Tome-se de que lado se tomar, vire-se donde se virar, este caso é a prova real do banditismo político nacional, seja qual for a oligarquia no poder ou na oposição. A escumalha é a mesma.
Se se vier a apurar a culpa do Sócrates, não ficamos a saber mais do que aquilo que já conhecemos, que os políticos se servem do estado para corromperem e beneficiarem da corrupção, circunstância já amplamente demonstrada para quem tenha memória e se recorde do que os governos do Cavaco, entre os mais corruptos que jamais houve, fizeram dos largos fundos de coesão da União Europeia, esbanjando, distribuindo-o por amigos e correligionários partidários, roubando-o e tudo o mais do pior de que nos recordamos, mas que muitos pretendem ter esquecido por partidarismo ou pelo palrar enganador dos culpados. Esta simples circunstância faz do Cavaco o verdadeiro coveiro nacional, o cabeça do governo que preparou o futuro do país causando o estado actual, agora agravado pela conjuntura mundial, aquele que também construiu as estradas assassinas.
Portanto, a eventual conclusão da culpabilidade do Sócrates não poderá ser uma novidade inesperada, inserindo-se apenas no ram-ram quotidiano do comportamento dos políticos portugueses. (Obs.: o nome de “coveiro” já foi atribuído ao Cavaco aquando da sua eleição; a Leiteira limitou-se a copiá-lo como o papagaio que é, nem ideias frescas tem.)
Se pelo contrário se vier a confirmar que o Sócrates não esteve implicado no caso não demonstra que Portugal se encontre em melhor situação de seriedade. Bem pelo contrário. Por alguma razão a fama da corrupção nacional se alastrou pela Europa fora e esta ocorrência só poderá aprofundar a ideia que se formou do país. Afinal, ambas as hipóteses são perfeitamente plausíveis.
Por um lado Sócrates é um político que, corrupto ou não como os de todas essas oligarquias gananciosas e mafiosas, tal como os outros com grande dificuldade resistiria ao contágio; por outro lado o PSD está bem colocado para ter sido o autor da carta anónima de delação. Não admira que uma calúnia pudesse chegar por esse caminho (se de calúnia se tratar); a corrupção política geral acima mencionada é de todos conhecida. Como tem sido bem visível, o PSD é um partido que quase se desmancha quando não está no poder e encontra-se actualmente num autêntico estado de frenesim e desespero. Vendo-se sem argumentação contra um governo que afinal seguiu o caminho que ele tinha delineado quando era governo, não tem ponta por onde pegar e as circunstâncias não lhe deixam outro curso que o de mentir ainda mais do que o usual dos políticos. Alguns, extremamente nojentos, como a Manela Leiteira e o Aquilino ave de rapina, conceberam em conjunto um plano no estilo do que o presente governo seguiu, todavia pior por incluir a destruição do já miserável sistema de saúde, um dos piores da Europa, assim como abandonar o sistema solidário da segurança social, ou seja perpetrar crimes contra os Direitos Humanos, porque as necessidades sociais são Direitos Humanos.
Estes bandidos assaltantes da saúde pública e das pensões de reforma, encontrando-se sem argumentação com pés e cabeça, um cala-se e a outra limita-se a vomitar as maiores atrocidades jamais concebidas, pois sabe que aquilo que aprovou antes do governo o ter concretizado era ainda muito pior. Até o malfadado comboio a alta velocidade é filho desse governo. Donde as suas vociferações mais não podem ser do que a banha da cobra para ludibriar os carneiros eleitores. Contudo, ao que se constata, quanto mais baboseiras bárbaras a Leiteira clama mais desce a sua cotação, segundo tem publicado a TVI.
Noutros países europeus os partidos da família do PSD são democráticos do centro ou mais para a esquerda. Recordemos que foram os partidos do PSD da Suécia, da Noruega e da Dinamarca que em grande parte financiaram o Partido Socialista no seu princípio. Em Portugal, o PSD de PSD só tem o nome, não é nem social nem democrata, mas apenas burocrata, ou não fizesse parte da podridão política nacional. O PS também se voltou para o neo-liberalismo feroz. Que o Diabo leve a ambos e nos livre doutros piores que querem diminuir os impostos para terminar de vez com os serviços sociais, já que não haveria fundos para os manter mesmo assim reduzidos, e pôr mais agentes da polícia na rua para evitar o crime com origem na pobreza e na miséria moral.
Não tenhamos ilusões, políticos santos será a mais rara das excepções e quer este caso penda para uma conclusão ou para outra, os perdedores serão sempre os mesmos: nós, que pagamos e sofremos as consequências e ainda ficamos com fama de atrasados nos outros países por permitirmos que assim seja. A justiça podre, incompetente e arrogante que leva anos a avançar também para isso contribui.
Surge ainda uma outra questão. Então o Sampaio promulgou conhecendo que se tratava dum projecto numa zona protegida?
A corrupção generalizou-se no país, tornou-se parte integrante da nossa história recente e aprovamos governos corruptos pensando que se estivéssemos lá procederíamos de modo idêntico. As únicas coisas que movem estes políticos são a competição pelo poder e a acumulação de bens materiais. O povo que se lixe, só serve para sustentar a ganância, para ser ludibriado e se lhe arrancar o voto que permite a continuidade.
Num qualquer governo o poder é exercido por delegação. O governo exerce-o em nome dos que o elegeram e entre eles podem delegar o poder, como um ministro pode delegar poderes nos seus secretários. O ministro que delega o poder pode sempre tomar ele mesmo as decisões, ultrapassando a delegação. Do mesmo modo, num sistema verdadeiramente democrático – e não apenas de nome – os eleitores também têm o direito de tomar as decisões dos seus eleitos ou de as corrigir em seu lugar. Negá-lo é treta. Enquanto em Portugal não existir um sistema sério de controlo e de avaliação dos políticos, a corrupção continuará de vento em poupa. Se não se lhes põem rédeas bem curtas nenhuma melhoria há a esperar.
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Implicações do Caso Freeport
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Mentiroso
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Tópicos: Corrupção, Indignidade, Justiça podre
Corrupção Dscarada dos Políticos Provoca a Corrupção Geral Nacional
O Parlamento, o Governo e a vida política de Portugal estão corroídos e minados pela alta corrupção e pelo roubo do Estado pelos políticos literalmente organizados em oligarquias mafiosas. Fazem-no descaradamente e com o maior avontade e naturalidade, mas se assim é, é apenas por saberem que ninguém no país, nem a mesmo a nossa justiça, com “j” minúsculo como ela – que neste ponto atesta a sua podridão de modo premente –, os molesta.
O acordo da população é explícito: «quem cala consente». Assim, pela aceitação geral, não subsiste motivo para reclamação e à máfia é mesmo dado o direito de fazer calar quem excepcionalmente proteste contra a sua desonestidade.
Não é costume neste duplicarem-se aqui cópias de artigos publicados noutros blogs. Todavia a que se segue merece maior divulgação. Não é recente, mas tal como as publicações deste blog, é de permanente actualidade, pois que neste país nada do que está mal muda por conveniência daqueles a quem a mudança não convém. O mal está instalado e devido às condições que o perpetuam não será fácil expugná-lo metendo esse bando de bastardos na ordem, domesticando-os como as bestas selvagens, daninhas e agressivas que são. Enquanto assim for todos os artigos a esse sujeito serão actuais e poucos para despertarem quem opta por amachucar em lugar de lutar pelos seus legítimos direitos. Compenetremo-nos de que somos um país de carneiros e ovelhas.
Seguindo o exemplo da máfia das oligarquias políticas, o roubo tornou-se generalizado e legal. Um autêntico polvo de maleficência que envolveu o País com os seus tentáculos venenosos. Como curtos exemplos citam-se os serviços telefónicos de apoio pós venda sob garantia obrigatória, os serviços telefónicos bancários ou informativos da maioria das empresas em geral, os telefonemas para os programas de televisão, etc.; nestes casos constata-se que os números de serviço começados por 8 (800 ou 808) foram substituídos por outros iniciados por 7 (de alto custo embolsado pelo chamado). Isto é o contrário do que se passa noutros países, os quais continuam tal como era em Portugal há ainda poucos anos. Porquê? É bem simples, os ladrões estão cientes de que o portuguesinho é um mamão aparvalhado que lambe a mão do carrasco e de quem o trate mal ou o roube. Podem exigir o que quiserem que o português parvo tudo aceita. Num país civilizado as pessoas reclamariam e não utilizariam esses números, mas em Portugal aceita-se paga-se e cala-se cobardemente. É idêntico com tudo, inclusivamente com a corrupção política, assim tolerada, aceite e legalizada por um povo que mais carneiro e cobarde seria impossível.
Um outro exemplo entre os milhares de Tachos & Reformas Douradas é o do borrabotas que dirige o Banco de Portugal, arrecadando uma participação nos roubos – participação que querem fazer passar por ordenado – mais que o dobro do que ganha o seu homólogo no país mais rico do mundo! Com que direito esta autêntica máfia de políticos energúmenos e LADRÕES nos roubam para encherem os familiares, militantes activistas e amigos, ou que roubam as suas empresas para contribuírem com fundos para os partidos? Apenas porque nós lhes consentimos, por não reclamarmos nem domesticarmos esses animais selvagens.
O artigo que se segue tem um visão lúcida da situação nacional actual, mas há uma discordância. Peca pelo uso de palavras que aparentam indulgência em relação aos procedimentos condenados e que os biltres nele mencionados estão bem longe de merecer. Merecem, sim, o desprezo e o asco devido aos repugnantes nojentos e hipócritas que são, no sentido mais lato destes termos ainda elogiosos para tal cambada de ladrões e vigaristas, natos e declarados.
Reforma do regime é necessária e urgente
Independentemente de ideologias, temos que concordar que Portugal tem vindo a ser mal governado e, para evitar um colapso dramático, é imperioso implementar mudanças estruturais no regime.
Isto já não se resolve com mudanças de pessoas, ou de partidos, mas sim com um pacto de regime com um código de conduta assinado por todos os partidos em que fiquem bem claros princípios de comportamento dos governantes e das oposições.
Por exemplo, há que reduzir ao mínimo, em casos bem definidos, as nomeações por critérios de «confiança política», sem concurso público, destinadas apenas a favorecer os amigos do clã. Tais nomeações, não tendo em conta as competências, têm delapidado os dinheiros públicos e arrastado o País para uma crise crónica de difícil cura. O concurso público, com condições bem definidas, privilegia as competências e permite admitir os melhores cérebros do País, independentemente da família ou da terra de nascimento. O facto de poderem ser de partido diferente é superado por «contrato por tarefas», em que o admitido se compromete, por escrito, a realizar as tarefas fixadas segundo método pré-definido, com isenção e rigor, e em caso de infringir este compromisso, passa a poder ser demitido com justa causa. Em caso de a evolução do serviço tornar convenientes outras tarefas, o compromisso receberá um aditamento.
Há também que restabelecer a confiança do povo nos seus representantes, com base nas acções honestas destes, em benefício dos interesses nacionais, com preocupações de poupança de recursos e de aumento de eficácia.
Impõe-se uma drástica redução da quantidade de assessores bem como dos contratos para «estudos» feitos com amigos partidários que só têm a finalidade de enriquecer os «compadres». Gastam-se milhões de euros em «estudos» encomendados para justificar uma decisão tomada por palpite. E, para dar mais aspecto de razão encomendam-se outros pareceres com igual finalidade a outros compadres. Vantagem só há para a bolsa desses «especialistas» amigalhaços. E o contribuinte pagou os impostos e vê que nada melhora porque o dinheiro é desbaratado nestas «brincadeiras».
Nesse código deve também constar a preocupação de reduzir os custos de funcionamento da máquina administrativa, em instalações, equipamentos de escritório e de transporte, mordomias, etc.
Com um tal código de conduta, o regime tornar-se-á mais honesto e eficaz na busca dos mais altos objectivos nacionais e, logicamente, o País poderá começar a desenvolver-se de forma séria e sustentável.
Além desse pacto assinado por todos os partidos com assento na AR, os grandes investimentos que produzam efeitos para além da legislatura actual, devem merecer a aprovação da oposição, a fim de que, se houver mudança de partido no Governo, os projectos continuem a ser realizados.
Com este esquema devidamente aprofundado e honrado por todos, os políticos passarão a merecer a confiança dos eleitores e os esforços serão orientados para bem de Portugal e não teremos recursos esbanjados em benefício de políticos corruptos, à procura de «tachos dourados», de «reformas múltiplas e milionárias» e de «enriquecimento ilegítimo».
Embora o artigo atrás seja esclarecedor, por vezes desperta o interesse de dar algumas respostas.
Não se compreende porque é que as nomeações por critérios de confiança política se deveriam reduzir ao mínimo. Então não se deveriam eleminar completamente, como nas democracias europeias?
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Mentiroso
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Tópicos: Cobardia, Corrupção, Embuste, Oligarquia, Roubo autorizado
Abrilada
Previsão da Desgraça por Miguel Torga
Estranha revolução esta, que desilude e humilha quem sempre ardentemente a desejou.
Estamos a viver em pleno absurdo, a escrever no livro da História gatafunhos que nenhuma inteligência poderá decifrar no futuro. Todas as conjecturas têm a mesma probabilidade de acerto ou desacerto. Jogamos numa roleta de loucos, que tanto anda como desanda.
O espectáculo que damos neste momento é o de um manicómio territorial onde enfermeiros improvisados e atrevidos submetem nove milhões de concidadãos a um electrochoque aberrante e desumano.
Miguel Torga 20 de Junho de 1975
Não era difícil de prever o que se preparava. Há uma infinidade de velhos ditados que se adaptam perfeitamente à situação. Um de entre eles é Pelo andar da carruagem se vê quem lá vai dentro.
Na altura dos governos do Cavaco e Silva só um cego, um atrasado mental ou um adormecido ou intoxicado pela malvadez da corrupção política não seria capaz de ver a miséria e pobreza que se estavam a preparar com dedicação e afinco, com a grande capacidade e eficiência. Muitos eram os intoxicados, pois poucos o viram. Os esforços foram coroados de êxito e os resultados esperados perfeitamente almejados. Cómico é que ainda existam pobres diabos que esperem que tudo se possa agora arranjar em pouco tempo, quando levou tantos anos a descer ao fosso actual. Com um povo tão estúpido ainda há quem creia que os políticos não vão continuar a aproveitar-se. Fazem eles bem, iriam agora os cães largar um osso ainda com tanta carne.
A intenção da Abrilada não era certamente a de obter o resultado a que se chegou pelos meios descritos por Miguel Torga. Por demais, durante tanto tempo de ditadura, ninguém teve a coragem de deitar a mão ao País e a altura escolhida foi absolutamente de desmiolados e oportunistas. Afinal, em 1974 a ditadura estava já nos seus estretores finais, apenas aguentada por meia dúzia de esbirros. Marcelo Caetano tinha iniciado as conversações sobre a adesão de Portugal à União Europeia, então Comunidade Económica Europeia (CEE). Não passa pela cabeça de ninguém que esta admitisse uma ditadura no seu seio, o que obrigaria a casta ditatorial a ir largando o osso lentamente. Marcelo Caetano não poderia ser tolo a ponto de não estar disso absolutamente consciente, fê-lo intencionalmente. Os interesses ilícitos dos corruptos têm encoberto estes factos que lhes tirariam todo o brilho dos seus louros podres. A bandalheira jornaleira, manifestando-se profundamente indigna e em declarado conluio, jamais informou a população sobre estes simples e lógicos factos, por serem demasiado esclarecedores sobre a verdade.
Como Torga escreveu, por mais que um motivo esta revolução humilha quem sempre ardentemente a desejou. Comemora-se, assim, a origem de todos os males em Portugal.
Cada povo tem o governo que merece.
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Destruição, Embuste, Imbecilidade, Oligarquia, Planeamento
Crime na Estrada
All truth passes through three stages:
First, it is ridiculed;
Second, it is violently opposed;
and Third, it is accepted as self-evident.
Ou seja, em português:
Toda a verdade passa através de três fases:
Na primeira é ridicularizada;
Na segunda sofre uma oposição violenta;
Na terceira é aceite como auto-evidência.
Arthur Schopenhauer (1788-1860)
Filósofo alemão do século XIX, considerado o pai da filosofia moderna, foi aquele que mais influenciou o pensamento de Friedrich Nietzsche.
É como todos os governos até agora têm invariavelmente tratado as causas da matança rodoviária.
Ao ouvirmos como o bando de assassinos políticos, seitas relacionadas e desinformação jornaleira inventarem histórias de embalar sobre como se propõem combater os acidentes da estrada, ficamos com a certeza de que, qualquer que a consequência possa ser possa ser, preferem que a catástrofe continue. Donde a justeza de se reconhecerem como assassinos impunes.
Estes canalhas falam-nos em números inflacionários de agentes da polícia, bombeiros, ambulâncias e toda uma desmesurada panóplia de pessoal e outros meios para desencarcerar os mortos e apanhar-lhes os bocados dos corpos pelas estradas fora. Os infames não se esquecem também de aproveitar a ocasião para sacarem dinheiro em multas. Dinheiro de sangue!
Em lugar de aplicarem as medidas que se impõem, como se praticou nos países em que os acidentes diminuíram drasticamente, os biltres assassinos aproveitam a ocasião para roubarem o povo para subvencionarem as suas ganâncias e roubo da fazenda, fazendo simultaneamente uma grande propaganda para adormecer e enganar o povo lorpa para votar em quem os dizima nas estradas à machadada. Não é o que ouvimos, por exemplo, ao bobo do actual ministro do interior? Não vem ele frequentemente vigarizar a população, dizendo que há menos acidentes, uma melhoria? Burlão! Arma una enorme feira por todo o país para massacrar, como se isso impedisse que se matassem. Só se pusesse um agente em cada veículo. Com o crime é o mesmo, como se mais agentes da polícia na rua ou uma polícia mais competente o evitassem. As circunstâncias indicam claramente que ainda vai crescer muito mais.
Seguem o pensamento de Arthur Schopenhauer à letra, colocando-se na primeira fase da reflexão do filósofo. Negam e ridicularizam a verdade. Mostram a sua profunda e intrínseca malvadez.
Que cinismo.
Que nojo.
Quefalsidade.
Que malvadez.
Que perversidade.
Nesta época de Natal e de Ano Novo, de novo muitos vão e não voltarão, outros nem chegarão a ir. Mesmo que o número de mortos e de mutilados diminua ligeiramente, isso não será mais do que uma flutuação eventual de que os abortos do costume se aproveitarão para transformar em louros de chumbo. Tal como com a situação económica do país, a qual sem outras medidas mais adequadas apenas poderá melhorar à custa da pobreza de uns e do enriquecimento de outros, o que está manifestamente a acontecer.
Não é este mais um caso que a todos preocupa profundamente e que a tantos mata ou faz a vida negra para sempre apenas porque se continua a aprovar os seus responsáveis? Bom, se assim se quer porque não continuar (?), pensam os culpados com razão. Porque se não se admitisse já se teriam tomado as medidas necessárias para arrancar o espinho enterrado que chega ao cérebro. Vote-se neles, mas com boletins nulos – em que a inutilização propositada seja nítida e indubitável – em massa.
Sobre o mesmo assunto:
Vil Propaganda à Conta dos Mortos
Os Assassinos da Estrada
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Mortes na Estrada Continuam
Acabar com Mortes na Estrada
As Mortes na Estrada Continuam
A Tragédia Rodoviária Continua
O Trânsito, as Leis e a Realidade
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Arrogância, Corrupção, Embuste, Impunidade, Malvadez
A Demagogia dos Impostos
Carga Demasiada ou Correcta?
Ouvindo os partido vemos que cada um apenas quer vender as suas sardinhas. Novidade?! Cada político conta uma história à sua conveniência. Que acontece com a grande maioria dos portugueses que os ouvem? Que ficam os desinformados a saber?
Há três cenários.
O primeiro é cada tolo defender o seu partido incondicionalmente, sejam as ideias acertadas ou as costumeiras trapaças. São estes os que permitem a situação actual, os verdadeiros culpados a quem a tacanhice não permite que se ponha o freio nos dentes da máfia política e que se lhes puxem as rédeas para dominar os miseráveis.
O segundo cenário é aquele em que nunca se admite que o governo possa ter razão, característica tradicional e bem conhecida dos portugueses, que se confirma em quase todos a reconhecerem quando dizem que os portugueses não se sabem governar nem deixam que os governem. No primeiro cenário e no segundo entram ainda os oportunistas de oposição, seja ela qual for e quando for, temo-lo visto com todos os governos; a massa é sempre a mesma.
O terceiro cenário é aquele que só pode resultar duma análise apartidária e independente de qualquer influência. É nele que vamos tentar enxergar a verdade.
De vez em quando ouvimos notícias resultantes de descaídas: a percentagem de impostos é muito semelhante ao que se paga na maioria dos países da União Europeia. Só que aqui começam e acabam todas as semelhanças. A distribuição dos impostos em Portugal tem sido a alavanca principal da engrenagem que gerou o desnivelamento social, um dos mais importantes factores que cavaram o fosso entre ricos e pobres. Os impostos têm sido sempre mal distribuídos e em conjunto com um número infindo de outras condições, têm demonstrado que não estamos em nenhuma democracia.
Os governos, sobretudo os mais à direita, têm optado por um imposto maior ao consumo e menor aos rendimentos individuais, fonte de injustiça social e de aumentos de preços de maior grandeza. Para o agravar, as grandes fortunas deveriam pagar mais e desagravar-se os que usufruem dum menor ganho. O rendimento mínimo colectável deveria subir. Além destas causas, há mais.
As empresas não pagam o suficiente e aquilo que elas deveriam pagar vai sobrecarregar a população que o paga em seu lugar. Um caso que «mesmo um cego vê» é o escândalo dos bancos a pagarem impostos reduzidos e livres de explorarem os seus clientes como lhes apraz. cada ano multiplicam os seus lucros, aumentando o escândalo da sua semi-isenção.
Há muitos políticos que apregoam que se deveria aliviar os impostos das empresas, mas isto é uma solução comparável àquela de pôr mais polícias na rua para acabar com o pequeno crime. Se as empresas não podem verdadeiramente pagar os seus impostos, então que sejam dissolvidas, visto não justificarem a sua própria existência, a de produzir riqueza e nem poderem pagar ordenados decentes. Muitas de entre elas não podem mesmo. Para que continuam então a existir? Para encobrimento de vigarices e manutenção de baixos salários?
Outros, autênticos vigaristas, provam que o são fazendo comparações de custos com outros países desprezando a regra fundamental, em que o único valor comparável só pode ser a parte dum salário médio que representa e não o valor cambial ou nominal ou qualquer outro, seja qual for; o euro, como moeda comum serve de tapa-olhos, mas não relega a regra: ainda que a moeda seja a mesma o método comparativo da parte do salário mantém-se inalterável. Os economistas de pacotilha, vis apoiantes do sistema que empobrece a população, não contestam os erros propositadamente introduzidos para enganar uma população das mais ignorantes que existem, sobretudo em cálculos que contenham contas. Os facínoras aproveitam-se desta ignorância para ludibriar em lugar de informar.
A razão por que existem muitas empresas em condições miseráveis é bem conhecida: não se modernizaram, não se adaptaram, não acompanharam o progresso. Mais uma prova do atraso a que Portugal foi submetido durante décadas enquanto se dizia ao povo que era um país avançado, que os governos dos parasitas faziam o povo e o país progredirem muito, etc., um blá-blá-blá, fomentando o orgulho que cegou os lorpas e os impediu de tomarem medidas contra os impostores que, entretanto, espoliaram o país enchendo os seus cofres e aumentando o seu património à conta desses mesmos lorpas que os apoiaram iludidos num orgulho que mais tolo seria impossível. Que os apoiassem aqueles que com eles comeram o bolo, não espantaria, mas os outros?!
O bolo que comeram foi o dos fundos europeus de coesão, que em lugar de preparar as empresas com a ajuda e o incentivo do Estado, foi esbanjado, dividido entre os corruptos ladrões e seus parentes e amigos. O pouco que foi empregue no sentido correcto foi ainda assim mal utilizado. O restante foi posto em circulação para dar a ilusão de riqueza, mas falsa e balofa, que quando os cães, autores assassinos da população, encabeçados pelo Cavaco, largaram o osso do governo deixaram uma inflação superior a 5%. Porque se esconde???
Assim, grande parte das empresas não pode verdadeiramente pagar os impostos. Mas isso não os deve dispensar. Se não podem, fechem, não é o povo que os deve pagar em seu lugar.
Eis, pois, o que se passa com os impostos.
Se não tomarmos mão na canalha corrupta serão eles a destruir-nos. Não temos provas suficientes?
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Embuste, Imbecilidade, Planeamento
A Barbárie Castelhana
Espanha, grande, una, imperialista, autoritária e sanguinária. Desde a sua união, feita a ferro e fogo, que se mostra ser o povo mais bárbaro, selvagem e carniceiro do universo, empregando métodos de exterminação e de genocídio que envergonhariam os próprios mongóis. Como foi o caso de exterminação total dos pacíficos índios autóctones da ilha Hispaniola e doutras dos arquipélagos vizinhos.
As afirmações contextualizadas no parágrafo precedente não são verdadeiras nem falsas, são históricas. Mas devido à propaganda daqueles que mentindo pretendem apagar os seus actos e ao número crescentes de traidores portugueses que pelo mesmo caminho tentam fabricar uma imagem que lhes seja menos desfavorável, transvertindo a perversidade em virtude, é-se constrangido a demonstrar o que a história registou e que essa propaganda tenta hoje perverter.
Mário Soares chamou de irmãos a uma raça de malvados (os portugueses são mentalmente miseráveis, mas não têm essa “qualidade”). O presente PM, acusado de traidor pela HRW apoia a acção esclavagista castelhana contra a liberdade do povo Basco, há séculos massacrado pelos bárbaros, e diz-se iberista.
Este artigo certamente deveria ser longo. Não é possível descrever as provas históricas em poucas linhas. Por esse facto limita-se a apresentar apenas o título do tópico principal. Um relato mais aprofundado pode encontrar-se num ficheiro PDF facilmente acessível clicando aqui (pequeno download de 141MB). Todavia, esse mesmo ficheiro não é uma descrição da barbárie castelhana, mas limita-se a compilar os factos históricos relatados por pessoas reputadas idóneas e acima de qualquer suspeita. O que completa verdadeiramente o artigo são os links contidos nesse ficheiro, os quais conduzem às ditas fontes fidedignas, como as de professores universitários e outros estudiosos.
Entre estes links encontra-se o mais conhecido de todos, um relato escrito pelo missionário sevilhano Frei Bartolomé de las Casas, monge dominicano que viajou com Colombo, mais tarde bispo de Chiapas (México). Foi testemunha ocular das selvajarias praticadas, entre elas as da conquista do Peru e do genocídio das Caraíbas. Os seus relatos contam os acontecimentos que ele observou um pouco por todo o lado. Este testemunho por si só seria suficiente para provar os sentimentos e as baixezas daquele que, de certo. é o povo mais selvagem da humanidade. Pelo menos aquele que mais actos bárbaros, selvagens e ignominiosos perpetrou. A maioria destes actos não foi consumada num mero impulso ou golpe de cabeça, logo à chegada, mas sim planeada e executada lentamente ao longo de séculos e com a contínua e plena consciência da sua perversidade atroz, por demais bem esclarecidos por Frei Bartolomé.
Os continuados interesses e traição montantes esforçam-se por nos esconder o conhecimento. Sobre todo e qualquer assunto que possa ir contra esses interesses ilícitos e não apenas no caso presente. Para conhecermos as realidades que este estado actual de desinformação nos esconde e não permanecermos ignorantes somos obrigados a procurá-las. O texto do ficheiro PDF e os links de fontes idóneas nele encerrados revelam e esclarecem perfeitamente as barbáries castelhanas, sobretudo aos mais novos, nascidos num ambiente de camuflagem e ocultação da realidade histórica substituída por mitos inventados por mentes interesseiras, maldosas e animalescas.
Remarcável que à excepção dos portugueses nenhum documento encontrado considera a Espanha como uma democracia. Os pobres diabos portugueses, que também não têm uma democracia nem sabem o que é, continuam a emprenhar pelos ouvidos.
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Para quem possa cogitar e julgar encontrar motivos para que lhe permitam deduzir que o autor desta compilação possa ser movido apenas por sentimentos anti-castelhanos, aqui fica o esclarecimento.
1. Tudo o que é apresentado sobre este assunto limita-se à compilação de artigos e tópicos publicados na Internet e ao alcance de todos, de autores de idoneidade comprovada, alguns dos quais ensinam o que escreveram em universidades. Não foi por esquecimento ou por obliteração deliberada que não foram compilados outras opiniões ou artigos que testemunhem que os actos relatados não foram perpetrados sem maldade. Simplesmente, após procura, chegou-se à conclusão de que não existem testemunhos neste sentido. Porém, qualquer pessoa tem a possibilidade de fazer buscas e se algo encontrar agradece-se a informação. Não se verificando qualquer contrariedade ao que aqui foi compilado, é-se obrigado a concluir que o restante é certo. Afinal, é o que nos contam os manuais de história e o monge missionário Dominicano Frei Bartolomeu, bispo de Chiapas, que assistiu aos principais acontecimentos.
2. Na eventualidade de se querer imputar um acentuado sentimento anti-castelhano, este seria absolutamente legítimo e justificado, tanto pelos registos históricos, como pela continuidade do comportamento dessa raça maldita através de todo o tempo da sua existência. Constam ainda nesses registos os mais horrendos tribunais da Inquisição, que reservaram um lugar eterno ao Grande Inquisidor Geral Tomás de Torquemada – um herói castelhano no seu tempo – um sanguinário que torturava e matava mouros, judeus e hereges a fim de lhes sacar as suas possessões que iam direitinhas para os cofres do Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que na altura viviam numa semi-miséria sem dinheiro para aquecerem os seus castelos no Inverno. Esse povo continua e persiste sem se desviar dos princípios humanitários dos Direitos Humanos e teima em querer dominar os outros ilegitimamente e contra os princípios mundiais, como com os Bascos, que tem massacrado durante séculos. Numa continuidade do seu passado.
Biografia do Grande Inquisidor Geral Tomás de Torquemada.
Em Português
Em Inglês, muito mais completa, com cerca do dobro das páginas da edição porrtuguesa.
Documento em PDF sobre A Barbárie Castelhana , mencionado no quarto parágrafo, contendo a compilação histórica e as ligações.
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Castela bárbara
O Procedimento da Polícia
Parte II
E-mails curiosos ou talvez não? (1) eu escrevo as minhas opiniões quando quero e no meu blogue, não comento textos encomendados para mim!, (2) Chega de tentativas de controlo e de busca de opiniões pessoais irrelevantes. (3) Sei muito bem o que fazer, não preciso de reeducadores Nota: Após estes acontecimentos, o autor da reenvio repetido da mensagem original, a que juntou os seus comentário e outros endereços. mudou o seu blog quase completamente de um dia para o outro incluindo o tema de base. Eliminou os posts que não correspondiam ao novo tema e juntou outros. Um exemplo dum post apagado constata-se numa referência que ele lhe fez num comentário que deixou num outro blog, o sexto. Continha um texto de Bagão Félix, intitulava-se «Degradação Grave, Cada Vez mais Perigosa» e ainda um elogio à sua boa obra. Aquele que só não destruiu a Segurança Social na sua totalidade, pior do que o actual governo, apenas porque não teve tempo. Na altura desta redação ainda lá se encontra, mas o autor dum comentário pode apagá-lo, deixando apenas uma marca que o dono do blog pode eliminar.
Espantosas artimanhas e comportamento inqualificável.
Curiosamente, dentro de pouco tempo alguém acrescentou várias frases à mensagem e muitos outros endereços e começou a reexpedi-la repetidamente. Pelo seguimento veio a saber-se que a intenção era exasperar os recipientes para lhes provocar comentários de reprovação.
A mensagem teve, então, algumas respostas, tanto de incertezas como de aprovação e até de desaprovação, queixando-se do número de mensagens repetidas recebidas. Os reenvios repetidos, assim como as frases apostas foram da autoria dum bloguista que costuma enviar publicidade sobre o seu blog e que diz Não podemos ficar apenas à espera, impávidos e serenos, que nos venham resolver os problemas (Correio da Manhã de 19-3-2007), que se apresenta como um aposentado da PSP e ex-militar dos Comandos. Dsse ele, mas evidencia desagradar-lhe sobremaneira que outros o façam, caso o sentido seja contra as suas ideias. As frases acrescentadas à mensagem demonstravam um descontentamento e uma fúria ridícula que, não fora a gravidade da situação de abuso do autor da mensagem original e dos recipientes, seria irrisória. Uma marcada oposição ao teor do texto que recebera, usando expressões como que se transcrevem, as quais acoplou à mensagem original, que quem as recebeu as reconhecerá, e reexpediu inúmeras vezes:
Porém, a mensagem era uma informação, não dizia a ninguém para responder nem para comentar, não demonstrava controlar o que quer que fosse, não pedia qualquer opinião, nem este blog tem qualquer vocação pedagógica. Também não escreve as suas opiniões apenas no seu blog, posto que os comentários nos blogs dos outros também o são. Parece que este senhor, manifestamente, não só aprova a situação de desgraça em que a polícia se encontra, como defende as políticas que a criaram e têm assim desgraçado este país baseadas na corrupção da ganância de políticos indignos. Vendo um pouco mais profundamente, verifica-se que nunca contestou nada que pudesse pôr em causa o sistema actual oligárquico a que os oligarcas e apoiantes alcunham de democracia. Uma busca sucinta no seu blog, usando o sistema de busca na barra do blog, revela nem que fez qualquer menção ao caso do Prof. António Balbino Caldeira, nem ao caso do Prof. Charua, nem ao caso da OTA, nem sobre a miséria dos serviços de saúde ou das reformas, nem as reformas milionárias que a corrupção permite a certos privilegiados ilegítimos, nem aos ordenados abusivos de cargos oficiais ocupados por parasitas. Nunca fez a mínima referência aos problemas sociais e às desgraças que pesam sobre o país, nem qualquer abordagem a sujeitos que tanto têm afectado a população, como podemos ler em tantos blogs politicamente honestos. Todavia, defende as ideias de Bagão Félix, que só não destruiu a Segurança Social por completo porque não teve tempo, como se pode verificar nos seus posts.
Há uns meses viu-se forçado a sair do blog A Voz do Povo por incompatibilidade de ideias com os outros colaboradores. Aparenta ser um bufo que se serve dos nomes das honrosas instituições que serviu em seu proveito. Um indivíduo que representa aqueles a quem se deve a continuidade do estado actual do país por o aprovar. Como os políticos, pelo que não pode ter cara para criticar os exemplos que segue. Comenta nos blogs dos outros, mas no seu nada escreve sobre estes assuntos preocupantes. O seu blog é a antítese de outros blogs honestos, como o Do Mirante, O Anarquista ou o Filhos de um Deus Menor, onde os seus autores têm exposto nobremente e com dignidade todos os casos acima referidos e muitos outros mais.
O indivíduo em questão mentiu da forma mais abjecta, que é a de juntar as suas mentiras às verdades dos outros, além de ter juntado muito mais endereços ao e-mail original. É um anti bons princípios e Direitos Humanos.
Uma das mensagens recebidas das pessoas que suportaram a louca matracagem de mensagens repetidas veio confirmar peremptoriamente a pungente autenticidade a actualidade do texto da mensagem, assim como o deste artigo. A que se segue é a segunda recebida duma dessas pessoas.
Boa noite, mais uma vez, meu caro Leao Pelado...
Bom, li atentamente a sua resposta e procurei bem nos pontos que referiu.
È bom, que se possa dialogar e chegar a um consenso de ideias, mesmo que vindas de partes opostas, se encontrem e dai resulte um entendimento.
Creia, que me revolta ( e acho que deixei isso bem expresso no meu texto), a má ideia que a maioria da população tem das nossas forças policiais.
Creio que sabe também, que a familia dum militar, policia, GNR, o que seja, esta sujeita igualmente a um enorme stress. O facto dos policias estarem desmotivados, reflecte-se muitas vezes, no seu desempenho dentro e fora dos aquartelamentos.
Por isso, já não me espanta, quando um polícia, pura e simplesmente, comete um acto tresloucado e mata alguém, esmurra o vizinho e depois, mata-se a ele próprio.
Imagina, porventura, as pressões internas a que eles estão sujeitos? O ratio de multas que têm que realizar por mês? Porque senão, o comandante do posto, é chamado e é-lhe perguntado o porquê da ausência de multas.........
Sabe, por acaso, que no posto do meu marido, as ratazanas, convivem diariamente com os militares?
E pagam bastante por um aluguer num posto com essas condições, quando têm terreno cedido para fazer um posto de raiz há já uns bons anos?
Sabe que o mesmo posto serve "á vez" com outro posto doutra freguesia, e que de noite só fica UM (1) homem de serviço?
Sabe que há cerca de 1 ano, aquando duma época de tensão por causa de uma onda de assaltos, pediram armas mais modernas que as emperradas G3 e mais 1 viatura, além de homens. Pois, reformaram-se 3, entraram 2, sendo logo 1 despachado para a secção de cinética. As armas, sim, vieram. Cerca de 3 meses depois foram retiradas. Onde estão? Não sabem. Possivelmente em Lisboa. Carros? Os mesmos, Jeeps velhos, e só um ligeiro, mais novo, mas que não chega. E o meu marido muitas das vezes faz 16 horas seguidas. O que é absurdo e irregular.
Faltavam-lhe 3 anos para a reforma. Conta tempo da tropa. Pois, ficou agravado. Agora só daqui a cinco anos.
Não chega?
Meu caro senhor, eu sei que estamos num pais de corruptos. Mas não me venham dizer que a policia é corrupta, porque aceita tudo. Aí vamos por 2 caminhos. Se há corrupto, há corruptor. E o que se espera, quando um simples trolha, ganha mais que um agente da autoridade, tendo este mais responsabilidades?
Adianta, sim. Adianta fazermos queixa, mas uma queixa consciente e directa aos meios certos.
Adianta, se as forças armadas TODAS UNIDAS se revoltassem. Mas.....há a repressão, no é mesmo?
No entanto, continuam a dar o seu melhor, com a revolta no coração e o desalento na voz, quando um camarada é injustamente condenado. Veja o caso dos Sargentos.
As FAP.....um bom sítio onde se pode dizer que o dinheiro esta esbanjado de qualquer maneira. Material comprado a peso de ouro, já obsoleto, metido ainda como veio. Em caixotes, por montar.
O que os Americanos nos impingiram. O lixo que não quiseram.
E os contratos que fazem, com os recrutas.......formam muito bem pessoal, pagam muito mal, depois admiram-se que eles desandem e desmotivem.
Também, e muito pessoalmente, quanto a mim, tivemos uma aberração como ministro da defesa, não é?
E vamos tendo aberrações como ministros de saúde e educação..........
Por falar nisso, estou a braços com uma cruzada entre a DREN, a Segurança Social e a associação de Deficientes autistas.
Tudo porque são Ministérios diferentes...... e ninguém quer ficar sem a migalha do bolo. E com isto prejudica-se crianças que poderiam desenvolver com uma boa orientação e outra formação.
Estou amarga, sim, meu caro. Amarga, porque isto é o País que me forçaram a viver, a aceitar. Porque era e quis continuar a ser Portuguesa. Porque fui habituada a cantar o hino e saudar a bandeira nacional.
Sobretudo, fomos, eu e meu marido (os filhos nasceram cá) vitimas duma descolonização maldita, que nós não queríamos e nos impuseram.
Vi, aos 17, 18 anos, massacres e ódios, que muitos veteranos de guerra, nao conheceram.
Revolto-me porque quais animais amestrados, os nossos governantes por medo das represálias, não recebam um lider espiritual, anti-violência, enquanto batem palmas a um monstro na Cimeira dos Paises Africanos, um nome que me dá vómitos só em o pronunciar: MUGABE.
Esse sim, esse chacina, decapita, mata e rouba. E leva o povo dele á extinção e á miseria, ao desespero pela fome. Eu conheci a Rhodésia (Zimbabué) do antigamente. Nao vi miséria, antes pelo contrario. Só me incomodava o apartheid, como o da South Àfrica. Em Moçambique, não tínhamos isso e creia-me, éramos bem mais livres que o pessoal de cá e do que agora.
Acho que me alonguei. E divaguei. Desculpe. Realmente e com razão, constato, depois de ler o seu blog atentamente, que temos ideias muito semelhantes em vários pontos.
O facto de lhe ter dito que muitas vezes nem leio, deve-se ao facto de receber um sem nº de mails políticos que me são enviados de todo o lado (nem sei bem como têm acesso ao meu mail) e estar tão saturada de politica, que só de saber que é politica, já os ponho de lado.
Gostaria sim, de transmitir uma boa imagem do país aos meus filhos e amigos que estão no estrangeiro. Não consigo.
Não vejo a ponta da corda, a luz que falta no fundo do túnel. Não vejo alternativas.
O meu filho foi para as FAP por convicção, vontade própria. Foi com lágrimas que assisti ao juramento de Bandeira dele. È com lágrimas que vejo um país a afundar. E o facto de me sentir impotente para mudar algo.
Porque há uma "manta abafadora" que impede.
Há muita coisa a ser dita e feita sim. Como, e começar por onde?
Uma coisa é certa, gostei de "dialogar" consigo. Vejo que é uma pessoa correcta e não daqueles politicozinhos com que nos cruzamos a cada esquina. Estava errada no precipitado juizo que fiz e peço desculpa.
Um abraço e fico aguardando um resposta e....dias melhores.
Conclusão. O caso da polícia é muitíssimo grave e a corrupção continua a agravá-lo. Não muito divergente, tendo em conta as diferenças de contexto, passa-se com as forças Armadas.
Autor:
Mentiroso
6
mentiras
Tópicos: Corrupção, Destruição, Direitos Humanos, Polícia
O Procedimento da Polícia
Parte I
O Blog enviou ultimamente uma mensagem as suas relações da Internet sobre o procedimento da polícia e as suas verdadeiras causas. A maioria das pessoas culpa a polícia e a Guarda Nacional Republicana pelo seu comportamento. Agressões pessoais, espancamentos, brutalidade, falta de civismo, abuso de autoridade, caça à multa, etc. mas esquece-se sempre de mencionar o que provoca estes acontecimentos lamentáveis. Tanto os políticos como os coniventes jornaleiros o ocultam com esmero. Nota: Esta comunicação não anuncia nenhum artigo ou post num blog, não é uma auto-publicidade e apenas refere uma publicação num jornal, links para relatórios oficiais da AI e da HRW e um texto antigo mas actual, todos bem descritivos da situação que se vive com a polícia e porquê. Da Amnistia Internacional ...... 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9.
Com efeito, qualquer polícia de qualquer país, seja o mais avançado ou atrasado como em Portugal, actua sob pressão. Isto é lógico, normal e óbvio. O que não é lógico nem normal é que aqueles que formam a polícia – aqueles a que pseudo modernistas iletrados chamam elementos, como se de um elemento químico se tratasse – não tenham a preparação adequada para lidarem com os seus próprios instintos. Ninguém nasce ensinado e os agentes de segurança devem ser ensinados, treinados e preparados de várias formas para o exercício competente das suas funções. Tanto física como mentalmente (psicológica e civicamente); adequado uso das armas, modo de actuar, etc.
Muito se fala na falta de meios, sempre mencionando os logísticos, deixando de lado os principais, os do fim do parágrafo anterior. Menosprezando a causa principal por completo, raramente se recordam as condições de vida dos “elementos”, as depressões psíquicas, a tensão criada nos seus lares ou na sua solidão. A gravidade e o número destes casos são extraordinariamente altos segundo as poucas averiguações levadas a efeito.
A grande maioria vive na pobreza e na miséria enquanto a máfia política esbanja, recheia a sua conta bancária e aumenta o seu património roubando o estado ou em negociatas pós-eleitorais com construtores e outros. Esta situação financeira obriga-os a cair na ilegalidade para suprirem as suas necessidades, como a descida ao mundo da corrupção, do roubo e do tráfico de estupefacientes, do crime. Não são humanos como toda a gente? Se sim conhece-se bem que os países com as populações mais miseráveis são aqueles que têm mais criminosos. A cantiga dos neocons de pôr mais polícia na rua para evitar esse crime já está gasta e podre. Todavia, continua a impressionar incautos e outros de imaturidade política. Não estamos nos EUA.
O que aconteceu com a polícia foi o mesmo que tem acontecido com tudo neste país que se tornou miserável. A polícia não é corrupta, foi corrompida pela máfia política, reduzida ao mais miserável estado selvagem. A destruição desta instituição acompanhou a destruição das outras em paralelo. Se ela tivesse escapado seria de pasmar.
A mensagem citada no início deste artigo, referindo-se ao estado lamentável em que a polícia se encontra, continha um artigo da jornalista Sónia Graça, do Sol, anexado, e tinha o texto que se segue,.
Como procede uma polícia incapaz, por falta de formação para actuar eficientemente e simultaneamente se comportar de acordo com os mais elementares princípios democráticos mundialmente reconhecidos?
A resposta é mais simples que o que se poderia prever: A polícia actua da maneira que todos nós bem conhecemos e ainda como consta nos relatórios da Amnistia Internacional e da Human Rights Watch.
Detalhando um pouco, são espancamentos nas esquadras e nas ruas, tortura, decapitação de um interrogado, etc. Andam aos tiros pelas ruas como num western de tresloucados. Comportam-se como que com problemas mentais e sabemos que muitos, infelizmente, os têm mesmo. Como não têm capacidade de investigação, tentam arrancar confissões à cacetada. E ainda infringindo todos os regulamentos, como estacionando (estacionar não é parar) conscientemente sobre locais bem assinalados de proibição para até parar e mesmo sobre passagens de peões, o que é considerado crime em países civilizados. Param as ambulâncias por tempo suficiente para o socorrido morrer (mais de vinte minutos, na semana passada), perseguições desautorizadas em veículos não identificados, etc., etc.
Presentemente, circula nos EUA a informação de que a acusação do casal McCann se baseia sobre um ADN que poderia ser proveniente de qualquer pessoa da família e não exactamente da filha. Acusam a polícia Judiciária de querer arranjar um bode expiatório a fim de reabilitar da desconsideração geral internacional por incompetência, não apenas do ponto de vista do RU.
Mas o que é que se passa com a polícia? Nunca esquecer que este estado, tal como a quase totalidade dos males e dos problemas se deve unicamente à contínua falta de preparação geral e especial dos agentes, os quais, em consequência, se devem considerar como inocentes objectos de execução das graves faltas que praticam originadas na corrupção política. São estes últimos os verdadeiros responsáveis, tanto pelas pequenas e ridículas asneirolas como dos assassínios, cometidos por todos os agentes de polícia.
No artigo do ficheiro em anexo, da autoria da jornalista do Sol, Sofia Graça, dão-se exemplos da actuação da polícia condenados por tribunais. Conhece-se também como actuar em caso de se ser vítima dum caso idêntico.
Este artigo é enviado por se considerar de grande interesse para todos e em especial para qualquer pessoa que conduza um veículo.
Em todas as irregularidades cometidas por agentes da polícia devem identificar-se o/s agente/s, participar o acontecimento ao comando nacional e apresentar queixa judicial. Devido às prevaricações serem tão comuns e frequentes, de algum modo recairão nos chefes responsáveis. Se se estiver à espera que seja o vizinho ou o próximo a fazê-lo a situação não mudará e não teremos qualquer razão em nos queixarmos: dormimos na cama que fazemos.
Links para os relatórios oficiais:
Da Human Rights Watch ....... 1, 2, 3.
[Este artigo termina em breve, de forma singular, na Parte II]
Autor:
Mentiroso
3
mentiras
Tópicos: Corrupção, Destruição, Direitos Humanos, Polícia
Governos Assassinam Idosos
O governo anterior, do PSD e do partido populista* do Ponto de Encontro, com a colaboração directa da Mizé das Nozes Pintainho, planearam tratar da saúde aos idosos. Esse governo só não destruiu completamente a Segurança Social e o sistema de pensões por falta de tempo.
Que desgraça, saímo-nos duma para cairmos noutra que se não terminou com o sistema, como a anterior teria feito, tornou-o inefectivo. Grande diferença!
Com este governo, que desgoverna e mente descaradamente, ouvimo-lo constantemente falar em novas ajudas e apoios sociais. Ultimamente, durante vários dias, impingiram-nos mais uma burla. A da comparticipação nos óculos e pagamento de medicamentos para idosos.
Sobre os óculos, qualquer pessoa que seja obrigado a usá-los ou tenha um familiar nessas condições, certamente conhece que o montante atribuído só consegue cobrir o custo duma armação com lentes simples e sem adições astigmáticas ou graduações de valores baixos. Ou seja, O montante atribuído só auxilia aqueles com necessidade duma correcção visual muito moderada. Aqueles cuja necessidade requer correcções menos simples e cujos óculos podem custar cinco vezes ou mais que o montante atribuído são casos obliterados pelo governo. Os que vêm pior ficam a descoberto. Será necessário lembrar que nos outros países da Europa não é assim, visto políticos e jornaleiros no-lo esconderem? Que se poderá comentar acerca de tais decisões senão que só podem ser concebidas por pura malvadez?
Quanto aos medicamentos, na semana passada, em conversa com uma médica ao serviço da Santa Casa da Misericórdia e que também faz avaliações sobre a necessidade de medicamentos dos idosos para doenças crónicas, ela lamenta-se que bem que tente ajudar os idosos mais pobres, a sua tarefa é quase impossível devido à regulamentação. Com efeito, segundo ela, só os doentes terminais têm direito a medicamentos gratuitos. O termo usado sobre as doenças terminais é mascarado sob o desígnio de «doenças crónicas especiais», em que a definição da Santa Casa para a palavra «especiais» é aquela que se conhece para doenças terminais. Repete-se aqui, judiciosamente, a mesma pergunta com que se terminou o parágrafo anterior: Que se poderá comentar acerca de tais decisões senão que só podem ser concebidas por pura malvadez?
Estes médicos – e todos os outros – criticam os governos por em Portugal os medicamentos usados em tratamentos preventivos não merecerem a mínima participação da parte do estado. Segundo eles – e não é nenhuma novidade – o estado gasta rios de dinheiro em tratamentos após as doenças declaradas, porquando na maioria dos casos se poderia limitar a relativamente pequenos montantes, caso os medicamentos preventivos fossem participados. Com efeito, quando ainda não se tem a doença e se tem pouco dinheiro, raros são aqueles que o gastam na prevenção, sobretudo quando os sintomas não os afectam demasiado. Mais tarde vêm as grandes despesas em operações cirúrgicas, custosos tratamentos permanentes, e medicamentos caros que contribuem para tornar o sistema de saúde português num dos menos efectivos que se conheça, mas num dos mais caros, autêntico sorvedouro de fundos.
Pelo que se constata, o actual governo seque o caminho traçado pelo anterior, agora na oposição. Com que falsidade podem os partidos que compuseram o último governo criticar aquilo que eles próprios se preparavam para fazer, chegando mesmo a dar início a alguns dos tópicos?
É inacreditável que em Portugal se considerem imensas doenças como pouco importantes e nem se tratem. Exactamente o que se passa nos países do quarto mundo. Cá, a saúde é só palavreado vazio e negociata corrupta. As alocuções dos políticos é que não são vazias, são autênticas burlas de comprovados vigaristas que se mascaram de salvadores para roubarem, assassinarem e parirem leis que protegem os seus actos corruptos, desresponsabilizando-os.
A máfia política portuguesa vai de vento em poupa devido à estupidez nacional e imaturidade política da população que cai em todos os seus logros crendo-se espertalhona. A maioria, enquanto chupa o dedinho, ainda se encontra num estado de crer que se votar noutros será melhor. Muitos até perguntam ingenuamente: “Então, que havemos de fazer? Como corremos com a corja num país de ovelhas?” Outros em vão votar, esperando tresloucadamente que tudo mude sem que eles intervenham, como que por milagre. Outros ainda dizem: “Chego a pensar que apenas com bombas e guerras civis se chegará a algum lado.” Tanto não será preciso, mas se odutro modo não se domarem os animais… Se isto não é atraso mental e uma verdadeira imaturidade política, então o que é? Pudera, se tudo é encoberto pela outra canalha, a banda da jornaleirada, nada se conhece nem se compreende.
Nunca se publicou em, Portugal, nem tampouco se fez a mínima menção a como a corrupção tem sido banida pelas populações dos países que a têm tido. Desde que se permitisse, como em Portugal, a corrupção existiria por todo o lado. Cabe aos eleitores e a toda a população em geral, domar as bestas políticas quando estas existem e obrigá-las a prestar contas de todos os seus actos. Países há que nem um imposto um governo pode implantar sem aprovação do povo soberano, que é mesmo soberano, ou então não é democracia, mas oligarquia. Os vigaristas corruptos dizem que isso paralisaria o país, mas não paralisa os outros porque os políticos obedecem e cá a máfia não quer dar o braço a torcer e abdicar das prerrogativas e privilégios declaradamente abusivos a que não tem qualquer direito.
É evidente que este estado de ignorância burra e a aceitação por parte da carneirada tem que ter uma origem. Ou serão os portugueses sub-humanos? A ignorância em que o povo se encontra é devida a um autêntico processo de desinformação orquestrado, ao qual a jornaleirada imunda e os interesses das grandes empresas noticiosas não podem ser alheios.
Acabemos com este estado de imundice, com a máfia política!
* Para quem desconhecer, visto em Portugal se encobrir, o vocábulo populista aplica-se a um partido da direita que usa métodos de logro para atrair votos da parte da população contra a sua política, do campo oposta, mas suficientemente incauta para cair na armadilha. O nome «Partido Popular» ou equivalente é usado mundialmente por partidos que usam esta táctica indigna.
Autor:
Mentiroso
6
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Tópicos: 3º mundo, Assassínio, Destruição, Embuste, Indignidade, Malvadez, Saúde
O Iberista Traidor Contra a
Amnistia Internacional
Conhecendo o caminho de traição às liberdades enveredado pelo actual governo português abertamente condenado pela Human Rights Watch, que chamou traidor a Sócrates, assistimos agora a uma outra tomada de posição no mesmo sentido.
Com efeito, desprezando os sucessivos relatórios da Amnesty International sobre a repressão armada e terrorismo de estado desenvolvido pelo país dos cidadãos mais odiados em todo o mundo onde estiveram, precisamente pelos seus métodos de repressão, pelos maiores genocídio jamais praticados na humanidade, o traidor dos Direitos Humanos alia-se ao maior antro de bestialidade selvagem mundial que é a Espanha liderada por Castela. Para quê? Para perseguir e perscrutar os que lutam pelos seus direitos e liberdade de acordo com a Carta das Nações Unidas, apoiados pela AI e pela HWR.
Recorde-se que o Supremo Tribunal reconheceu a impossibilidade de qualquer perseguido pelo governo terrorista espanhol ter um julgamento justo, visto a justiça espanhola ser um palhaço nas mãos do governo. Assim, o Supremo Tribunal rejeitou um pedido de extradição dum lutador pela liberdade basca a fim de ser julgado em Espanha. Espera-se que a continuidade da rejeição da justiça portuguesa não venha a ser influenciada pelo governo do mesmo modo que a espanhola.
Todos os portugueses se devem revoltar contra estas acções indignas e contra a liberdade, apoiando os Bascos em tudo o que lhes seja possível.
Um artigo sobre o terrorismo de estado espanhol, que chegou a formar pequenos grupos de assassinos pagos para assassinarem os membros da ETA – a que pôs o nome burlão de Grupos Antiterroristas de Libertação, quando a finalidade era precisamente esmagar os defensores da dita libertação – pode ser lido no Diário de Notícias. A situação dos bascos piorou de novo com a subida ao poder do neocon Aznar, o mais selvagem bandido espanhol desde Franco, um canalha com os mais baixos e característicos sentimentos e métodos castelhanos tradicionais que urde traições de todo o género.
No site da AI encontram-se os relatórios anuais e outros que condenam a barbárie castelhana. Uma simples busca no site basta para os encontrar e ler o como um povo canalha pode massacrar outro e ainda chamar terroristas aos que lutam pela liberdade. Uma perseguição contínua e a traição demonstrada a cada proclamação de tréguas pela ETA.
Pode-se ler sobre aquilo a que a AI chama de «guerra suja» do governo contra a ETA desde a década de 1980, sobre como embora as tréguas acordadas pela ETA, as perseguições continuaram. Como sob pretextos ignobilmente inventados e aproveitamento do clima internacional espezinham os mais elementares direitos humanos, de modo bastante semelhante àquele que o Iberista traidor proclamou e que lhe valeram o apodo público de traidor pela HWR. Pode-se ler bem claramente sobre os juízes porcos espanhóis e como estes administram a «justiça». A tortura praticada pela banda dos merdosos cobardes da polícia. A tortura e o assassínio de presos bascos nas masmorras, por carcereiros, reclamada pelo Provedor contra falta de medidas para a prevenção destes casos, o que equivale à aprovação dos assassínios pelos governos. Tudo é encenado para justificar o terrorismo de estado, moldar as opiniões através de mentiras e gerar medo na população espanhola, a fim de que, aterrorizada, esta apoie as acções dos carniceiros do governo. É um velho truque mais ou menos sempre usado por Castela.
É a isto que o Traidor Iberista nos quer associar? E ainda para os castelhanos virem fazer buscas no nosso território e matar pessoas por engano? Veja-se, a este propósito, uma parte dum artigo no blog Do Mirante.
Abençoado todo aquele que matar os castelhanos, seja à bomba, ao tiro, à pedrada, por atropelado ou como for. Todos os métodos são bons. Se aquela raça de víboras quisesse paz começava por concedê-la àqueles que subjuga, dando-lhes a liberdade. Afinal, os bascos não exigem mais nada nem há qualquer prova de que se lhes dessem o que pretendem continuariam a matar aquela raça maldita. Matem-se os castelhanos!
Autor:
Mentiroso
6
mentiras
Tópicos: Castela bárbara, Direitos Humanos, Embuste, Malvadez, Terrorismo, Traição
On Achève Bien Les Chevaux
Observando bem como Portugal é governado há décadas e reflectindo sobre todo o rol dos acontecimentos que se desenrolaram ao longo dessa época e do seu corolário, não se pode inibir de pensar que a intenção dos políticos governantes em relação à população possa ser diferente daquela tão bem expressa pelo título da versão francesa do filme de Sidney Pollack They Shoot Horses, Don’t They? Eles Matam os Cavalos a Tiro, Não Matam? On achève bien les cheveaux. Matam-se bem os cavalos. Alcunhado em português Os Cavalos Também se Abatem, título que, como é de prática, desvirtua o sentido.
O sujeito do filme decorre na Califórnia, a meio da Grande Depressão da década de 1930. Através da região organizam-se maratonas de dança em que se ganham prémios chorudos. O filme é uma alusão directa à nossa sociedade, onde pobres, desempregados ou outros sofredores resignados, privados de dormir, dançam pelos prémios (alimentos vestuário, algum dinheiro), numa contínua luta cruel em que chega a haver uma morte.
Em contraste fugaz, apenas se entrevê a beleza da paisagem e um maravilhoso sol nascente.
Onde está a comparação com o parágrafo inicial? É aquela que Sidney Pollak lhe imprimiu: a miséria da grande maioria em tempo de calamidade enquanto, simultaneamente, outros, enriqueciam com a exploração, o tráfico ilegal, as negociatas, o tudo apoiado por medidas governamentais que fizeram de Portugal e o mantêm como o país com de maiores diferenças sociais entre ricos e pobres, fazendo desaparecer a classe média. A definição do típico estado oligárquico, em perfeito contraste com a de democracia, o que retira o país de entre as democracias. Para o confirmar ouvimos os políticos falarem constantemente em democracia, sintoma incontroverso de que quando se fala muito em qualquer coisa é para a introduzir na ideia dos ouvintes, fazendo passar uma mentira em que ignorantes e incautos acabem por abonar. Mais outra definição, a de vigaristas e burlões.
Quanto mais vezes os burlões nos dizem o contrário, mais válidas são a afirmação e a prova da continuidade e do agravamento da situação. Ainda remanescerão dúvidas após tantas provas dadas pelos burlões? Ainda existirão parvalhões espertalhões que acreditem nos vendedores de banha da cobra? Estarão os desmiolados à espera que os vigaristas lhes confessem as acções originadas nas suas baixezas? Comprem uma chupeta, que é o apropriado a semelhante mentalidade! Mais uma prova é a dos burlões afirmarem tão frequentemente que os portugueses têm maturidade política e democrática. Se assim fosse não precisariam de mentir dizendo-o.
Quanto mais atrasada uma mentalidade mais permeável ela é a lisonjas falsas. Os políticos que estudaram a parte do marketing que ensina o ardil, a astúcia, o estratagema, a maquinação, o subterfúgio, a fraudulência e a desonestidade para fins condenáveis, sabem que estas técnicas (que incluem a citada lisonja e o incitamento a um orgulho sem bases) são infalíveis para um povo em profundo e completo atraso intelectual e desinformado como o português, devido à inexistência de conhecimentos promovida por eles nesse sentido e levada a efeito pelos conglomerados da desinformação nacional controlados pelos interesses que eles favorecem em troca de ganhos ilegais e ilícitos, isto, pelo menos, do conhecimento geral.
Assim, qualquer político pode inventar as maiores mentiras, embustes, imposturas, intrujices ou patranhas, conscientemente, como o governo anterior fez e agora Sócrates repete impudicamente ao afirmar que Portugal tem um dos melhores serviços de saúde e de segurança social, quando a realidade é que é de longe o pior da Europa. Ou quando mente, afirmando que a idade de reforma deve aumentar em Portugal, seguindo o caminho dos outros países europeus. Mente velhacamente, sabendo que não corre o risco de ser desmentido, nem mesmo pela jornaleirada de bestiagos do género daqueles a quem afirmou estes factos na sua entrevista de 25-7-07 (salvo erro).
Daí o corolário que colocou Portugal no fundo do mundo e no fundo do fundo da Europa. Circunstância há muitos anos prevista e denunciada, como apresentada no site deste blog e mais recentemente aqui testemunhada. Prevê-lo não era nenhuma prova de inteligência, tampouco de esperteza, mas apenas sequência de observação dos acontecimentos e descrença nas patranhas, autênticas e literais burlas que os corruptos nos vendem constantemente e sem interrupção nem excepção. Um político diz sempre o que lhe convém e se o povo lho permite por aceitação, contra o próprio povo soberano, portanto seu soberano também. É o empregado que tenta não defender-se do patrão, mas simples e invariavelmente vigarizá-lo e roubá-lo.
Os relatórios periódicos da União Europeia (UE) Mostram a miséria vivida pelo povo português face ao bem-estar geral. Não obstante, o presente governo, com o incontestável apoio dos políticos que formaram o anterior, ainda que sob disfarce (o palavreado é para anestesiar – o que importa é o que fizeram e se estavam a preparar para fazer), desfecha golpe sobre golpe sobre a população (abatem-se os cavalos), enquanto que os privilegiados das máfias engordam. As oligarquias regem-se pelos mesmos princípios e se lhes permitirmos continuarão a esfolam-nos vivos e a vender as nossas peles para ficarem com o produto da venda. Alguém até hoje notou que estes canalhas sofressem a nossa miséria geral?
A Protecção Social
O relatório sobre a Protecção Social nos países da UE, referente ao período de 2000 a 2004, refere um aumento nas despesas com a Segurança Social, em geral e também em Portugal, mas não explica como esses fundos foram utilizados, se bem se mal. Também não pode mencionar qualquer facto ou mudança ocorrida fora do período que engloba. O que sabemos e que é do conhecimento geral é que temos o mais deficiente e insatisfatório desses serviços na UE, mas que eles absorvem fundos tão importantes quanto os dos países que prestam os melhores. É uma comprovada mas inacreditável roubalheira e desorganização.
A Flexi-Segurança
O relatório sobre empregados com contrato a termo fixo por não poderem obter um contrato de emprego permanente, para o período de 2000 a 2005, coloca Portugal no segundo lugar da desgraça, para não variar do costume. A proporção do emprego inseguro tem diminuído na média europeia, enquanto que em Portugal se tem mantido (o que, por contraposição, equivale a um aumento), chegando a insegurança no trabalho a ser cerca de 8 vezes superior aos dos países com melhores condições de trabalho, aqueles que têm o melhor apoio ao desemprego e uma reciclagem que garante a curta duração desse desemprego. Aqueles que também, na generalidade, têm menor desemprego.
A máfia política portuguesa vem, com um nome de marketing de enganar lorpas, como é hábito (flexi-segurança), pretender justificar o injustificável: adoptar o desemprego sem primeiro criar as condições imprescindíveis de segurança que o permitam sem descalabro. Esta necessidade nunca mereceu o interesse dos corruptos (os subsídios dão mais votos que a organização) e encontra-se em estado embrionário.
As barbaridades sobre o ataque à estabilidade do emprego e aos serviços sociais na sua generalidade, foram concebidas e expressas nas intenções do governo anterior, escandalosa e barbaramente apregoada pelo seu outorgante, um autêntico animal. É inacreditável que tal pessoa possa ter reputação de bom cristão e de competente sem uma equipa altamente mafiosa por detrás a apoiá-lo. Que eram e continuam a ser os seus colegas de governo. Este facto apenas, consiste num descrédito para qualquer igreja que defenda tal animal e uma prova real de que os políticos corruptos são criminosos e se constituem em associações de malfeitores típicas duma verdadeira máfia. Uma análise imparcial e objectiva dos eventos não pode levar a qualquer outra conclusão. Após esse governo, facilmente se depreenderá a relativa facilidade que o actual Déspota Iluminado teve para impor medidas que apenas matassem menos meia dúzia de cavalos.
São conclusões bem simples a chegar e não é necessária qualquer formação em economia nem tampouco ter estudado matemática. Os factos são tão elementares e evidentes que basta reflectir sobre os dados do relatório europeu dos outros países, as condições de trabalho e de assistência no desemprego, assim como este é encarado e tratado, contrapondo a tudo isto o que se conhece sobre o que se passa em Portugal e como se pretende abater a população, praticamente a tiro, como os cavalos do filme do Sidney Pollak.
Dançar até morrer
O relatório sobre a idade de reforma na UE reporta-se aos dados de 2005, englobando referências desde 2002.
Por ele se constata que Portugal é o segundo país da UE em que a população se reforma com idade mais avançada, que trabalha durante mais anos e que menos recebe, sendo relegada à miséria económica e a uma quase total falta de apoios, incluindo os de saúde, o que se comprova pela inexistência da especialidade de médica de geriatria.
Não obstante uma situação que mais clara seria impossível, vêm os dois últimos governos mentir tão alarve e descaradamente sobre estas questões, contando-nos histórias que nem merece descrever, pois que pintam o quadro de modo simetricamente oposto. Como se pode classificar gente desta estirpe que ostenta os mais ordinários, reles e baixos sentimentos, gritando-nos a sua mais profunda desonestidade? Quem os defenderá que – possuindo um mínimo de raciocínio e de discernimento – não se identifique a eles? Não é evidente que para admitir que acontecimentos deste género possam tampouco ter lugar, será necessário que a população seja simultaneamente desinformada, ignorante e que tudo admita como cavalos que se deixam abater? É esta inércia com que os políticos contam para poderem falsear e provocar a miséria. A jornaleirada repugnante também não pode ser considerada como alheia à desinformação em que ela própria tem mergulhado a população.
Abatem-se os cavalos a tiro ou fazendo-os dançar até morrer – idêntico.
A Realidade é Pior
Note-se que estes relatórios se referem ao passado, mesmo que relativamente recente. Estamos bem ao corrente de como estas condições pioraram dramaticamente em Portugal, pelo que os relatórios em causa demonstram uma desgraça desactualizada, muito menos pronunciada. Outros relatórios do Eurostat dignos de menção foram publicados com os aqui apontados.
Conjuntura Diabólica
A mistura da política com meios onde circulam enormes somas, como o futebol e a construção civil, assim como a ligação ao controlo das notícias e das informações não pode produzir resultados inócuos. Poderá alguém inocentemente acreditar que sim? Em todos os países se compreendem as consequências de tais ligações, pelo que se condenam, enquanto que em Portugal se promovem, paralelamente com o resultante crescimento da corrupção. Enquanto a máfia e aqueles que da situação por ela criada se aproveita enriquecem cada vez mais, a miséria alastra-se e os miseráveis, consentidores e resignados, são cada vez mais e mais miseráveis.
Moral da História
A corrupção não pode ter fim com mezinhas que mais não servem que para atirar areia aos olhos dos eleitores. Nem enquanto for admitida a um só dirigente sequer. A corrupção só poderá começar a ter fim com o fim dos privilégios e da imunidade à responsabilidade dos governantes e outros que tais. Só poderá começar a ter fim quando mais nenhum cargo neste país possa ser atribuído por nomeação em lugar de por concurso público. Só poderá começar a ter fim quando estas medidas forem implantadas e seguidas obrigatoriamente.
Não se pode continuar a permitir a formação duma Nova Classe acima da Constituição, da Justiça e da Cidadania nacional, que tudo e todos controle impunemente, aliada aos magnatas da exploração humana.
É esta a bases de todos os males em Portugal e nada mudará sem que antes se resolva este caso basilar.
Enquanto estas medidas não forem adoptadas como norma intransponível e sem excepções, como nas verdadeiras democracias, o descalabro tem que continuar e é tudo mentira!
Quem concordar faça um pequeno esforço para o bem comum e passe a palavra.
Ou então continuar-se-á a abater os cavalos e ninguém terá o direito para reclamar, dado que o consente.
They Shoot Horses, Don’t They?
Autor:
Mentiroso
3
mentiras
Tópicos: Corrupção, Destruição, Embuste, Imbecilidade, Impunidade, Indignidade, Oligarquia
A Destruição em Curso
Opinião-Aviso de Manuel Alegre
A destruição dos bens sociais nacionais e de leberdade tem-se acentuado nos últimos tempos. Com efeito, têm-se observado actos criminosos, tais como os perpetrados contra a liberdade em geral, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa já tão precária devido à rasquice que impera na profissão, os direitos de assistência na saúde e na justiça, a desertificação imposta ao interior, etc.
Mário Lino não mentiu a este último propósito, como foi inapropriadamente criticado por desmiolados ingénuos, pois que apenas meteu o pé na poça revelando que os seus autores estão bem ao corrente dos resultados da sua obra, o que os torna culpados de crime consciente e premeditado.
Tal como tantos mostram os seus sentimentos e índole nas suas feições, por expressões e palavras – como Sócrates, por exemplo, que só engana incautos e idiotas (basta analisar as suas fotografias de mais novo, de quando ainda não dominava tão bem a arte do logro e do marketing selvagem) – assim se nota que Mário Lino não é pior que alguns dos seus melhores colegas. É um seguidor (como diz Alegre) que se acobarda para defender o tacho para ele e sua família. Uma culpa, sem dúvida e ainda mais grave mas muito diferente daquela que lhe foi atribuída, o que transforma a acusação errada numa desculpa para o seu mau comportamento.
A arrogância (sintoma indubitável do desejo dum arrogante em impor a sua estupidez e incapacidade) do governo actual só fala demagogicamente em democracia. Ora não sabemos nós que quando se fala muito em qualquer coisa se está a demonstrar a intenção de enganar? Porque será que nos países democráticos nunca se ouve falar em democracia? Estes acontecimentos só podem dever-se a qualquer partido ter maioria absoluta, como bem explicado no blog Do Mirante. Se não se entendem a governar sem maioria absoluta é problema deles; é porque na verdade não pretendem governar, pretendem impor as suas vontades em defesa dos seus interesses mesquinhos. Que demonstrem que servem o país submetendo os seus interesses aos do país. Ou então, rua com os bandos de parasitas. Se são tão inteligentes e capazes, que vão ganhar fortunas para onde fogem os verdadeiros competentes portugueses.
Estes acontecimentos já foram referidos neste blog, como no post sobre o Novo Nazismo (este post engloba quatro textos originais integrais, entre os quais os de António Barreto e de Eduardo Prado Coelho), na acusação de traição da HRW sobre Sócrates ou na mais que estúpida persistência na imposição de decisões internacionalmente comprovadas como erradas. Todos estes factos e muitos outros que este blog tem tido como alvo de denúncia e crítica, foram agora apresentados num artigo do jornal Público, da autoria de Manuel Alegre, o qual se transcreve na íntegra.
24.07.2007 - 23h15, Manuel Alegre
Nasci e cresci num Portugal onde vigorava o medo. Contra eles lutei a vida inteira. Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á.
Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da PIDE. Casos pontuais em si mesmos inquietantes. E em que é tão condenável a denúncia como a conivência perante ela.
Não vivemos em ditadura, nem sequer é legítimo falar de deriva autoritária. As instituições democráticas funcionam. Então porquê a sensação de que nem sempre convém dizer o que se pensa? Porquê o medo? De quem e de quê? Talvez os fantasmas estejam na própria sociedade e sejam fruto da inexistência de uma cultura de liberdade individual.
Sottomayor Cardia escreveu, ainda estudante, que "só é livre o homem que liberta". Quem se cala perante a delação e o abuso está a inculcar o medo. Está a mutilar a sua liberdade e a ameaçar a liberdade dos outros. Ora isso é o que nunca pode acontecer em democracia. E muito menos num partido como o PS, que sempre foi um partido de homens e mulheres livres, "o partido sem medo", como era designado em 1975. Um partido que nasceu na luta contra a ditadura e que, depois do 25 de Abril, não permitiu que os perseguidos se transformassem em perseguidores, mostrando ao mundo que era possível passar de uma ditadura para a democracia sem cair noutra ditadura de sinal contrário.
Na campanha do penúltimo congresso socialista, em 2004, eu disse que havia medo. Medo de falar e de tomar livremente posição. Um medo resultante da dependência e de uma forma de vida partidária reduzida a seguir os vencedores (nacionais ou locais) para assim conquistar ou não perder posições (ou empregos). Medo de pensar pela própria cabeça, medo de discordar, medo de não ser completamente alinhado. No PS sempre houve sensibilidades, contestatários, críticos, pessoas que não tinham medo de dizer o que pensam e de ser contra quando entendiam que deviam ser contra. Aliás, os debates desse congresso, entre Sócrates, eu próprio e João Soares, projectaram o PS para fora de si mesmo e contribuíram em parte para a vitória alcançada nas legislativas. Mas parece que foram o canto do cisne. Ora o PS não pode auto-amordaçar-se, porque isso seria o mesmo que estrangular a sua própria alma.
Há, é claro, o álibi do Governo e da necessidade de reduzir o défice para respeitar os compromissos assumidos com Bruxelas. O Governo é condicionado a aplicar medidas decorrentes de uma Constituição económica europeia não escrita, que obriga os governos a atacar o seu próprio modelo social, reduzindo os serviços públicos, sobrecarregando os trabalhadores e as classes médias, que são pilares da democracia, impondo a desregulação e a flexigurança e agravando o desemprego, a precariedade e as desigualdades. Não necessariamente por maldade do Governo. Mas porque a isso obriga o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) conjugado com as Grandes Orientações de Política Económica. Sugeri, em tempos, que se deveria aproveitar a presidência da União Europeia para lançar o debate sobre a necessidade de rever o PEC. O Presidente Sarkozy tomou a iniciativa de o fazer. Gostei de ouvir Sócrates a manifestar-se contra o pensamento único. Mas é este que condiciona e espartilha em grande parte a acção do seu Governo.
Não vou demorar-me sobre a progressiva destruição do Serviço Nacional de Saúde, com, entre outras coisas, as taxas moderadoras sobre cirurgias e internamentos. Nem sobre o encerramento de serviços que agrava a desertificação do interior e a qualidade de vida das pessoas. Nem sobre a proposta de lei relativa ao regime do vínculo da Administração Pública, que reduz as funções do Estado à segurança, à autoridade e às relações internacionais, incluindo missões militares, secundarizando a dimensão administrativa dos direitos sociais. Nem sobre controversas alterações ao estatuto dos jornalistas em que têm sido especialmente contestadas a crescente desprotecção das fontes, com o que tal representa de risco para a liberdade de imprensa, assim como a intromissão indevida de personalidades e entidades na respectiva esfera deontológica. Nem sobre o cruzamento de dados relativos aos funcionários públicos, precedente grave que pode estender-se a outros sectores da sociedade. Nem ainda sobre a tendência privatizadora que, ao contrário do Tratado de Roma, onde se prevê a coexistência entre o público, o privado e o social, está a atingir todos os sectores estratégicos, incluindo a Rede Eléctrica Nacional, as Águas de Portugal e o próprio ensino superior, cujo novo regime jurídico, apesar das alterações introduzidas no Parlamento, suscita muitas dúvidas, nomeadamente no que respeita ao princípio da autonomia universitária.
Todas estas questões, como muitas outras, são susceptíveis de ser discutidas e abordadas de diferentes pontos de vista. Não pretendo ser detentor da verdade. Mas penso que falta uma estratégia que dê um sentido de futuro e de esperança a medidas, algumas das quais tão polémicas, que estão a afectar tanta gente ao mesmo tempo. Há também o álibi da presidência da União Europeia. Até agora, concordo com a acção do Governo. A cimeira com o Brasil e a eventual realização da cimeira com África vieram demonstrar que Portugal, pela História e pela língua, pode ter um papel muito superior ao do seu peso demográfico. Os países não se medem aos palmos. E ao contrário do que alguém disse, devemos orgulhar-nos de que venha a ser Portugal, em vez da Alemanha, a concluir o futuro Tratado europeu. Parafraseando um biógrafo de Churchill, a presidência portuguesa, na cimeira com o Brasil, recrutou a língua portuguesa para a frente da acção política. Merece o nosso aplauso.
O que não merece palmas é um certo estilo parecido com o que o PS criticou noutras maiorias. Nem a capacidade de decisão erigida num fim em si mesma, quase como uma ideologia. A tradição governamentalista continua a imperar em Portugal. Quando um partido vai para o Governo, este passa a mandar no partido, que, pouco a pouco, deixa de ter e manifestar opiniões próprias. A crítica é olhada com suspeita, o seguidismo transformado em virtude.
Admito que a porta é estreita e que, nas circunstâncias actuais, as alternativas não são fáceis. Mas há uma questão em relação à qual o PS jamais poderá tergiversar: essa questão é a liberdade. E quem diz liberdade diz liberdades. Liberdade de informação, liberdade de expressão, liberdade de crítica, liberdade que, segundo um clássico, é sempre a liberdade de pensar de maneira diferente. Qualquer deriva nesta matéria seria para o PS um verdadeiro suicídio.
António Sérgio, que é uma das fontes do socialismo português, prezava o seu "querido talvez" por oposição ao espírito dogmático. E Antero de Quental chamava-nos a atenção para estarmos sempre alerta em relação a nós próprios, porque "mesmo quando nos julgamos muito progressistas, trazemos dentro de nós um fanático e um beato". Temo que actualmente pouco ou nada se saiba destas e doutras referências.
Não se pode esquecer também a responsabilidade de um poder mediático que orienta a agenda política para o culto dos líderes, o estereótipo e o espectáculo, em detrimento do debate de ideias, da promoção do espírito crítico e da pedagogia democrática. Tenho por vezes a impressão de que certos políticos e certos jornalistas vivem num país virtual, sem povo, sem história nem memória.
Não tenho qualquer questão pessoal com José Sócrates, de quem muitas vezes discordo mas em quem aprecio o gosto pela intervenção política. O que ponho em causa é a redução da política à sua pessoa. Responsabilidade dele? A verdade é que não se perfilam, por enquanto, nenhumas alternativas à sua liderança. Nem dentro do PS nem, muito menos, no PSD. Ora isto não é bom para o próprio Sócrates, para o PS e para a democracia. Porque é em situações destas que aparecem os que tendem a ser mais papistas que o Papa. E sobretudo os que se calam, os que de repente desatam a espiar-se uns aos outros e os que por temor, veneração e respeitinho fomentam o seguidismo e o medo.
Sei, por experiência própria, que não é fácil mudar um partido por dentro. Mas também sei que, assim como, em certos momentos, como fez o PS no verão quente de 75, um partido pode mobilizar a opinião pública para combates decisivos, também pode suceder, em outras circunstâncias, como nas presidenciais de 2006 e, agora, em Lisboa, que os cidadãos, pela abstenção ou pelo voto, punam e corrijam os desvios e o afunilamento dos partidos políticos. Há mais vida para além das lógicas de aparelho. Se os principais partidos não vão ao encontro da vida, pode muito bem acontecer que a recomposição do sistema se faça pelo voto dos cidadãos. Tanto no sentido positivo como negativo, se tal ocorrer em torno de uma qualquer deriva populista. Há sempre esse risco. Os principais inimigos dos partidos políticos são aqueles que, dentro deles, promovem o seu fechamento e impedem a mudança e a abertura.
Por isso, como em tempo de outros temores escreveu Mário Cesariny: "Entre nós e as palavras, o nosso dever falar." Agora e sempre contra o medo, pela liberdade.
Manuel Alegre é hoje um político acima da definição justamente aplicada por este blog à maioria dos seus pares. De como é conhecido, nada resta a firmar sobre ele. Que por vezes tem tentado aproveitar-se de ocaões quando estas se deparam, também é certo, podendo também acrescentar-se que nunca usou aquele ultrajante e nojento marketing político demagogo com que o banditismo político português nos dá banhos de fezes quotidianos, ou quase.
Nota-se aqui, para além da sua opinião, a confirmação da inconveniência de que os outros partidos andam também por terra. Na verdade, reconhecendo que este governo é uma lástima em todos os sentidos, pelas modos de reconhecimento geral, sabe-se também que se o anterior tivesse continuado teria sido bem pior.
Parece impossível que o PSD, um partido de tradições democráticas e de pouca inclinação direitista, tenha encetado transformações que teriam sido extremas e de consequências altamente desastrosas para o país por comparação às do actual governo. Possivelmente por influência do pseudo-cristão que inventou o imposto dobre doações, que a seguir-se o seu plano seria a destruição completa dos sistemas sociais nacionais. A privatização para convir unicamente aos ricos. Aquele que agora afirma que Portugal não pode ter um sistema de protecção ao desemprego como os países avançados, necessário à flexibilização do emprego, ou seja, segundo afirma, flexibilize-se o emprego e deixe-se os empregados na miséria, que para evitar o roubo por necessidade se pode sempre pôr mais polícia na rua e dar mais meios à Judiciária. Bons princípios para um cristão. Que meta a sua cristandade naquele sítio que ele sabe.
Discorda-se todavia da certeza com que Manuel Alegre afirma que não vivemos em ditadura; pelo menos muitos dos acontecimentos demonstram que em liberdade e democracia é que não.
Uma outra conclusão a tirar da leitura de Manuel Alegre é que quando se chama a este governo indigno "Governo Socialista" visto o desacordo com as suas decisões pela parte de socialistas comprovados – e tendo em conta que estes não quererão bater muito forte com receio de destruir também aquilo que devem cinservar – o termo empregue caracteriza-se por um partidarismo insalubre que não pode dar lugar a uma discussão democrática, dada a sua intenção velada.
Francamente, se assim fosse, seria honesto chamar "Governo Social Democrata" ao dos malditos que procuraram destruir todas as instituições sociais, não deixando pedra sobre pedra? Não, são aberrações de canalhas que querem operar as suas baixas pulhices à sombra dum partido, qualquer que ele seja. Enquanto os portugueses não compreenderem que o que faz o mal não são os partidos, mas aqueles que os compõem, nada puderá mudar verdadeiramente: está-se a bater ao lado da questão, o que só aproveitará aos corruptos e aos malditos.
Mal intencionados conseguem introduzir-se por todo o lado . Até no Movimento de Intervenção e Cidadania há quem pretenda ocultar a corrupção e decisões anti-sociais de políticos de outros partidos, veja-se bem. Existem provas escritas, mas é de crer que seja uma excepção. No entanto, o facto confirma que em todo o lado há ovelhas ranhosas. O problema é que não as expulsam.
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: A lei do mais forte, Arrogância, Destruição, Embuste, Imbecilidade, Indignidade, Oligarquia, Saúde





