Blog do Leão Pelado



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Colaboradores:

A. João Soares, Aruangua, J. Rodrigues, Sapiens, Mentiroso



O Extermínio da Pobreza

O governo, com um certo apoio doutros partidos, que reclamam os métodos adoptados mas não os factos em si, tem-se dedicado ao liquidação da pobreza em Portugal. É muito simples, matando os pobres acaba-se a pobreza. Só que não se prevê quem pagará os seus impostos no futuro, mas já estamos habituados às faltas de previsão da parte dessa gente, seja por deficiência mental ou propositada e intencionalmente, sempre disfarçada de boa acção, para não variar.

Já outros governos contribuiriam substancialmente doutras formas, mas não tão eficientemente, com estradas assassinas. As culpa dos que nelas se matam é invariavelmente atribuída às próprias vítimas qualquer que seja a realidade. Se até hoje ninguém lhes pediu conta pelos seus crimes de sangue, não se está a ver que se venham a pedir pela actual bem elaborada tentativa de extermínio das massas. A questão da impunidade dos políticos é tradicional e está bem implantada. Se querem demonstrar que são honestos. que procedam honestamente. Por exemplo, comecem por entregar os lugares de gestão do Estado – indecente e corruptamente distribuídos por parasitas e incompetentes – a quem os ganhe por concurso baseado em provas de competência. O resto são conversas de vigaristas. Depois logo falaremos sobre o que fizeram dos fundos europeus que não foram utilizados para preparar o país para o que está a passar. Outro crime.

Reduzem as pensões àqueles que já morrem à fome. Decidiram que as pensões deixariam de estar sujeitas aos ciclos eleitorais do País, estabilizando-se os aumentos em função da riqueza nacional. Que frase tão bonita e que justo é. Não esqueçamos que além disso o motivo apregoado tem outras duas ramificações. Uma é que, assim, os estimados irresponsáveis conseguem sempre lavar as mãos dos pequenos aumentos que se prevêem, vista a impossibilidade de aumento de riqueza nacional nos anos próximos. Os miseráveis que já passam fome passarão a deixar de comer. Com os medicamentos é idêntico, torturam-se os doentes No fim morrem mais depressa, acaba-se com eles e nem mesmo essas miseráveis pensões serão pagas, revertem normalmente para o Estado. Com uma cajadada matam-se dois coelhos.

Por comparação a países civilizados, o que queríamos ver era um máximo para todas as pensões ao nível nacional, não a redução das já tão reduzidas. Mas Portugal não é pais civilizado, claro, nem jamais o poderá ser com tais dirigentes que demonstram não o querer nem permitir.

O ataque à Segurança Social é outra medida de perfeita corrupção e de má vontade, mas o assunto é mais longo e deixar-se-á para outra altura. Uns querem-nos convencer de que as medidas tomadas visam a salvar o sistema público de Segurança Social. Outros criticam por julgarem as medidas demasiado insuficientes. Ambos mentem, cada lado com a sua má intenção habitual, como mais tarde se verá.

Tudo isto se passa naquele país que tem ganho todos os primeiros lugares das estatísticas europeias que indiquem atraso, subdesenvolvimento, miséria, pior sistema de saúde, piores condições sociais, pior ensino, má distribuição da pouca riqueza que há, etc., etc. Na questão da má distribuição da riqueza, ainda muito recentemente observámos que os mais ricos são aqueles que quanto mais aumenta a miséria mais duplicam os lucros – ou seja, tal é impossível de acontecer sem que estejam a roubar os pobres. Dentre estes, os maiores exploradores da miséria são os bancos, como nacionalmente conhecido e reconhecido. Pois o governo, não os querendo melindrar, aumentou-lhes os impostos de 2%. Como a desigualdade em impostos e, sobretudo na distribuição da riqueza são ainda pequenas, porque exagerar fazendo pagar mais a quem mais ganha, tantas vezes ilicitamente?

GráficoPara o governo, o gráfico junto, baseado em dados do Eurostat, de Agosto último e referente ao ano de 2004, apresenta bem que a desigualdade não é assim tão grande para que se tomem medidas drásticas para inverter a situação. O gráfico, elaborado com os dados figurando em lista alfabética por país, na publicação mencionada, foi reordenado por valores. Estes valores representam a desproporção de ganhos entre os mais ricos e os mais pobres em cada país da União Europeia listado; os números são o factor dessa diferença. Neste quadro estamos também num incontestável primeiro lugar, como é costume em tudo o que nos classifica como país do 4º mundo, bem à frente do segundo lugar, ganho pela Grécia. Como se vê, em Portugal, as remunerações de 20% dos mais ricos são em 7,2 vezes superior às de 20% dos mais pobres! Bom, isto depende de que ponta começamos o gráfico, claro. Não esqueçamos que desde 2004 a situação mudou ligeiramente, não se diz em que sentido porque é do conhecimento geral. Digamos que estes dados, ainda que publicados bem recentemente e os mais actuais que existem, não são assim tão actuais, devido às diferenças entretanto verificadas. Todos sabemos como a miséria e estas diferenças se têm atenuado desde 2004. O governo tomou e está a tomar as medidas necessárias para as eliminar de vez.. Ou poderá tirar-se outra conclusão sobre os resultados evidentes dessas medidas ou em vias?

Estamos em crer que o povo português não deixará de expressar os mais profundos agradecimentos a quem o trama em seu próprio nome. O povo português reconhece sempre o mérito de tais acções. Basta ver como elegeram o Cavvasco que não só melhor lhe preparou o futuro (o presente, hoje), como ainda fez melhor: achou que em Portugal havia demasiados médicos, pelo que ordenou a redução de vagas para o curso nas universidades. Os portugueses não precisam de se tratar, ele já o tinha previsto. E agora este governo dá o golpe de misericórdia. Boa parelha!

Outros a quem devemos agradecer com reconhecimento, são os jornaleiros que tão bem nos têm vendido lixo (vendido, que com isso têm ganho a vida, restando saber se honestamente), informando-nos do que se fez com os fundos europeus e, assim como do modo contínuo com que colaboram com os criminosos, encobrindo-os.

3 mentiras:

Mac Adriano said...

O governo não acaba com os pobres, apenas os substitui. Mata os pobres à fome e transforma a classe média em pobres. O iluminado Sócrates até já disse que não sabe o que seja isso da classe média. Claro, está a preparar o futuro de Portugal, onde não haverá lugar para tal classe, mas apenas pobres cada vez mais pobres e ricos cada vez mais ricos. Para mim, já só há uma saída: os espanhóis tomarem conta disto.

Mentiroso said...

Obrigado pela tua estreia dos comentários deste novo blog.

Analisando a experiência passada, ainda que apenas superficialmente, chegamos à conclusão de que os problema em geral são muito mais graves e profundos. Com a aderência de Portugal à Comunidade Europeia ficou provado que os verdadeiros problemas não vêm do exterior nem por ele podem ser controlados nem resolvido Quanto ao problema actual específico, teve raízes naquilo que os governos de Cavaco e Silva fizeram dos fundos europeus de coesão e das suas irremediáveis consequências O problema é absoluta e unicamente interno. Deve-se ao comportamento dos políticos – sobretudo ganância desonesta, corrupção do e ao mais alto nível, todo ao longo da escala – e ao consentimento desta atitude por um povo atrasado, enganado, desunido, anestesiado e incapaz de reconhecer os erros, devido ao orgulho desajustado insuflado por esses mesmos corruptos, só com esse propósito. É um ciclo vicioso. Este problema jamais deixará de subsistir enquanto o consentimento dos interessados perdurar.

Abdicar da independência é atraiçoar o nosso passado e aprovar actos corruptos do género dos acima mencionados. Por demais não resolveria nenhum problema e tornar-nos-ia ainda mais efectivamente colonizados. Por outro lado, não se compreende que tal medida pudesse ser uma solução quando povos como Catalões, Bascos e Galegos o rejeitam e tentam desesperadamente livrar-se do jugo castelhano. A luta dos Catalões já tem muitos e muitos séculos e se em 1640 não se livraram dos Castelhanos foi apenas porque estes, não conseguindo “apagar dois fogos simultâneos”, preferiram a Catalunha a Portugal.

Isabel Magalhães said...

"Abdicar da independência é atraiçoar o nosso passado"

Subscrevo.

boa noite.
bom fim de semana.