Blog do Leão Pelado



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Colaboradores:

A. João Soares, Aruangua, J. Rodrigues, Sapiens, Mentiroso



A Demagogia dos Impostos
Carga Demasiada ou Correcta?

Ouvindo os partido vemos que cada um apenas quer vender as suas sardinhas. Novidade?! Cada político conta uma história à sua conveniência. Que acontece com a grande maioria dos portugueses que os ouvem? Que ficam os desinformados a saber?

Há três cenários.

O primeiro é cada tolo defender o seu partido incondicionalmente, sejam as ideias acertadas ou as costumeiras trapaças. São estes os que permitem a situação actual, os verdadeiros culpados a quem a tacanhice não permite que se ponha o freio nos dentes da máfia política e que se lhes puxem as rédeas para dominar os miseráveis.

O segundo cenário é aquele em que nunca se admite que o governo possa ter razão, característica tradicional e bem conhecida dos portugueses, que se confirma em quase todos a reconhecerem quando dizem que os portugueses não se sabem governar nem deixam que os governem. No primeiro cenário e no segundo entram ainda os oportunistas de oposição, seja ela qual for e quando for, temo-lo visto com todos os governos; a massa é sempre a mesma.

O terceiro cenário é aquele que só pode resultar duma análise apartidária e independente de qualquer influência. É nele que vamos tentar enxergar a verdade.

De vez em quando ouvimos notícias resultantes de descaídas: a percentagem de impostos é muito semelhante ao que se paga na maioria dos países da União Europeia. Só que aqui começam e acabam todas as semelhanças. A distribuição dos impostos em Portugal tem sido a alavanca principal da engrenagem que gerou o desnivelamento social, um dos mais importantes factores que cavaram o fosso entre ricos e pobres. Os impostos têm sido sempre mal distribuídos e em conjunto com um número infindo de outras condições, têm demonstrado que não estamos em nenhuma democracia.

Os governos, sobretudo os mais à direita, têm optado por um imposto maior ao consumo e menor aos rendimentos individuais, fonte de injustiça social e de aumentos de preços de maior grandeza. Para o agravar, as grandes fortunas deveriam pagar mais e desagravar-se os que usufruem dum menor ganho. O rendimento mínimo colectável deveria subir. Além destas causas, há mais.

As empresas não pagam o suficiente e aquilo que elas deveriam pagar vai sobrecarregar a população que o paga em seu lugar. Um caso que «mesmo um cego vê» é o escândalo dos bancos a pagarem impostos reduzidos e livres de explorarem os seus clientes como lhes apraz. cada ano multiplicam os seus lucros, aumentando o escândalo da sua semi-isenção.

Há muitos políticos que apregoam que se deveria aliviar os impostos das empresas, mas isto é uma solução comparável àquela de pôr mais polícias na rua para acabar com o pequeno crime. Se as empresas não podem verdadeiramente pagar os seus impostos, então que sejam dissolvidas, visto não justificarem a sua própria existência, a de produzir riqueza e nem poderem pagar ordenados decentes. Muitas de entre elas não podem mesmo. Para que continuam então a existir? Para encobrimento de vigarices e manutenção de baixos salários?

Outros, autênticos vigaristas, provam que o são fazendo comparações de custos com outros países desprezando a regra fundamental, em que o único valor comparável só pode ser a parte dum salário médio que representa e não o valor cambial ou nominal ou qualquer outro, seja qual for; o euro, como moeda comum serve de tapa-olhos, mas não relega a regra: ainda que a moeda seja a mesma o método comparativo da parte do salário mantém-se inalterável. Os economistas de pacotilha, vis apoiantes do sistema que empobrece a população, não contestam os erros propositadamente introduzidos para enganar uma população das mais ignorantes que existem, sobretudo em cálculos que contenham contas. Os facínoras aproveitam-se desta ignorância para ludibriar em lugar de informar.

A razão por que existem muitas empresas em condições miseráveis é bem conhecida: não se modernizaram, não se adaptaram, não acompanharam o progresso. Mais uma prova do atraso a que Portugal foi submetido durante décadas enquanto se dizia ao povo que era um país avançado, que os governos dos parasitas faziam o povo e o país progredirem muito, etc., um blá-blá-blá, fomentando o orgulho que cegou os lorpas e os impediu de tomarem medidas contra os impostores que, entretanto, espoliaram o país enchendo os seus cofres e aumentando o seu património à conta desses mesmos lorpas que os apoiaram iludidos num orgulho que mais tolo seria impossível. Que os apoiassem aqueles que com eles comeram o bolo, não espantaria, mas os outros?!

O bolo que comeram foi o dos fundos europeus de coesão, que em lugar de preparar as empresas com a ajuda e o incentivo do Estado, foi esbanjado, dividido entre os corruptos ladrões e seus parentes e amigos. O pouco que foi empregue no sentido correcto foi ainda assim mal utilizado. O restante foi posto em circulação para dar a ilusão de riqueza, mas falsa e balofa, que quando os cães, autores assassinos da população, encabeçados pelo Cavaco, largaram o osso do governo deixaram uma inflação superior a 5%. Porque se esconde???

Assim, grande parte das empresas não pode verdadeiramente pagar os impostos. Mas isso não os deve dispensar. Se não podem, fechem, não é o povo que os deve pagar em seu lugar.

Eis, pois, o que se passa com os impostos.


  • Pagamos muito, no total? Não.

  • Os encargos são bem distribuídos? Não, há quem devesse pagar mais e quem devesse pagar menos.

  • O dinheiro dos impostos é bem utilizado? Não, é como com o do sistema de saúde, pagamos pelo menos tanto quanto os ouros e é usado para nos matar, até somos o único país em que não se pode ir ao médico que se quiser.

Se não tomarmos mão na canalha corrupta serão eles a destruir-nos. Não temos provas suficientes?

9 mentiras:

Jorge Borges said...

Há indicadores que afirmam que Portugal é, no conjunto dos países mais ricos, o que tem um fosso mais profundo entre ricos e pobres, em que a distribuição da riqueza é profundamente desigual. Isto faz de nós a república das bananas ideal para os ricaços. Sem comentários... Para já...
Alternativas procuram-se.
Um abraço amigo

Anonymous said...

Há uns anos atrás trabalhei numa multinacional onde um administrador holandês se queixava da elevada carga de impostos a que estava sujeito! Mas reconhecia que a sua filha entrou para a universidade e foi-lhe imediatamente atribuída uma bolsa para custear os seus estudos - embora não tivesse qualquer necessidade disso! Reconhecia que quando teve um ataque cardíaco foi levado para um hospital público, onde ficou internado, três meses, num quarto com direito a acompanhante, e não teve de pagar absolutamente nada! Embora não precisasse!
A questão da carga fiscal discute-se assim! Se eu pago impostos altos e depois não preciso de pagar mais nada NÃO FICO PREJUDICADO! Se eu pago impostos baixos mas tenho de pagar tudo ESTOU A SER ROUBADO! E é isso que se passa, cada vez mais, em Portugal!
E não falo nas diferenças de remunerações, comparadas com os encargos iguais ou superiores!
Toda a gente sabe que o salário médio português é baixo, quando comprado com os outros países europeus. Mas os combustíveis são dos mais altos (em termos reais). O que quer dizer que se um português médio ganha metade dum francês médio, está a pagar o combustível a, pelo menos o dobro do preço (em termos de unidades salariais). E o preço do combustível é quase só impostos!
Se falarmos de bens alimentares, a conclusão será a mesma. E os serviços, também! Mas se falarmos de um carro com mais de 1600 cc de cilindrada, como temos de pagar IA de quase 100% e IVA sobre o IA, o preço pago será, pelo menos, QUATRO VEZES MAIS, em termos de unidades salariais!
Porque será quer nunca ouvi o Dr. Vitor Constâncio fazer esta análise, mas pelo contrário, advoga que os salários devem continuar a descer e os impostos devem continuar a aumentar?
Vamos continuar a dizer que pagamos os mesmos impostos que os outros europeus?

Anonymous said...

http://www.petitiononline.com/criancas/petition.html

A. João Soares said...

Bem analisado.
Mas o saneamento do sistema não é viável. Porquê? Porque só poderia ser reformado por pessoas que são beneficiadas e esperam ir ser ainda mais beneficiadas quando forem para os bons tachos do costume. Os Grandes estarão sempre a crescer à custa dos pequenos, daqueles que são CCCC - cidadãos, contribuintes, consumidores e clientes.
Agora até a EDP, para poupar no pessoal, vai instalar contadores de telecontagem, o que será um bom investimento pelas economias que traz à empresa. Mas quer que sejam os CCCC a pagar a inovação. E quanto ganham os administradores, quase todos ex-governantes? E qual é o dividendo aos accionistas?
Abraço

Paulo Sempre said...

FELIZ NATAL!!!

Anonymous said...

Leão , uma boa critica do estado em que este País se encontra.
Mas, os POLITICOS valem-se da sua posição para se fazerem valer da mesma posição e assegurando os seus tachos, PRESENTES E FUTUROS.
Sabe que mais , UM NATAL ALEGRE, tente gozar um FIM DO ANO CHEIO DE ALEGRIAS E NA ESPERANÇA NA COLOCAÇÃO NO SAPATINHO DOS PORTUGUESES, UNS POLITICOS COM MAIS CAPACIDADE DO QUE OS ACTUAIS.
DA MANEIRA QUE ESTE PORTUGAL SEGUE ESTAMOS ENTREGUES AOS BICHOS.
touaqui42

A. João Soares said...

Boas Festas ao «Blog do Leão Pelado» com votos de que o seu autor, visitantes e comentadores passem um Feliz Natal e que o Ano 2008 traga o que houver de melhor, em todos os aspectos.
Certamente os governantes não deixarão de continuar a dar bons motivos para posts patrióticos a puxar pelo patriotismo dos cidadãos!
Abraços com espírito natalício
A. João Soares

aruangua said...

Um melhor ano de 2008

Carla Silva e Cunha said...

gostei do que vi e li
parabens pelo trabalho
boa semana
beijinhos
Carla