernos são aqueles que lutaram contra a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial. Em Espanha, aos heróis da resistência basca chamam terroristas.

Os heróis da resistência francesa têm sido frequentemente objecto das maiores homenagens ao mais alto nível nacional.

Difícil de acreditar em tão monstruosa maldade e falsidade quando o governo central espanhol, terrorista e opressor, afirma que quer a paz, ou não fosse o próprio povo castelhano o herdeiro das maiores selvajarias, torturas e genocídios mundiais. Se essa descomunal mentira fosse verdade, seria bem fácil de obter a paz, pois que para tanto bastaria conceder a independência ao país que colonizam impunemente. Não seria qualquer favor, mas apenas no cumprimento da Carta das Nações Unidas (Cap. I, Art°. 1, nº 2, assim como noutros lugares) e das normas de todas organizações defensoras dos Direitos Humanos.

Diz o falso do primeiro-ministro castelhano que vai acabar com a ETA. Esta afirmação acrescenta o epitáfio de louco à sua personalidade. Já provou a sua esperteza canalha noutras alturas e agora demonstra a sua baixa capacidade de compreensão, a sua falta de inteligência. Ao longo da história não faltam exemplos do contrário, sendo os mais recentes os constatados em Timor, na Palestina ou no Kosovo, onde povos dominados de modo idêntico ao que os bascos sofrem, lutaram pela liberdade ou morte. Sem excepção, observamos que a um aumento de opressão corresponde um aumento de resistência agressiva. É absolutamente lógico que os filhos, vendo como os pais são tratados pelos opressores se tornarão mais revoltados e agressivos do que os próprios pais. Está na natureza humana e está provado. Daí, a afirmação pelo aldrabão rasca e borra-botas do castelhano só poderá originar risota por tanta estupidez revelada, ainda que promovida por intrínseca iniquidade. Só passará despercebido a interessados ou estultos.

Todos os povos têm direito à autodeterminação. Se esgotadas todas as tentativas pacíficas, esta lhes continuar a ser negada, têm ainda o direito em a exigir seja por que modo for.

Em tudo isto, o povo castelhano não está isento de responsabilidade. O único modo possível de obter a paz e a tranquilidade é conceder a liberdade de direito ao povo colonizado. Não há outro caminho nem alternativa para a paz. Todos os acordos quebrados pelos governos castelhanos o têm provado.

Quando se conhece a populaça estúpida castelhana, que em lugar de se manifestar exigindo do governo essa única solução, se manifesta contra os próprios oprimidos, não podemos deixar de nos recordar dos crimes sanguinários cometidos pelos antepassados directos desse mesmo povo maldito. Aquele que mais selvaticamente se comportou ao cimo da terra, duma malvadez incrível, tal como descrita por um dos seus missionários, o Dominicano sevilhano Frei Bartolomé de las Casas, mais tarde bispo de Chiapas, no México, testemunha ocular das inimagináveis torturas e carnificinas por eles perpetradas.

Os incrédulos, os enganados, os desinformados e todos aqueles que desejem tomar conhecimento sólido da verdade deveriam ler as suas crónicas traduzidas em várias línguas e publicadas num grande número de países menos em Espanha. A mais conhecida é decerto aquela que ele intitulou Brevísima Relación de la Destrucción de las Indias. Os crimes relatados e cometidos pela população normal e pessoal dos colonos atingem as raias do inconcebível de tão hediondos. Só lendo-a e conhecendo o renome da honorabilidade do autor nos podemos convencer.

As demonstrações populares a que assistimos presentemente contra os bascos, por parte dos castelhanos são efectuadas pelos descendentes directos dessa raça de malvados.

Morte aos malvados! Pelo comportamento dos governos castelhanos, adivinha-se que será infelizmente necessário matar muitos mais até que a iniquidade compreenda e ceda à razão. Em lugar de se celebrarem e honrarem os resistentes como a França fez (e faz) aos seus. A violência dos bascos que se verificou em Barcelona é condenável por os catalães terem também sido conquistados e subjugados pelos mesmos castelhanos. Todavia, sempre que dirigida ao opressor ou aos seus tentáculos é um acto lícito, visto todos os outros terem sido frustrados pela malignidade castelhana. «As causas conduzem à violência, por os poderosos não as quererem resolver e não estarem interessados em fazer cedências.»

Querendo, pode consultar-se uma página com alguns extractos, factos históricos, nomes do principais heróis da perversidade e crueldade e, sobretudo, links para a crónica acima citada, textos, testemunhos, biografia do missionário, etc., clicando aqui.

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A Destruição em Curso
Opinião-Aviso de Manuel Alegre

A destruição dos bens sociais nacionais e de leberdade tem-se acentuado nos últimos tempos. Com efeito, têm-se observado actos criminosos, tais como os perpetrados contra a liberdade em geral, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa já tão precária devido à rasquice que impera na profissão, os direitos de assistência na saúde e na justiça, a desertificação imposta ao interior, etc.

Mário Lino não mentiu a este último propósito, como foi inapropriadamente criticado por desmiolados ingénuos, pois que apenas meteu o pé na poça revelando que os seus autores estão bem ao corrente dos resultados da sua obra, o que os torna culpados de crime consciente e premeditado.
Tal como tantos mostram os seus sentimentos e índole nas suas feições, por expressões e palavras – como Sócrates, por exemplo, que só engana incautos e idiotas (basta analisar as suas fotografias de mais novo, de quando ainda não dominava tão bem a arte do logro e do marketing selvagem) – assim se nota que Mário Lino não é pior que alguns dos seus melhores colegas. É um seguidor (como diz Alegre) que se acobarda para defender o tacho para ele e sua família. Uma culpa, sem dúvida e ainda mais grave mas muito diferente daquela que lhe foi atribuída, o que transforma a acusação errada numa desculpa para o seu mau comportamento.

A arrogância (sintoma indubitável do desejo dum arrogante em impor a sua estupidez e incapacidade) do governo actual só fala demagogicamente em democracia. Ora não sabemos nós que quando se fala muito em qualquer coisa se está a demonstrar a intenção de enganar? Porque será que nos países democráticos nunca se ouve falar em democracia? Estes acontecimentos só podem dever-se a qualquer partido ter maioria absoluta, como bem explicado no blog Do Mirante. Se não se entendem a governar sem maioria absoluta é problema deles; é porque na verdade não pretendem governar, pretendem impor as suas vontades em defesa dos seus interesses mesquinhos. Que demonstrem que servem o país submetendo os seus interesses aos do país. Ou então, rua com os bandos de parasitas. Se são tão inteligentes e capazes, que vão ganhar fortunas para onde fogem os verdadeiros competentes portugueses.

Estes acontecimentos já foram referidos neste blog, como no post sobre o Novo Nazismo (este post engloba quatro textos originais integrais, entre os quais os de António Barreto e de Eduardo Prado Coelho), na acusação de traição da HRW sobre Sócrates ou na mais que estúpida persistência na imposição de decisões internacionalmente comprovadas como erradas. Todos estes factos e muitos outros que este blog tem tido como alvo de denúncia e crítica, foram agora apresentados num artigo do jornal Público, da autoria de Manuel Alegre, o qual se transcreve na íntegra.

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Contra o medo, liberdade
24.07.2007 - 23h15, Manuel Alegre

Nasci e cresci num Portugal onde vigorava o medo. Contra eles lutei a vida inteira. Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á.

Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da PIDE. Casos pontuais em si mesmos inquietantes. E em que é tão condenável a denúncia como a conivência perante ela.

Não vivemos em ditadura, nem sequer é legítimo falar de deriva autoritária. As instituições democráticas funcionam. Então porquê a sensação de que nem sempre convém dizer o que se pensa? Porquê o medo? De quem e de quê? Talvez os fantasmas estejam na própria sociedade e sejam fruto da inexistência de uma cultura de liberdade individual.

Sottomayor Cardia escreveu, ainda estudante, que "só é livre o homem que liberta". Quem se cala perante a delação e o abuso está a inculcar o medo. Está a mutilar a sua liberdade e a ameaçar a liberdade dos outros. Ora isso é o que nunca pode acontecer em democracia. E muito menos num partido como o PS, que sempre foi um partido de homens e mulheres livres, "o partido sem medo", como era designado em 1975. Um partido que nasceu na luta contra a ditadura e que, depois do 25 de Abril, não permitiu que os perseguidos se transformassem em perseguidores, mostrando ao mundo que era possível passar de uma ditadura para a democracia sem cair noutra ditadura de sinal contrário.

Na campanha do penúltimo congresso socialista, em 2004, eu disse que havia medo. Medo de falar e de tomar livremente posição. Um medo resultante da dependência e de uma forma de vida partidária reduzida a seguir os vencedores (nacionais ou locais) para assim conquistar ou não perder posições (ou empregos). Medo de pensar pela própria cabeça, medo de discordar, medo de não ser completamente alinhado. No PS sempre houve sensibilidades, contestatários, críticos, pessoas que não tinham medo de dizer o que pensam e de ser contra quando entendiam que deviam ser contra. Aliás, os debates desse congresso, entre Sócrates, eu próprio e João Soares, projectaram o PS para fora de si mesmo e contribuíram em parte para a vitória alcançada nas legislativas. Mas parece que foram o canto do cisne. Ora o PS não pode auto-amordaçar-se, porque isso seria o mesmo que estrangular a sua própria alma.

Há, é claro, o álibi do Governo e da necessidade de reduzir o défice para respeitar os compromissos assumidos com Bruxelas. O Governo é condicionado a aplicar medidas decorrentes de uma Constituição económica europeia não escrita, que obriga os governos a atacar o seu próprio modelo social, reduzindo os serviços públicos, sobrecarregando os trabalhadores e as classes médias, que são pilares da democracia, impondo a desregulação e a flexigurança e agravando o desemprego, a precariedade e as desigualdades. Não necessariamente por maldade do Governo. Mas porque a isso obriga o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) conjugado com as Grandes Orientações de Política Económica. Sugeri, em tempos, que se deveria aproveitar a presidência da União Europeia para lançar o debate sobre a necessidade de rever o PEC. O Presidente Sarkozy tomou a iniciativa de o fazer. Gostei de ouvir Sócrates a manifestar-se contra o pensamento único. Mas é este que condiciona e espartilha em grande parte a acção do seu Governo.

Não vou demorar-me sobre a progressiva destruição do Serviço Nacional de Saúde, com, entre outras coisas, as taxas moderadoras sobre cirurgias e internamentos. Nem sobre o encerramento de serviços que agrava a desertificação do interior e a qualidade de vida das pessoas. Nem sobre a proposta de lei relativa ao regime do vínculo da Administração Pública, que reduz as funções do Estado à segurança, à autoridade e às relações internacionais, incluindo missões militares, secundarizando a dimensão administrativa dos direitos sociais. Nem sobre controversas alterações ao estatuto dos jornalistas em que têm sido especialmente contestadas a crescente desprotecção das fontes, com o que tal representa de risco para a liberdade de imprensa, assim como a intromissão indevida de personalidades e entidades na respectiva esfera deontológica. Nem sobre o cruzamento de dados relativos aos funcionários públicos, precedente grave que pode estender-se a outros sectores da sociedade. Nem ainda sobre a tendência privatizadora que, ao contrário do Tratado de Roma, onde se prevê a coexistência entre o público, o privado e o social, está a atingir todos os sectores estratégicos, incluindo a Rede Eléctrica Nacional, as Águas de Portugal e o próprio ensino superior, cujo novo regime jurídico, apesar das alterações introduzidas no Parlamento, suscita muitas dúvidas, nomeadamente no que respeita ao princípio da autonomia universitária.

Todas estas questões, como muitas outras, são susceptíveis de ser discutidas e abordadas de diferentes pontos de vista. Não pretendo ser detentor da verdade. Mas penso que falta uma estratégia que dê um sentido de futuro e de esperança a medidas, algumas das quais tão polémicas, que estão a afectar tanta gente ao mesmo tempo. Há também o álibi da presidência da União Europeia. Até agora, concordo com a acção do Governo. A cimeira com o Brasil e a eventual realização da cimeira com África vieram demonstrar que Portugal, pela História e pela língua, pode ter um papel muito superior ao do seu peso demográfico. Os países não se medem aos palmos. E ao contrário do que alguém disse, devemos orgulhar-nos de que venha a ser Portugal, em vez da Alemanha, a concluir o futuro Tratado europeu. Parafraseando um biógrafo de Churchill, a presidência portuguesa, na cimeira com o Brasil, recrutou a língua portuguesa para a frente da acção política. Merece o nosso aplauso.

O que não merece palmas é um certo estilo parecido com o que o PS criticou noutras maiorias. Nem a capacidade de decisão erigida num fim em si mesma, quase como uma ideologia. A tradição governamentalista continua a imperar em Portugal. Quando um partido vai para o Governo, este passa a mandar no partido, que, pouco a pouco, deixa de ter e manifestar opiniões próprias. A crítica é olhada com suspeita, o seguidismo transformado em virtude.

Admito que a porta é estreita e que, nas circunstâncias actuais, as alternativas não são fáceis. Mas há uma questão em relação à qual o PS jamais poderá tergiversar: essa questão é a liberdade. E quem diz liberdade diz liberdades. Liberdade de informação, liberdade de expressão, liberdade de crítica, liberdade que, segundo um clássico, é sempre a liberdade de pensar de maneira diferente. Qualquer deriva nesta matéria seria para o PS um verdadeiro suicídio.

António Sérgio, que é uma das fontes do socialismo português, prezava o seu "querido talvez" por oposição ao espírito dogmático. E Antero de Quental chamava-nos a atenção para estarmos sempre alerta em relação a nós próprios, porque "mesmo quando nos julgamos muito progressistas, trazemos dentro de nós um fanático e um beato". Temo que actualmente pouco ou nada se saiba destas e doutras referências.

Não se pode esquecer também a responsabilidade de um poder mediático que orienta a agenda política para o culto dos líderes, o estereótipo e o espectáculo, em detrimento do debate de ideias, da promoção do espírito crítico e da pedagogia democrática. Tenho por vezes a impressão de que certos políticos e certos jornalistas vivem num país virtual, sem povo, sem história nem memória.

Não tenho qualquer questão pessoal com José Sócrates, de quem muitas vezes discordo mas em quem aprecio o gosto pela intervenção política. O que ponho em causa é a redução da política à sua pessoa. Responsabilidade dele? A verdade é que não se perfilam, por enquanto, nenhumas alternativas à sua liderança. Nem dentro do PS nem, muito menos, no PSD. Ora isto não é bom para o próprio Sócrates, para o PS e para a democracia. Porque é em situações destas que aparecem os que tendem a ser mais papistas que o Papa. E sobretudo os que se calam, os que de repente desatam a espiar-se uns aos outros e os que por temor, veneração e respeitinho fomentam o seguidismo e o medo.

Sei, por experiência própria, que não é fácil mudar um partido por dentro. Mas também sei que, assim como, em certos momentos, como fez o PS no verão quente de 75, um partido pode mobilizar a opinião pública para combates decisivos, também pode suceder, em outras circunstâncias, como nas presidenciais de 2006 e, agora, em Lisboa, que os cidadãos, pela abstenção ou pelo voto, punam e corrijam os desvios e o afunilamento dos partidos políticos. Há mais vida para além das lógicas de aparelho. Se os principais partidos não vão ao encontro da vida, pode muito bem acontecer que a recomposição do sistema se faça pelo voto dos cidadãos. Tanto no sentido positivo como negativo, se tal ocorrer em torno de uma qualquer deriva populista. Há sempre esse risco. Os principais inimigos dos partidos políticos são aqueles que, dentro deles, promovem o seu fechamento e impedem a mudança e a abertura.

Por isso, como em tempo de outros temores escreveu Mário Cesariny: "Entre nós e as palavras, o nosso dever falar." Agora e sempre contra o medo, pela liberdade.

Publicado por Manuel Alegre no seu Web site.


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Manuel Alegre é hoje um político acima da definição justamente aplicada por este blog à maioria dos seus pares. De como é conhecido, nada resta a firmar sobre ele. Que por vezes tem tentado aproveitar-se de ocaões quando estas se deparam, também é certo, podendo também acrescentar-se que nunca usou aquele ultrajante e nojento marketing político demagogo com que o banditismo político português nos dá banhos de fezes quotidianos, ou quase.

Nota-se aqui, para além da sua opinião, a confirmação da inconveniência de que os outros partidos andam também por terra. Na verdade, reconhecendo que este governo é uma lástima em todos os sentidos, pelas modos de reconhecimento geral, sabe-se também que se o anterior tivesse continuado teria sido bem pior.

Parece impossível que o PSD, um partido de tradições democráticas e de pouca inclinação direitista, tenha encetado transformações que teriam sido extremas e de consequências altamente desastrosas para o país por comparação às do actual governo. Possivelmente por influência do pseudo-cristão que inventou o imposto dobre doações, que a seguir-se o seu plano seria a destruição completa dos sistemas sociais nacionais. A privatização para convir unicamente aos ricos. Aquele que agora afirma que Portugal não pode ter um sistema de protecção ao desemprego como os países avançados, necessário à flexibilização do emprego, ou seja, segundo afirma, flexibilize-se o emprego e deixe-se os empregados na miséria, que para evitar o roubo por necessidade se pode sempre pôr mais polícia na rua e dar mais meios à Judiciária. Bons princípios para um cristão. Que meta a sua cristandade naquele sítio que ele sabe.

Discorda-se todavia da certeza com que Manuel Alegre afirma que não vivemos em ditadura; pelo menos muitos dos acontecimentos demonstram que em liberdade e democracia é que não.

Uma outra conclusão a tirar da leitura de Manuel Alegre é que quando se chama a este governo indigno "Governo Socialista" visto o desacordo com as suas decisões pela parte de socialistas comprovados – e tendo em conta que estes não quererão bater muito forte com receio de destruir também aquilo que devem cinservar – o termo empregue caracteriza-se por um partidarismo insalubre que não pode dar lugar a uma discussão democrática, dada a sua intenção velada.

Francamente, se assim fosse, seria honesto chamar "Governo Social Democrata" ao dos malditos que procuraram destruir todas as instituições sociais, não deixando pedra sobre pedra? Não, são aberrações de canalhas que querem operar as suas baixas pulhices à sombra dum partido, qualquer que ele seja. Enquanto os portugueses não compreenderem que o que faz o mal não são os partidos, mas aqueles que os compõem, nada puderá mudar verdadeiramente: está-se a bater ao lado da questão, o que só aproveitará aos corruptos e aos malditos.

Mal intencionados conseguem introduzir-se por todo o lado . Até no Movimento de Intervenção e Cidadania há quem pretenda ocultar a corrupção e decisões anti-sociais de políticos de outros partidos, veja-se bem. Existem provas escritas, mas é de crer que seja uma excepção. No entanto, o facto confirma que em todo o lado há ovelhas ranhosas. O problema é que não as expulsam.

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Terrorismo

Bascos, Bósnios, Kosovo, Curdos, Franceses, Irlandeses, Palestinos, Tibetanos, Timorenses e tantos outros. Serão todos Terroristas?

Em 1948, o povo dos Hebreus que não tinha emigrado vivia numa pequena porção do território chamado Palestina, um protectorado Inglês. Este povo, com a intenção de afugentar os ingleses e obter liberdade total, fazia explodir bombas por tudo quanto era sítio inglês. No entanto, nunca lhes chamaram terroristas. Porquê? No passado, um procedimento idêntico já lhes valera a quase aniquilação total pelos Romanos. Mas eles queriam ser livres.

Nesse ano, o mundo representado nas Nações Unidas reconheceu a esse povo o direito a formar um estado a que ele chamou de Israel e obrigou os vizinhos a lhe cederem o território necessário a esse fim, território com o qual os representantes desse povo concordaram em seu nome. A partir de então, esse tão lamentado povo começou a sair das fronteiras que tinha aceitado e a roubar terras aos vizinhos. O povo mártir tinha-se transformado em martirizador e usurpador. O povo que sempre lutara pela sua liberdade tornara-se agora, contra os princípios que parecera defender, o opressor, o ocupante abusador.

O povo assim espoliado, desde então tem tentado por todos os meios recuperar o que é seu e lhe tem sido extorquido pela força. Os pobres usurpadores de terras começaram a lamentar-se e a dizer que as suas vítimas espalhavam o terror nas terras que eles lhes usurpavam, oprimindo-os mesmo nos seus próprios territórios de todas as formas imagináveis escondidas pela maioria dos jornalistas.

Assim nasceu o significada moderno da palavra-termo «terrorismo», cujo significado, dada a sua origem e o género de reacção, se depreende ser uma forma de defesa contra um agressor que usurpa os territórios e os direitos doutro povo, inibindo-o da liberdade e oprimindo-o.

Veja-se mais sobre esta história, referências e alguns links. Veja-se como a maioria dos Hebreus não quis roubar os territórios alheios, como perpetrada pelos zionistas (ou sionistas). Vejam-se também os links na coluna de esquerda deste blog, sob o título Outras Opiniões.

Mais recentemente, o significado do terrorismo legítimo tem sido abusado por dois lados. Por um lado, grupos que lutam por qualquer interesse mínimo têm usado métodos idênticos na tentativa de conseguirem os seus desígnios. Embora na maioria dos casos estes meios sejam desproporcionais ao reivindicado, o certo é que, quase sempre, os seus argumentos ou parte deles são válidos. Pelo outro lado, sempre que um povo quer libertar-se do jugo de outro, exige a liberdade a que tem direito e pega em armas caseiras, após todos as possibilidades de diálogo estarem esgotadas, o usurpador, invariavelmente, chama-lhes terroristas.

Entretanto, todos parecem querer esquecer-se doutra história. Ninguém parece querer falar do direito dos escravizados, dominados e fracos a utilizarem todos os meios possíveis e ao seu alcance, quaisquer que eles forem, para se defenderem dos escravizadores, dos dominadores e dos fortes que lhes infligem sofrimentos.

Os franceses compreendem-no. Não por serem mais inteligentes do que os outros (talvez sejam mesmo o contrário), mas porque sofreram muito semelhante na carne e na sua própria terra, mas em muito menor grau, aquilo que sente o povo escravizado e colonizado da Palestina. Com a ajuda dos ingleses, assim como de todos os aliados que hoje pretendem ter-se esquecido, a Resistência Francesa, comandada pelo General de Gaule, mais tarde presidente da República, rebentava com tudo, plantava bombas em tudo quanto era sítio onde estivessem ou passassem alemães. Quanto mais alemães matassem ou fossem atingidos, melhor.

Com muito menor sofrimento infligido pelos nazis, faziam muito pior do que hoje o fazem os Palestinos aos seus bárbaros colonizadores. Na verdade os Palestinos comparados aos franceses de então, mais parecem aprendizes inexperientes e com pouca efectividade. Por isso os franceses compreendem e aprovam.

Só a falsidade e a maldade ou interesses escondidos podem escamotear a “verdade verdadeira” e inteira. Outros povos se encontram em situação idêntica e os malditos esclavagistas insistem em chamar-lhes terroristas. É um direito humano, mundialmente reconhecido por todas as organizações de Direitos Humanos e continua a ter o nome que se usou na Seg. Guerra Mundial: Resistentes.

Se a definição de terroristas aqui exemplificada for acertada por corresponder à definição de resistentes, dada pelos franceses, é um mérito sê-lo. A palavra, com sentido depreciativo, toma forma de elogio. Ser terrorista, neste contexto unicamente, é ser herói. É fazer parte dum grupo de heróis que por toda a terra lutam pelos direitos dos povos de acordo com a Carta das Nações Unidas, pelo seu reconhecimento e pelos Direitos Humanos. Os esclavagistas pretendem interpretar as palavras do preâmbulo da Carta das Nações Unidas, que cita a paz e a tolerância como obrigatoriedade dos escravizados em aceitar a paz dos opressores e em tolerá-los!

Especialmente de recordar, o primeiro acto oficial praticado por François Mitterrand – defunto presidente da república francesa, ex-resistente da força dirigida pelo General de Gaule – como presidente da França. Este acto foi o mais solene de todo o seu longo mandato, elevado ao mais alto grau, com participação de um número enorme de militares de todos os ramos, apresentação de todas as forças e maquinaria militar. Colaboraram todos os partidos sem distinção na longa cerimónia que durou um dia inteiro. Tratou-se de François Mitterrand, em nome da França, prestar a mais alta e solene homenagem a Jean Moulin e ao seu túmulo, no Panteão Nacional, monumento dos heróis nacionais. E afinal, quem foi Jean Moulin? Era filho dum professor de história e prefeito, tinha colaborado com os republicanos na guerra civil de Espanha e conseguiu reunir os vários grupos de resistentes. Um resistente (um terrorista) socialista, preso e torturado pela Gestapo por colocar e mandar colocar umas bombazitas por aqui e por ali, para matar alemães. Morreu em 18 de Julho de 1943 em consequência da tortura.

Um resistente-terrorista, um dos maiores heróis da França moderna, pelo menos o maior da Segunda Guerra Mundial, juntamente com o seu comandante, o General de Gaule. Haverá ainda quem creia ser possível os franceses não apoiarem actos de libertação após o domínio nazi? Pelo menos nestas décadas mais próximas não será provável: ainda está muito recente na sua memória colectiva.

As colonizações actuais, a subjugação de povos por outros povos e o roubo de territórios, justificam a defesa e a luta por meios duros quando todos os outros se esgotarem e o país dominador continuar a dominar os outros. Todas as organizações internacionais de Direitos Humanos defendem os direitos desses povos.


  • Afinal, quem são os terroristas? E quais têm sido as medidas tomadas em vista a resolver as causas?

  • Serão os bósnios ou os sérvios que os exterminaram após terem consumado outros métodos de opressão, inclusivamente o de lhes terem tirado os médios? (Ainda que sob outro aspecto, em Portugal não estamos longe de ficar sem médicos, como eles ficaram.)

  • Os Irlandeses, que levaram séculos a conseguirem uma independência apenas parcial?

  • Os Tibetanos, chacinados pelos chineses e com a sua cultura multi-milenar praticamente destruída?

  • Os Bascos, em que onde até o Franco mandou a Luftwafe treinar os seus bombardeamentos sobre as suas cidades?

  • Os Timorenses, que rejeitaram a imposição da lei indonésia à facada?

  • Os Palestinos, expulsos de suas casas para que os judeus construam colónias, emmurados, escravizados, levados à miséria, que usam pedras contra armas sofisticadas?

  • Os Curdos, a quem interesses mais fortes lhes dividiram e partilharam a nação por quatro países e que quando se querem unir são apodados de terroristas pelos cobardes que os escravizam?

  • Os resistentes-terroristas franceses, como o presidente François Mitterrand, o heroi Jean Moulin e o seu chefe principal, o General de Gaule, que se fartaram mandar pôr e pôr bombas, matando o máximo de alemães possível, serão todos terroristas, visto se encontrarem em iguais circunstâncias?



Serão todos terroristas ou estaremos a assistir a interesses sujos que nos pretendem “entochicar”? Interesses defendidos pelos interessados e encobertos por jornaleiros imundos. Como com todos os tipos propaganda, não devemos sequer olhar para os quadros que nos pintam nem ouvir as canções de embalar de assassinos. Devemos abrir os olhos e usar a nossa própria cabeça.

Se se quiser acabar com este terrorismo há uma solução evidente: restituir-lhes o que lhes pertence e que eles reclamam. Só que também é evidente que os verdadeiros malfeitores não querem uma solução justa por ganância; querem massacrar os povos que dominam pela força refugiando-se na teoria de burla que pretendem dialogar. Só que o dialogo não pode conduzir a qualquer conclusão desde que as condições primordiais, requeridas, necessárias e em falta não sejam satisfeitas. Não querem tornar-se civilizados e restituir aquilo que roubaram e a que não têm qualquer direito. Assim, jamais haverá paz. Os opressores não a querem.

Por justiça não ter sido feita, o nome «terrorista» tornou-se uma honra muito especial: o nome dado pelo reconhecimento mundial a todos aqueles que lutam pelas liberdades básicas, pelos Direitos Humanos, pelos direitos dos povos, tal como definidos pela Carta das Nações Unidas, os verdadeiros heróis por vocação, desconhecidos, merecedores de todas as honrarias.

É sob esta luz que deveremos analisar todos os casos do chamado terrorismo, se eles se enquadram ou não neste reconhecimento mundial das organizações dos direitos humanos e dos povos. É o que faremos, em breve, acerca daquilo a que em Espanha se chama o terrorismo Basco.

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