Blog do Leão Pelado



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Colaboradores:

A. João Soares, Aruangua, J. Rodrigues, Sapiens, Mentiroso



Crimes Abafados

O caso da Casa Pia já vem de longe. Dele, muitos se têm servido para apoiar as suas ideias, sobretudo políticas, deformando um assunto que na realidade se trata de comportamento e de moralidade, um tema da justiça a que os militantes de nenhum partido escapam, seja a descoberto ou de forma não aparente. São crimes de comportamento, absolutamente independentes seja do que for. Isto é tão lógico e tão patente que só um impostor falsário e comediante pode afirmar o contrário

O mesmo se tem passado com um relatório que desde 2003 circula pela Internet. Na altura, estando o PSD no governo, começou por ser enviado aos dirigentes da nação, da justiça e dos partidos representados no parlamento. Ficou sem resposta. Alguns citam-no quando lhes convém, mas mais tarde demolem-no quando os incomoda. Hipócrita duplicidade.

Através dos anos, este texto foi sendo publicado em vários blogs. Contudo, o que ele denuncia continua actual, tanto mais que o julgamento do caso da Casa Pia lá encontra imensas referências e os seus personagens.

Deste relatório ressalta a confirmação dos artigos publicados neste blog, cujos assuntos rodam à volta da corrupção e da incapacidade da justiça e respectivas investigações. A corrupção afecta uma sociedade, uma ou mais gerações e torna-se um comportamento generalizado que cobre obrigatoriamente todos os seus ramos e profissões, não apenas os políticos.

Por isso a dificuldade em erradicar um mal tão enraizado é ainda a justificação do tal velho ditado que diz que «cada povo tem o governo que merece». Enveredando por caminhos incivilizados e cultivando os maus sentimentos e hábitos não se pode aspirar a obter as vantagens de que os povos avançados e civilizados gozam. Só a miséria, tudo o que for mau e baixo e o mau viver.

É possível que nem tudo seja verdade. É possível que muito seja inventado, talvez também fruto de motivações políticas. Tudo é possível, tal como os ataques dos do campo contrário, claríssima evidência de vergonhosos e infames interesses políticos. Sobre o que não resta dúvida é que o que foi escrito e enviado às entidades mencionadas tenha caído em sacos rotos. Isso é que é mais que mau. Foi o que permitiu que a dúvida se instalasse e oportunistas ignóbeis dum ou doutro lado tentassem aproveitar-se Um conjunto altamente incriminável que motivou a presente republicação.

Não há direito que factos deste género possam ser desprezados senão por protecção à corrupção geral, pois que não é credível nem imaginável por qualquer cérebro sadio que apenas pessoas de um partido possam estar implicadas. É absurdo e estúpido querer convencer alguém de que os pedófilos possam pertencer todos a um único partido. Que loucura e estupidez acreditar que se possa convencer todo o mundo disso; Ou uma só pessoa normal; os estúpidos apenas, sim.

Por ser pertinente e actualíssimo, por todos o deverem conhecer, independente da sua opinião pessoal ou política, transcreve-se aqui o longo texto original desaparecido do blog Muito Mentiroso e herdado pelo Mui Mentiroso (muitas das gralhas ortográficas foram corrigidas). Existe uma publicação mais antiga, de 2003, no blog Utópico, mas não pode ser copiada por motivos técnicos: o texto do e-mail nele transcrito usa um conjunto de caracteres muito difícil de corrigir por ter sido mal copiado para o blog. O aqui publicado é do Mui Mentiroso e inclui o preâmbulo acrescentado por esse blog.


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Passado mais de um ano, é caso para perguntar: o que foi feito? Como o agravamento da nossa degradação social demonstra, foi feito NADA! Por isso permanecemos mais desesperados, com menos esperança, sem ver caminho para o futuro, mais reféns de toda esta infâmia!

Isto não pode continuar assim. Esta luta é de todos, ou nunca será vencida!

Segundo indaguei, junto de jornalistas, e tem sido confirmado, de forma velada, por alguns comentadores televisivos, este documento começou por ser enviado às entidades nele referidas, no primeiro semestre do ano de 2003. Depois foi enviado a todos os órgãos de comunicação social e agências noticiosas. Tendo sido igualmente ignorado, apesar da gravidade (e verosimilhança) do seu conteúdo. Finalmente, foi publicado num "blog" conhecido pelo nome de "MUITO MENTIROSO".
Como, até agora, apesar de ser facilmente constatável a veracidade do seu conteúdo, (que transparece, todos os dias, na nossa negra realidade) não mereceu a atenção que merece, como se pode verificar pela continuidade desta nossa escabrosa realidade, de todos os dias, aqui fica, novamente, à atenção de todos. Solicito que sejam feitas cópias e enviadas a todas as entidades e a todos os endereços de "e-mail", dos vossos contactos.

Não pode ser assim! Um documento tão importante não pode ser ignorado, enquanto a nossa vida comum se continua a degradar, devido às situações escandalosas que relata e em que "tropeçamos" todos os dias. Esta bandalheira tem de acabar!

Relatório do GOVD
Que dizem integrar elementos da PJ e do SIS,

Transcrição:




Para:
Presidente da República / Primeiro-ministro / Ministra da Justiça / Procurador Geral da República / Juiz Rui Teixeira / Presidente do PSD / Dr. Pedro Santana Lopes (PSD) / Secretário Geral do PS / Presidente do CDS // Secretário Geral do PCP / Dr. Francisco Louça (BE) / Dr. Adelino Salvado, Director Nacional da PJ,

Somos o GOVD – Grupo Operacional de Vigilância Democrática. Somos um grupo de cidadãos, homens e mulheres, que intega também vários profissionais das Polícias e Serviços Secretos Portugueses. Somos democratas e defendemos um Estado de Direito em que as polícias devem estar ao serviço da comunidade para proteger o Estado e os cidadãos. Para isso, têm que estar ao serviço duma Justiça Verdadeira. Somos contra a corrupção, extorsão, calúnias e contra o uso do crachá para benefícios próprios… Infelizmente, somos necessários e temos que usar a clandestinidade.

Em relação ao processo "Casa Pia", chegou a altura de dizer "BASTA!" e denunciar a teia que se construiu à volta de alguns cidadãos inocentes; e que continua a ser "tecida" com os dados viciados, de algumas pessoas da Polícia Judiciária (constituídas em Associação Criminosa com ramificações a várias actividades ilícitas) e do Ministério Público.

Os verdadeiros pederastas e traficantes andam à solta, na Casa Pia, no Governo, na Comunicação Social, na Magistratura e na Alta Sociedade. Este processo chegou a uma situação insustentável e sinistra. Por isso decidimos actuar! Por enquanto, junto de altas entidades responsáveis; seguidamente iremos para a Comunicação Social Portuguesa e estrangeira.

Comecemos este relatório pelo ano de 1996:
Uma brigada da PJ, chefiada por Ana Paula, descobre criminalidade pedófila no Parque Eduardo VII e nos Jerónimos com envolvimento preponderante de alunos da Casa Pia, de várias idades. A actual coordenadora de investigação criminal, Rosa Mota, tentou parar a investigação, dizendo a Ana Paula que era uma questão "muito perigosa". Esta, no entanto, continuou e organizou um ficheiro dos miúdos. Repare-se que, neste ano, já Pedro Strecht "acompanhava" os alunos da Casa Pia. Os miúdos mostraram casas no Restelo, Cascais e Coruche. Um deputado europeu foi apanhado em flagrante. Ana Paula recebeu "ordens" para "esquecer o sujeito". Não obedeceu totalmente e, como consequência, os elementos que trabalhavam com ela foram perseguidos, acabando por pedir transferência. Mesmo assim, Ana Paula ainda descobriu muito, de muitas figuras, e também filmes domésticos. Foi afastada da Brigada e "posta na prateleira".

Quatro ou cinco anos mais tarde, (no início deste século, portanto) foi "apertada"" pelo Dr. Rui Pereira, Director do SIS, e pelo chefe Basílio, também do SIS, que queriam "informações" sobre o caso dos miúdos. Basílio queria elaborar um dossier que estabelecesse a ligação entre políticos do PS, figuras ligadas a esse partido, e a homossexualidade. Ele e colaboradores andaram a entrevistar miúdos e adolescentes nas zonas de prostituição masculina e nas cadeias. Chegavam a mostrar fotografias. Depois deste "aperto", Ana Paula pediu a transferência para o terrorismo.

Depois de colocarem Ana Paula "na prateleira", nomearam Dias André. Este enriqueceu rapidamente, comprando mesmo uma moradia no valor de cem mil contos. A sua ligação ao tráfico de droga, "oficial", dentro da PJ e/ou a chantagem com material pedófilo justificam bem o seu valioso património actual (oficial e clandestino), que está muito acima do milhão de contos. De sublinhar que tem mesmo um processo por extorsão. Este património é, no entanto, inferior ao de Dias Costa (reformado tão depressa); ao do seu chefe Paulo Rebelo (vários milhões de contos), que é afilhado de Laborinho Lúcio; Luís Neves Baptista, Ilídio Neves Luís, etc. Este é outro "filme", com actores que são comuns.

Quando foi nomeado, Dias André mandou retirar, rapidamente, o "dossier do Parque". Entretanto, "desapareceu" também, um conjunto de fotografias de miúdos nus, numa residência situada em Cascais, onde foi assassinado um indivíduo do "jet-set" (Burnay). Dias André terá, no entanto, guardado parte do ficheiro, que está agora a tentar utilizar no Processo Casa Pia, para forjar provas e para encontrar jovens que testemunhem, com mentiras.

O que é notável é que Dias André foi suspenso por extorsão (trabalhando em conjunto com o seu irmão da PSP) e, mesmo suspenso, frequentou o curso para a chefia. Dependendo (só em teoria, porque ele próprio afiram que manda nela) da coordenadora Rosa Mota, pediram-lhe para levantar a suspensão. Fizeram este "pedido", à coordenadora, entre outros, o Dr. Gonçalves Pereira e Bonina, o Procurador-Geral e adjunto Agostinho Homem e o Juiz Desembargador Trigo de Mesquita (sorteados para analisar os recursos de Carlos Cruz e Paulo Pedroso, como nos sorteios dos árbitros de futebol).

Foi o Dr. Fernando Negrão, apoiado pela Dra. Leontina, que ainda é Subdirectora, quem manteve a suspensão. Pagaria caro, mais tarde, pela mão do Dr. Cunha Rodrigues.

Dias André foi "introduzido", no meio jornalístico, por Moita Flores e pelo inspector-chefe Teixeira. Assim conheceu a sobrinha de Cunha Rodrigues, no Diário de Notícias (que veio a ser testemunha chave, contra o Dr. Fernando Negrão); Jorge Soares, do Correio da Manhã (que tem hoje Octávio Lopes como "braço armado", com a cumplicidade de Octávio Ribeiro); Felícia Cabrita, do Expresso e da SIC; Paula Carvalho, do Público. Entretanto, um tal Câmara, do Diário de Notícias, foi identificado pelos miúdos. O caso (mais este) também foi "abafado". A Paula Casou com um elemento da Brigada. São visita da casa de Pedro Strecht.

Felícia Cabrita, dormindo com o inspector-chefe Teixeira e com Orlando Romano, foi autorizada a acompanhar a Brigada de Homicídios. Começou assim, Felícia Cabrita, (muito através da sedução, como ela própria confessa, publicamente) a ter responsabilidades e protagonismo na "criação" de factos e de histórias, que vêm a culminar no Processo Casa Pia, actuando como "braço direito" de Dias André, com quem anda, frequentemente, no carro da PJ e não só.

Depois de Cunha Rodrigues ter "abatido" Fernando Negrão e "escondido" muitos processos da Alta Autoridade Contra a Corrupção (quando esta foi extinta), estes foram utilizados, como chantagem, sobre muitas pessoas da vida política, económica e financeira. Rosa Mota e Dias André são catapultados para o topo.

O Dr. Bonina faz uma reestruturação e, para surpresa de todos na PJ, Rosa Mota é colocada nos "crimes sexuais" sem qualquer experiência de investigação (o seu currículo era mais de colaboração com a Interpol). Assim, fica nas mãos de Dias André, que ela, estranhamente leva consigo, transformando-se rapidamente em sua "marioneta". Leva-o para todas as reuniões e é ele quem fala. Perdeu todo o respeito da PJ e é, hoje, motivo de galhofa. Dela se contam várias histórias e anedotas, nomeadamente sobre a sua vida sexual de lésbica.

Dias André é perigoso! Lança mão de todos os meios, principalmente os ilícitos, para atingir os seus fins. Desobedece, livre e impunemente, aos Chefes e Directores. Chegou a gabar-se de "estar a fazer a cama" à subdirectora Dra. Leontina, que foi, durante muitos anos, coordenadora dos crimes sexuais, inclusivamente quando aí trabalhava o agente Caetano (que interveio no processo de 1982, da casa de Jorge Ritto).

Caetano cumpriu, entretanto, oito anos duma pena de doze por extorsão. Suspeita-se que, recentemente, tenha recebido bastante dinheiro de Dias André para dizer que os miúdos que referiram Carlos Cruz, em 1982, eram credíveis. Mas a história é outra: ele disse, aos colegas antigos, que "os putos tinham tentado incriminar figuras públicas, como Carlos Cruz, mas era tudo mentira". Até conseguiu identificar, segundo contou, o indivíduo que se fazia passar por Carlos Cruz, porque achava graça que os miúdos o confundissem.

Dias André gosta de beber. E "com os copos" fala bastante. Foi "com os copos" que disse, a quem o quis ouvir, que "graças ao Moita Flores, tinha encontrado no Alentejo um processo antigo que provava que o grande amigo e assistente de Carlos Cruz "comia" putos". E, também "com os copos", disse, a um colega, que andava atrás de Carlos Cruz.

Em Janeiro de 2003, Dias André disse à Dra. Isabel Polónio que ia fazer prisões. Que ia "tirar o ar" às suas vítimas para que elas reagissem. Os que "se mexessem" eram presos.

Felícia Cabrita já tinha o "seu papel" definido: criar situações e controlar a publicação de notícias para intoxicar; baralhar para confundir. Também nessa altura esta "jornalista" teve um encontro com o Eng. Pais do Amaral, patrão da TVI (ligação à Moderna, lavagem de dinheiro, ligação à Colômbia e homossexualidade). Tinha, assim, na mão a TVI e o Portugal Diário na Internet, que começaram a contradizer o que tinham ouvido antes, sobre a inocência de Carlos Cruz, nos depoimentos já obtidos.

Diz-se mesmo (não confirmado) que existem fotos de Pais do Amaral com miúdos. Por isso é chantageado e chantageável. Paga, e põe a TVI ao serviço da "jogada". Entrou em "pânico" quando soube que Sá Fernandes (avençado da TVI) ia ser advogado do apresentador. Ele, Dias André, João Guerra, Catalina Pestana e Octávio Lopes tentam retirar Sá Fernandes da defesa de Carlos Cruz.

As "estratégias" das duas prisões de 31 de Janeiro de 2003
Com Hugo Marçal foi usada a "técnica" de o assustar: com várias ameaças, pelo telefone. Mas, ao contrário do que se esperava, Marçal não fugiu.

De Ferreira Dinis encarregou-se Felícia Cabrita, que levava dois planos: pagou a um miúdo para bater à porta do médico. O miúdo receberia mais, se chegasse a ter alguma intimidade com Dinis. Não resultou. E parece que há testemunhas que foram à PJ declarar que viram a Cabrita a pagar. Resta saber onde estão estes depoimentos.
Felícia avançou, então, para o "plano B": simulou que a estavam a tentar atropelar (como foi visto na SIC). O miúdo, assustado, confessou conhecer, a Cabrita, através de Dias André.

Quanto a Carlos Cruz, a Dra. Isabel Polónio deu conhecimento ao Director, Dr. Artur Pereira. Dias André não contava com isso. Aquele convocou uma reunião para o dia 30 de Janeiro. O duo Rosa Mota / Dias André, não levou o processo. Limitaram-se a dizer que três testemunhas reconheciam Carlos Cruz e que o Ministério Público já tinha decidido passar os mandados de detenção. O Dr, Artur Pereira "não engoliu". Disse que as provas eram insuficientes e que a investigação devia prosseguir.
Também se falou de Políticos e Ministros e o Director Nacional foi informado. Dias André, com a sua arrogância, irritou o Dr. Artur Pereira, que deu uma ordem: _ "nada de detenções; nada de vigilâncias ou de seguir pessoas, até prova credível.

Nessa noite, reuniram-se, de emergência, Rosa Mota, Dias André, Moita Flores e Felícia Cabrita. E ainda nessa noite, Dias André reuniu-se com o Dr. Agostinho Homem, procurador-geral adjunto.
No dia 31, "o duo" foi falar com o Dr. João Guerra, no DIAP. Fizeram "queixa" da Direcção Geral da PJ, que diziam querer proteger Carlos Cruz. Nesse dia, essa versão foi "vendida" ao Procurador-geral. Este resolve falar com o Director-Geral da PJ apenas na segunda-feira, já depois das detenções. O DIAP, depois de grandes discussões, avocou o processo; e o Dr. Adelino Salvado (contra as instruções da ministra), com medo, não se sabe de quem, ou de quê, destaca funcionários. O Dr. João Guerra passa a ter instalações e carros da PJ. Quando lhe são recusados mais meios, ameaça a PJ, acusando-a de "colocar entraves à investigação". Não esquecer que é paranóico e esquizofrénico. E também violento, como o provam as queixas da sua mulher, que chegou a agredir enquanto grávida. O seu processo de divórcio é um monumento ao sadismo. Tem um "estranho" ascendente sobre Souto Moura. Não se sabe porquê, mas o PGR teme-o.

Na PJ, sabe-se que "a bronca vai estoirar". Há "ratos" que "querem abandonar o barco".

Carlos Cruz foi preso no Algarve no meio de uma "comédia" inventada por Dias André, com a aprovação de Rosa Mota. Assim:
À porta de casa de C. Cruz, estava, de vigia, o inspector José Carlos Rualde. Quando viu o jipe sair, com alguma bagagem, deu o alarme de que Carlos Cruz ia fugir. Como não conduz, só meia hora depois saiu uma moto, de Lisboa, com o inspector Macatrão que, para recuperar o atraso, teve de ir a mais de 200 km/h. Rosa Mota avisou a GNR. Como mais tarde este inspector quis desmentir que Carlos Cruz fosse a 200-250 Km/h, foi transferido da brigada de vigilâncias. Esta moto tem "via verde" e os telemóveis utilizados nessa noite estão em nome da Polícia. Não sabemos se os extractos estão guardados ou se, como é normal quando convém, "desapareceram".

A partir desse dia, Felícia Cabrita selecciona as notícias e as "fontes", como estava planeado; mesmo as que eram para ser publicadas noutros jornais, como o DN e o Público (conforme ligações já descritas). Assim apareceram as notícias sobre "os movimentos de grandes somas de dinheiro, para o Brasil", que terão sido referenciados à Cabrita por Carlos Mota que, afinal, eram pagamento de impostos; bem como "os cartões de crédito, numa lista do FBI para pagar "sites" com materiais pedófilos e pornográficos". Existia nessa lista um cartão em que dois dos nomes coincidem, mas Dias André sabia que não era Carlos Cruz. Até já tinha consultado a UNICRE, antes da detenção.

Quando Carlos Cruz foi interrogado, pelo Juiz Rui Teixeira, o "processo" ainda não tinha as folhas todas. Ficou espaço na numeração para algumas, que eram supostas corresponderem a depoimentos que o incriminassem, que ainda não tinham sido recolhidos. Nos quinze dias seguintes à detenção, "desfilaram", pela PJ, dezenas de potenciais testemunhas, a quem foi mostrada a fotografia de Carlos Cruz e a quem foi perguntado se ele já os tinha "comido". Este facto pode ser comprovado através das respectivas convocatórias; ou pelos verbetes de entrada que são recolhidos de novo à saída para arquivar. Isto, se ninguém "fez desaparecer" esta parte do arquivo, como já sabemos que é prática. Dentre estas "testemunhas" há as que entraram na PJ saindo do carro de Dias André.

Depois desta "triagem" "aperfeiçoaram" os depoimentos dos que "aceitaram" dizer que sim. Estes vivem ou dormem em casas que a PJ tem permanentemente alugadas, ou no Centro de Estudos Judiciários. Os seus depoimentos são treinados por Pedro Strecht, que é outra figura central sob ameaça. Nos depoimentos não há datas precisas, para não correr o risco de, nesses dias, Carlos Cruz poder demonstrar que estava noutros sítios. O Fábio (a quem chamam Joel), o jovem que denunciou o Bibi, foi marginalizado, inclusive por Catalina Pestana e pelo próprio Ministro Bagão Félix.

Um nome que não aparece, referido por estas "testemunhas", é o do Juiz Caramelo, do Tribunal da Boa Hora. Estes miúdos gabaram-se, inclusive, que ele chegou a intervir em julgamentos em que estiveram envolvidos e que os absolvia com medo de que "abrissem a boca". Curiosamente, um dos grandes amigos do Juiz Caramelo, nesse tribunal, era o Juiz Trigo de Mesquita.

Todos os actuais prostitutos, que passaram pela Casa Pia, a referiram como "um grande bordel"!

Os interrogatórios feitos aos alunos da Casa Pia foram bastante violentos, ao contrário do que dizia Pedro Namora. Alguns recusaram-se a voltar à PJ, devido a esse facto. Dias André usava a "técnica" de dizer: "o melhor é confessares, porque o teu colega já contou tudo"; conjuntamente com a técnica do "polícia bom / polícia mau", a interrogar e ameaçar Carlos Silvino, para o obrigar a afirmar que conhecia Carlos Cruz.

No início, chegaram a pôr a hipótese de apontar a casa de Carlos Cruz, como local dos abusos e orgias, mas desistiram porque era demasiado arriscado; corria o risco de "não pegar", vivendo ele com a mulher e a filha bebé. Chegaram a procurar fotos do interior da casa, em revistas da especialidade, para ser descrita pelas "testemunhas".

A detenção está "cheia de falhas", que foram planeadas: ninguém verificou se ele transportava remédios em quantidade suficiente; se levava passaporte ou dinheiro suficiente para evitar levantamentos que o denunciassem; se tinha agenda, o que ela continha; se levava muita roupa… Não lhe ficaram com o computador portátil; não verificaram o que continha; não foram logo a casa dele.

Dias André considerou "uma ideia brilhante" não fazer nada disso, porque podia depois assumir como falha que permitira a "destruição" das provas. Chegou a afirmar: "só se fôssemos loucos é que íamos fazer buscas e apreensões, que iam estragar tudo". É inconcebível tanto primarismo e ignorância juntos num inspector da PJ; nem sabe que se podem ler ficheiros apagados.

Dias André tentou manipular fotos, de modo a conseguir alguma imagem, em que Carlos Cruz aparecesse com crianças, a partir, inclusivamente, dos ficheiros do "processo do Parque", que ele possui, para fins privados. Estão a ser utilizadas algumas dessas fotos. O Director Nacional foi informado da "destruição" desses ficheiros, mas a única "testemunha" é Dias André e, eventualmente, Rosa Mota, o que dá no mesmo. Óptimo material para chantagem e extorsão, em que Dias André é "especialista". Além de droga, é claro!

Por causa disto tudo, há uma rapariga que pediu para sair da "equipa". Anda tão assustada que nem fala com os colegas. Suspeita-se que devido a ameaças do "duo" Dias André / Rosa Mota.

Nota: Moita Flores tem uma ligação estranha com Dias André; por um lado toma posições públicas de defesa da inocência de Carlos Cruz; por outro lado tem uma empresa que usa para "limpar" crimes, juntamente com o seu sócio e "líder espiritual" Marques Vidal. Tem um outro líder: um tal Santinho Cunha. Por exemplo, na Alexandre Herculano há vários processos por corrupção, que estão "congelados". Os patrimónios de Moita Flores e de Marques Vidal são incalculáveis. O primeiro acompanhou, desde sempre, este plano de Dias André, Rosa Mota e Felícia Cabrita; parece que tem alguma simpatia por Carlos Cruz, mas não hesitou em deixá-lo cair. Consta que o seu interesse, neste caso era oferecer os serviços de "protecção" da sua empresa a políticos do PS. Tentou, várias vezes, falar com Ferro Rodrigues, com esse objectivo. Como não conseguiu, Paulo Pedroso está preso. Também foram mostradas, aos miúdos, fotos de João Soares e de José Sócrates, pelo menos. Suspeita-se que estes tenham preferido pagar para não irem fazer companhia a Pedroso, ao contrário de Ferro Rodrigues que, no plano inicial, é que seria o detido, em vez de Pedroso.

A ligação Dias André / Moita Flores vem de longe, bem como a "prestação de serviços" deste a "limpar" crimes a bom preço. Veja-se o caso de Eurico de Melo, a quem roubaram a pasta, com cartas comprometedoras sobre as suas actividades pedófilas e homossexuais.

Dias André e Moita Flores estavam entre os "tipos" que "encontraram" a mala. Quando este caso (Casa Pia) "rebentou", Moita Flores apressou-se a escrever no Diário de Notícias que a mala era do Eng.º Sousa Gomes, e que apenas continha um discurso. Impõe-se perguntar: porquê escrever isto num artigo que nem sequer estava inserido na crónica que tinha no DN? A resposta é óbvia: para proteger o seu "cliente" Eurico de Melo.

Vamos então à outra faceta desta história!
Já vimos que Carlos Cruz era alvo de Dias André, que disse que o ia "apanhar" por o ter visto a chorar na televisão. Por outro lado, as ligações, embora pontuais, a José Sócrates (euro2004) e a João Soares (eleições para a Câmara de Lisboa), colocam-no na área dos partidos políticos a desacreditar. Neste "filme" ele é, afinal, "o homem errado, no tempo errado, no lugar errado". Está inocente!

Dias André, Rosa Mota e Catalina Pestana contam nisto tudo com a colaboração de Pedro Strecht. Não sabemos se ele também está a ser chantageado, por Dias André, já que é homossexual, com alguns comportamentos pedófilos. Mais do que um dos alunos que "passaram" pelo seu consultório, nestes últimos seis anos ou mais, lhe chamam "paneleiro". Casou há pouco tempo, à pressa, parece que para disfarçar.

Paulo Pedroso é um "caso" planeado para servir os objectivos políticos duma certa "direita", onde se inclui a protecção de Paulo Portas. Tudo leva a crer que estão envolvidos alguns indivíduos de "peso" envolvidos em pedofilia como, por exemplo, Eng.º Pais do Amaral, cujas ligações a Paulo Portas são antigas; Juiz Carlos Lobo, que partilhou regularmente a cama com Portas e o protege. A "zanga" com José Braga Gonçalves foi encenada, é falsa, para desviar as atenções do seu envolvimento na Moderna, para o "branquear". Foi combinada entre Braga Gonçalves e o assessor de Portas, Pedro Guerra, homem que conheceu no Independente e que tem também fortes ligações no Correio da Manhã.

A notícia do jornal "Le Point" é verdadeira. Paulo Portas é "Catherine Deneuve" e o outro ministro é Luís Filipe Pereira que, ao que consta, se prepara para sair do governo, como fez Valente de Oliveira.

Bibi confidenciou a pessoa da sua confiança que Portas, Filipe Pereira e Valente de Oliveira eram clientes de Pedro Namora, que lhes "arranjava" jovens casapianos até "rebentar a bronca", principalmente às sextas-feiras. A alcunha de "Catherine Deneuve" deve-se ao facto de Portas costumar ter, no carro, uma cabeleira loira.
Dias André sabe que "a zona" de Bibi, como angariador e distribuidor, era mais o Parque Eduardo VII, onde actuava juntamente com as "testemunhas" João Paulo Lavaredas, Francisco Guerra, Mário Pompeu, Francisco Andrade e Mário Necho. Todos estes são prostitutos, proxenetas, traficantes de menores; e alguns também são traficantes de droga e toxicodependentes.

Consultando a ficha de Lavaredas na Casa Pia e na PJ, onde tem cadastro, percebe-se que se trata dum jovem violento e perigoso. O inspector Fernando Baptista recebeu, em Março / Abril do ano 2000, uma proposta de expulsão da Casa Pia. Mário Pompeu disse à mãe ter sido pago para acusar Carlos Cruz; e disse, publicamente, que também iria receber para acusar Paulo Portas. Márcio Necho conhece, de facto, Jorge Ritto, mas nunca viu Carlos Cruz nessas "actividades". Mantém contactos estreitos com Dias André, enquanto Francisco Guerra visita, com alguma frequência o Bibi para chantagear. Entre chantagens, interrogatórios com ameaças de pena máxima e também com droga, Dias André e Rosa Mota mostraram a Bib, fotos de Valente de Oliveira, Narana Coissoró e Mota Amaral, tudo com a cumplicidade do advogado José Maria Martins. Preparam-se para obter um "parecer" psiquiátrico, que o dê como "incapaz". Elementos da PJ testemunharão a seu favor. É que Bibi não é um "fim"! É apenas "um meio" que está a falhar porque não diz os nomes que "eles" querem.

O Dr. José Maria Martins, para ganhar fama e porque está muito bem pago pelas pessoas que financiam estas operações todas (há muito dinheiro da droga), é cúmplice! Insiste que Bibi deve voltar a ser internado em Caxias para ser drogado. Nesse estado (drogado), dirá ou assinará o que Rosa Mota e Dias André quiserem. Depois é dado como incapaz, internado, e sofre pena mínima. O médico do EPPJ tem-se oposto a esse internamento. Não se sabe até quando aguentará!

Voltando a Paulo Portas! Mais uma vez funciona a "protecção" de Marques Vidal e de Moita Flores (que esteve ligado à Moderna e é maçom). O facto é que não aparecem depoimentos a acusar Paulo Portas; nem mesmo o que foi "prometido" por Mário Pompeu. O seu nome está a ser "protegido" a troco de quê? Qual é o pagamento? Os dois, Vidal e Flores, têm a seu cargo (e bem pagos) a preparação de vários aspectos da segurança do Euro2004. Aqui entra outro "personagem" que colabora com eles: Paulo Bernardino, que foi da DINFO (actual SIEDM). Controla mais informação que o próprio Caimoto Duarte. Dias André foi motorista de Paulo Bernardino e os dois contactam-se frequentemente para estabelecer "estratégias".

Pedro Namora era, pelo menos até há poucos meses, "angariador" de jovens casapianos, para figuras importantes. O que é lógico! Só um maluco é que se "ia pôr nas mãos" de um "básico" como é Carlos Silvino. Seria um risco altíssimo. Com Namora há segurança!
Entretanto ninguém se admire se Marques Vidal for o próximo director do SIS. O "polvo" fica a controlar tudo. Cunha Rodrigues não faria melhor.


Conclusão:

O processo "Casa Pia" está todo inquinado, a "matéria" de acusação foi forjada! As pessoas minimamente informadas até o dizem, calmamente, à mesa dos restaurantes. Há pessoas inocentes presas.

Não sabemos se o Dr. João Guerra é cúmplice ou manipulado. Com as suas "obsessões" é facilmente manobrável. O juiz Rui Teixeira parece ser o enganado. Se assim for, será o último a saber.

As testemunhas são falsas, mentirosas, foram treinadas, pagas com dinheiro e droga, para mentir. Estas mesmas moedas, dinheiro e droga, também pagam Felícia Cabrita. Ela é, como se sabe, é público, alcoólica e cocainómana em adiantado estado de dependência. Daí as suas intimidades com Pinto Balsemão, de quem também é fornecedora.

Um dos coordenadores desta monstruosidade é Dias André, que tem um "currículo" impressionante: 1- Falsificação de provas / 2 – Destruição de provas / 3. Extorsão / 4. Corrupção / 5. Desobediência às chefias / 6. Ligações ao tráfico de Droga.

A droga é outra "história" muito completa. É outro "polvo" que não acabou com a suspensão de dezena e meia de agentes da PJ.

Para "abrir o apetite" e alertar as entidades máximas, deixamos algumas pistas:
- Vários barcos vão a Marrocos comprar droga. Tudo pago pela PJ;
- Há civis envolvidos, no papel de "agentes infiltrados", mas que são apenas provocadores na distribuição;
- Fazem-se apreensões "espectaculares" junto dos compradores que são angariados pelo "infiltrado". Setúbal e Aveiro são exemplos famosos. Assim a imagem "vendida" pela PJ, de si própria, é de "grande eficácia".
- Desviam-se alguns quilogramas, antes de chegar ao armazém. É uma espécie de "comissão" para a equipa que "investiga com sucesso". É a herança operacional de Dias Costa. Os seus herdeiros são: Paulo Rebelo, "afilhado" de Laborinho Lúcio e chefe de Dias André, Ilídio Neves Luís, Luís Neves Baptista, etc.

Perguntamos: quem é um tal Victor Ferreira, civil "infiltrado", íntimo de Paulo Rebelo, de quem chega a conduzir o "Alfa Romeo"? A quem pertence o armazém da droga, da PJ, na Lourinhã?

Ficamos atentos, a aguardar os desenvolvimentos desta exposição. Se tudo se mantiver, como até agora, este documento será enviado a toda a comunicação social, portuguesa e estrangeira. Não aceitamos assistir impávidos ao "linchamento" de inocentes. Já se foi longe demais!

Assinado: GOVD - Grupo Operacional de Vigilância Democrática.

2 mentiras:

Gisele Claudya said...

Leão, por onde andas? Manda notícias, por favor.
Beijocas

Zita said...

O caso casa pia está como todos os casos de corrupção politica, por azar ficaram algumas pontas de fora que não era do circulo politico ( Carlos Cruz) mas repousa neles a segurança de que se um se afundar afundam todos e há que saber como não deixar afundar nenhum. A raia miúda sente-se segura por saber que no mesmo barco há raia muito graúda que não pode nunca ir ao fundo, porque tem poder para isso.